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História As flores do nosso casamento - Capítulo 22


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Capítulo 22 - Hermione


Fanfic / Fanfiction As flores do nosso casamento - Capítulo 22 - Hermione

—  Olá, tia — Hermione cumprimentou amigavelmente a senhora do outro lado da linha — Senti saudades.

—  Eu também minha querida — Minerva respondeu e Hermione sabia que ela estava sorrindo

—  Desculpe não ter atendido sua ligação, eu estava sem meu celular.

—  Que tipo de milagre é esse? — Minerva brincou

Hermione sorriu, sentando-se na cadeira de balanço que havia na varanda da casa principal, os olhos percorrendo o belo jardim a sua frente.

—  O que a senhora anda fazendo?

—  Nada de muito novo — Minerva respondeu —  Cuido do jardim, faço comprar, vou aos chás da tarde no clube. Coisas de gente velha.

—  A senhora não é tão velha assim — Hermione exclamou —  Se esta entediada.. por que não vem para Nova York? Acredito que a senhora encontrara muitas coisas para fazer aqui.

—  Eu iria atrapalhar seu trabalho, querida.

—  A senhora nunca atrapalha — Hermione respondeu —  Além do mais, sinto muito a sua falta.

—  Oh menina — Minerva murmurou —  Por que sinto que esta triste? Quer me contar algo?

—  Não é nada demais, tia.

—  Você nunca soube mentir muito bem, criança. Principalmente para mim — Minerva comentou em tom doce — Me diz o que te incomoda. Desabafe comigo, criança. Eu sempre estou aqui para ouvi-lá.

Hermione sorriu comovida com o afeto da tia.  Minerva havia lhe criado como sua filha, nunca deixando falta nada —  tanto em coisas materiais como sentimentais —  e sempre segurou a mão dela quando as coisas ficavam realmente difíceis. Hermione sabia que sempre poderia contar com a tia.

— Ah tia Minnie  — Hermione murmurou soltando um suspiro longo — Eu acho que me meti num grande problema.

— Que tipo de problema?

—  Eu acho que me apaixonei.

—  Oh.. E desde quando isso é um problema, querida? Isso é incrível.

—  Eu me apaixonei por um cliente — Hermione respondeu —  Ele vai casar, tia. E eu estou apaixonada por ele. Esse é o grande problema.

— Oh.

Enquanto havia um silencio vindo do outro lado da linha, Hermione deixou as pálpebras caírem e suspirou. Havia certo alivio em contar isso para alguém, dizer aquelas palavras, colocar para fora o que ela sabia que não podia ser dito em voz alta. Era esmagador carregar aquilo.

Quando deixou a casa de Draco ontem, e depois chorou no colo de Gina, ela havia notado que o que sentia era muito mais complexo do que parecia. Sentimentos que não deviam existir, mas que haviam nascido tão rapidamente e de forma tão furtiva que Hermione nem percebeu até que teve que dar adeus.

Não era apenas o coração dela que pertencia a Draco. Toda ela, desde seu corpo, coração e sua mente, tudo pertencia a ele.  Ela estava, de fato, apaixonada por ele.

—  Hermione — A Granger ouviu sua tia lamentar seu nome e continuou de olhos fechados como se, caso abrisse, fosse ver a tia na sua frente com um olhar reprobatório

—  Essa é sua deixa para me dar um sermão — Hermione comentou baixinho

—  Um sermão?

—  Sim. Você deve me dizer que esperava mais de mim, que nunca pensou que eu faria uma coisa dessas, que eu lhe decepcionei.. Tia, por que esta rindo?

—  Oh menina — Minerva murmurou com a voz levemente divertida — Eu já ouvi isso antes, sabia? Já ouvi cada palavra dessas, no mesmo tom e da mesma maneira. Sinto que estou tendo um Déjà vu.

—  De quem a senhora ouviu?

—  Da sua mãe — Minerva respondeu pegando Hermione de surpresa —  Você sabe como ela conheceu seu pai?

—  Numa cafeteria em Paris — Hermione respondeu — Mamãe estava fazendo um intercâmbio na escola de Artes, um dia ela entrou na cafeteria que o papai trabalhava, ela disse que foi amor  a primeira vista.

—  Sim, foi — Minerva concordou — Mas, ela não lhe contou uma coisa. Seu pai tinha uma namorada naquela época.

— Uma namorada? — Hermione repetiu surpresa

—  Sim. Os dois namoravam desde o ensino médio, um daqueles relacionamentos entre líder de torcida e o capitão do time, sabe quem clichê. Seu pai era todo clichê, caso não se lembre. Mas, quando ele viu a sua mãe.. Ah criança. Eles se apaixonaram imediatamente.

—  O que aconteceu? — Hermione perguntou

—  Era inegável aquele sentimento, ambos sabiam disso. Eles até tentaram ser amigos por um tempo, mas não funcionou. Cada dia que passavam o sentimento crescia, tornando doloroso aquela separação.. Um dia sua mãe me ligou. Ela me contou que havia beijado seu pai.

—  Na Pont Neuf¹— Hermione murmurou lembrando que isso sua mãe havia contado

—  Sim. Ela estava muito nervosa, com medo do que havia feito, e principalmente com medo do que seu pai e eu iríamos pensar dela. Ela me disse: “ Minnie, eu sinto muito. Eu sei que esperava mais de mim, que nunca pensou que eu faria uma coisa dessas, que eu lhe decepcionei.” Exatamente como você disse.

—  O que a senhora disse?

—  Que eu não era ninguém para julgá-la. Ninguém tinha esse direito. Além do mais, ela não escolheu amar seu pai. Não esta em nossas mãos por quem nós nos apaixonamos, Hermione. Você não escolheu se apaixonar pelo seu cliente.

—  Eu acho... eu acho que mesmo que eu pudesse escolher.. escolheria ele — Hermione confessou

—  Oh menina — Minerva suspirou

—  Continue a contar sobre a mamãe, por favor.

—  Sua mãe ficou tão nervosa com o beijo que fugiu do seu pai por duas semanas. Ela ignorou as ligações dele, e evitava ir a locais que sabia que iria encontrá-lo. Um dia seu pai apareceu na porta dela. Ele disse que tinha terminado o namoro, que ele sabia que devia ter feito isso mais cedo, e que se ela quisesse.. ele também queria.  O resto você sabe.

—Casaram, me tiveram, e viveram felizes..— Hermione respondeu completando baixinho — Até a morte.

Hermione sempre havia visto a história dos pais como digna de um conto de fadas, mas aqueles detalhes deixados de fora era o que tornava a história deles real.

—  Eu não sei o que fazer, tia Minnie — Hermione murmurou — Eu terminei tudo que tinha entre nós, com medo das consequências, mas eu sinto saudades dele, meu peito dói e as vezes fica até difícil respirar. Como eu pude me entregar tanto? Me sinto uma boba.

—  Eu sei que se sua mãe tivesse viva, ela teria um ótimo conselho para lhe dar. Eu, infelizmente, não tenho.  Sinto muito, querida

—  Tudo isso é tão confuso — Hermione murmurou —  Por que fui me apaixonar por alguém que não posso ter? Parece uma brincadeira sádica do universo comigo.

Hermione deu uma risada amarga, sentindo que o universo ria cruelmente dela, ela soltou um suspiro sentindo-se pior por toda aquela autodepreciação.

—  Eu não vou mais enchê-la com meu coração quebrado, tia.

—  Deixe de ser boba, menina — Minerva respondeu —  Eu não lhe disse que sempre estaria aqui para ouvi-lá? Pois bem, é isso que estou fazendo. Se tem algo mais para desabafar, diga.

—  Não, eu não tenho. Esse é o único problema que tenho. Por hora — Hermione respondeu — Acredito que o universo ainda não terminou de foder comigo.

—  Olhe esse linguajar — Minerva repreendeu

—  Desculpe. Vou desligar agora, tia, eu tenho que focar na única coisa que não esta ruindo: Meu trabalho.

—  Não faça isso, menina. Não mergulhe no trabalho e sufoque o resto da sua vida — Minerva aconselhou —  Precisa viver, mesmo que seja para ter um coração partido. Não vai querer acordar um dia, velhinha como eu, e se perguntar o que fez com sua vida.

—  Agora é a senhora que parece triste.

—  Eu estou bem — Minerva garantiu —  Promete que vai me ligar quando precisar desabafar?

—  Prometo — Hermione deu um meio sorriso — Eu amo a senhora.

—  Eu também te amo, menina — Minerva respondeu

—  Boa noite, tia — Hermione desejou desligando a ligação logo após a despedida da mais velha

A Granger levantou-se, virando-se para entrar em casa, foi então ai que notou Luna parada na porta com uma expressão de surpresa;

—  Luna? Há quanto tempo esta ai?

—  Qual é o nome dele? — Luna perguntou

Hermione engoliu em seco, desviando o olhar, sabia que Luna tinha ouvido o suficiente. Ela não iria negar, Luna tinha ouvido sua confissão, pensou então em algum cliente que não fosse Draco, mas sabia que Luna era esperta e não compraria isso. Elas se conheciam muito bem, Luna notaria sua mentira, e Hermione estava cansada de esconder aquilo.

—  Draco — Hermione respondeu voltando a fixar os olhos na amiga — Eu me apaixonei pelo Draco.

Um longo silencio se seguiu, Hermione viu tantas emoções passarem pelo rosto da Lovegood que foi difícil de acompanhar, Luna abriu a boca algumas vezes tentando falar, mas nada saia. Soltando um longo suspiro, Hermione voltou a se sentar, apoiando os cotovelos nas coxas e colocando a cabeça entre aos mãos Alguns segundos depois, Luna sentou-se ao seu lado dando um pequeno afago na sua coxa.

—  Como isso aconteceu?

—  Eu não sei — Hermione respondeu exausta e sem erguer o rosto —  Me desculpe.

—  Desculpar pelo que? — Luna questionou confusa — Você não fez nada de errado.

—  Eu fiz sim — Hermione ergueu a cabeça abruptamente olhando a amiga nos olhos — Eu fiz sim, Luna.

—  Converse comigo — Luna pediu segurando gentilmente a mão do amiga e repetiu —  Converse comigo, Mione.

Hermione observou as mãos delas unidas, concordando com o pedido, ela precisava desabafar e estava cansada de guardar aquilo das amigas.

—  Vem, vamos até minha casa — Hermione pediu

Luna concordou, entendo que Hermione não queria que mais ninguém ouvisse a conversa delas — principalmente Pansy. Ao chegar em casa,a Granger pegou duas taças de vinho e serviu, antes de sentar no sofá acompanhada de Luna, deixando um pequeno e breve silencio se formar no recinto enquanto tentava encontrar as palavras para descrever não só o  como mais também o que realmente sentia.

—  Como isso aconteceu? — Luna repetiu a pergunta quando viu que Hermione estava pronta para falar

—  Lembra quando nós o conhecemos? Acho que começou lá — Hermione contou —  No momento que coloquei os olhos nele.. Senti tantas coisas. Coisas que nunca senti por ninguém. Meu coração disparou, acordou até as borboletas no estomago que eu nem sabia que existiam em mim, ele com apenas um olhar me fez perder o fôlego e o foco.Então veio àqueles encontros para planejar o casamento.. Saímos uma vez para tomar um café..  Havia conversas além das profissionais, olhares, toques.. Eu me sentia bem com ele. Sentia que podia contar qualquer coisa que ele entenderia. E ele também se abria comigo. E mesmo o conhecendo a pouco tempo foi como se nos conhecêssemos a décadas. Havia algo começando a surgir entre nós dois, florescendo devagar, e eu mal percebi. Porém, eu tinha controle sobre meus sentimentos e pensamentos. Pelo menos tentava por controle. Eu me lembrava a cada segundo que ele ia casar e que estávamos tomando um caminho perigoso. Que havia tanto em jogo; De ambos os lados. Então veio aquela festa no Clube. Ele me beijou naquela noite. E eu o beijei de volta.

Hermione aproveitou que aquilo tinha dado um pequeno susto em Luna e bebericou do seu vinho, aproveitando brevemente do gosto suave, antes de voltar a falar.

—  No dia seguinte veio o peso na consciência.  Me martirizei por ter deixado isso acontecer. Eu pensava a todo instante o que seria de mim, da minha carreira, da Felizes para Sempre e mais importante o que vocês pensariam de mim caso soubessem. Meu maior medo foi decepcionar vocês.  Porem, percebi que por mais errado que tenha sido.. eu não estava totalmente arrependida. Eu queria de novo. Era um erro que eu não me importava de cometer. Então ele me ligou. Fui até a Malfoy para conversarmos pessoalmente. Ele confessou que, assim como eu, não estava arrependido de me beijar. E que ele queria fazer de novo. Sabíamos que era errado, mas não nos importamos.  Quando fui embora.. combinamos de jantar. Ontem.

Hermione parou de falar para observar o rosto de Luna, tentando interpretar as mil e uma emoções que passavam pelo rosto da mesma, mas antes que perdesse a coragem, voltou a falar.

 —  Nós fomos a um restaurante ótimo, e estava tudo ótimo. Eu me senti incrivelmente sortuda por estar lá com ele.. Até receber uma mensagem de Gina. Ela havia visto uma matéria sobre Draco e Astória terem jantado na noite anterior a nossa e me mandou o link. Eu fiquei tão furiosa. Furiosa com a cretinice do Draco e furiosa comigo por que aquilo era culpa minha, eu sabia que ele estava noivo e não me importe, idealizeis coisas que não podiam acontecer, e quando a verdade foi esfregada sobre a minha cara.. foi decepcionante e isso me fez ficar furiosa. 

“ Sai daquele restaurante com meu orgulho ferido e meu coração doendo. Draco não me deixou ir muito longe, ele tentou me fazer escutá-lo, e quando finalmente permiti.. Ele se declarou para mim, Luna. Disse que o coração dele era meu. Disse que ele era meu.  E eu sei que ele estava sendo sincero. Eu posso conhecê-lo a muito pouco tempo, mais sei que ele estava sendo sincero comigo. Ele sempre foi sincero comigo.

 Fomos ao apartamento dele, e não transamos antes que pergunte, tínhamos decidido ter uma conversa franca sobre o que estava acontecendo entre a gente e o que aconteceria a seguir.  Ele me contou um pouco sobre sua relação com o pai, sobre a empresa, e sobre o casamento com Astória. No fim da conversa tínhamos consciência de que, quando eu saísse dali, não havia chance para um nós. Foi tão difícil dizer adeus, Luna. Ainda esta sendo difícil. Mas, é a única escolha que tínhamos.

Eu lhe disse adeus e fui embora, sem olhar para trás, com uma vontade gigante de jogar tudo para o alto e correr para os braços dele.. Voltei para cá, chorei nos braços de Gina, e foi ai que finalmente tomei consciência de que eu estava apaixonada por Draco. Que o que tínhamos não era algo tão passageiro ou uma aventura como eu queria pensar que fosse. Eu estou apaixonada por Draco e ele vai casar com outra.”

Hermione soltou um longo suspiro assim que terminou de falar, ela deixou as palavras assentarem na mente de Luna, ela terminou seu vinho e encheu a taça novamente, porém antes que pudesse beber, Luna agarrou a taça dela e virou tudo num gole então pegou a garrafa bebendo direto do gargalo um longo gole antes de colocar a garrafa sob a mesa. Hermione encarou a amiga atordoada, esperando que Luna disse-se algo, pronta também para chamar Gina caso Luna entrasse em choque com as informações.

—  Eu me sinto traída — Luna confessou num sussurro olhando Hermione nos olhos — Gina sabia de tudo isso. Por que contou somente a ela?

—  Não era como se eu tivesse escolha — Hermione respondeu em voz baixa — Ela notou. Gina é muito observadora. Viu o modo que ele me afetava, então nossa troca de olhares, e como ela chama “ Nossa química sexual insolúvel, inebriante e sufocante” que parecia preencher o ambiente em que estávamos.

—   E daí? Por que não me contou tudo que falou agora, antes? — Luna perguntou com um olhar triste —  Pensei que não havia segredos entre nós.

—  E não há! Luna...

—  Droga, Hermione — Luna exclamou passando as mãos pelo cabelo —  Eu notei que você andava muito distraída, achei que era por causa do tanto de serviço que tínhamos, nunca pensei que você estava distraída por que estava se apaixonando pelo nosso cliente. Cliente. Você. Se. Apaixonou. Por. Um. Cliente.

—  Me desculpe — Hermione pediu segurando as mãos da amiga, o coração apertava no peito —  Me desculpe, Luna. Por favor, me desculpe.

—  Calma, Mione — Luna pediu, assustada com a reação de Hermione — Respire!

—  Me desculpe — Hermione repetiu, só que um pouco mais calma — Eu não queria lhe decepcionar.

 — Oh, querida — Luna murmurou gentil —  Vem aqui.

Hermione rapidamente abrigou-se nos braços abertos da Lovegood, a mesma a rodeou com os braços finos lhe dando um leve aperto.  Foi só quando um soluço escapou dos seus lábios que Hermione notou que estava chorando. Ela não sabia dizer o motivo; Talvez fosse por Draco, seu coração partido, o medo de decepcionar a amiga ou o fato de finalmente ter contado aquele segredo que vinha lhe corroendo.

—  Eu não estou decepcionada, Hermione — Disse Luna, ainda mantendo Hermione em seus braços e com a voz calma de sempre — Só um pouco chateada com a situação. Você não devia ter escondido isso de mim, nem de Pansy, somos suas amigas, achei que confiasse em nós.

—  Eu confio — Hermione afirmou — Eu só não sabia como contar.

—  O que achou que faríamos? — Luna perguntou — Achou que iríamos julgá-la? Você é nossa amiga, nossa família, conhecemos você. Além do mais, conhecemos o amor o suficiente para saber que não escolhemos por quem nos apaixonamos.

—  Eu só.. fiquei com medo. Vocês são minha família, eu não saberia o que fazer sem o apoio de vocês — Hermione confessou se afastando para poder olhar Luna nos olhos

—  Não  vou mentir e dizer que entendo. Eu não entendo — Luna respondeu sincera —  Mas, eu jamais iria deixar de apoiá-la, sempre estive e sempre estarei ao seu lado, Mione. Isso não vai mudar, nunca.

—  Obrigada — Hermione murmurou

—  E agora? — Luna questionou

—  Não sei — Hermione suspirou encostando-se no sofá — Dissemos adeus. Ele vai casar. Eu vou seguir minha vida. Meu coração apaixonado não muda isso.

— Você disse que ele se declarou. Isso não deve contar?

—  É complicado. Draco e eu não podemos ficar juntos, não sem colocar em risco nossas carreiras e todo o resto — Hermione respondeu evasiva

Não era que ela não confiasse em Luna para contar sobre o segredo de Draco, ela confiava, o problema era que quanto mais gente soubesse era mais fácil do segredo vir à tona. Ela havia contado a Gina,  e isso parecia errado agora, por isso preferiu manter a boca fechada.

—  Então o que?

—  Eu não sei — Hermione confessou

—  Vai contar a Pan?

—  Ainda não — Hermione negou apressada — Eu não sei qual vai ser a reação dela.

—  Somos todas suas amigas, Mione, não esconda as coisas de nós — Luna pediu

—  Eu não vou esconder mais nada, juro — Hermione afirmou — E eu vou contar a Pan, só.. vou dar um pouco mais de tempo. Preciso encontrar um jeito de contar sem parecer que quase coloquei abaixo tudo pelo que viemos batalhado há anos.

—  Hermione, esse trabalho não é mais importante que nossa amizade — Luna respondeu séria — Ele jamais vai ser.

—  Mas, eu arrisquei tudo — Hermione murmurou assombrada —  Imagina o que aconteceria se alguém descobrisse? O escândalo que iria ser? Eu iria afundar a Felizes para Sempre! Eu não saberia lidar com a culpa.

—  Culpa? Ninguém iria culpa-la por se apaixonar. Não mandamos no nosso coração, Hermione. Não escolhemos quem vamos amar. Acredite, eu queria que pudéssemos fazer tal escolha. Seria mais fácil, não é?

—  Ele...

—  Não, não tente achar um desculpa — Luna pediu — Eu sei exatamente o que ele sente. E aceitei isso há algum tempo. Esta tudo bem. Estamos falado do Draco, e não dele.

Hermione apertou a mão da amiga, em sinal de conforto, vendo que aquele assunto estava incomodando Luna.  Ela queria confortá-la, lhe dar uma esperança, mas era complicado. E além do mais, ela não estava em condições em dar conselhos amorosos quando sua própria vida estava indo ladeira abaixo — ela sentia que isso seria um pouco hipócrita.

—  Você quer dormir aqui? — Hermione convidou

—  Claro — Luna sorriu —  Contanto, é claro, que você não acabe no chão como hoje de manhã!

—  A culpa é toda da Ginevra — Hermione exclamou soltando uma risada baixa

E foi assim que Hermione notou que Luna, mesmo não entendendo ao todo aquela situação que ela se meteu, não iria julgá-la. Hermione sentia um forte alivio saber que teria a amiga, seu apoio e seus abraços, naquela situação. Seu maior medo sempre seria perder a amizade daquelas mulheres. 



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