1. Spirit Fanfics >
  2. As flores do nosso casamento >
  3. Hermione

História As flores do nosso casamento - Capítulo 28


Escrita por:


Capítulo 28 - Hermione


Fanfic / Fanfiction As flores do nosso casamento - Capítulo 28 - Hermione

[Gina]: Onde você está?

[Gina]: O que o advogado do Malfoy queria?

[Gina]: Você viu a entrevista que Astória deu?

[Gina]: Hermione, me atende!

 

Hermione ignorou as mensagens da ruiva, mesmo sabendo que isso irritaria a Weasley, ela guardou o celular no bolso, depois de coloca-lo no silencioso. Ela não podia lidar com isso agora — e com isso, ela quis dizer a vida bagunçada dela.

Ela havia se refugiado num dos seus lugares favoritas de Nova York: Prospect Park. Não era tão movimentado quanto o central Park, mais tão bonito quanto. Seu lugar favorito era uma árvore, poucos metros da ponte, a margens do lago. Era tão quieto ali, e pouco movimentado, um ponto de paz no meio da loucura de Nova York.

O ambiente silencioso ajudou com sua mente barulhenta. Ela não conseguia parar de pensar em Draco, na suposta gravidez, e no futuro que eles nunca teriam. Uma parte de si estava arrasada, a outra estava rindo maleficamente — uma risada de bruxa má, estranhamente — e lhe sussurrando que ela não devia ter criado esperanças à toa. Ela já não tinha se conformado que eles não tinham futuro? Porque ela foi plantar a semente de novo num terreno desfavorável? Porque ela não disse não quando Draco ligou? Porque ela teve que atender aquela ligação?

Ela sentia-se estúpida. Devia ter escutado seus próprios conselhos, mantido distancia, deixado que Draco seguisse sua vida. Mas não! Ela tinha que atender a ligação, teve que ir ao apartamento dele, ouvido ele, e acreditado no futuro que ele mentalizou pra eles. Agora ela estava outra vez sentindo-se horrível, com suas barreiras caídas e lamentando a perda de algo que ela não podia ter. Todas àquelas horas mentalizando que ela superaria Draco, o sono que ela perdeu apenas pra fortificar sua mente contra os pensamentos sobre o Malfoy, todo o empenho que ela colocou nisso.. jogado fora.

E sem falar no risco que ela colocou a Felizes para Sempre. Ela devia colocar a empresa, e as amigas, acima de qualquer coisa. E isso inclui seu coração estúpido que se apaixonou pela pessoa errada. Pensar nas amigas a fez se sentir pior, afinal ela estava enganado Pansy. E isso tinha que parar. A Parkinson era sua família e ela não devia enganar a família.

—  Estúpida, Hermione — A Granger murmurou —  Você é tão estúpida.

Ela sabia que Draco estava se sentindo pior. Ela viu nos olhos dele a esperança de poder viver a própria vida, e então viu aquele brilho morrendo, e isso foi como levar uma facada no coração. Vê-lo daquela maneira, tão destruído e perdido, a deixou furiosa. Ela queria abraçar o Malfoy, protegê-lo de todos que queria magoa-lo, e resolver aquela situação pra ele —  talvez chacoalhando a senhora Malfoy e a Greengrass pra elas acordarem pra vida e verem o mal que causaram a Draco com aquela estúpida noticia.

Um bebê. Um bebê falso. Hermione acreditava em Draco de que, se Astória estava grávida, o bebê não era dele. Ela não achava que ele mentiria sobre isso. Sim, ele estava comprometido com Astória e estava apaixonado por Hermione, mas ele jamais se mostrou um homem de caráter ruim. Hermione acreditava nele —  por mais louco que isso soasse.

Quando começou a escurecer, Hermione decidiu encarar a realidade. Ela tinha uma vida e um trabalho — esse ultimo envolvendo Draco Malfoy — e ela não podia fugir disso pra sempre. Havia mais algumas mensagens de Gina, algumas xingando ela por sumir e por não atender o “maldito” telefone, havia uma mensagem de Luna preocupada com o seu sumiço, Hermione ficou mal por ter preocupando tanto as amigas.

[Hermione]: A caminho.

A viajem para casa demorou um pouco, por causa da loucura que era o transito daquela cidade, quando chegou, encontrou Gina e Luna lhe esperando na varanda da casa principal.

—  Eu tenho vinho — A Weasley a recebeu —  E Luna fez o seu bolo preferido.

—  Obrigada meninas — Hermione sorriu  tristemente — Eu só preciso fazer uma coisa antes.

—  O que? —  Gina perguntou curiosa como sempre

—  Pansy — Hermione respondeu pegando as outras duas de surpresa — Tudo isso esta me matando. Eu não quero esconder mais nada dela. Independente de qual for a punição que ela desejar me dar.. eu vou aceitar. Eu mereço.

—  Punição? — Luna repetiu — Hermione, você não pode ser punida por se apaixonar.

—  Posso ser punida por me apaixonar pelo cara errado.

—  Não, não pode — A Lovegood negou — O coração quer o que ele quer, certo? Eu sei, Gina e Pan também, que se você tivesse algum controle sobre o seu coração você não escolheria se apaixonar por um cliente. Você sempre foi a mais cabeça de todas nós. Pan vai entender.

—  Eu espero — Hermione olhou apreensiva na direção da porta — Não sei o que farei se ela..

—  Ela não vai te expulsar, Hermione — Gina respondeu entendendo a preocupação de Hermione — Ela vai ficar chateada com você. Talvez magoada por você ter escondido isso por tanto tempo. Irritada por você ter feito o que fez. Mas te expulsar? Não. Pan não vai te odiar, Hermione. Somos uma família, e não se renega a própria família.

—  Converse com ela, Hermione. Sempre resolvemos as coisas assim, não é? — Luna encorajou — Estaremos esperando você na sua casa. Vamos, Dominic Toretto!

—  É um bom filme — Gina respondeu em tom de defesa e sorriu pra Hermione — Boa sorte.

Quando as duas se afastaram, Hermione entrou na casa. Ela sorriu com o cheiro tão familiar, o cheiro de flores misturado com algo doce, então subiu para o escritório onde sabia que Pansy estava.  Ela bateu na porta, optando começar com uma boa educação, e esperou a autorização de Pansy pra entrar.

—  Você bateu na porta — A  Parkinson comentou deixando claro que estranhou o gesto

—  Precisamos conversar.

—  Finalmente — Pansy comentou pegando Hermione de surpresa — O que? Eu notei que você estava estranha, Hermione. Foi difícil não notar, pra falar a verdade, eu estava esperando pra ver quando é que você finalmente ia vir falar comigo.

Hermione sorriu minimanete. Não devia ter ficado tão surpresa por isso, afinal Pansy sempre foi uma boa observadora.

—  É uma conversa de amigas ou de negócios? — Pansy perguntou

—  Acho que os dois — Granger respondeu sentando-se na cadeira frente a mesa de Pansy —  Eu nem sei por onde começar.

—  Tudo bem — A morena garantiu — Eu tenho todo o tempo do mundo.

—  Não tem não — Hermione apontou pro celular — Alguma noiva vai te ligar histérica daqui a pouco, aposto.

—  Então é melhor começar a falar — Pansy brincou só que perdeu o sorriso quando notou o quão séria estava a outra — Hermione, o que aconteceu?

— Antes de começar a falar, explicar o motivo de estar aqui e de estar tão estranha, eu quero que você saiba que eu amo muito você e as meninas. Eu amo essa empresa. Ela é meu sonho tanto quanto o de vocês. E eu jamais pensei em colocá-la em risco. E nem as nossas carreiras.

—  Ok — Pansy concordou hesitante

—  Eu me apaixonei — Hermione começou sentindo-se péssima quando Pansy começou a comemorar — Por um cliente.

—  O que? — Pansy questionou surpresa

—  Eu não queria que isso acontecesse. Não devia ter acontecido. Só que.. o coração quer o que ele quer. Droga! Eu não sei como continuar — Hermione desabafou

—  Quem?

—  Draco.

—  Merda — Pansy xingou alto —  É melhor começar a explicar isso, Hermione, porque sinto que estou prestes a ter uma síncope.

Juntando toda a coragem que tinha, Hermione contou a Pansy tudo; Desde o que sentiu quando encontrou Draco pela primeira vez, as conversas e olhares que ambos trocaram sempre que se viam, aquela sensação incrível e esmagadora que surgia sempre que ela pensava ou via Draco, o que aconteceu no clube, o que aconteceu depois do clube, o jantar e então a conversa no apartamento dele — deixando de fora o testamento e a farsa —  então o afastamento momentâneo, e chegando a ligação dele e da visita ao apartamento dele horas atrás.  Quando terminou, parecia que um peso enorme tinha sido arrancado de si. Ela odiava esconder coisas das amigas.

—  Eu não sei o que dizer — Pansy disse depois de um longo tempo em silencio — O que você tinha na cabeça, Hermione?

—  Eu não sei.

—  Ela esta grávida, sabia? — Pansy perguntou —  Ela vai ter um bebê dele. O que passou pela cabeça de vocês dois?

—  Não fizemos nada além de beijar, Pan, eu juro — Hermione disse nervosa — E não sabíamos sobre o bebê.

Ela odiou ter que mentir para Pansy, mas não havia como explicar que o bebê não era de Draco — Pansy nem ia acreditar nisso — sem contar sobre a farsa.

—  Você pensou no que Narcissa Malfoy faria se descobrisse sobre o caso de vocês? — Pansy perguntou irritada — Pensou em como ela tem o poder de acabar conosco? Essa mulher é importante, Hermione. Ela tem dinheiro, poder e meios de destruir a Felizes para Sempre e nos enterrar juntos com ela. Você disse que jamais pensou em nos colocar em risco, nem a empresa, mas eu duvido disso agora. Você foi tão irresponsável e egoísta. Você viveu uma aventurinha com um homem comprometido, e ignorou todo o perigo que isso envolvia. Ignorou os problemas que isso causaria pra nós. Você ignorou que seu caso podia ser a ruína do nosso sonho, do sonho da Luna, da Gina, do meu sonho!

Hermione escutou tudo calada, os olhos marejados e o coração doendo, mas ela não impediu Pansy de dizer nada. Ela queria dizer a Pansy que havia pensando nisso sim, em tudo aquilo —  erros, riscos e sonhos —  mas não era a hora. A Parkinson tinha o direito de ficar tão irritada, Hermione fora inconsequente, e indo contra tudo que as pessoas diziam sobre ela, Pansy não era tão imune às emoções assim. Ela só era boa em encobrir.

—  Eu estou decepcionada — Pansy confessou —  E assustada. Nunca pensei em perder a Felizes para Sempre.

—  Você não vai — Hermione tratou de afirma — Ninguém vai perder nada, Pansy. Eu garanto.

—  Depois que meus pais morreram, você lembra do quão mau eu fiquei? — Pansy perguntou —  Eu achei que minha vida tinha acabado junto com a deles. Mais então eu me reergui com o apoio de vocês e foquei nessa empresa. Eu dei sangue e suor para erguer a Felizes para Sempre, Hermione. Eu sei que vocês fizeram o mesmo, mas pra mim é diferente. Isso aqui, tudo isso, é quem eu sou. —  A morena apontou para as coisas ao redor — Eu não sei quem sou sem a Felizes para Sempre. Me magoa que você colocou em risco nossas carreiras por causa de uma aventura.

—  Eu sinto muito, Pansy — Hermione disse sincera — Eu realmente sinto muito. Eu não queria de decepcionar. Você é minha família, sempre vai ser, e eu jamais te magoaria de propósito. E sinto muito ter te assustado. Mas você esta errada sobre algo.

—  E o que é?

—  Não foi uma aventura. Nada do que eu vivi com Draco. Nem meus sentimentos por ele. —  Hermione explicou — Era tudo real. Infelizmente, não devia ser.

—  É, não devia — Pansy negou exausta — Olha, o casamento é daqui a cinco dias. Ele vai acontecer?

—  Vai.

—  É uma grande oportunidade pra nós crescermos, Hermione. E infelizmente não posso te substituir. Você vai conseguir trabalhar?

—  Vou — Hermione concordou, um pouco magoada com o fato de ser quase substituída— Não vou deixa que nada disso atrapalhe.

—  Vou impor umas regras: Você não vai ficar sozinha em lugar nenhum com o senhor Malfoy. Não vai encontrá-lo e nem falar com ele, e se precisar fazer isso por causa do trabalho, terá que ter a companhia de uma de nós... Gina e Luna sabiam sobre isso?

—  Sim.

—  Eu fui a ultima? —  Pansy perguntou magoada

—  Gina descobriu porque viu como Draco me olhava, e como eu olhava pra ele, e Luna escutou minha conversa com a tia Minerva.

—  Quantas pessoas sabem sobre  o seu caso?

—  Só vocês quatro. E o advogado do Draco. Severo Snape.

—  O Malfoy já tomou predicações pra você não estragar a vida dele? — Pansy perguntou irônica

—  Na verdade, Draco contou ao padrinho porque precisava desabafar. É real o que ele sente por mim, Pan.

—  Tão real que ele vai casar com outra — Pansy rebateu e isso doeu tanto quanto se a Parkinson tivesse batido nela, Pansy notou — Olha, desculpa. Eu estou sendo rude, eu sei, mas é que essa situação..

—  Eu entendo — Hermione respondeu baixinho

—  Tá.. você não vai ficar sozinha com o Malfoy, em hipótese alguma, se tiver alguma questão a ser resolvida, passe pra mim e eu resolvo com o Malfoy. Você vai bloquear o numero dele, sem ligação ou mensagem. E quando estivermos naquele casamento, você vai manter distancia dele. Não quero recaídas. E depois, você vai tirar uma folga.

—  Estou sendo afastada?

—  Eu estou lhe dando férias — Pansy corrigiu — Você precisa por a cabeça no lugar. Viajem, ou retorne a Londres, fique o tempo que precisar. Você é muito boa no que faz, Hermione, e se tentar manter você focada me tornar a vilã.. que assim seja.

—  Mais alguma coisa? — Hermione perguntou se levantando

—  Hermione..

—  Hoje foi um dia muito exaustivo, Pansy — Hermione respondeu —  Eu estou exausta. Então.. você tem mais alguma regra?

—  Não.

—  Ótimo. Tem a minha palavra que vou cumpriu cada uma delas — Hermione garantiu —  Boa noite.

—  Boa noite.

Hermione sabia que não podia ficar com raiva por Pansy estar tentando proteger a Felizes para Sempre. Ela faria o mesmo, se estivesse na posição de Pansy. Ela só estava muito cansada daquela situação, e talvez a raiva fosse contra ela mesmo, tudo que ela queria era que o casamento acontecesse logo e ela nunca mais precisasse ver Draco Malfoy.


Notas Finais


O que acharam da reação da Pan? Hermione fez bem em contar?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...