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História As flores do nosso casamento - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Draco


Fanfic / Fanfiction As flores do nosso casamento - Capítulo 5 - Draco

—Qual é o problema? –Draco perguntou assim que atendeu o telefone

Os passos longos e rápidos dele ecoavam pela casa, as suas costas ele podia ouvir as mulheres retornando ao assunto do seu casamento, enquanto ele se dirigia a saída.

—Victor Krum –Montague respondeu, trazendo um revirar de olhos do chefe - Ele descobriu sobre o testamento.

—Você só pode estar de brincadeira –Draco segurou a vontade de socar algo, ou melhor, alguém –Como isso aconteceu?

—Não sabemos. Agora, ele exige uma reunião de emergência com os outros acionistas –Montague respondeu

—Onde ele esta? –Draco perguntou

—Na sala da presidência.

—Eu estou a caminho –Draco avisou entrando no seu carro –Segure-o ai, não deixe que ele fale com ninguém. Não precisamos de mais gente sabendo disso. Eu estou a caminho.

—Sim senhor.

—Mais uma coisa –Draco anunciou-Descubra quem contou a Krum sobre  esse maldito testamento. Eu quero a cabeça dessa pessoa!

—Sim senhor –Montague voltou a concordar

O loiro desligou o celular, jogando o aparelho de lado, enquanto o carro arrancava da Felizes par Sempre. Seu sangue fervia, incapaz de fazê-lo focar em qualquer coisa que não fosse em Victor Krum.

Como se ele não tivesse problemas de sobra, agora teria que lidar com a competição para o cargo de presidente da Malfoy. O loiro sabia que tinha uma chance, grade demais para o gosto dele, de Victor ganhar. Era a regra mais clara da Malfoy: Se a cadeira ficar vaga, para uma disputa, o que tiver mais mérito ganha. E os velhos caducos dos acionistas só prestavam atenção em três coisas, na hora de votar: no desempenho, se a pessoa era casada e se tinha um herdeiro que podia continuar com o império. Para Draco, aquilo era ultrapassado, mas não havia nada que poderia fazer.

—Senhor Malfoy – Tracey o recebeu

— Krum ainda esta na minha sala?

—Sim senhor.

Draco foi para o ultimo andar do edifico Malfoy. O lugar tinha apenas duas salas,a sala de Draco e a sala de seu pai –que Draco assumiu depois que Lucio faleceu. Ele entrou, reunindo paciência, e encontrou Victor sentado na cadeira de presidente.

—Victor, amigo, algum problema?

—Não me chame de amigo, Malfoy. Sabemos que não somos amigos –Victor respondeu furioso –Você esta me passando a perna!

—Desculpe, eu não sei do que esta falando –Draco respondeu calmamente e caminhou até a mesinha de centro, onde em uma bandeja estava uma garrafa de Bourbon,servindo-se de uma dose.

— Disso –Victor ergueu uma folha e Draco percebeu que era uma copia do testamento de seu pai –Agora me diga, você não sabe nada sobre isso?

— Onde conseguiu? Era algo pessoal, apenas a família tem acesso –Draco respondeu  sentando-se em frente a Victor  e controlando a vontade de arrancar o Krum daquela cadeira pelo pescoço

—Isso não importa. O que importa é que você esta enganando os acionistas!

—Enganando? –Draco repetiu depois de beber um gole de Bourbon

—Sim, todos acharam que você assumiu a presidência por que era o que seu pai queria, por que você era filho dele. Mas, esse testamento prova que Lucio deixou a cadeira vaga.Ele deixou essa cadeira para disputarmos!

— No meu ponto de vista, essa cadeira nunca esteve vaga, Krum –Draco respondeu –Ela já é minha antes mesmo de eu nascer.

— não comece com esse papo, esse testamento prova que essa cadeira pode ser minha.

—Não vai ser.

—Você acha que só por que avisou que vai casar, vai garantir sua cadeira? Eu já sou casado e até mesmo já tenha um filho –Victor se vangloriou –Essa cadeira é minha.

—Não é não. Ela é minha.

— Eu convoquei uma reunião de emergência, sabe o que isso significa não é? Todos os acionistas reunidos, vou apresentar esse pequeno testamento e eles vão ter que me dar a cadeira, por que você não cumpriu o pedido do sue pai.

— Eu não vou deixar isso acontecer, Victor. Essa cadeira é minha –Draco garantiu –Agora, saia daí.

—não..

—Saia daí, pois eu ainda sou o herdeiro de Lucio Malfoy e ainda sou o presidente interino. E se você não sair, chamo a segurança.

Victor engoliu todos os comentários maldosos e se levantou, tentando manter uma posse superior.Draco ergueu-se também, os dois se encararam firmemente; Numa conversa silenciosa decretaram que a rixa que eles tinham, havia acabado de subir de nível.

—Aproveite enquanto pode, Draco. Sabemos que essa cadeira não será sua por muito tempo.

— Isso é o que veremos –Draco respondeu e esperou Victor sair da sala para ligar para Severo –Minha sala agora.

Alguns minutos depois, Severo entrou na sala. Ele fez como Draco, serviu-se de uma dose de Bourbon e sentou-se onde Draco estava minutos atrás.

—Como ele descobriu? –Draco perguntou seco

—Não faço ideia, mas já percebi que seu assistente esta tentando descobrir –Severo respondeu –Ele convocou uma reunião, pelo que ouvi.

—Sim. Como se não tivesse problemas demais em cima de mim, agora tenho que me preocupar com essa maldita reunião.

— Não, não tem –Severo negou

—Como não?

— Você tem que ficar de olhos abertos, Draco. Se vai chefiar a Malfoy precisa saber o que seus funcionários fazem, quando fazem, tudo.E isso inclui os acionistas. Na verdade.. principalmente os acionistas.

—Do que esta falando? –Draco perguntou confuso

—Essa reunião convocada por Victor só pode acontecer se todos os acionistas estiverem presentes, correto?

—Sim.

— E nós temos nove acionistas, contando você e Krum.

—Isso.

—Mas, apenas oito estão presentes na cidade –Severo comunicou

—Quem está faltando?

—Horácio Slughorn. Todo ano, ele viaja nessa mesma época.

—Para onde?

—Oficialmente? Num retiro espiritual.  Extraoficialmente, esta numa viajem com a amante. Então, até ele volta, não terá reunião alguma com acionistas.

—Quando ele volta?

— Em duas semanas.

—O tempo que tenho para casar –Draco comentou –Foi esse o prazo que combinei com a empresa que vai cuidar do meu casamento.

—Então, não vejo por que se preocupar.

— Sempre tem algo para se preocupar, padrinho –Draco resmungou –O que eu não entendo é por que meu pai fez isso. Eu sei que ele nunca aceitou a ideia de que eu sentaria aqui um dia, mas agora querer entregar o império da família para Krum... isso foi longe demais.

 - Nunca vamos saber o que passou na cabeça do seu pai, Draco. O que nos restou foi apenas tentar lidar com as consequências dele.

—E não são poucas, não é? – Draco resmungou esfregando a nuca

—Senhor Malfoy? –Montague bateu na porta do escritório

—Descobriu?

—O senhor Krum pagou para que o assistente do senhor Snpae passasse qualquer informação sobre o testamento de Lucio para ele.

—Onde esta esse assistente? –Draco perguntou

—No Rh, assinando os papeis de demissão. E sim, eu me certifiquei de que ele não vá conseguir um bom emprego tão cedo –Montague afirmou e Draco assentiu

—Tem que ter cuidado com os seus assistentes, padrinho –Draco resmungou

— Você também, Draco –Severo respondeu –Quantos outros funcionários, Victor, já não tem na folha de pagamento para informá-lo de tudo que acontece a sua volta?

—Droga –Draco resmungou concordando com o homem –Preciso tirá-lo daqui de dentro.

[...]

O enorme prédio a sua frente era o que Draco chamava de lar: O edifício Salazar era a casa de Draco desde que ele tinha dezoito anos,quando finalmente pode sair da casa dos pais, ficava bem localizado em Nova York. O loiro subiu direto para o ultimo andar, onde ficava o seu apartamento,e onde tinha a cobertura apenas sua.

—SURPRESA –Harry gritou pulando sobre Draco

—Potter –Draco rosnou –O que faz aqui?

—Trouxe uma surpresa.  

Draco olhou para o local que Harry apontou, notou Remo sentando numa baqueta e debruçado sobre a ilha da cozinha e ao seu lado Sirius Black.

Para todos na família Black, a qual Narcissa pertencia –já que seu sobrenome de solteira era Black –Sirius era o desgosto da família. E também era um playboy assumido.  Ele não ligava para regras, nem etiqueta, e nem qualquer coisa que achava ser chato. E mesmo estando na casa dos cinquenta, ele ainda vivia como um jovem de vinte anos.

—O que faz aqui? –Draco perguntou depois de abraçar o primo de segundo grau

—Acabei de chegar a Los Angeles e soube da novidade –Sirius ergueu as sobrancelhas –Quer me explicar?

Depois de pegarem garrafas de cerveja, Draco contou a Sirius basicamente tudo que havia contado a Remo e Harry.

— Isso é tão a cara do seu pai –Sirius comentou em desgosto –Ele queria te controlar quando vivo e agora até depois de morto.

—E esta conseguindo –Draco comentou em desgosto –Hoje dei inicio os preparativos do meu casamento.

—Sério? Tão rápido assim?

— Não tenho mais escolha. Victor descobriu do testamento. Tenho no máximo duas semanas antes que me tirem da presidência.

—E como foi?

—Deixei que minha mãe e Astória cuidassem de tudo.. –Draco respondeu relembrando da reunião e das donas da Felizes para Sempre

—Opa, o que foi isso? –Harry perguntou confuso

—Isso o que? –Draco piscou

—Esse sorriso –Harry apontou –O que aconteceu nessa reunião?

Draco olhou para os três homens e suspirou. Sabia que não adiantaria nada negar, eles tinham percebido que havia algo e iriam insistir até que o loiro disse-se o que era.

—Uma das sócias da empresa.. ela era absolutamente linda –Draco contou  recordando-se da dona dos incríveis olhos castanhos

— Draco Malfoy, não vá por esse caminho.

—Que caminho? –Draco virou-se para o melhor amigo

—Esse ai. Você está indo por um caminho muito perigoso.

—Que caminho? –Draco repetiu

—Você esta admirando uma mulher que jamais pode ter –Remo avisou – Esse é um caminho perigoso, menino.

—Não! Eu só estou dizendo que ela é bonita.

Os três homens se entreolharam, deixando claro que não acreditavam nele. Depois de assistirem o jogo dos Brooklyn Nets, Draco expulsou seus visitantes e caiu na cama.

Tinha sido um dia do cão. Primeiro, os paparazzis, cercando-o como urubus. Depois, o seu noivado que o deixava enjoado só de lembrar. E então tinha os acionistas, que também pareciam urubus. E claro, o pior deles, Victor.

A única parte boa era Hermione Granger. Aquele nome.. a dona daquele nome.. Draco nunca tinha ficado tão fascinado por uma mulher tão rápido quando tinha ficado por Hermione. O que ela tinha demais, afinal? Certo, ela parecia mais viva do que as mulheres que o cercavam.Normalmente, as mulheres que ele conheciam pareciam bonecas da barbie, tinham sorrisos de plásticos e mal pareciam real.

Hermione Granger parecia real, viva, quente.

Draco soltou um suspiro quando entendeu o que Harry queria dizer. Ele estava indo por um caminho qual não podia percorrer. Se pensasse demais nela, iria acabar desejando-a e ele sabia que seria impossível tê-la.

Ela estava organizando o seu casamento, e ele ia casar. Não tinha a menor chance de ter algo a mais com Hermione Granger.



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