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História As Gêmeas DiLaurentis - Capítulo 8


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Notas do Autor


Tentei deixar o capítulo grande pra render bastante.

Me desculpem se conter algum erro, não deu tempo de revisar muito bem.

Comentem o que estão achando, ok? ❤️ Boa leitura.

— M

Capítulo 8 - A is back


Naquela manhã, Alison DiLaurentis estava deitada em sua cama, fitando o teto. O colchão era duro e desconfortável, o cheiro do lugar era terrível e sua barriga roncava de fome. 

Mas ela estava fora. Fora da prisão. 

Mal encontrara um lugar para ficar, mas era óbvio que possuía contatos com gente de fora. Assim que saíra daquele lugar terrível, Alison correra ao encontro de Martha; uma ex-detenta que a ajudou a escapar e a arranjou um abrigo seguro. 

Infelizmente, Alison precisou matar Martha logo em seguida. Era o único jeito de evitar que houvessem testemunhas. 

Ela não se importava com nada, afinal — nem com ninguém.

Nunca se importara.

A televisão velha e antiga chiava no cômodo, atualizando a população com as últimas notícias. 

— ...a fuga de Alison permanece sem pistas, mas as autoridades já se mobilizaram nas buscas para encontrá-la. De acordo com as informações do StreetHall, houve um pequeno imprevisto na prisão de segurança máxima da Pensilvânia que pôde ter ocasionado a fuga de Alison DiLaurentis. As autoridades estão confiantes, e uma possível entrevista com as vítimas da criminosa podem ocorrer num futuro próximo. Quaisquer informações sobre seu paradeiro devem ser avisadas imediatamente.

Alison abriu um sorriso curto e perverso ao ouvir aquilo. Fixava o olhar na lâmpada gasta do teto, planejando. Planejando muito; organizando ideias. 

E aguardando o momento de agir. 

                 ∽∽∽∽⊰✾⊱∽∽∽∽

Quando o despertador tocara naquela manhã, Hanna o desligou com irritação ao se embrenhar nos lençóis novamente. 

Rejeitara os desejos de Mike, a tentativa dele de brincar com ela à noite e todo o resto devido à Courtney. 

E devido ao medo de contar a verdade.

Mike participara do pesadelo de Alison, inclusive já fora alvo dela algumas vezes, então como reagiria ao saber que a irmã-gêmea morta na verdade estava viva? 

Hanna soltou um suspiro pesado, o que fez Mike remexer-se ao lado dela na cama. 

— Já acordada? — murmurou ele, com a voz rouca de sono, enquanto a puxava para um abraço. 

Hanna deixou que ele beijasse seu pescoço, fitando o teto com preocupação.  Conte, conte agora. Aproveite o momento. 

— M-Mike... — começou ela, desvencilhando-se dele. 

Mike parou com os beijos, apoiando-se com o cotovelo na cama, e começou a analisá-la. 

— O que foi? — indagou ele, com um fiapo de preocupação na voz. 

Ele era tão fofo e preocupado. Este era um dos motivos por Hanna o amar. 

— Eu... eu preciso contar uma coisa a você — disse ela, nervosa, conforme se sentava e apoiava-se na cabeceira da cama. 

Mike permaneceu afastado, cruzando as pernas sobre o colchão e a olhando com seriedade; esperando. 

— Ontem, quando saí com as meninas, algo aconteceu.  — Hanna olhou para ele de relance, esperando alguma reação, então tomou fôlego e continuou: — Nós... nós havíamos recebido uma pista, e Spencer queria ter certeza de que era real. A pessoa passou o endereço de um galpão a ela e tudo mais, então nós fomos  até lá conferir. 

De vez em quando Hanna analisava Mike de esguelha, tentando identificar suas expressões, mas ele parecia tentar fazer o mesmo com ela enquanto a bomba não chegava. 

— Então — continuou Hanna, balançando a perna de nervosismo —, uma... uma pessoa apareceu no local. Uma pessoa que nós jamais pensávamos que veríamos novamente. 

Mike levantou as sobrancelhas, como se dissesse: “então?

Ela inspirou fundo, então soltou de uma só vez com um suspiro longo: 

— Courtney. Courtney DiLaurentis. 

Quando subiu o olhar até Mike, ele continuava a encarando do mesmo jeito. Totalmente impassível, sem demonstrar nenhuma reação. 

— Você não vai falar nada?! — exclamou Hanna, perplexa. 

— Hanna, você está bem? — perguntou Mike, com uma formalidade exagerada, conforme encostava o dorso da mão na testa dela para medir a temperatura. 

— Eu estou ótima, obrigada — respondeu ela desanimada, retirando a mão dele ao perceber que Mike não estava levando a sério. — Você é que não está entendendo. 

— Não estou entendendo? — repetiu ele com ironia, franzindo a testa. — Alison escapou, Hanna, o país todo sabe disso. Se ela se encontrou com vocês, se fingiu ser a irmã ou qualquer outra coisa do tipo, você precisa urgentemente me dizer e...

— Não é nada disso! — Hanna o interrompeu, fazendo sinais com a mão para que ele parasse. — Mike, me deixe falar! É sério! Nós também não estávamos acreditando no começo, pensando fielmente que aquela era Alison, mas nós víamos as duas. Vimos Alison dentro de um carro perseguindo Courtney! 

— Como é? — murmurou Mike, fitando-a com extrema descrença. — Viu as duas? Não sei do que você está falando, Hanna, mas é óbvio que era apenas uma garota loura aleatória! 

Hanna fechou os olhos, forçando-se a se acalmar, então o encarou novamente. 

— Mike, estou falando sério. Eu e minhas amigas fomos torturadas por ela durante anos. Conhecemos o rosto de Alison. É claro que eu quase pirei quando vi Courtney entrando, é claro que pensei que aquela com certeza era Alison apesar da irmã ter estado diferente desde que foi presa, mas depois que fomos embora, depois que rejeitamos a ideia de nos juntar a Courtney, nós vimos Alison. Vimos dentro de um carro, mas ela passou por nós e nos ignorou completamente. Alison estava atrás de Courtney. Notamos na hora, e ainda vimos seu olhar louco e obcecado enquanto dirigia! 

Mike passou a mão pelo cabelo, parecendo confuso e perdido. 

— Hanna, eu não estou entendendo nada. — disse ele baixinho, afinal. — Me explique essa história direito, por favor. 

Ela confirmou com a cabeça, então começou a contar desde a mensagem de Spencer até a conversa que tiveram com Courtney após o resgate surpresa. 

— Espera, então ela realmente é a Courtney? — indagou Mike quando Hanna terminou, incrédulo. — A garota que foi supostamente assassinada por Alison? Que foi sua amiga fingindo ser a irmã-gêmea?

— Eu queria ter te contado ontem à noite, mas fiquei com medo de sua reação... — confessou Hanna, envergonhada, conforme colocava uma mecha de cabelo atrás da orelha. — Obrigada por acreditar em mim. 

Em resposta, Mike aproximou-se dela e a beijou. Hanna precisou recostar-se à cabeceira de novo, envolvendo-o num amasso conforme beijavam-se intensamente. Seu cheiro gostoso voava até ela, deixando-a tranquila e relaxada. 

— Eu sempre... — murmurou ele entre a pausa de um beijo e outro. — Vou... acreditar... em você.

Hanna sorriu, a boca ainda colada a dele, e o puxou para baixo dos lençóis.

                ∽∽∽∽⊰✾⊱∽∽∽∽

— Então... elas aceitaram? — perguntou Jason, de pé em frente ao sofá, com os braços cruzados e uma expressão desconfiada no rosto. 

Courtney assentiu, a televisão barulhenta ecoando ao fundo na sala de estar.

Depois do encontro com as meninas, ela viajara de volta à Filadélfia, onde morava em um pequeno apartamento com Jason — seu irmão mais velho — durante os últimos anos. 

Courtney cruzou as pernas sobre o sofá, pegando o controle-remoto e abaixando o volume da tv. Ainda estava no canal de notícias, pois precisava de qualquer mísera informação que aparecesse sobre Alison. 

Jason permaneceu de pé, a analisando. 

— Me explique essa história direito. — disse ele, ainda de braços cruzados. — Como assim Alison apareceu? E como as meninas mudaram de ideia de uma hora pra outra? 

— Eu já te expliquei, Jason — respondeu Courtney com um suspiro. — Ela surgiu de repente enquanto eu falava com você pela cabine telefônica. Se não fosse por elas, talvez eu nem tivesse conseguido escapar. 

Jason permaneceu em silêncio, parecendo meio bravo ou preocupado. Suas expressões para ambos eram parecidas. 

— Eu deveria estar lá — murmurou ele, mais para si mesmo do que para ela. — Te salvei uma vez pra quase deixá-la te matar de novo. 

— Jason, esqueça isso! — exclamou Courtney, levantando-se do sofá e ficando de frente para ele. — Eu sei me virar sozinha. E além do mais, isso apenas  serviu pra mostrar que precisamos mesmo pará-la. Não é o que vamos fazer? O que planejamos desde o começo? 

Jason concordou com a cabeça, colocando a mão no queixo como se pensasse em algo. 

— Sim, mas... precisamos conversar com elas. Planejar como tudo vai ocorrer. Não estamos lidando com qualquer pessoa, afinal. 

— Sim, boa ideia — concordou Courtney, assentindo com a cabeça. — Vou mandar uma mensagem à Spencer.

— Apenas me avise antes de marcar o dia, para eu encontrar um horário na minha agenda  — avisou Jason, ao mesmo tempo em que pegava o celular do bolso e desbloqueava a tela. Seu cabelo louro brilhava à luz do sol, no mesmíssimo tom que o de Courtney. 

Assim que ele saíra para o trabalho um tempo depois, ela sentou-se no sofá e observou a reportagem que faziam sobre Alison. Obviamente, nenhuma novidade chegara.

Bip.

Ao ouvir aquele ruído de notificação, Courtney correu pegar seu celular na mesinha de centro, esperando encontrar uma mensagem de Spencer. Em vez disso, porém, visualizou um remetente desconhecido. 

Confusa e nervosa, Courtney clicou para abrir a mensagem. 

Parece que alguém conseguiu me surpreender. 

Está viva, então? Uma pena que não foi capaz de esconder de mim por muito tempo....

Você pode estar aqui fora, vadiazinha, mas eu também estou. 

E se depender de mim, você não passa de um mês aproveitando a liberdade. 

Curta bastante a companhia de suas amiguinhas tontas. Você morre antes da próxima semana. 

— A 



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