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História As lendas da besta lendária - Capítulo 10


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Notas do Autor


Finalmente chegamos ao décimo capitulo, muitas coisas ainda estão para acontecer, e o arco I está próximo de seus momentos finais

Capa do capítulo não é de minha autoria

Capítulo 10 - O outro lado da coroa


Fanfic / Fanfiction As lendas da besta lendária - Capítulo 10 - O outro lado da coroa

Capítulo 10:

O outro lado da coroa


Matheu estava tomado por todo aquele poder, por um momento sentiu como se um peso saísse de cima de si, era uma sensação de liberdade muito grande, seu corpo poderia alcançar uma velocidade e força extrema dali para frente, mais tudo no mundo tem um preço a pagar, e ele sabia exatamente qual seria.


Talvez al criatura se arrependeu por suas palavras. Chamas negras a engoliram, e queimavam o seu corpo. O general se aproximava em passos lentos, transmitindo uma confiança exagerada em si.


Como é possível? Que poder é esse? Quase se iguala a um mestre bestial – Pensou a besta. Ela se cobriu de rochas no intento de apagar as labaredas, mas foi em vão.


– Está perdendo o seu tempo sua besta suja. Esse fogo não é natural, nada o apagará.


O guerreiro partiu pra cima. Ele e a criatura se movimentavam em alta velocidade, mais ele era mais rápido. Em um soco perfeito arracou uma presa da besta, e disparou com a sua arma inúmeras vezes na boca dela.


A criatura de pedra sorriu. Jogou uma lufada de rochas da boca, retirando as chamas, ela também fez sair uma grande camada de pedras do corpo, se desfazendo das labarrdas roxas.


– Levou um tempo. Mais finalmente consegui escapar dessas chamas.


Matheu envolveu o corpo inteiro em chamas, uma leve armadura roxa começava a aparecer, o general fazia vários movimentos de mão, e o chão inteiro começava a queimar.


Dany e o outro general se afastaram ainda mais, as chamas do purgatório não eram tão bem controladas, e acometiam qualquer um que se aproximasse, razão principalmente do general hesitar em usar no início da batalha.


A besta estava perplexa, olhava para aquele homem com admiração. Então involuntariamente falou – Será você! – Em seguida a criatura se desmanchou em minúsculas pedras, sumindo imediatamente com o vento.


Matheu socou o chão com tanta força que abriu uma cratera – MALDITA!.


Todo fumo que saia do corpo do general se dispersou, ele sentiu uma forte dor no peito, caiu com a mão esquerda no chão, e a direita segurando a região do coração. Sangue saia da sua boca, parecia que a vitalidade iria deixa-lo.


Por fim, ele desmaiou.


(...)


Karter jazia em seu trono de cedro, adornado de ouro macisso, agora confuso com o que acabara de ouvir, mesmo assim, disfarçava sua preocupação com uma face séria e calma, massageando levemente a esmeralda do braço direito do assento. Ele olhou mais uma vez para o soldado que estava a sua frente. O militar segurava o braço esquerdo quebrado (mais já enfaixado), sinalizando que ainda doía.


– Eles aproveitaram nosso momento de fraqueza meu rei! – O soldado concluiu sua narrativa com o x da questão.


– Entendo! Mais o que de fato aquele cretino queria? – Karter pressionava uma das esmeraldas com a mão direita.


– Não sabemos… Até agora não sentimos falta de nada. O que o seu irmão queria ainda é uma incógnita.


– ELE NÃO É MAIS MEU IRMÃO! – O rei brandou alto, fazendo o militar recuar.


– Me perdoe senhor!


Após ser informado sobre a invasão, e o que suscitou com ela, Karter foi ao encontro de Aldamir e Rafael. Ambos estavam desacordados e inconscientes, seus corpos exibiam inúmeras escoreações e raladuras, mesmo assim, seus quadros eram estáveis.


O rei ficou com certo remosso, sentia uma pontada de culpa, suas decisões como cabeça culminaram a perda de alguns homens, homens esses já em dias avançados, e de forças decaidas pelo tempo. Também lhe foi informado do sumiço do filho de Gabriel, seria ele rapitado por seu irmão? Mais por quê? Qual o sentido de tudo aquilo?

Sua cabeça martelava incansavelmente sobre o objetivo da invasão, pensou em várias coisas, mas todas não faziam sentido – O que você pretende Nefiros? – Essa pergunta sucinta o abalava.


A essa altura o exército de Lilian havia voltado da campanha em auxilio ao palácio do sol. Chegaram na manhã daquele dia, e já ocupavam encargos militares, antes vazios. O rei havia chegado ao meio dia.


(...)


Nefiros caminhava apressadamente pelos corredores de um castelo antigo, jogado as traças e aranhas. Antigamente, tal construção pertencia a um lorde muito rico, infelizmente, uma moléstia conhecida como peste destruiu todos os habitantes que ali moravam. O lugar se consumia pela vegetação e os efeitos do tempo abriam fendas e rachaduras nas paredes. Um lugar inóspito.


O homem do cabelo palha abriu as portas de um salão. Lá já se encontravam os oito membros daquela organização, ele sentou-se na ponta da mesa, olhando de forma séria para demais.


– Onde está o Tarsus? – Perguntou de forma firme, e em parte zangado por sua ausência.


– Ele ainda não acordou! – Informou Lanz, o homem de sobretudo roxo.


– Por sorte o encontramos a tempo na noite anterior – Falou um dos membros, esse possuia um sobretudo cinza – Por mim teríamos deixado aquele idiota lá.


– Gastam, você sabe que precisamos de todos os membros para concluir a fase dois! Deixá-lo não seria uma opção – O homem com o sobretudo roxo falou.


– Que seja! – Pigarreou Gastam.


– Senhores – Zefiros tomou a atenção para si – Hoje faz seis anos que fundamos a organização "estrela escarlate". Durante esse tempo vagamos por todo o continente em busca dos fragmentos da pedra de Xilem.


– Aquele antigo rei miserável. Perdemos seis anos atrás dos pedaços – Um membro do sobretudo prata bramiu.


– Efim… Ontem finalmente completamos a segunda fase do nosso plano. Portamos tudo o que precisamos para a fase dois – Nefiros colocou a adaga roubada encima da mesa.

Na noite anterior mal se podia ver, mas em seu cabo existia um pequeno buraco, onde indicara ser o lugar em que havia uma pedra encrustada.


O artefato foi sendo pego e analisado pelos membros do grupo mais de perto, tais homens não escondiam a alegria nos rostos ao ver o ferro. Era magnífico, os antigos sabiam como moldar.


– Quem acredita que essa pequena lâmina possua uma idade tão antiga quanto os principados da humanidade? – O homem do sobretudo oxo segurava a peça com as duas mãos bem próximo de seus olhos, observando cada detalhe.


O homem da vestimenta cinza tomou a adaga da mão dele para olhar – A lástima é que ainda, AINDA temos que esperar o eclipse da lua negra, que acontecerá somente daqui a duas primaveras.


– Paciência Gastam, enquanto isso iremos trabalhar em outro negócio – Nefiros olhou para o membro do sobretudo prata – Você conseguiu o que eu ti pedi Kicus?


– É claro senhor – Sorriu satisfeito, colocando alguns papéis na mesa – As pesquisas do mestre bestial, Gabriel Salazar.


– Senhor, qual é o seu plano? – Um homem de sobretudo marrom perguntou malicioso.


– Vamos fazer armas – Nefiros pegou uma das folhas, mostrando algumas plantas – O velho Gabriel uma vez propôs a meu paii para que fizessem pistolas de carrego mágico, elas permitiriam que os usuários aumentassem o poder de disparo consideravelmente.


– E pudessem usar diversos elementos e diversas técnicas diferentes – Kicus completou para os demais.


– O fato é que o meu irmãozinho impediu que ele levasse a pesquisa a frente, após testar um protótipo, alegou que tal ferramenta consumiria a essência do portador de uma vez, matando-o imediatamente. O bestial ainda tentou persuadir meu pai, que reinava na época, a prosseguir o projeto, mas foi em vão, pois o rei sempre foi a favor do Karter em tudo que ele fazia ou opinava... Aquele desgraçado – Nefiros cerrou os punhos – Um ano depois, o demônio da montanha atacou a cidade. Eu e o Salazar lutamos bravamente, mais ainda que fossemos mestres bestiais não conseguimos evitar o pior. Drácula ceifou muitas vidas naquela época, e duas delas foram a minha mulher, Sara Norman e a minha filha, Luna Norman. Gabriel também perdeu o pai, Lance Salazar, era o último ano de soldo do velho, e a sua irmã, Alice Salazar. Na semana seguinte um renomado cientista de armas chegou a cidade, ele acabou esbarrando no trabalho do Salazar, após usar o protótipo ele ficou impressionado e disse que com aquele tipo de arma e um exército bem treinado, eles poderiam conter qualquer besta, ele também chegou a ver um tipo metralhadora fixa feita pelo Gabriel, ao que parece, ela coseguiria arrancar toda a essência de um inimigo, mesmo que fosse uma besta poderosa.. – Fez uma pausa, parecendo lembrar de algo.


– Não queria perguntar o que aconteceu depois Nefiros, mais devo confessar que estou curioso, por favor prossiga – Gastam falou com a demora do lider.


– Nossas perdas nos fizeram desistir de tudo. O Salazar deu baixa no exército um dia depois que foi chamado por meu pai, que… Finalmente o autorizou a dar procedência no projeto. E eu… matei esse rei tolo quando ele me pediu para tentar convencer o Gabriel a voltar. Não pude conter meu ódio ao saber que podiamos ter evitado o pior se não fosse por sua insanidade – O homem do sobretudo verde retirou um relógio de bolso da sua camisa, e abriu a tampa, ele olhou para uma foto em seu interior, sua mulher e filhas abraçadas, com ele sorrindo ao lado das duas – Eu orquestrei tudo, um dia antes deu matar o velho, eu escondi todos os documentos e plantas relativas ao projeto do meu amigo – Olhou para os demais com furia – Eles não mereciam, e não merecem saber de nada do que ele fez, pois só deram crédito as suas pesquisas depois que alguém de "renome" as elogiou. Se fosse um Blake, com certeza eles teriam ouvido.


– Não digo que sinto muito por sua perda Nefiros, pois estarei mentindo, afinal todos nós, os membros desse grupo perdemos alguém importante por causa de pessoas insensatas com suas decisões tolas, mas uma coisa eu digo, nós iremos dar um o troco de uma vez – O homem do sobretudo marrom sorriu alto, deixando a todos confusos, ele meteu a mão no bolso e retirou uma folha de papel amassada.


– O que você quer dizer Rômulo? – Nefiros fitava a folha com os olhos.


– Quando eu estava executando minha missão, de silenciar os soldados que guardavam alguns pontos da nossa rota de fulga, eu achei um papel no bolso de um velho, na verdade eu o encontrei por acaso, matava um soldado quando ele me viu, não pude poupa-lo.


– Sem enrolação seu vagabundo, eu tô pouco me lixando como você achou esse papel, eu quero saber o que é que ele tem de tão importante para você trazê-lo! – Gastam o interrompeu com berros.


– Tudo bem seu velho ranzinza, é uma pesquisa dos cientistas que estudam o distúrbio de manas, ela diz que nos tempos atuais, Drácula pode ser morto sem nenhuma consequência cataclismica. – Entregou a folha para Nefiros – Tem selos do reino e assinaturas de cientistas bem conhecidos, com certeza é um documento verídico.


– Senhores, estamos nos prelúdios de um novo amanhecer! – O homem do cabelo palha olhava para o documento com um sorriso vitorioso, seus olhos chegavam a brilhar, ao fitar em cada palavra.


(...)


Matheu acordou em um lugar completamente vazio, era escuro e denso, a frente ele podia ver uma chama roxa muito maior do que ele, sua circunferência era larga e as labaredas rebolavam de um lado para o outro, ele olhou para os pés, mas não havia piso algum abaixo deles. Matheu voltou a contemplar a chama novamente, e sorriu.


– Estamos aqui de novo, chama do purgatório.


O general mal terminou de falar, e aquele fogo o puxou para dentro de si, ele gritava ao sentir sua carne estalar com as chamas, mais não tinha quem o salvasse.


*


Dany ouvia os gritos de Matheu, se debatendo no chão, o corpo do general vez ou outra era tomado por uma energia roxa, que o tomava da cabeça aos pés, fazendo subir uma pequena chama.


Haviam algumas horas desde o encontro com a besta de pedra, e eles seguiam de volta a Lilian. A noite tinha caido e os capitães decidiram retomar o curso na manhã seguinte.


– Ainda falta muito pra você trazê-lo de volta? – Perguntou o segundo capitão.


– Não Sanchez, só alguns minutos… se ele resistir é claro. – Falou a última parte com pesar.


– Ele nos salvou da morte hoje – Sanchez olhou para a pequena fogueira a sua frente, atiçando o fogo com uma varinha.


– Devemos isso a ele.


Os dois permanecera em silêncio por um bom tempo, até que o segundo capitão tornou a falar.


– A atitude daquela besta foi muito estranha, ela não queria atacar nossa cidade, ela queria nos atrair para si, afim de escolher um dos soldados, mais por quê?


– Não sei, ela não parecia buscar um mestre, parecia buscar… uma vítima.


Eles foram interrompidos com uma forte luz que saiu do antebraço esquerdo do general, a quarta chama perdia a cor roxa tornando-se negra. Rapidamente Dany fez algun movimentos de mão, ficando com a ponta dos dedos do membro direito brancos. Ele olhou para Sanchez e falou.


– Segure-o com força. – Sanchez agarrou Matheu pelos ombros, dando sinal para que o outro proseguisse – LIBERTAÇÃO DA MALDIÇÃO, SAÍDA DO PURGATÓRIO! – Brandou alto, decendo os dedos no peito do então superior.


Gritos de dor ecoaram por longas distâncias, afugentando algumas aves e répteis noturnos.


(...)


Ezio se encontrou jogado de qualquer jeito no piso de uma casa, ele sentia os efeitos do combate da noite anterior. Com uma mão a segurar a cabeça, o jovem seguiu para o outro cômodo. Uma sala aconchegante, com um mesinha baixa no centro, repleta de comidas nunca vistas pelo Salazar. Ao lado da mesa, havia um velho de joelhos apreciando o seu desjejum, esse velho era Bragança.


O garoto ficou cismado com o senhor, como ele foi para na casa daquele velho folgado? Era o que pensava.


– Até que enfim acordou pirralho, eu só estava terminando de tomar meu chá e iria jogar esse balde de água na sua cara – Apontou com o dedo para a arma do crime – Agora sirva-se!


– O que eu estou fazendo na sua casa? – Ezio cruzou os braços.


– Você veio aqui para o seu treinamento, vai aprender muito comigo rapaz – Mostrou um sinal de positivo com o dedão.


– Aprender como sequestrar alguém por exemplo?


– Hora seu ingrato, eu ti salvei da morte ontem, mais respeito comigo. Agora sente-se.


– Você ganhou seu velho bobão. – Ezio falou ao sentar-se do outro lado da mesa.


– O que você disse seu moleque? – Puxou o garoto pelo colarinho.


– N-nada. – Suou frio


– Nunca mais repita isso. Eu sou o seu mestre agora?


– Não me lembro de ter dito que vou treinar com você.


– Há mais você vai – Pegou uma fruta e jogou para o garoto.


Após o café o jovem levantou-se e agradeu o velho, depois seguiu para a porta afim de ir embora.


– Escuta aqui garoto, se você abrir essa porta na intenção de ir embora eu…


– Te mato – O Salazar falou com deboche.


– Exatamente – O velho olhou seriamente para o garoto, confirmando sua intenções. Ezio egoliu seco, imaginando na enrascada que se meteu, treinar com um sujeito que parecia não saber diferenciar a esquerda da direita.


E assim se inicia uma nova jornada para o jovem Salazar.


Notas Finais


Qualquer erro ou contradição....

Gostaria de saber se estão gostando da história pessoal. Ou se tem alguma sujestão etc....

Até próxima. Não vou demorar tanto dessa vez não kkkk


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