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História As lendas da besta lendária - Capítulo 9


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Notas do Autor


Oi galerinha, como estão?
Hehehe, esse capítulo é de lutas em sua maioria, espero que gostem.

Capítulo 9 - Fios de palha


Capítulo 9:

Fios de palha


Era noite, e a maioria das pessoas haviam recolhido-se às suas casas, o silêncio das horas adiantadas deixava a cidade calma e tranquila. O clima estava um pouco frio, e o vento soprava intercaladamente.


Do alto das construções, várias siluetas humanas saltavam de um prédio a outro. Por conta da penumbra, não se podia ao menos dizer se eram homens, ou mulheres, o fato era que se pareciam com sombras.


(...)


O palácio de Lilian era vigiado por pouquíssimos soldados, dentre eles os anciões responsáveis pelo treinamento das futuras gerações, e alguns jovens mais velhos, que estavam próximos do soldo.

Tal vigília mal se comparava com um trabalho efetivo.


Um velho senhor andava pelos muros. Ele estava atento com tudo, afinal já havia feito tal serviço inúmeras vezes. Normalmente os muros eram vigiados apartir de guaritas, infelizmente aquela parte faltou pessoal, apenas ele ficou a encargo de um lado inteiro.


Esse velho era Aldamir Sancer. Nos tempos passados fora um valoro soldado, conhecido como gelo negro, isso devido uma técnica cruel que possuia. Mas como o tempo envelhece tudo, ele já não era mais o mesmo, não possuia nem metade do vigor que um dia teve.


Já avançada a noite, o ancião sentiu uma essência próximo de si, ele olhou para cima, e viu um vulto no alto de uma guarita. Sacer sacou sua arma, uma metralhadora, e rapidamente se aproximou.


– Quem é você? E o que faz aqui?


– Não me diga que já esqueceu de mim? – O vulto pulou para o muro. Tinha um sobretudo verde, com um capuz na cabeça – Gelo negro.


– Nunca o vi na vida! – Apontou a arma na cabeça do homem


– Tem certeza? – Puxou o capuz, revelando seus cabelos palha, e olhos caramelados.


– É você! – O velho deu um passo para trás


– Esperava uma recepção mais acalorada. – Fechou o punho na frente do rosto. – Estou decepcionado… Mestre!


O velho foi trucidado.


  O homem entrou no palacio rapidamente, passou por dois corredores e abriu uma porta do lado da esquerda. Lá encontrou outro membro do seu grupo.


– Está atrasado! – Informou seu companheiro.


– Tive uns contratempos – seguiu em frente.


Eles estavam no salão de armas. Entraram na ala dos mestres bestiais. Lá tinham as coisas de Barney, Marcus, e também de outros mestres antigos.


O homem do cabelo palha começou a passar as mãos em uma parede, até encontrar um tijolo ao qual puxou. Em seguida uma porta foi aberta com o deslocamento de tal parede.


– Achei! – Fitou o amigo – Vamos!


Na frente da dupla havia uma escada empoeirada, e escura. Ela era um tanto espiralada.


– Já faz anos que ninguém entra aqui! – Pontuou o outro cara analisando o estado da entrada.


– Esse é um lugar esquecido a décadas meu caro, talvez nem o rei Karter saiba da existência. – Fez um breve silêncio e completou – Obtive essa informação com uma certa pessoa que conheci um tempo atrás.


Logo depois, eles chegaram ao final da escadaria, e adentraram um salão. Era umido e arredondado. O sujeito do sobretudo verde aumentou sua magia na mão, sendo possível ver o lugar por completo.


– Mais aqui não a nada.


O outro sorriu – Os antigos não deixariam algo tão poderoso ao alcance de qualquer pessoa. – Ele seguiu ao centro do salão, abaixou-se e limpou o pó do solo, revelando o desenho de um homem com uma adaga na mão – É realmente como ele falou.


O sujeito cortou o dedo indicador, e derramou seu sangue encima da figura. Derrepente o salão se acendeu, vários desenhos brilharam nas paredes, em vermelho e roxo.


– Tem sorte de ser quem é!.


O homem do cabelo palha levantou-se e socou o companheiro no rosto – Nunca mais diga isso.


– Me...me descupe – Massageou a cara.


Um pilar de pedra surgiu no lugar do sangue. Nele havia uma adaga com várias runas e desenhos negros, tanto no cabo, como no fio.


O cara do sobretudo verde sorriu. Ele pegou a arma, e fugiu com seu comparsa.


(...)


Um velho  de cabelos grisalhos, com poucos fios aloirados, olhava com certo pesar um companheiro de bataha caido no chão, Aldamir o gelo negro, esse ainda estava vivo.


– Ao menos você sobreviveu! – Pensou nos corpos mutilados que viu no corredor


Esse outro era Rafael Blake. Apesar de horas atrás está enchendo a cara, incrivelmente o velho não se embebedava tão fácil, uma lástima. Mas fazer o que? Sua essência era culpada.

Rafael se agachou, ficando mais próximo do amigo.


– Você sabe quem fez isso com você?


O homem caido tossiu um pouco de sangue e susurrou – Cabelo cor… de p-pa..lha, ele está de volta – Aldamir desmaiou em seguida.


– Droga! O que esse desgraçado faz aqui? – Suspirou o Blake.


Rafael se afastou do outro ancião, fez alguns movimentos de mão em extrema velocidade e falou sem emoções.


– ESTÁGIO DE CURA, REGENERAÇÃO VEGETAL – Uma planta  herbácea saiu do solo e tragou o velho caido, o deixando dentro de uma espécie de casulo transparente, e repleto de um líquido verde no interior – Você vai ficar bem.


(...)


Dois homens corriam pela cidade em frenesi, esgueirando-se pelas sombras. Eles pularam rapidamente um muro, e correram de encontro a sete pessoas.


– Tudo correu dentro dos planos senhor! – Um deles pronunciou-se.


– Ótimo – Repondeu o homem do sobretudo verde – Mas onde está o Tarsus? 


– Aquele miserável deve está brincando com alguns soldados por ai! Mais ele sabe se cuidar! – Ponderou.


– E o senhor, conseguiu o que buscava? – Outro perguntou.


– Sim Lanz! Nossos anos nas sombras estão próximos de acabar.


– EU ACHO QUE NÃO! – O grupo se virou rapidamente em busca do dono daquela frase. Rafael Blake e outros anciões os tinham encontrado – Acharam que fugiriam tão fácil assim?


– Que bom revê-lo grande Rafael, pelo visto o tempo ainda não te matou! Mais eu vou resolver isso. – O do cabelo palha apontou um revólver para o Blake.


– O que você faz aqui seu miserável? – Rafael retorquiu – Traidor desgraçado!


– Ei! Um pouco mais de respeito velho.


– Depois do que você fez, não merece mais nem está vivo! – O velho atirou umas sementes amarronzadas no chão, e três cipós enovelados com espinhos aprisionaram o adversário.


O restante do grupo tentou entrar na defesa, mais os anciões os barraram.


– Qual o seu nlano agora Nefiros? Tomar o reino "que era seu por direito" – Deu ênfase nas últimas palavras.


– Nunca vai saber – O homem do cabelo palha sumiu dos cipós e reapareceu na frente do velho e deu um soco no rosto dele. Rafael vôou, derrubando alguns colegas.


Nefiros empunhou uma arma calibre doze, a deixou no ar por milésimos e fez alguns movimentos de mão, depois a segurou novamente e falou.


– SERPENTE VERMELHA, EXPLOSÃO.


Uma cobra vermelha atingiu Rafael e alguns anciões que estavam perto, o animal de energia enrolou-se nos velhos e depois explodiu.


– Você não é mais o mesmo Rafael.


O Blake saiu do local todo ensaguetado e queimado, algumas labaredas de fogo vermelho ainda dançavam no cabelo do velho, que apagou segundos depois de levantar. Os outros morreram.


– Mesmo assim. Sua linhagem sempre me surpreende velho, poucas pessoas resistem a essa técnica.


Nefiros avançou. Rafael ainda tentou alguns tiros com sua arma, mais foi em vão, logo partiu para a pancada com o homem do cabelo palha. Ambos trocavam socos em alta velcidade.


Ao redor dessa luta, vários estrondos de balas mágicas eram ouvidos, os oito indivíduos lutavam com os anciões.


Rafael endureceu seu punho com madeira, e atingiu Nefiros no peito, ele cupiu sangue e caiu a alguns metros de distância.


– Marcus amava usar os punhos – Lembrou-se com nostalgia, falando só para si, pois no passado foram grandes amigos.


– Ele era um idiota, um cachorrinho do Karter! – Nefiros levantou-se. Uma áurea vermelha negra percorreu seu corpo, Blake sentiu um calafrio, dando um passo para trás – Acabou a brincadeira Rafael! Darks, vamos dar logo um fim nisso!


"Sim mestre"


Os olhos de Nefiros ficaram vermelhos, e brilhavam como lanternas. Seu corpo foi envolvido por uma armadura negra, e uma espécie de chicote se fez aparecer em suas mãos, mais era insolido, de pura energia, o que significava que não fazia parte da tranformacão, mais sim de uma técnica adicional.


Um pouco depois.


Boa parte das pessoas da cidade acordaram ao ouvir uma explosão, que fez um leve terremoto no local do combate. Nefiros era implacável.


Blake se levantou muito fragilizado, o homem do cabelo palha ficou estupefato.


Como ele pode está vivo? Eu usei a SERPENTE ANCIÃ! – Pensou


(...)


Ezio acabara de sair da biblioteca, não tinha obtido muitas respostas sobre as bestas, por outro lado, conhecer a história de seu ancestral foi uma coisa muito boa, ainda que surgisse algumas dúvidas. O garoto pensava em retornar aquele prédio no dia seguinte, e dessa vez iria procurar um livro que falasse exclusivamente daquelas criaturas, as bestas.


O jovem andava pela rua em passos lentos, ele percebeu que já estava muito tarde, pois não havia quase ninguém circulando pelo trajeto que percorria, mesmo assim, ele deu de ombros, não tinha ninguém que lhe cobrace explicações mesmo.


O jovem já estava próximo do seu destino, quando um homem de sobretudo preto pulou do alto de um prédio, bem a frente. Tal homem estava prestes a acertar o golpe final em um soldado, ele pisou no pescoço de seu inimigo, e mirou uma espécie de arma, que hibridava com uma faca.

Encima e embaixo do cano tinha dois fios afiados, o cabo do instrumento também possuia uma certa dobradiça que funcionava com mágia, quando o cabo ficava reto, ele parecia mais com um punhal, mais ao dobra-lo, funcionava como uma pistola.

O homem deixou a arma reta, e desceu a mão.


Ezio não pensou duas vezes, jogou uma pedra no sujeito, afinal o garoto estava desarmado. O objeto acertou a cabeça do homem, que vôou longe.


Esse homem era Tarsus, um dos dez que invadiram o palácio minutos atrás. 


Mas o que foi isso? – Pensou Tarsus ao levantar, ele estava meio zonzo, olhou para o chão e cerrou os punhos ao ver a pedra, depois fitou Ezio a sua frente – Esse maldito é bem forte, quase me apagou com uma pedra. Isso não será perdoado – Analisou o jovem e partiu pra cima.


O homem do sobretudo preto tentou cortar o garoto ao meio em um único golpe, Ezio desviou por pouco com um rolamento. Mais não teve destreza para desviar do próximo ataque, Tarsus cortou-u de leve na lateral.


Ezio sentiu uma dor latejante, mesmo assim acertou um soco de esquerda violento no peito do homem, esse sentiu o local quase rachar, voando alguns mestros para trás.


– Você é um oponente bem interessante! – Ponderou Tarsus, apontando a mão direita com a arma para o lado – TEMPESTADE DE RAIOS.


A arma brilhou fortemente. Tarsus disparou inúmeras vezes para o alto, bem onde estava o garoto, e vários raios cairam encima dele, causando uma onda de choque que rachou algumas casas em redor.


– Perdoe-me garoto, mais eu não costumo poupar ninguém! – Quando a poeira se dissipou, o garoto estava no chão, seu corpo todo fumaçava, e ele não dava sinais de vida.


– Agora que é a sua vez! – Tarsus caminhava calmamente, rumo ao soldado caido no chão.


– Vai fugir covarde!


Ezio estava de pé, tremia um pouco devido as dores, o ataque também havia deixado várias escoreações, e inúmeras raladuras.


– Seria mais sabio ter se fingido de morto fedelho – O homem sorriu alto, ficando sério em seguida, ele olhou para o jovem opacamente, sem transmitir sequer emoções – ATAQUE COMBINADO, SOMBRA INVISÍVEL.


Tarsus sumiu. Ezio percebeu tarde as intenções do ataque. Ele foi alvejado em alta velocidade, era como se o próprio corpo estivesse sendo atacado por um inimigo invisível, a cada soco, era emitido um raio. O último movimento foi no queixo, jogando o inimigo para cima.


O homem do sobretudo preto disparou uma quantidade enorme de raios em Ezio. Quando o último o atingiu, ele colidiu o solo com violência. Tarsus então deixou sua arma reta, na intenção de acertar o golpe final.


 Ezio estava espatifado no chão, ele olhava o homem se aproximar em câmera lenta. A lâmina brilhava, como se convidasse alguém para a morte, dela também saiam alguns raios que brincavam em seu fio.

Já derrotado pelos ataques anteriores, o garoto desmaiou.


Tarsus sorria friamente. Mas para sua surpresa, inexplicávelmente, do nada, surgiu um homem velho a sua frente, e parou seu ataque com um único dedo, o indicador da mão direita, fazendo uma onda de choque varrer a poeira do chão.


– SEU MALDITO, EU VOU TE MATAR! – O homem do sobretudo preto tentou um golpe na lateral, mas esse foi barrado pela mão do velho, que em seguida o jogou longe com um chute.


– Eu não pretendo lutar com você, vá embora – Suas palavras eram calmas e sutis.


Tarsus se enfureceu. Aumentou sua essência o máximo que pôde, e lançou um raio enorme no velho, que o dissipou apenas com o olhar.


– MISERÁVEL. AGORA MORRAA – O homem do sobretudo preto aumentou ainda mais sua essência, ele ergueu uma mão ao céu e falou – TEMPESTADE DE RAIOS


Vários raios cairam no velho. Ao fim do último, Tarsus percebeu que nem o solo mostravam mostrava efeitos do ataque.


– Que técnica é essa? Quem é você velho? – Ficou pasmo com o que via.


– Um velho, como você mesmo disse! – Respondeu com serenidade.


– Então não quer falar? – Tarsus olhou para a arma na sua mão e avançou.


O homem do sobretudo preto sentiu uma pressão tão grande sobre si, que parecia ir a um nível além da compreensão. Seus olhos, ouvidos e boca saiam sangue, a dor era descomunal.


– Se você me atacar novamente… Eu te mato. O que você está sentindo agora não é nem meio por cento do meu poder.


Ao falar isso o velho deixou o oponente, indo de encontro com o garoto, ele o tomou nos braços e sumiu.


(...)


Nefiros já se preparava para outra investida contra o Blake, quando sentiu aquela essência esmagadora. Ele deu um passo para trás e falou para seus aliados.


– Vamos! Já temos o que precisamos!


Rafael caiu no chão de joelhos, ele olhava aqueles homens se distanciarem.


Nefiros, antes de sumir nas sombras falou – Nos encontraremos de novo Rafael! – O velho apagou em seguida, caindo de cara no chão.


(...)


O palácio central ficava a cerca de meio dia de Lilian, isso se usassem uma rota conhecida apenas por militares, alguns nobres, e os próprios reis. Essa rota passava por uma floresta densa e escura, lendas contavam sobre certos eventos paranormais, como espíritos que vagavam por ali, e de alguns nobres que nunca chegaram ao seu destino. Pensando bem, talvez pudesse até ser verdade, pois o palácio central ficava no centro do continente, a quilômetros de distância, como, alguém com um simples cavalo conseguia chegar num tempo tão curto por ali? Realmente, era um mistério. O fato é que, além da distância reduzida naquela rota, Karter nunca notou nada.

Esse era um dos inúmeros caminhos descobertos em Nivana, a essas rotas era dado o nome de: Encurtadores interligantes.


O rei, agora caolho, chegou no seu destino, admirou como sempre fazia, a beleza daquele reino, do alto de um monte ele visualisava a cidade, esta com prédios altos e luxuosos, era bem limpa, e repleta de pontos turísticos, como as estátuas dos maiores heróis do continente, e as árvores milenares, plantadas pelo primeiro rei.  Karter sempre ficava maravilhado com isso, ver um reino tão belo o inspirava a lutar cada vez mais pelo bem de seus súditos.


Por fim ele desceu com o seu grupo, rumo a audiência com o rei Norbest. Ao passar pela rua principal, as pessoas paravam o que faziam para contemplar a sua presença, afinal ele era um dos reis mais poderosos do continente.


O palácio central era magnífico, de torres altas e muros construidos com blocos negros de pedra, todos de mesmo tamanho, e de simetria perfeita. Havia uma ponte elevadiça que ligava ao fim de uma estrada de pedras brancas, guardada por dois guardas, que ficavam em janelas opostas, uma de cada lado da ponte. Embora o palácio fosse imenso, um rio profundo o circundava por completo, sendo a ponte a única forma de adentra-lo.


O rei Norbert jazia num trono pomposo, já era velho, de cabelos grisalhos, barba crescida, e face carrancuda. Vestia roupas sociais nobres, com um manto negro e dourado preso em suas costas, ele estava entediado, com o cotovelo esquerdo apoiado no braço do trono, e sua mão segurando a cabeça. Ser rei era muito irritante, passar parte da vida sentado em uma "cadeira" bonita era uma lástima.


As grandes portas a sua frente se abriram, e Karter veio ao seu encontro, fez uma leve reverência, símbolo da aliança, ao monarca.


– Karter, vejo que deu uma retocada no visual? – Norbert sorriu alto – O que veio a tratar?


– Uma parte se faz sobre isso! Enfim, logo chegarei a esse ponto… – Fez uma pausa – Pensei um pouco sobre sua proposta anterior. – Suspirou


– E? Irá aceitar? – Norbert se inclinou para frente.


– Sim. Deixarei que contrua os portos em meu reino… Mais com isso, tenho que ter algo em troca.


– Você é bem egoísta sabia? O que quer? – Norbert estava incomodado


– Bom. Como é de seu conhecimento, Lilian a séculos sofre constantes ataques por um dragão maldito.


– Sim, estou ciente


– Nos tempos antigos, ele não podia ser morto, por isso o lendário Martim o selou na montanha, mesmo que de maneira ineficaz, pois a cada dois anos ele consegue escapar, instaurando o caos em seguida. O fato é que há alguns meses, nossos alquimistas, que estudam o distúrbio de manas, fizeram uma pesquisa, e constataram que não teremos mais problemas se o matarmos!


– Hum, isso é ótimo. Mais e o acordo com o palácio do sol? – Perguntou o soberano do palácio central!


– Você sabe que eu não confio naqueles monges desgraçados, quando enviei meus soldados para lá, foi pensando no bem do reino, pois ainda não havia recebido a notícia da pesquisa.


– Quanto a isso! Você não acha meio perigoso mandar o poderio militar quase por completo em auxilio a outro reino, afinal o seu ficará vulnerável?


– Já conversamos sobre isso Norbert. Você sabe que o que for preciso para me livrar do Drácula eu farei.


– Ok! – Fechou um pouco a cara – Que reizinho tolo! – Pensou


– Senhor Norbert, construirá os portos em Lilian, se me der apoio com uma tropa de cinquenta mestres bestiais, daqui a dois anos contra o dragão, quero destrui-lo de uma vez por todas.


– Mais isso é um absurdo! Como é que eu vou conseguir cinquenta mestres bestiais? E os de Lilian?


A essência de Karter se tornou um pouco sombria, era como se toda a raiva, dor, e tristeza que detinha fosse sentida por todos que estavam próximos – Marcus e Barney estão em coma, e perderam suas bestas no último ataque do dragão, Gabriel… Quando em fim voltou, foi levado por Drácula, não se sabe se está vivo ou morto. Em Lilian não existe mais nenhum bestial.


– E o seu irmão? – Ponderou Norbert


– Não me fale mais dele. E ele não é mais meu irmão – Olhou frio para o homem sentado no trono – Um filho que decide matar o pai não merece minhas considerações.


Norbert sentiu a espinha trincar – Ok, ok, não se fala mais nisso – Esse rei teria mais cuidado com o que falava – Se eu falar mais alguma besteira, nem esse trono não me salvará. – Avaliou


Karter e Norbert ainda conversaram sobre muitas coisas, coisas essas que levaram horas e horas. O rei do palácio central decidiu aderir a proposta, pois era um cientista nato, e como o tal, também queria saber o que existia no limite das águas, "a curiosidade movia o mundo", era o seu lema.

Depois pensaria qual dança reuniria os cinquenta bestiais.


Karter filho da puta! – Pensava ele.


No seguinte amanhecer, Karter retornou a sua terra natal, Lilian.


(...)


Com dois dias seguindo ao sul, o grupo liderado por Matheu finalmente encontrou a besta de pedra, a viam de longe, serpenteando pelo deserto. O general sabia os riscos de enfrentar o inimigo naquele campo. Por sorte estavam na extremidade, onde a areia e a terra se ligavam, Matheu decidiu recuar um pouco, e esperar o inimigo a uma certa distância do deserto. Aproveitou também para dividir os homens em três pequenos grupos, um iria ficar a frente da criatura, afim de bloquear o caminho, e os demais atacariam pela retaguarda, um de cada lado.

Matheu lideraria o da frente, Dany o do seu lado esquerdo, e o outro capitão, o do lado direito.


A criatura cruzou o deserto, suas presas pontiagudas passavam de sua boca, seus olhos opacos transmitiam o quanto ela deveria ser fria, e finalmente, suas garras afiadas mostravam dilacerar as vítimas com um mero abanar de mãos. A visão era terrível, mesmo assim, seu poder não era tão alto, certamente sucumbiria aqueles soldados, pelo menos essa era a ideia.


– Vamos homens, e lembrem-se, essa besta não é tão forte, mais um simples ataque dela, acarretará sérios em danos, fiquem atentos – Discursou Matheu enquanto avançava.


A besta de pedra viu os soldados se aproximarem, ela sorriu satisfeita. Em seguida deu um soco no chão que varreu alguns metros o pó. O ataque causou um pequeno terremoto, e desequilibrou uns poucos soldados. Em procedência, ela manipulou a areia que estava no ar, a transformando em rochas, e em várias lâminas que circundavam seu corpo.


Os dois grupos apareceram na retaguarda atirando no inimigo. As balas conseguiram perfurar partes da pele, e sangue corria pelas brechas. A besta urrou de dor, arremetendo uma investida certeira, ela derrubou vários homens com calda, e matou inúmeros com suas lâminas e pedaços de pedras pontiagudas. A besta abriu os braços logo depois, fazendo todas as rochas retornarem, e rodear o seu corpo como um laço.


– Hahaha, como vocês são fracos humanos. Eu consigo matar inúmeros de vocês feito insetos. – Sua voz causava pequenos ecos.


Matheu aproveitou o momento de glória da criatura, olhou para Dany, e esse acenou em positivo com a cabeça.


O general e o capitão agiram, Dany lançou várias facas incrustadas em energia branca. Elas atigiram o animal e explodiram. A besta ficou cega por alguns segundos, derramando as pedras do ar, tempo suficiente para Matheu disparar uma técnica poderosa.


– CONSERVAÇÃO, GELO CONSUMIDOR. – A arma do general brilhou em azul. O disparo acertou o peito da besta, a congelando por completo.


O segundo capitão entedeu o que tinha que fazer. Ele e Dany pularam alto e combinaram suas técnicas.


– RAIO DA TEMPESTADE. – As nuves escureceram com o ataque proclamado pelo segundo capitão.


Dany, em milésimo embranqueceu todo o raio de seu colega. A ideia era explodir a besta em pedacinhos. O golpe foi certeiro, e o clarão jogou vários soldados loge.


Do meio do fumo, saiu um ser de pedra todo ferrado. – MALDITOS, EU VOU MATAR TODOS! – O poder do inimigo subiu muito, labaredas marrons dançavam em sua pele e feridas, suas mãos estavam trêmulas e parte das garras foram arrancadas, mesmo assim ela os substituiu por por pedras de alta densidade.


Os soldados entraram em formação de ataque, a essa altura o som de balas mágicas cantava, fazendo a besta recuar um pouco.


– NÃO FAÇA AMEAÇAS MONSTRO, POIS QUEM IRÁ MORRER AQUI É VOCÊ… RAIO DA TEMPESTADE, FURIA DO CÉU. – O capitão atirou nas nuvens bem acima da besta.


Vários raios pipocaram dos céus a encalço do inimigo, a criatura caiu de rosto no chão, cada raio afundava cada vez mais o adversário solo adentro. 


A fumaça subiu depois da última descarga. A criatura se apoiava nos braços, como se estivesse a beira da morte.


– Fraco – Falou olhando para chão, e erguendo-se em seguida – Agora Contemplem a minha tempestade! Hahaha!


O céu ficou negro pela quantidade de pedras que surgiu em segundos, parte de grãos areia dificultava a visão, enquanto outra se se unia e formavam adagas de pedras, a besta aumentou ainda mais a sua essência, notificando ter a suprimido por muitos dias.


Como ela pode ter todo esse poder? – Perguntava-se Matheu, enquanto cobria o corpo com o gelo. Ele olhou para os lados, afim de criar uma cúpula de gelo para proteger os soldados, mas era tarde demais.


Os capitães também foram ágeis e sobreviveram, eles aproximaram do general, seus corpos estavam rodeados de mana, essa bloqueava as adagas por um tempo, até o poder de ambos enfraquecer.


– Esse desgraçado estava trazendo a areia do deserto e a unindo para fazer pedras esse tempo todo! Como não percebemos? – Relatou o segundo capitão


– Ela é uma besta bem asquerosa! Trouxe seu elemento pro campo de batalha sorrateiramente. – Pontuou Dany


Matheu fechou uma cúpula de gelo com os dois capitães.

Mesmo assim, as lâminas a destruiriam em poucos tempo.


– Ainda persistem em me enfrentar? – A besta de pedra olhava com desprezo o general. – Aceite a morte logo! Será menos doloroso.


Matheu teria que agir rápido, ou os três morreiam em pouco tempo. Ele avaçou, esquivou-se agilmente das investidas da besta, que atacava com as garras e a calda. Por fim deu um tiro a queima roupa na cara do inimigo, percebendo a abertura, o congelou novamente, fazendo a tempestade cessar.


Os dois capitães saíram do gelo, e mais um raio esbranquiçado acertou a besta, a fazendo capotar vários metros. Então Dany deslocou-se rapidamente próximo a ela, ele fez alguns movimentos de mãos, e em seguida levantou a direita aberta, baixando-a posteriormente.

Várias lanças brancas apareceram nos céus, arremetendo a besta.


Uma explosão jogou o animal para cima, o segundo capitão laçou um raio de uma nuvem contra ela, mas a criatura derreteu-se em pequenas pedrinhas, e reapareceu no chão.


– Realmente me surpreenderam! Não sei mais qual dos três eu vou escolher, hahaha – Apesar da felicidade a criatura estava péssima – É hora de lutar a sério agora.


Escolher alguém? – Pensou Matheu


A besta emitiu um olhar sombrio. Antes que os soldados pudessem avançar novamente, uma mão de rocha predeu seus pés no chão. Logo ela começou a subir, chegando até os seus pescoços, formando um casulo de pedra. Seguidamente, vários pequenos punhos morrons surgiram ao entorno deles, colidindo  contra os mesmos com violência.


– Vamos ver! Sempre gostei de gelo, mais também me amarro em raios, só que me surpreendi com esse poder de explosão… Cavaleiros quem de vocês eu devo escolher? Vamos me dêem uma idéia. Mais saibam que os outros eu matarei.


Matheu olhou para Dany, que negava com a cabeça, pois sabia o que ele estava pensando – Não faça isso general.


– Não há outro jeito capitão. – Susurrou com pesar.


– E se você morrer dessa vez? Já pensou nisso! – Alertou-o


– Tenho que arriscar meu caro. – Matheu fechou os olhos e viu uma chama roxa vaguear em sua mente – Abra, mostre-me o desespero! – Falou em pensamento.


Um fumo roxo subiu do casulo do general, a besta de areia se surpreendeu, afastando-se para trás. Um explosão se seguiu, e ele estava livre. Seus olhos saiam chamas roxas, e pequenas linhas de mesma cor corriam pelo seu corpo. Ele ergueu sua mão direita na lateral, e suas chamas libertaram os capitães.


– Interessante! – Se empolgou a besta – Mostre-me do que é capaz.


Notas Finais


Qualquer erro ou contradição...


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