História As lições de vinte e uma primaveras. - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Flores, Original, Poemas, Poesias, Primavera, Romance, Textos, Versos
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Palavras 487
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Lírica, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Aqui estou eu, expondo a primeira grande decepção da minha vida.
💔
Leia: Amores que sangram, porque a personagem que sofre na história, tecnicamente não sou eu.
💗

Capítulo 3 - Flor de espinhos.


Durante a vida, eu acabei por descobrir que não existe uma estação sequer, onde não hajam flores.


As pessoas apenas se acostumaram a primavera, onde tudo é florescimento constante, porque não sabem ou não querem ser profunda suficiente, para enxergar as flores que também nascem no inverno, no verão e no outono.


Com isso eu quero dizer, que nos tornamos dependentes de estações consideradas bonitas, Para vivermos boas experiências de vida.

 

Queria saber qual é a fonte da errônea certeza de que momentos bons são apenas momentos felizes.


O primeiro amor que tive,, a primeira pessoa por quem me apaixonei, me deu a primavera mais bonita da minha vida em pleno inverno.


Não houveram toques provocantes, os beijos não passaram do rosto, e as conversas foram sempre superficiais.


Eu sorria como uma criança inocente, e realmente era.


Amava aquela sensação de estar namorando sem namorar, de reler as páginas dos nossos momentos juntos em cada lembrança.


Na verdade, parecia um amor daqueles de tempos antigos, onde o coração batia forte apenas por segurar a mão da pessoa amada.

 

Hoje sei que são pouquíssimas as pessoas que se casam com o seu primeiro amor. entretanto, eu planejava isso ingenuamente.

 

Mesmo depois de quase 10 anos, continuo a me odiar por ter sido a primeira e única da relação a presentear.


Maldito chaveiro.


Maldita inocência.


O coração dele deve ter lagrimado de tantas gargalhadas internas que deu de mim, naquele momento ridiculamente inocente.


Ainda me lembro daquela tarde fria de inverno, na qual eu liguei para ele, a fim de saber porque estávamos tão distantes.


E a desculpa usada foi justamente essa, a distância.


Maldito mentiroso, perfeito covarde.


Pois o que nos separava, não eram nem sem ruas.


Até hoje a ironia da vida me abraça, fazendo-me lembrar que o pedido de namoro foi feito por telefone, assim como o nosso término.


Então, descobri que aquela foto tirada ao meu lado em um dia ensolarado, não passava da baixa intenção de fazer ciúmes em alguém.


Às vezes tento não me culpar por ter sido tão ingênua, a final, eu tinha apenas 12 anos.


Os amigos diziam a ele, que não devia perder tempo a namorar uma pessoa cega, e ele teve coragem de me revelar algo assim, naturalmente.


Porém, Eu nunca dei os créditos da nossa separação ao preconceito, por achar que tal sentimento não seria digno de tamanha honraria.


Prefiro acreditar eternamente, que a inocência transbordante em mim, causava ódio na malícia que envolvia o seu coração.


Mas sabe?


por muito tempo eu pensei que isso havia sido um espinho na minha vida, mas com o passar dos anos, percebi que essa foi a primeira flor de muitas


Não daquelas que se coloca em um vaso para perfumar a casa onde mora a alma, e sim daquelas que foram feitas de espinhos, só para me ensinar uma lição eterna.


Amar com o coração, e confiar com a cabeça.


Notas Finais


É só doer na autora que ela escreve.
💔 😀


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