História As Long As you Love Me - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Dylan O'Brien, Justin Bieber
Personagens Dylan O'Brien, Justin Bieber
Tags Romance
Visualizações 23
Palavras 943
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - On the floor...


Fanfic / Fanfiction As Long As you Love Me - Capítulo 4 - On the floor...

 

        Abaixei a cabeça enquanto mexia em minhas mãos, estava de costas apenas esperando o que iria acontecer.

 

— O que eu tinha te falado?— escutei a voz do meu pai um pouco mais grossa do que o normal, apenas fiquei calada— Eu estou falando com você.

 

     Ele se aproximou de mim e me fez olha- lo, levantando meu queixo. Eu deveria estar apavorada, pera, eu deveria não, eu estava. Num instante ele me pegou pelo braço e me arrastou escada a cima até o meu quarto. 

 

 

— Eu disse que não lhe queria perto daquele garoto!- falou com ódio enquanto tirava seu cinto.

 

— Pai por favor- finalmente me pronunciei- Não!— senti meus olhos encherem de lágrimas enquanto andava para trás.

 

— Você me desobedeceu— veio até mim e segurou o cinto o dobrando— Vamos ver se aprende e faz o que eu digo.

 

— Não, não precisa disso, nem conheço ele direito, só estávamos conversando— Eu implorava mas ele continuava a se aproximar.

 

— Por isso mesmo que deveria ficar longe dele.

 

 

      Assim que falou isso aquele cinto estalou na minha pele, me fazendo gritar e cair no chão. O que só facilitou mais pra ele que continuou a me bater.

 

— Isso é pra você aprender!- ele gritava.

 

— Pai, por favor- suplicava com as lágrimas descendo pelo meu rosto.

 

— Você nunca, nunca mais, vai me desobedecer — Ele estava transtornado.

 

{...}

 

 

    Eu estava jogada no chão do quarto, encolhendo e chorando, chegava a soluçar. Ele saiu daquele quarto me deixando ali no chão sem piedade alguma. Que tipo de pai ele era? Eu não tinha feito nada demais, estava apenas conversando com um garoto, não era motivo para ter levado aquela surra, de novo, não era a primeira vez que ele me batia, na verdade eu já tinha perdido as contas de quantas vezes aquilo tinha se repetido. 

 

          Juntei todas as minhas forças e levantei me segurando no móvel, andei até o banheiro. Me olhei no espelho e só tive vontade de chorar mais, meu rosto estava intacto mas, meus braços e minhas pernas já estavam ficando roxas. Eu era uma ótima menina, não desobedecia, muito pelo contrário, eu fazia tudo que ele mandava, tudo! E era assim que eu era tratada. Comecei a tomar banho quente tentando relaxar, passava a bucha pelo meu corpo sentindo o mesmo arder, cada lágrima que descia era como um espinho pelo meu rosto estava tão magoada. 

 

          Saí do banheiro e deitei em minha cama sem roupa alguma mesmo, não estava em condições de colocar uma roupa ou de fazer qualquer outra coisa. Acho que estava mais destruída por dentro do que por fora, não acreditava que meu próprio pai fazia aquilo comigo, e o pior, era que não tínhamos familiares por perto, minha mãe tinha morrido quando eu era pequena e meu pai nunca deixaria eu ir morar com meus avós, então, até eu completar meus 21 anos para finalmente poder sair de casa, eu acho que viveria daquela forma...

 

        " beackseat serenade, dizzy huricane,

Oh god. I'm sick of sleeping alone..."

 

    "Jogar o celular na parede" era a única que eu tinha aquele momento. Mal tinha acordado e já sentia todo meu corpo doer. Mas infelizmente não poderia me dar o luxo de faltar aula então, me levantei e fui tomar um banho. Não tinha ideia de como iria olhar para a cara do meu pai. 

 

     Cheguei na cozinha dando de cara com meu pai! Engoli seco murmurando um "bom dia" e coloquei café pra mim. Tomávamos café em silêncio sem dizer nada, eu nem olhava na cara dele, estava magoada demais para isso.

 

— Não vou poder busca-la na escola hoje— meu pai se pronunciou mas ainda sem olhar para mim.

 

— Tudo bem, eu tenho aula a tarde, almoço na casa da Clara— disse baixo enquanto encarava meu prato.

 

— Certo, tome cuidado— ouvir aquilo me deu uma vontade imensa de gritar com ele, dizer tudo que ele precisa ouvir. Mas eu penas respirei fundo, poderia ser pior se eu falasse algo...

 

       Sai do carro do meu pai sem falar nada, entrei na escola indo direto para a minha sala. Assim que entrei vi meus amigos, porém, passei por eles e fui sentar no fundo, bem afastada de todos, eu precisava ficar sozinha.

 

     Deitei a cabeça na mesa e respirei fundo, porque a minha vida precisa ser daquela forma? Eu não entendia porque meu pai me batia, não entendia porque ele nunca deixaria eu morar com minha avó, e nem entendia porque um simples garoto irritava tanto o meu pai.

 

— Ta tudo bem?- escutei uma voz que me fez levantar a cabeça, sorri levemente vendo que era Clara.

 

— Mais ou menos- sorri fraco.

 

— Com certeza aconteceu alguma coisa— falou sentando-se na minha frente. 

 

— Nada demais— murmurei.

 

— Foi seu pai?- ela perguntou. Direcionei meu olhar para ela e continuei calada, voltei a olhar para o chão— Ele te bateu de novo?- ela perguntou baixo.

 

— Uhum- murmurei tentando segurar as lágrimas, mas foi em vão. A abracei e comecei a chorar

 

{...}

 

—Estou muito animada para essa palestra!—Clara disse batendo palmas ao meu lado.

 

— Que palestra?— olhei para ela erguendo uma sobrancelha.

 

— A palestra doida, que os alunos da faculdade de medicina vão dar. Hoje é medicina, e amanhã direito— ela sorriu feito uma criança.

 

— Ah! Eu tinha me esquecido— sorrio de lado e quando ia olhar para frente acabei esbarrando em alguém. O que fez todos os meus livros cair no chão — Droga- murmurei me abaixando.

 

— Me desculpa, não foi minha intenção— a pessoa disse se abaixando para me ajudar. Espera, eu conheço essa voz.

 

— Tudo bem, foi um aciden...— perdi a fala assim que levantei a cabeça para ver quem era.


Notas Finais


Feito com bastante carinho. Espero que gostem!


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