História Essencial - Capítulo 2


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Categorias Star Wars
Personagens Kylo Ren, Rey
Tags Drama, Gêneros Trocados, Kylo Ren, Rey, Reylo, Reylo Invertido, Romance, Star Wars
Visualizações 53
Palavras 2.305
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiramente eu quero agradecer a todos que favoritaram a fic, que comentaram no cap. 1.
Também quero me desculpar se o que eu narrei no capítulo anterior tenha sido gatilho para alguém. Eu quero que saibam que me senti muito mal enquanto escrevia aquele trecho da Kylie. E eram só lembranças e sensações, eu acho que não conseguiria descrever a cena em si.

Essa fanfic vai ter um momentos bem tristes mesmo. Kylie tem depressão e isso não é legal. Mas garanto que o final será feliz.

Aproveitando também aviso que houve uma alteração no final do último capítulo. Em razão das decisões que eu tomei sobre o enredo da fanfic, ficou impossível o Ray ser um psicólogo, mas ele será um estudante de psicologia. Isto é, ele ainda está na faculdade, e veio ao Rio durante suas férias.

Desculpem por isso, mas fica melhor assim. Principalmente porque eu resolvi manter a diferença de idade entre eles: dez anos. Mas essa diferença também está invertida.

Enfim, chega de falar!
Boa leitura ♥

Capítulo 2 - Dois


Fanfic / Fanfiction Essencial - Capítulo 2 - Dois

Ray se ofereceu para ajudá-la a levantar-se, mas Kylie dispensou qualquer ajuda e pôs se pé sozinha. Olhou para seu corpo e para a camisola totalmente molhada e suja de areia que vestia, estando grata por estar trajando roupas íntimas suficientemente grandes para cobrir-lhe por baixo da roupa. Estava se perguntando como teve coragem de sair de casa naqueles trajes. Ainda assim, não se sentia confortável. A camisola tornou-se transparente, pelo que ela tentou se cobrir. Todavia, Ray não olhou para ela. Seus olhos miravam unicamente em seu rosto.

— Precisa de alguma coisa? – ele perguntou.

— Não.

— Olha, eu...

— Eu já posso voltar para casa – interrompeu-o. – Agradeço a preocupação, mas posso ir sozinha. Sei o caminho.

— Eu sei, não duvido disso, é que não é bom você voltar sozinha – ele tentou explicar gentilmente. – Não me leve a mal, mas você acabou de tentar suicídio. – Kylie virou o rosto para não olhar para ele, incapaz de replicar. – É mais prudente que retorne acompanhada de alguém de confiança. Quer ligar para alguém?

— Não! – disse furiosa.

— Imagino como se sinta – respondeu ele, soando de maneira compreensiva. – É horrível olhar para outra pessoa depois de... você sabe.

— Pare de falar como se soubesse como eu me sinto! Já esteve na mesma situação para falar com tanta propriedade?

— Não, mas conheço pessoas que sim e eu sei que apoio, simpatia e compreensão são a melhor forma de ajudar, ainda mais agora. – Ele fechou os olhos por um instante, e Kylie o observou enquanto fazia isso. – Eu não a julgo, Kylie. Não concordo, é claro. Mas apesar de não saber suas motivações, não posso condená-la. Acredite em mim.

Ela virou a cabeça e começou a chorar novamente. Estava envergonhada mais o que antes. Odiava que a vissem chorando, na verdade nunca se permitiu chorar na frente de ninguém. Sofria calada o tempo todo, escondida e longe da vista dos outros, para que não tivesse que ver os olhares de julgamento e pior, os de pena! Para ela não existia sentimento pior de se ter para com alguém do que pena.

Todavia, tudo o que viu nos olhos de Ray foi compreensão e simpatia. Ele foi gentil. A primeira pessoa que foi verdadeiramente gentil com ela em muito tempo. E isso está gritando dentro dela. “O que eu faço?!”, pergunta-se. Ela pode listar uma lista de razões pelas quais não deve confiar nele e porque é sensato sair correndo, mas ele a salvou – contra a sua vontade, deve-se ressaltar, mas a salvou.

Ela ainda não está convencida de que morrer não eliminaria por completo seus problemas, mas o fato dele ter se importado com a vida de uma estranha está remexendo as suas entranhas e fazendo seu coração bater muito mais forte. Lá no fundo, no escuro e sufocado pelos medos e anseios, há uma alegria muito pequena, e insignificante comparada às trevas que a consumiam, de que alguém se preocupou com ela.

— Eu realmente posso ir sozinha, moro aqui perto – disse ela.

— Eu insisto – ele replicou. – Não quero que vá sozinha, portanto, deixe ao menos acompanhá-la até sua casa. – Ela o encarou como se tivesse dito algo absurdo e encolheu-se novamente, dando um passo para trás. Ele enfim percebeu que ela estava com medo dele, o que era compreensível, haja vista que ele é um desconhecido. – Não vou fazer nada com você, te deixo na porta e vou embora.

— Por que devo confiar em você?

Ele suspirou. Essa pergunta era muito difícil de responder, principalmente porque não havia por que Kylie confiar nele.

— Não tenho nenhuma razão – disse ele – para te dar, além de que quero ter certeza de que chegou segura em casa.

— Seja sincero, tem medo de que eu me jogue na frente de um carro, é isso não é?

Ele sorriu. — Está bem. Eu confesso. Quero ter certeza que você não irá tentar se matar de novo.

— Engraçado, eu posso me matar em casa – retrucou. Não tinha verdadeira intenção de fazer isso em casa, ainda mais por ter ido à praia justamente por isso, mas quis testá-lo.

— Então só me basta torcer que você não faça – ele disse. Fez uma pausa e fitou-a preocupado. – Kylie, se dê uma chance. Por favor.

Ela virou a cara novamente. Ele sorriu porque acreditou que ela fosse pensar a respeito.

Kylie sentiu-se um monstro de hipocrisia por agora estar sentindo pena dele, justo ela, que não suportava a ideia das pessoas sentirem-se assim em relação a ela. Mas ele só estava dizendo aquelas coisas por não conhecer seu coração, ou o que tinha acontecido. Ah, se ele soubesse... Felizmente, estava protegido em sua ignorância.

— Por favor, eu te levo para casa e você me promete que vai se dar uma chance.

— Eu não tenho que te fazer promessa nenhuma – disse olhando para ele agora. – Mas... – Não acreditava que iria dizer isso. – Eu deixo você me acompanhar.

Ele sorriu. — Obrigado. – Ele olhou em volta então, parecia estar procurando por algo. – Oh, não! As ondas carregaram minha prancha! – ele disse, olhando para a prancha flutuando sobre a água um pouco longe dali.

Kylie não soube o que dizer, mas Ray olhou para ela com um sorriso cansado, mostrou as mãos espalmadas, mostrando que pedia que ela esperasse.

— Eu volto logo. – Disse, dando passos para trás.

— Aonde você vai? – Que pergunta tola! Arrependeu-se imediatamente de tê-la feito, era óbvio que estava indo buscar a prancha.

— Eu volto já, fique aqui, por favor. – E saiu correndo atrás da prancha.

Assim que se viu sozinha, a ansiedade a atacou. Não sabia o que era pior, estar sozinha ou estar com ele. Um minuto se tornou uma eternidade para ela que estrava em pânico. Justamente quando começava a se sentir confortável perto dele, Ray saiu correndo. Por uma maldita prancha de surf!

Apertou as mãos inquietamente e, movida por um impulso, virou-se e seus pés correram na direção contrária a que ele foi. Quando Ray voltou, ela já tinha partido.

— Kylie? – chamou inutilmente – Kylie!

Correu pela praia com a prancha embaixo do braço, procurando por ela, mas a mulher tinha desaparecido.

 

***

 

— Finn, pelo amor de Deus, eu estou grávida e não inválida – disse Rose Tico Damásio ao marido, ao que ele a impediu de simplesmente se levantar do sofá para ajudá-lo a pôr a mesa do jantar.

— Meu docinho – disse carinhosamente –, você está quase com oito meses, não quero que faça nenhum esforço. Deve descansar.

— Primeiro – disse levantando o dedo indicador –, sabe muito bem que eu odeio quando me chama de meu docinho, então só pode ter feito isso para me irritar. – Levantou o outro dedo e continuou: – Segundo, só são dois pratos e talheres; só queria ajudá-lo, não levantar um pneu de trator. Terceiro – ergueu o anelar –, eu estou cansada de descansar!

— Mas Rose...

— Entendo o que está fazendo. Sei que quer me proteger, e ao nosso bebê, mas você já está me sufocando! – Ficou de pé.

— Rose, desculpe-me – disse Finn. – Desculpa de verdade, é o meu primeiro filho... Só estou tentando ser um bom pai e um bom marido.

Ela segurou os dois lados de seu rosto, e beijou-lhe rapidamente.

—Você já é um ótimo pai e o melhor marido do mundo – Rose falou. – E eu te amo, mas você tem que rever suas atitudes. Está protetor demais, só falta me colocar numa bolha de plástico.

— Não seria uma má ideia – disse em tom de brincadeira, mas ela lhe bateu. – Ai! Eu estava brincando!

— Se fizer de novo eu vou te bater com aquela colher de pau.

— Você é muito forte para alguém do seu tamanho.

— Tem mais de onde isso veio.

— Você se casou com uma baixinha zangada, meu amigo – disse Ray, chegando naquele instante.

— Ray, voltou tarde – disse Rose. – Íamos jantar sem você, mas que bom que chegou.

— Tive um contratempo – ele disse, indo guardar a prancha num quartinho dos fundos. Quando voltou, passou pela cozinha e disse que eles podiam comer sem ele, que estava sem fome e comeria qualquer coisa mais tarde.

— Você? Sem fome? – estranhou Finn. – Bateu a cabeça numa pedra ou engoliu muita água salgada?

— Nada disso, só não tenho apetite.

— Algo de errado não está certo.

— Ray, é lasanha – disse Rose. – Lasanha de pão, a que você mais gosta. Jante conosco, por favor.

Ele parou na soleira da porta e olhou para Rose, que sorria tão gentilmente para ele que não pôde recusar. Era verdade que não tinha apetite, não conseguia parar de pensar em Kylie e do que poderia ter acontecido para que ela tivesse sumido daquele jeito.

— Vou tomar um banho e já volto – disse, e rumou para o seu quarto e em seguida para o banheiro do corredor.

Vestiu a primeira bermuda e regata que encontrou e juntou-se à Rose e Finn. Eles tagarelavam assuntos do cotidiano durante o jantar. Contaram para Ray que decidiram pelo nome do bebê. Theodoro, unicamente pelo seu significado.

— É bonito – ele disse.

Rose e Finn deram-se conta de que era a primeira vez que ele falava desde que sentou à mesa. Ray estava silencioso e quieto. Comia lentamente, mexia na lasanha com o garfo e perdido em seus próprios pensamentos.

— Ei, parça – Finn chamou, o cutucando levemente. – Está tudo bem?

— Está sim.

— Não, não está. Ray, eu te conheço. O que aconteceu?

— Pode nos dizer – Rose estimulou.

Ele apertou os lábios e soltou ar pelas narinas. — Conheci uma garota na praia.

Rose e Finn trocaram olhares.

— Uma garota? – Rose perguntou.

— Sim...

Finn sorriu. — Você gostou dela?

— Não é isso!... – Fechou os olhos, desejando sumir. – Ela é muito bonita, admito, mas... Só estou intrigado. – Queria dizer preocupado, mas a opção dita não fugia muito da realidade. Kylie era realmente intrigante.

Ele gostaria de saber como teria sido se ela não tivesse fugido, ou se ele não tivesse ido buscar a prancha. Merda, era só uma maldita prancha de surf! Poderia tê-la deixado lá e ficado com ela, não a deixando sozinha.

Veria Kylie novamente? Se sim, em que condições? Ela ainda estava muito abalada. Sabia que a probabilidade dela tentar suicídio novamente visto que dessa vez não teve êxito era alta.

Sentia-se impelido em ajudá-la, de alguma forma. Se ao menos soubesse o seu sobrenome, ou onde mora...

— Você mal tocou na comida a noite toda – Rose falou. – E você adora lasanha.

— Desculpe Rose.

— Tem algo que queira nos dizer ou... Ela é só intrigante mesmo? – indagou Finn.

Ray decidiu que era melhor contar do que guardar aquilo para si. Narrou desde o momento que a viu sobre a pedra, como a salvou, superficialmente o que conversaram, até quando ela desapareceu e ele a procurou pela praia.

— Meu Deus! – Rose exclamou. – Espero que esteja bem.

— Caramba... – Finn disse. – Eu nem sei o que dizer.

— Ela simplesmente sumiu?

— Voltei para pegar a prancha e quando voltei, ela não estava mais lá.

— Bom, tomara que ela não faça de novo – Rose disse.

— Eu também – Ray suspirou. Fechou os olhos e orou para que Kylie pensasse bem no que ele lhe disse.

 

***

 

A mulher andava em círculos pela sala, roendo a unha do polegar, totalmente aflita. Na outra mão, segurava duas folhas de papel escritas por sua filha. A caligrafia era inconfundível, ainda que ela não tivesse assinado. Quando o marido abriu a porta da frente, ela correu até ele, enchendo-o de perguntas, a beira das lágrimas e do desespero.

Han Solo segurou seus ombros gentilmente. Por fora, ele podia estar mais calmo e somente preocupado, mas o exterior não revelava o furacão que havia em seu interior. Ele se sentia tão impotente e desesperado que temia enfartar.

— Eu não a encontrei – ele disse.

— Meu Deus, minha filha! – Colocou as mãos na cabeça, enfim liberando as lágrimas que lutava para segurar.

Han não sabia o que dizer, apenas a abraçou. Ele estava tentando ser forte, tentando oferecer-lhe algum consolo, mas ele mesmo sentia-se perdido. Leia era a pessoa mais forte que ele conhecia. Ela desmoronar assim diante dele, fazia-o tão infeliz. Seu coração queimava por Kylie.

A porta da frente abriu-se e Kylie entrou. De camisola, toda molhada e descalça. Os pais se separaram para olharem para ela.

— Kylie! – Leia gritou, e correu para abraçá-la, sentindo um alívio enorme. – Eu fiquei tão preocupada contigo.

Kylie era bem mais alta, mas inclinou as costas e deixou-se ser abraçada pela mãe. Ela precisava tanto daquilo, daquele carinho. Começou a chorar junto com a mãe.

— Me desculpe, mamãe! – soluçou.

— Por que você fez isso, Kylie? – Han perguntou, um tanto zangado. – Sabe o quanto nos preocupamos?

— Eu não aguentava mais – ela somente respondeu e não olhou mais para o pai.

— Não fale assim com ela, Han! – gritou Leia. – Ela é nossa filha, ela precisa de nós.

— Eu quase morri por essa menina!

— Não ligue para ele – disse, afastando-se do abraço para limpar as lágrimas de Kylie. – Seu velho pai só orgulhoso demais para admitir o quanto esteve preocupado por você.

— Eu não queria magoar ninguém.

Pela segunda vez, na mesma noite, Kylie se deu conta de que chorava na frente de alguém. Antes daquele desconhecido na praia, agora sua mãe e seu pai. Queria morrer de tanta vergonha.

Mas Leia abraçou de novo e puxou Han para fazer o mesmo.

— Nós te amamos, querida... Quase morri quando achei aquela carta.

— Desculpe...

— Tudo bem, não se desculpe. Amanhã nós vamos falar com seu tio e...

— Eu não quero falar com Luke! – ela gritou. Desvencilhou-se do abraço e afastou-se deles.

— Kylie... – Han começou.

— Não! – bradou. – Luke não entende nada, não vou falar com ele!

— Ele é psicólogo e é seu tio – Leia falou.

— Não quero falar com Luke. Não vou falar com Luke. Quantas vezes terei que repetir?

— Kylie, não diga isso, queremos o seu bem.

— Então me deixem em paz! Não me façam me arrepender de ter voltado! – ela correu e se trancou no quarto. Jogou-se na cama e chorou até ser vencida pelo cansaço.


Notas Finais


A lasanha de pão troca o macarrão por pão de forma. Pode ser pão de sal tbm, ou pão francês, ou massa grossa, ou cacete, seja lá como o pão nosso de cada dia se chame onde vc mora rsrsrs.
Aqui onde eu moro é " pão massa grossa" kkkkkkk

Por favor, me contem o que acharam desse capítulo.
Se vc estiver curtindo essa fanfic, por favor, considere deixar um favorito. Compartilhe com seus amigos!


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