História As Long As You Love Me - Capítulo 12


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Categorias Harry Potter
Tags Dudaxharry, Harrymort, Tomarry
Visualizações 534
Palavras 2.135
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha eu!!! Apareci mais rápido que de costume 😁 Desculpe não responder os comentários, juro que vou responder cada um em breve 😉❤ Então...boa leitura! 💕

Capítulo 12 - Detenção


Voldemort estava mais pensativo que o normal.

Talvez fosse por causa do plano para resgatar de Azkaban seus fiéis seguidores. Ao menos era isso que seus comensais imaginavam.

Uma vez arquitetado o plano Voldemort não se preocupava mais, era seguro de si e de suas capacidades logo a palavra 'fracasso' nem ao menos lhe passava pela cabeça.

O que ocupava sua brilhante mente no atual momento era um certo pirralho de olhos verdes.

Parecia e era ridículo estar gastando seu precioso tempo com algo tão ridiculamente fútil mas estava, era um fato.

A lembrança do olhar decidido no rosto do garoto vinha sempre a sua mente assim como os pensamentos que o menino tentou em vão esconder.

"Ah Nagini, Nagini...no meio de uma conversa séria aquele menino estava pensando em como era meu corpo,acredita nisso? Ele pensou: 'será que o resto é tão lindo como o rosto dele?' Patético não acha?"

Nagini não lhe deu atenção, sabia que o mestre não queria uma resposta, estava apenas destilando palavras cruéis como era de seu costume.

"Posso usar isso a meu favor...Nagini minha querida, acho que você terá em breve um amiguinho para lhe fazer companhia." continuou sua ardilosa trama "Se bem que ter dois animais de estimação vai me dar ainda mais trabalho...o que devo fazer minha preciosa Nagini?"

Voldemort sorria sadicamente enquanto pensava nas possibilidades. No fim esse seria o melhor plano, teria mais uma Horcrux salva e sob seus cuidados, tiraria algo precioso de Dumbledore e ainda poderia usar os sentimentos do garoto para seus planos. Faria o garoto se apaixonar por si.

"A sorte está do nosso lado Nagini...quando ele se apaixonar por mim, e ele irá eu lhe garanto, " falou convencido, ele era ótimo em envolver as pessoas e sabia disso "nossa vitória que já era garantida, estará nas nossas mãos."

Pegou uma pena e um pedaço de pergaminho, pensou por alguns instantes e rindo calculista, começou a escrever. Sentia-se ridículo enquanto escrevia palavras tão doces apenas para convidar um pirralho para passar os feriados de fim de ano consigo.

Selou a carta e escreveu o nome do menino, no verso ele pôs a seguinte frase: diga 'abra' na língua dos nobres.

Chegaria amanhã pela manhã, ele ainda se lembrava perfeitamente como funcionava Hogwarts. O plano já estava em prática, em breve tudo estaria como desejava.

⚡🐍

A fulga em massa de Azkaban estava na capa de todos os jornais bruxos, o ministério colocara a culpa em Sirius outra vez.

Harry estava irritadíssimo com isso. Podia não estar em contato com Sirius mas ainda o amava e odiava a cegueira intencional do ministério. Aquilo era obra de Voldemort, até um cego seria capaz de enxergar isso.

Junto do jornal haviam duas cartas que Harry não deu atenção no momento, apenas as guardou no bolso das vestes e seguiu para a aula.

As provocações de Umbridge ficavam cada vez mais difíceis de aturar mas mesmo assim Harry as esteve aguentando, ou pelo menos as aguentou até hoje.

"A pelo amor de Deus! Se Sirius tivesse tanta força assim ele seria chamado de Voldemort! Só vocês do ministério que são ou muito cegos ou muito tolos para negar isso!"

Umbridge sorriu satisfeita, parecia um sapo gordo cor de rosa.

"Detenção Sr.Potter! E menos vinte pontos para a grifinória."

"Não diga! Eu nem esperava por isso!" ironizou Harry "A senhora vem me provocando desde que o ano começou! Cadê maldita maldição que tem nesse cargo gente? Por que que essa mulher não morreu ainda?"

"Agora são trinta pontos a menos para a grifinória" disse Umbridge com seu tom de voz fino e desagradável, sua expressão mais satisfeita que antes.

Os grifinórios que estavam na sala encaravam Harry de maneira assassina.

"Harry que está fazendo?!" perguntou Malfoy alarmado, aquilo não ia ser bom para nenhum dos dois.

"Saindo da aula Malfoy. Te vejo depois."

Harry saiu decidido, estava cansado de toda aquele ataque gratuito. Voldemort era o vilão, não ele! Então por que diabos era a ele a quem todos dirigiam sua raiva e repulsa?

"Morram todos! Tomara que Ele mate a vocês todos!" esbravejou Harry em um corredor vazio assustando alguns quadros.

Não iria mais as aulas de DCAT, quem se importa com notas? No fim ele acabaria voltando ao mundo trouxa, ao menos lá tinha Duda.

O pensamento o fez lembrar dos sentimentos que sentia por um certo bruxo das trevas e mais uma vez ele se sentiu culpado.

"Droga Duda, por que você tinha que ser tão legal? Se você fosse só um babaca como antes eu não estaria nessa situação..." murmurou cansado.

O jantar passou e Harry o ignorou, não estava com fome. Esperou até o momento em que o sapo rosa iria lhe dar a detenção.

Chegou a sala destinadas aos professores de DCAT e sinceramente não a reconheceu. Pensou que estava dentro do café de Madame Puddifoot pela quantidade absurda de tonalidades diferentes de rosa que decoravam a sala. Haviam tantas imagens de gatos que chegava a ser irritante.

"Sente-se senhor Potter "

Harry tomou um susto, nem ao menos tinha notado que a criatura já estava ali.

Nunca pensou que esse dia chegaria, mas sinceramente chegou o dia em que Harry teve de admitir que aquela mulher o fazia sentir saudades de Lockhart.

"Você escreverá 'não devo contar mentiras', use essa pena que está aí."

"A senhora não me deu tinta."

"Não precisa de tinta."

"Quantas vezes tenho que escrever?"

"Escreva até a mensagem penetrar."

Bem, o que aconteceu foi desagradável e Harry ficou olhando a mulher atônito. Ela o estava torturando, era isso que ela estava fazendo. Tortura mágica e física ao mesmo tempo.

Ele escreveu a mesma frase repetidas vezes por horas. A pele era rasgada pela frase e em seguida se fechava tornado a se abrir quando ele escrevia outra vez. No papel Harry via as palavras escritas não com tinta mas com seu sangue.

"Isso é apenas uma lição. Se você continuar a contar mentiras isso será inevitável." disse com falsa meiguice "Espero o senhor amanhã no mesmo horário, a mensagem não penetrou com profundidade."

Harry estava sem palavras. Se levantou e saiu topando em alguns dos móveis da sala, estava sinceramente atordoado com o rumo dos fatos.

No caminho deu um encontrão em Snape que o olhou surpreso.

Harry estava chorando. Isso nem ele, e praticamente ninguém, havia presenciado.

"Potter o que você..."

Mas antes de poder concluir a fala, Harry já tinha saído correndo. Queria um lugar para se esconder de tudo, um lugar onde ninguém o encontrasse.

A sala precisa era o melhor lugar agora e, mediante a sua necessidade ela se mostrou a ele.

O lugar havia mudado para se tornar um lugar acolhedor capaz de tirar as preocupações da mente do garoto.

A decoração da sala era uma réplica perfeita da sala de visitas de Voldemort. Harry se jogou no tapete, desolado.

Não sabia o que o tinha afetado daquela maneira. Já havia sido abusado de várias maneiras possíveis antes. Talvez estava ficando mal acostumado por ter estado durante todo esses últimos tempos sob os cuidados de Voldemort.

"Me pergunto o que ele faria se estivesse aqui, ela me feriu...ele não a perdoaria." pensou com um sentimento de vingança crescendo aos poucos "Queria que ele estivesse aqui." sussurrou.

Dos olhos as lágrimas escorriam, desejava que aquela maldita morresse, era provavelmente a primeira vez que ele desejava isso verdadeiramente.

A lareira ascendeu-se sozinha e dela saiu um Voldemort com uma expressão hilária de surpresa.

"Tom?" perguntou Harry sem acreditar.

"Harry? Onde...como...por que está chorando?"

Harry não pensou, apenas se levantou e correu de encontro ao outro o abraçando forte, como uma criança que se perdera da mãe.

"Está molhando minha roupa." disse simplesmente enquanto passava os braços ao redor do rapaz em um abraço acolhedor.

"Seja gentil...por favor."

"Ok, está bem." concordou com o pedido. Harry nunca antes agiu assim consigo além, é claro, de estar chorando. Algo muito errado estava acontecendo.

Arrastou o menino consigo até o sofá e deitou sua cabeça em seu colo. Começou a afagar seus cabelos e a murmurar palavras de consolo e carinho.

Olhou ao redor para tentar se localizar porém parecia estar em sua sala de visitas. É claro que não estavam pois a um segundo atrás ele estava perto de sua lareira no escritório. Ela começou a queimar de repente em um fogo púrpura. Quando foi verificar...bem, o resultado era óbvio. Ele caiu em um local estranho encontrando um Potter em prantos.

"Que é que houve?" perguntou afastando uma mecha do cabelo rebelde da frente dos olhos do pequeno. A outra mão continuava o carinho doce, quase maternal.

Harry estendeu a mão como uma criança mostrando o machucado de uma queda de bicicleta.

Voldemort olhou as palavras cravadas na carne com ódio.

"Quem fez isso?" perguntou baixo em ira.

"Umbridge... ela me fez escrever com uma caneta estranha." disse soluçando a cada palavra.

"Onde está o velho que não fez nada sobre isso?"

"Eu não sei, não o vi desde o início das aulas. Mas mesmo que soubesse não faria nada, assim como não fez nada quando contei sobre a forma como sou tratado pelos meus tios." disse desolado.

"Já passou, já passou..." disse Voldemort voltando a acaricia-lo.

"O que vai fazer a respeito disso?" perguntou Harry em expectativa.

Voldemort notou a maneira como as últimas palavras haviam soado, decidiu que era um boa oportunidade para si. Seria uma boa forma de conquista-lo.

"O que quer que eu faça?"

"Quero que ela sofra, muito. Não quero mais ela como professora, quero ela morta."

O sorriso no rosto do homem era satisfeito, não esperava isso do garoto mas pelo menos ele pediu algo que seria fácil fazer. Se ele pedisse para deixar para lá, se pedisse algo pacifista provavelmente ele teria dificuldades para cumprir.

"Seu desejo é uma ordem meu querido amigo." disse acariciando a bochecha do pequeno e fitando seus olhos intensamente.

Harry fechou os olhos, estava satisfeito. Alguém se importava realmente consigo, alguém realmente iria vingá-lo. Deixou um sorriso satisfeito brotar de sua face antes chorosa.

"Está melhor?" perguntou atencioso.

"Um pouco..." respondeu dando espaço para a boa e velha autopiedade apenas para ser mimado. Havia aprendido a atuar um pouco observando o primo.

"Então me diga, onde estou? Por que parece que estou em minha casa."

"Eu queria um lugar acolhedor...a sala precisa acabou ficando assim."

"Estamos na sala precisa então. Ela deve ter ligado está lareira a lareira do meu escritório...isso explica a minha abdução de momentos atrás." falou pensativo "Estava desejando tão fortemente assim me ver?"

Harry escondeu o rosto no tecido das vestes negras que cobriam as coxas do bruxo mais velho.

"Sim...estava." sussurrou, não tentaria esconder mais seus pensamentos do outro.

"Mas não foi você mesmo que disse que não confiava em mim?" riu-se do menino.

"E não foi você mesmo que disse que 'as coisas mudam'?"

"Boa resposta. Impertinente, é claro, mas mesmo assim boa."

"Foi você não foi? Que invadiu Azkaban?"

"E há outro bruxo além de mim capaz de realizar essa façanha?" perguntou convencido.

"Foi isso que eu disse a Umbridge, ela parece discordar ou não teria me dado uma droga de detenção como essa."

"Não se preocupe, em breve todo o mundo bruxo saberá da minha volta."

"Por mim todo o mundo bruxo poderia queimar."

"Ora ora, ele está com raivinha. Que fofo."

"Não me faça de bobo!" reclamou, as orelhas ficando avermelhadas.

"Não estou. É que você fica adorável com raiva." gracejou fazendo a vermelhidão tomar conta de todo o rosto.

Harry sorriu um pouco depois de alguns segundos, não esperava receber acalento logo de quem ferrou sua vida.

"Você vem me ajudando muito...sabe, as pessoas acham que fui eu quem matei Cedrico. Isso seria impossível compreende?  Ele, bem...ele foi minha primeira paixão se é que eu posso dizer assim."

"Não me diga que sem nem saber matei seu namorado?"

"Ele não era meu namorado...era platônico compreende?" disse rindo do quão era patético.

"Eu não iria pedir perdão por isso entende? Eu realmente não me importo com quem mato mas... seria interessante você fazer uma lista de quem não quer que eu mate."

Harry riu do quão absurdo isso soou.

"Está generoso hoje Tom."

"Não gosto que me chamem assim."

"Me deixe te chamar assim." pediu dengoso.

Voldemort o olhou sério, detestava seu nome. Era comum demais e ele não era alguém comum.

"Por que essa insistência?"

"Por que eu seria o único a te chamar assim."

"E por que isso seria importante?"

Harry respirou fundo e se agarrou fortemente as palavras de Luna antes de responder.

"Por que eu não quero te amar platonicamente como eu fiz com Cedrico."


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Até mais! 😉💞


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