História As Long As You Love Me - Capítulo 7


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Categorias Harry Potter
Tags Dudaxharry, Harrymort, Tomarry
Visualizações 340
Palavras 1.608
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei muuuitooo para postar esse capitulo mas não foi culpa minha, juro! O problema é que eu tive dois seminários, uma prova de física e outra de cálculo. Hoje eu ainda tenho outra prova mas decidi que mesmo assim de hoje esse capitulo não passava! Então aqui está e boa leitura pra vocês ^^

Capítulo 7 - Eis Que Um Estranho Trio Se Forma


            Quando o estranho sentimento se foi, Harry pôde respirar. Por tanto e por tudo, seria impossível o menino não se sentir tenso na presença do outro, seria até mesmo ridículo esperar isso dele.

            Eles eram inimigos. Eles arruinaram a vida um do outro pelo simples fato de existirem.

            Esse tipo de relação não poderia progredir, isso era um fato para os dois.

            O verão terminou tão tedioso como havia começado, porém agora escrevia para Duda diariamente e ele sempre escrevia de volta. Harry sorria dos inúmeros erros de ortografia do primo mas guardava cada palavra, cada carta com um carinho imenso.

            Harry se sentia muito ligado ao outro e adorava a atenção e o afeto que recebia porém sabia lá no fundo que não o amava. Eles se davam muito bem agora, a atração física e a interação amigável contribuía muito para o fortalecimento do vínculo entre os dois. Eles se davam bem de um jeito profundo e isso frustrava o garoto de olhos verdes. Sentia que estava enganando o primo mas era egoísta demais para falar tão abertamente sobre seus verdadeiros sentimentos em relação a ele. Isso o deixava extremamente irritado consigo mesmo.

            O expresso de Hogwarts esperava pontualmente na plataforma e mesmo tendo passado por tantas coisas absurdas na escola, ele ainda sentia uma alegria imensa crescer dentro de si com a possibilidade de estar voltando para seu lar.

            Esse pensamento acabou fazendo-o lembrar de Voldemort, ainda achava muito estranho essas inúmeras semelhanças entre eles.

            Em meio a pensamentos ele apenas vagou silenciosamente pelos vagões até achar um vazio. Esperava não ter de encontrar Rony ou Mione agora. Não os odiava realmente e sabia que não tinham culpa de terem sido persuadidos por Dumbledore mas enquanto o ressentimento em seu peito não se fosse por completo, ele faria de tudo para não ter que confrontá-los diretamente. Amizade não era uma coisa que se joga fora tão facilmente mas precisava de espaço e tempo de tudo para pôr a cabeça no lugar.

            O trem deu partida e Harry suspirou, decidiu não pensar em mais nada muito complexo. Apenas deixou a mente aberta e pôs-se a observar a paisagem. Era tudo tão lindo, mais magico do que sua magia ou a magia de qualquer outro bruxo algum dia seria capaz de fazer. A natureza tinha sua própria mágica e sem dúvida Harry a apreciava com paixão.

            Uma sonolência foi se abatendo contra ele. Provavelmente ele teria adormecido se lampejos de imagens perturbadoras não começassem a invadir sua mente e perturbá-lo.

            Olhos rubis, pele pálida e branca como osso, sangue, dor, gritos de horror, gemidos em agonia. A cicatriz ardia, queimava como se pegasse fogo, ardia como se ácido estivesse sendo derramado sobre sua cabeça. Pensou que enlouqueceria tamanha era a tortura mas da mesma forma que veio se foi. Harry não sabia dizer quanto tempo havia se passado. Tudo estava escuro lá fora sem nenhum vestígio da luz do dia ou do crepúsculo.

            Percebeu que estava estirado sobre o chão da cabine, o corpo doía por ter se debatido as cegas em meio a agonia, os cabelos estavam grudados na testa suada e estava com uma aparência abatida como um doente.

            Respirando fundo para clarear os pensamentos ele decidiu vestir logo as vestes, provavelmente não demoraria a chegar. Ele estava certo quanto a isso.

            Não haviam se passado nem dez minutos inteiros quando sentiu o trem parando.

            Esperou todos descerem primeiro. Quando o fluxo diminuiu ele saiu rumo às carruagens. Não haviam muitos alunos ali e ele ficou feliz com isso pois quanto menos reparassem nele melhor. Ele já chamava atenção antes, agora provavelmente seria como se estivesse andando com uma luz de estádio sobre a cabeça. De jeito nenhum que ele queria isso.

            A primeira coisa que reparou quando se aproximou das carruagens era que por algum motivo desconhecido elas estavam sendo puxadas por estranhos e esqueléticos cavalos. Mas como Hogwarts sempre foi imprevisível ele apenas deu de ombros pensando que os cavalos eram melhores que seja lá qual era a magia que movia as carruagens antes.

            A carruagem que restava abrigava uma garota que Harry nunca notara antes. Parecia uma espécie de fada ou ser místicos, seus olhos eram distantes como que lembrando de um passado muito longínquo, a pele era branca e pálida assim como os cabelos louros esbranquiçados que se assemelhavam aos dos Malfoys.

            Mas aquela garota não era Malfoy, ela tinha um ar doce e humilde demais para ser da família dos orgulhosos Malfoy.

            – Olá – cumprimentou com uma linda voz em um tom agradável de soprano – Me chamo Luna, Luna Lovegood.

            – Oi Luna, eu sou Harry....Potter. – falou relutante.

            Os dois ficaram em silêncio. Luna olhava lacônica para as arvores enquanto Harry apenas esperava a carruagem partir.

            – Tomara que tenha pudim.

            – Tomara que tenha pudim.

            Os dois falaram ao mesmo tempo e riram disso.

            – Você parece ser uma pessoa legal. – disse Luna.

            – Obrigado, você também parece ser uma boa pessoa.

            – Espero que possamos nos encontrar mais vezes. – disse com um sorriso suave – Eu estou cassando zonzóbulos, se uma hora quiser me acompanhar...

            – É...ok! Quando eu tiver tempo eu prometo te acompanhar com a sua...eh... busca. – respondeu sorrindo educado, não sabendo o que diabos eram zonzóbulos.

            A paz teria durado se Draco Malfoy não tivesse embarcado junto dos dois. Ou foi o que Harry pensou.

            – Boa noite Potter.

            – Boa noite Malfoy.

            Luna permaneceu quieta, Draco não era a pessoa mais gentil com pessoas como ela.

            – Como foi o verão Potter? – perguntou, o esforço para ser gentil transparecia em cada palavra.

            – Bom...Malfoy não se sinta na obrigação de falar comigo só por que estamos na mesma carruagem. Pode me ignorar, é melhor assim.

            – Quem me dera eu pudesse. – sussurrou alto o bastante para os outros dois, que ouviram – Eu tenho ordens Potter, ordens e não posso falhar.

            – Não é problema meu. Você não me atura, eu não te aturo. Vai ser difícil para nós dois.

            – Você sabe que mesmo assim tenho que obedecer.

            Harry suspirou, as mãos foram ao rosto tentando diminuir a agonia mental.

            – Faça o que bem quiser então. E tente ser gentil pelo menos ou juro que deixo de ter gratidão pelo dia do ministério e azaro você.

            – Tentarei mas não por que tenho apreço por você.

            Ambos se encararam mudamente, em seus olhares demostravam repulsão reciproca.

            Draco ficou em silêncio. Harry ficou em silêncio. Luna também estava em silêncio mas por razão diferente. Ela estava lendo uma revista mas...de cabeça para baixo.

            – Você lê O Pasquim? – perguntou a Luna que se assustou com o loiro lhe dirigindo a palavra sem insultos ou chacotas.

            – Leio.

            – Essa aí é a edição desse mês?

            – É.

            – Me empresta?

            Luna o olhou incrédula. Draco Malfoy, um MALFOY querendo ler O Pasquim? A revista que seu pai editava?

            – Você lê O Pasquim? – perguntou surpresa.

            Draco corou e percebeu que soltou algo que não deveria. Um Malfoy não devia ler o Pasquim mas ali estava ele, pedindo emprestado uma revista “medíocre” para uma garota de nível inferior ao seu.

            – O que é O Pasquim?

            – O Pasquim é a única revista confiável para se ler, é a única que te defende seu idiota! – falou Draco exaltado.

            – Não precisa ser tão babaca Malfoy! Eu não sei muito sobre o mundo bruxo quanto desejo! Fui criado com trouxas se lembra?

            – Ok, mas mesmo assim você deveria lê-lo.

            – Meu pai é o editor do Pasquim, pode ficar com essa edição se quiser. Eu sei o que meu pai publicou nela, eu ajudei em grande parte.

            Draco a olhou com ainda mais surpresa do que a dela ao descobrir que ele lia a revista do pai dela. Respirou fundo e recuperou a dignidade.

            – É uma honra saber disso, adoraria conhecer seu pai.

            – Ele talvez não queira te conhecer. Você é um Malfoy, filho de um comensal da morte. Ele acredita no que Harry disse sobre seu pai no dia da volta de Você-Sabe-Quem.

            Harry ouvia tudo espantado. Quer dizer que alguém além de acreditar nele ainda escrevia o apoiando?

            – Entendo... – respondeu Malfoy murcho. Gostava realmente do Pasquim. As vezes ser um Malfoy nem sempre é a melhor opção.

            – Agradeça a seu pai por me apoiar Luna. É bom saber que nem todo mundo te acha um adolescente mentiroso a procura de atenção e pronto para fazer um espetáculo.

            – Nem todo mundo nesse mundo é idiota Harry. O Profeta Diario e quem o lê tem sérios problemas na minha opinião.

            – Na minha também. – murmurou Draco encolhido em seu canto.

            – Obrigado por ficar do meu lado Luna, praticamente ninguém ficou. Obrigado também Draco. Sei que não está aqui por vontade própria mas é melhor do que ficar sozinho ou do lado de amigos que não são leias a você.

            O silêncio voltou a fazer-lhes companhia. Draco folheava O Pasquim, Luna cantarolava uma música sobre duendes em jardins mágicos e Harry pensava em Voldemort.

            – Por que ele te mandou ficar comigo Draco?

            – Ele não foi especifico. Resmungou coisas desconexas sobre solidão, proteção e más companhias grifinórias. No fim a única coisa que ele falou claramente era que eu deveria ficar ao seu lado.

            Harry suspirou. O que o outro fez era para o bem ou para o mal? Estaria ele querendo seu bem ou tramando sua derrota?

            “Essa ambiguidade ainda me matará. Juro que acabarei ou morto ou na ala psiquiátrica do Saint Mungo’s.”

            A carruagem partiu, os sacolejos e solavancos não incomodavam o garoto tanto quanto seus pensamentos.

            Draco Malfoy de um lado, Luna Lovegood de outro. Voldemort criando confusão no mundo e fazendo um caos dentro de sua cabeça. Esse ano seria sem dúvida o mais estranho de todos.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, não tivemos nada romântico ainda eu sei. Acho que essa fic vai ser aquelas fics lentas...não sei ainda. Até mais!


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