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História As Luzes que Brilhavam - Capítulo 4


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Notas do Autor


Eu disse que voltava em julho! Olhem, a partir daqui começa realmente a aproximação do Jimin com o Jungguk, então espero verdadeiramente que gostem.
E lembrem-se: suicídio não é uma opção. Se estiver passando por problemas, busque ajuda. Eu faço terapia por causa da minha depressão e isso não é nenhuma vergonha. E saibam que se quiserem me chamar no particular para qualquer desabafo ou pedido de ajuda, estou na disposição.

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Capítulo 4 - Eu Fui A Uma Festa


Capítulo 5 Antes de eu chegar da escola mamãe decidiu comprar porta-retratos e espalhou algumas fotos pela casa. Acho que ela quer uma família normal de novo. Como se fosse possível.

Depois do desastre de jantar, subi correndo as escadas e me deitei no chão frio.

- A escola me ligou – mamãe falou – Perguntaram como estavam as coisas.

Parecia que tinha uma coisa errada.

- E queriam saber se seguimos os conselhos das visitas na terapia.

Tudo praticamente ficou sem gosto depois disso. Não consegui responder nada. Até pensei em um “Que bom”, ou “Sério?”, mas o que quase saiu foi “Legal”. Não era como se ela quisesse uma resposta, afinal.

A pizza havia chegado uns minutos depois que mamãe se trancou no quarto. E me deixou pegar o último pedaço como se eu merecesse.

Deixo meus sentimentos se espalharem pelo quarto inteiro, desejando que desabe. Procuro o que dizer pra Jimin amanhã.

“Achei você chocante na outra aula”.

Quem sabe:

“Gostei do seu desenho”.

Ou:

“Qual foi o objeto que você pegou mesmo?”. 

É claro que eu lembrava o objeto dele. Foi um relógio de bolso. A vovó costumava olhar em um desses pra saber quando tirar o bolo do forno.

 

 

Se passou uma semana desde o incidente da aula de artes. Hoje é sexta-feira.

- Soube que o Yoongi vai pra festa da Julie hoje à noite.

Taehyung é apaixonado por Yoongi desde a oitava série. Ele até tentou no começo do semestre trocar de sala comigo pra ficar na mesma eletiva que ele. Sem sucesso.

- Então quer dizer que mudou de ideia?

Algum tempo atrás, fomos chamados pra festa da Julie enquanto estávamos dando voltas na quadra. Ela disse que era uma festa de despedida porque iria fazer um intercâmbio de três meses na França. Algo surreal.

Assim que Julie saiu, Taehyung começou a dizer o quanto aquilo era uma perda de tempo já que ela iria voltar.

- Você ainda tem dúvidas?

- E o que vai fazer quando ver ele?

- É claro que irei ficar só olhando de longe.

Escolhi ir porque estava cansado de toda aquela tristeza. Nunca fui bom com esse lance de dor – não que eu ache que alguém possa ser bom nisso. Mas noite passada, não consegui dormir. Desci as escadas na ponta dos pés, mas só consegui chegar até a metade porque a mamãe estava chorando. Eu a vi chorar no funeral, mas naquele momento foi diferente.

Não pude sentir o cheiro de lírios porque tudo estava com cheiro de morte. Fiquei assustado como um garotinho que quebra sem querer o perfume preferido do pai. Demoraram séculos para que eu pudesse sair de lá, só que ainda não foi o suficiente. Quando cheguei no quarto eu já estava com todo aquele cheiro de morte também.

- O seu stalker vai? – Taehyung me lançou aquele olhar.

Jimin está na mesma turma de história que a gente. Ele olhou bem na hora.

- Não dou a mínima.

 

 

Namjoon foi para a festa também, estava muito bonito. Assim que cheguei o assunto meio que parou, ou foi transformado em sussurros. As pessoas não conseguiam disfarçar muito bem, o que começou a incomodar.

Taehyung de alguma forma conseguiu conversar com Yoongi. Tenho que parabenizá-lo mais tarde. E Namjoon, bem... não era como se precisasse de ajuda pra alguma coisa.

- Vamos nos separar e reagrupar – Tae disse antes de entrarmos.

Toda vez que saímos nos separamos na primeira hora para depois nos encontrarmos na entrada da festa de novo. Fazemos isso pra conversar com outras pessoas – as vezes ficamos tanto tempo juntos que esquecemos a possibilidade de outro tipo de interação social – e também pra podermos ver se sair de casa foi uma má ideia. Caso algum dos três tiver um mal pressentimento, todos vão pra casa maratonar alguma série juntos. É um combinado que dura a dois anos, desde que começou o ensino médio.

Entramos na casa e cada um vai pra uma direção.

O pessoal do teatro está aqui, mas corro deles para não me chamarem pra entrar no clube de novo. Fuja da pressão, foi o que Nicholas disse. Ano passado ganhamos um prêmio de melhor peça entre umas vinte escolas da região. Acabei ficando com um papel secundário que morria na segunda cena. Todos aplaudiram.

Aquela noite foi a mais quente do verão e a roupa estava pinicando e me fazendo soar e o mundo ficou todo nervoso. Sai as pressas depois de fecharem a cortina, quando eu tinha acabado de me jogar no chão, e corri para tirar aquela blusa o mais rápido possível. Joguei água no pescoço e no rosto vermelho, tentando tirar aquele figurino, mas não pude. Tive que ficar até o final porque depois todos iriam tirar fotos da peça.

Como não tenho muita escolha, vou para todos os lados que consigo. Algumas pessoas me cumprimentam, a maioria são os jogadores da equipe do Nam. 

- Tem cerveja na geladeira – um deles me diz.

Digo valeu, mas eles mal me escutam porque já voltam a conversar.

- Estou te falando, cara. Eu vi o vocalista do Joy Division naquela noite. Ele autografou minha camiseta.

- Isso foi antes ou depois de você ter fumado uma?

- Vai se ferrar.

Subo as escadas me deparando com as portas dos quartos fechadas. Desço de novo.

A música não está alta e fico agradecido. Alguém esbarra em mim e pisa no meu pé e pede muitas desculpas, faço o possível para me descolar e flutuar e ir pra longe.

Quando vou tentando abrir caminho pela multidão, rio das piadas como se fizesse isso sempre. Seria considerado algo errado? Deve ser, porque no momento que faço, uma camada de algo muito estranho me cobre. Vou pra cozinha.

Basicamente isso é um caça ao tesouro. Quartos? OK. Sala? OK. Cozinha? Não tão OK assim.

Namjoon está sentado na bancada comendo um saco de salgadinhos. Nós dois nunca conseguimos ficar tão afastados assim, nunca funcionava por mais de trinta minutos. Por outro lado, Tae desaparece na multidão.

- O melhor lugar da festa – ele diz.

Abro a geladeira e pego um refrigerante. Estou cansado de cervejas ruins.

- E você deve estar aqui a bastante tempo.

- Só depois que Matheus disse que precisava falar comigo.

- Matheus da turma de artes?

Ele concorda. Lambe a ponta dos dedos.

- Alguma coisa sobre o final do ano passado.

- Você está tão ferrado.

- Eu sei.

Mais ou menos em outubro, Nam fez uma brincadeira junto com o pessoal do basquete. Pelo que fiquei sabendo, a brincadeira foi parar no lugar errado. Em Matheus. Agora parece que ele quer acertar as coisas.

Ninguém nunca me contou os detalhes do que aconteceu e também não procurei descobrir. O rosto de Namjoon está calmo.

- Lá vou eu.

As pernas compridas tocam o chão. Namjoon me dá dois tapas no ombro, tem a mão pesada. No fundamental ele tinha o cabelo muito comprido, mas não tinha graça puxar os cabelos castanhos dele, ninguém conseguia ter coragem para fazer algo assim. Da última vez que tentaram, ele quebrou o dedo do meio socando a cara do sujeito. Me tornei amigo dele logo depois.

Por isso todos tem medo dele, mas ninguém pode se proteger do sorriso. Ele ganha qualquer batalha com os dentes. Ele é o rei do sorriso perfeito que hipnotiza a todos.

Fico andando pra lá e pra cá, sem rumo algum. Quando enfim me canso, vou para o quintal. Já se passou quanto tempo desde que cheguei? Uns 45 minutos, no máximo. Tudo começou as 22h00. Sempre começou as 22h00. Bem, pelo menos esse se tornou o horário de todos os compromissos desde o final do nono ano. Todo mundo decidiu aderir, como se isso fosse nos tornar mais velhos. Pouca gente ainda sonha em fazer dezoito anos. Coloco a cabeça na parede fria, achando que vapor sai do meu corpo.

- Se divertindo muito?

É o garoto novo. Não tenho coragem de levantar a cabeça.

- Por que você está em todo lugar? – pergunto.

- Você acha que estou em todo lugar – disse – É diferente.

Ele parece estar muito concentrado em abrir um buraco no jardim.

Jimin não parecia que ia falar de novo, estava ocupado. Mas mesmo assim, diz:

- Eu fui convidado, caso esteja pensando em outra coisa.

- Eu não...

- Deixa pra lá.

As noites estão começando a ficar mais frias. Sinto falta de mais um casaco.

Me sento no primeiro degrau da varanda, com as mãos nos bolsos. É um silêncio estranho que você não sabe o que dizer ou como agir. Será que ainda existia a possibilidade de voltar sem deixar a entender outra coisa ou de soar como um mal-educado?

Olho pra cima. Os olhos na lua ou em algo parecido.

Está tendo alguma reunião das estrelas hoje e elas decidiram se encontrar aqui hoje, brilhando forte e pulsando.

- Por que eu?

Ele me olha com os olhos grandes e assustados. Parece ser de mentira. Uma miniatura.

- Como?

- Por que de todos da escola você me escolheu? – penso nisso sempre – Tem muita gente por aí que seria melhor.

- Você não sabe de nada mesmo, não é?

- Não sei sobre o que?

Ele não responde. Jimin nunca responde nada. Quero pedir para que me deixe ver a foto que tirou, uns dias atrás. Só que é possível que ele já tenha apagado. Posso imaginá-lo dizendo acha mesmo que eu ainda tenha isso? Que bobinho. Isso soa tão irritante.

Ele está com uma muda na mão, as unhas sujas pela terra úmida – havia chovido nessa manhã. Jimin parece não ter nojo algum com isso. Mas também existem várias outras coisas que ele parece ou não sentir. Na aula de biologia, pensei sobre isso. Ele parece andar sem ouvir ninguém, mas sei que é tudo fachada. Não que eu ligue. Só que ele parece não ter mesmo nojo da terra.

Ele usa um macacão xadrez muito legal. Taehyung costumava ter uma jaqueta daquela mesma estampa. Quando passou em casa na última tarde em que Emily ainda estaria viva – COMO ASSIM? –, ele estava com ela amarrada na cintura.

Jimin olha pra trás.

- Achei que tivesse ido embora.

- Você quer que eu vá embora?

Ele solta um grunhido de gato. Resisto a ideia de sentar ao seu lado.

- A gente pode dar uma volta – sugiro.

Queria tentar pegar minhas palavras e as colocar dentro de mim. Se eu estivesse no lugar dele, iria achar ridículo. Por sorte, Jimin não diz nada.

Ao invés de qualquer outra coisa, arruma a raiz da rosa para que fique no lugar. Deve fazer isso sempre, como se fosse parar de respirar. Antes, era assim que mamãe mexia no quintal enquanto tomávamos vitamina de abacate. Agora, as nossas plantas estão morrendo. Elas também sentem o que emana de nossa casa. Dor. Luto. Dor. Luto. Dor. Luto. De novo, de novo e de novo.

Freneticamente, o ciclo nunca acaba. Ele se reinicia, mas nunca desliga. Como algo assim pode ser real? Como as pessoas que já passaram por isso sobreviveram? Necessito me encontrar com elas, enche-las de perguntas e sanar tudo o que há em mim.

Ele tampa o buraco e lava as mãos com a mangueira. A água deve estar congelando, mesmo assim, as limpa com todo o cuidado. Abre a portinha do quintal e continua andando. Quando volta, parece ser o dono do mundo.

- Você vem?

Me levanto e o sigo.

 

 

Andar próximo a Jimin é como ser assistente do Indiana Jones. Ou eu pensava que seria assim.

Não tem nada demais, a não ser o fato de eu estar indo para a direção oposta da minha casa. Olhei pro relógio. 23h54. Caso eu chegue muito tarde, terei que entrar em casa pela janela da cozinha. Sem fazer barulho.

Quando a mamãe perguntar o horário que cheguei, vou precisar falar “Cedo, mãe”. Ela não tocaria no assunto o resto do dia.

- E então... – Jimin não olha pra mim – Qual é a sua sensação?

Minha cara deve estar confusa pra caramba.

- Digo, com a morte e tal.

- Está se referindo em só pensar no que aconteceu 24 horas por dia e não conseguir seguir em frente? Acho que a sensação é bem confortante.

Ele ri.

- Bem, - a voz está calma – Pelo menos não tá fazendo terapia.

Jimin parou de rir quando olhou pra mim, só pra ter certeza do que falava.

- Aí-meu-Deus. Aí-meu-Deus.

Desviou o olhar na mesma hora, com as bochechas extremamente brancas agora extremamente vermelhas.

- Não foi o que eu quis dizer...

Mas eu sabia bem, por sorte.

A pele dele parece sensível até mesmo com o próprio toque. Deve ter um estoque de protetor solar pelo quarto.

Tentei soar o mais confortável possível:

- Então – começo – Cidade nova?

- O que?

- Você é novo na cidade?

Espero que minha voz fique firme e não um embaralhado de sentimentos.

- Eu pareço ser tão clichê assim? Não. Moro aqui desde sempre. Só mudei de escola, eu acho.

Ele suspira.

- Além do mais, eu não escolhi você. Não cheguei na escola e disse a mim mesma é ele! É ele! Só deu de acontecer.

O vento veio forte. Eu queria mesmo mais um casaco.

Ele pareceu não se abalar. Continuou andando.

- Seus irmãos são como você?

- Se são albinos? – ele solta uma risadinha. Céus, era como se risse o tempo todo. As bochechas não deviam aguentar mais – Eu não tenho irmãos. E como sei que vai perguntar, meus pais também não são albinos. Puxei isso do meu avô.

Mexe o dedo indicador pelo rosto todo ao dizer “isso”. Parecia que estava se denominando como uma coisa. Como um monstro. Toda vez que olho pra ele imagino o ator Dennis Hurley passando na TV com aquela curta-metragem que ele mesmo escreveu, na parte que é acertado por aquele negócio rosa na camisa branca. Foi pensando nisso que eu vi. É só uma bolinha brilhosa debaixo da manga do moletom que também está usando, mas foi o bastante. Tenho a mesma pulseira, presente que ganhei de Emily no meu aniversário.

- Ei, o que é isso?

Pego seu pulso e levanto a manga com tanta urgência que tenho vontade de chorar.

- A pulseira?

- Isso.

Passo os dedos pelos detalhes, aperto cada joia dourada que brilha. A dele tem um pequeno dado pendurado, na minha, uma caveirinha.

- Presente de Natal – ele diz – Meu pai viaja muito, acaba trazendo lembrancinha de tudo que é lugar.

- Ah.

No dia que recebi a minha, Emily estava de bom humor. Isso nunca acontecia.

- Pra você – ela disse.

- O que é isso?

- Uma coisa. Agora, abre.

Ela devia ter guardado o dinheiro que recebia pro ônibus na volta do curso de música por uns quatro meses para me dar aquilo.

- Pode dizer que gostou.

- Mas eu não gostei.

O olhar dela ficou sério, parecia preocupada.

- Eu... adorei?

Ela voltou com o sorriso. Sempre sabia quando eu estava brincando.

Não consigo soltá-la, por isso puxa o braço e esconde tudo. Viro o rosto cheio de vergonha e voltamos a andar.

Agora acho que estraguei tudo. Eu sou o maluco. Tudo bem, penso, ele só não vai mais chegar perto de você. Não é isso o que já estão fazendo, de qualquer forma? Tirando o fato de que ando encontrando panfletos anti-suicídio e de números caso eu precise ligar para alguém e bilhetinhos dizendo que tudo vai se ajeitar no meio dos meus livros. Eu parecia tão abalado assim?

- Posso perguntar uma coisa?

Digo que sim.

- Como ela era?

- Por que quer saber?

- Curiosidade. Todo mundo vive falando sobre isso na escola.

Deve ser difícil ir para outra escola e só encontrar coisas ruins. Sinto que devo uma a ele por ser obrigado a sentir o peso de todos como se entendesse.

O que eu poderia dizer? Algo pequeno. Então você a achava algo pequeno? É claro que não, não foi o que eu quis dizer. Então o que foi? Só não quero tocar no assunto, é muito difícil. Não era isso o que me lembro de você achar quando ela parecia mal. Eu não sabia o que estava acontecendo. Isso não é desculpa. Eu sei. O que vai fazer, então? Eu não sei. Como não sabe? Eu não sei. Ande, fale. Sabe que ela merece. Emily merece o mundo, se lembra ao menos disso? Sim, lembro. Então faça. Fale de uma vez.

- Ela era a coisa mais indecifrável nesse planeta – não posso evitar não me sentir em um julgamento – Vivia dizendo coisas sem sentido. Não mudava a cara carrancuda nem por um segundo, nossa mãe até a apelidou de Velha de 70, mas quando uma coisa muito boa acontecia, puxa, era como se ela fosse o próprio sol. Tinha um sorriso perfeito que compensava tudo.

Jimin fecha os olhos e absorve todo o oxigênio que consegue. Quando os abre de novo, é como ver alguém renascer.

- Obrigada – ele sussurra.

Estou perdoado pela atitude brusca de segundos atrás, isso basta.

Paramos em uma casa bege algumas quadras depois. A única que tem as luzes acesas.

- Uma volta. Foi o que você me pediu.

A respiração dele acelera, não sei porque. E Jimin olha a minha alma, bagunça tudo o que encontra dentro de mim. Fico sem proteção alguma depois disso.

Suas mãos tremiam ao abrir a porta. Jimin não olhou pra trás nenhuma outra vez.

 

 

Parecia que a caminhada de volta tinha durado quinze minutos, mas me assustei quando olhei pro relógio de novo. 1h26. As luzes estão apagadas, mas não me arrisco e entro pela janela da cozinha de qualquer jeito. De fato, mamãe não estava me esperando e já dormia.

Troquei de roupa e me deitei. Estou cheirando a energético, mas consigo fingir que não sinto cheiro de nada.

Quando quase pego no sono, meu celular vibra. É uma solicitação de Jimin no Facebook. Aceito na mesma hora.

Sento na cama, o celular na minha frente. Ele envia uma mensagem.

 

Jimin: Festas não parecem combinar com você, desculpe.

Eu: Então temos algo em comum.

Jimin: RSRS. Tenho que admitir que não foi uma das melhores.

 

Não dá pra ver se está sendo sarcástico.

 

Eu: Por que queria saber como estava sendo a minha sensação?

Jimin: Já percebeu que você faz perguntas demais?

Eu: Já. Queria que me respondesse.

 

Elw visualizou, mas a bolinha verde que o denunciava de estar online sumiu. Recebi uma mensagem de Taehyung logo em seguida. É uma foto dele com o Yoongi, dizendo cadê você?

Respondo que tive que ir embora mais cedo, que tive um imprevisto. Ele me liga com a voz preocupada e arrastada pela bebida, querendo saber se está tudo bem. Nada aconteceu, digo a ele, tá tudo certo, pode voltar e ficar com o Yoongi. Tae sentiu a verdade na minha voz e foi aproveitar o resto da noite. Disse que avisaria o Nam e que não tinha problema. São 1h37 da manhã. Perdi o sono.

Sento na escrivaninha e começo um desenho com giz de cera. É sobre um garoto que faz um buraco no jardim, de costas. Desenho, desenho e desenho como se isso fosse me salvar. Digo a mim mesmo que caso eu tivesse pego o relógio de bolso, teria deixado a tela em branco porque o meu tempo acabou.

São 3h13 quando recebo:

 

Jimin: Foi porque fiquei assustada de não sentir o mesmo.


Notas Finais


muito obrigada por ter chego até aqui! agora, me diga, o que andam fazendo nessa quarentena? Vocês estão bem?
meu insta: https://www.instagram.com/c_clia_/


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