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História As manhãs de Bella e Saint - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olha a quarentena chegando pra me deixar INSPIRADA.
Bem, eu tinha esse plot faz um tempo (meses, pra ser nada exata) e quando comentei com @/Rosicky, ela disse que eu precisava escrever pois DOGGUINHOS e matt's sendo domésticos e fofos - e mesmo que meu lance não seja fluffy (porque geralmente eu to aqui pras coisas sobrenaturais e LOUCAS) senti que precisava dessa fanfic.

É aquele lance: eu queria ler algo e não tinha > fui lá e fiz!

Enfim, BOA LEITURA 💖

Capítulo 1 - 6 am


Saint fora treinado desde filhote, sabia dar a pata, fazer graça - e nunca latia sem que fosse de extrema necessidade; rosnava apenas para seu ursinho de estimação quando ele o olhava estranho e vivia uma história de amor com seus biscoitinhos em formato de osso - mas aos fins de semana, o nome do golden retriever se transformava numa ironia à parte.

 

Na casa de número 1802 da rua Park, na esquina da avenida Springfield, as manhãs de sábado tinham uma dupla dinâmica pronta para tocar o terror - Saint corria pela casa, e Bella trazia uma almofada na boca; e mesmo que a Labrador fosse incrivelmente inteligente, não negava a bagunça que Saint planejava, com seu cérebro de cachorro carente e levado, em infernizar a vida dos donos que só tentavam descansar da rotina terrível durante a semana.

 

De segunda à sexta, desencontro é a única palavra capaz de definir a relação entre a rotina de Matt Tuck e a correria de Matt Sanders. O galês, que trabalhava em casa - num estúdio planejado, era produtor musical e compositor e não tinha horário certo para se trancar em seu mundo particular, muito menos um horário para sair de lá. Enquanto Sanders vivia na pressão de tocar o negócio dos pais, dividindo seu tempo entre o gerenciamento e o contato com fornecedores - sem uma rotina de horas certas. Cansou de dormir no sofá do escritório e ser acordado por um telefonema do marido.

 

Então, no fim de semana, tentavam colocar em dia todas as conversas, as refeições que não compartilhavam durante os dias de trabalho e, principalmente, tentavam regular o sono perdido - e conseguiriam, não fossem Saint e Bella com seu jeito nada sutil de pedir atenção.
 

[...]

 

O silêncio da casa só mostrava o óbvio: ninguém em sã consciência estaria acordado às seis da manhã de um sábado - principalmente depois de uma semana corrida, cheia de imprevistos e sono desregulado. O sol entrava pela janela da sala, iluminando o piso de madeira; e a pela porta do quarto entrava uma brisa confortável que só fez Matt se espalhar ainda mais na cama, puxando Tuck junto a si num movimento involuntário causado pelo costume de abraçá-lo - e as patas de Bella nunca seriam ouvidas contra o piso, pois a cadela andava como uma pluma quando estava planejando uma bagunça.

 

Como a sala não tinha muito o que pegar, a cozinha foi sua primeira opção - com uma das patas, apertou no degrau que abria a tampa da lixeira e, correndo rapidamente como se tivesse escutado o barulho do outro lado da casa, Saint empurrou o lixeiro de metal - fazendo o estrondo soar por toda a casa. Tuck se mexeu, empurrando o braço de Matt sobre si levemente, o suficiente para o californiano trocar de posição; mas nenhum dos dois acordou de fato.

 

Vendo o lixo espalhado no chão da cozinha, Bella sentou quietinha enquanto Saint ainda corria - indo em direção ao quarto no final do corredor que dava acesso à sala. Lá, o golden encontrou os donos dormindo pacificamente, nem nenhuma perturbação aparente.

 

Então, sem pestanejar nenhum segundo, ele começou a uivar pelo cômodo. Fazendo questão de ir para cada lado da cama e logo Bella estava o acompanhando na melodia - uivando da cozinha, andando também pela sala. Tuck foi o primeiro a levantar, com o cabelo bagunçado e sobressaltado, levemente tonto pela forma rápida em que ergueu o corpo da cama; o quarto ainda girava um pouco quando Matt levantou atrás de si, com o rosto amassado pelo sono - a confusão nítida em sua face.

 

—O que pensam que estão fazendo?! — O sotaque galês e arrastado soou pelo quarto, mas ele não estava bravo de verdade, com sono, possivelmente cansado demais para raciocinar o que era todo aquele barulho, mas não o suficiente para estar irritado. —Parem com isso, caras.— Resmungou, passando as mãos no rosto, numa tentativa de espantar o sono.

 

—Bella, já chega. — A voz rouca e sonolenta de Matt não fez os dois pararem, mas trouxe a cadela até o quarto e num movimento já esperado, os dois se prepararam para tê-la sobre a cama. Suas patas tomavam cuidado para não pisarem sobre eles, mas ela não se importava tanto com isso - contanto que tivesse atenção. —Já acordamos, estamos acordados, Saint.

 

Tuck meio cochilava enquanto fazia carinho nas orelhas de Bella, tentando convencê-la de que a fala de Matt era real - apoiando-se no corpo do tatuado que fazia carinho num Saint que sabia que não podia subir na cama. E ele até subiria, mas era preguiçoso o suficiente para ficar no chão, onde poderia receber o mesmo cafuné.

 

—Ótimo, era só isso? Poxa, caras. — Matt ainda resmungava, indignado ao olhar o relógio e ver que ainda não passava das seis e meia da manhã; e que podia ter dormido mais se seus cães não fossem tão carentes por suas doses semanais de passeio e torneio de disco no quintal.

 

—Acho que eles estão se acostumando à sua personalidade carente e desesperada. — Tuck comentou, apoiando a cabeça no ombro de Matt enquanto Bella deitava em seu colo, contente com o carinho que recebia.

 

—Eles puxaram o seu gênio difícil pra conseguir as coisas. — Matt rebateu, ainda um pouco erguido para dar atenção a Saint que parecia querer ser incluído no assunto.

 

—Não faz mal, sei lá. — Deu de ombros, extremamente tentado a deitar novamente e deixar cadela ali mesmo, mesmo que resultasse em pernas dormentes mais tarde. Mas, ter mais algumas horas de sono parecia o cenário perfeito.

 

Mas antes disso, Bella choramingou - pedindo mais atenção e Saint correu para a sala, dando o sinal de que eles iriam sim levantar porque tinham muitas coisas para fazer.

 

[...]

 

A primeira delas, é claro, foi limpar a bagunça causada pelos dois na cozinha - e isso gerou uma onda de reclamações didáticas das quais Bella e Saint ignoraram com uma atuação perfeita de ”claro que não estão falando com a gente” enquanto encaravam os dois recolherem o lixo do chão. A labrador era uma ótima atriz, e ainda abanou o rabo quando Matt terminou e a encarou com uma expressão de decepção exagerada.

 

Ainda sim, ela queria brincar.

 

—Podemos só tomar café e voltar para a cama? Eu realmente não sei se tenho bateria para esses dois a essa hora da manhã. —Tuck falou, sentando no banquinho da mesa. Ele vestia uma calça xadrez vermelha e uma camisa cinza de mangas; Matt sorriu, porque o galês tinha toda uma vibe diferente quando estava sonolento. Geralmente, ele falava pouco, observava mais - mas as coisas mudam quando seu sono não estava em dia. A única coisa que continuava igual era o contato físico que ele não evitava.

 

—Acho que eles não vão deixar agora, Tuckie. — O sorriso de Matt foi breve, mas igualmente afetuoso. Ele sabia que o dia seria longo e cheio de coisas para fazer, mas tentaria ser breve e gastar toda a energia dos cães para conseguirem dormir cedo. —E precisamos comer, o que você escolhe?

 

—Não sei… Frutas, talvez? Podemos roubar um pouco da torta que o Brian trouxe daquela monstruosidade que foi o noivado dele. — Tuck respondeu, meio rindo ao lembrar da cerimônia regada a bebida e gente pulando na piscina dos Haner. Zacky carregando o noivo feito um saco de batatas, enquanto Celine Dion estourava no karaokê nas vozes de Jimmy e Johnny; tinha sido um caos - mas as comidas estavam perfeitas.

 

—É uma boa ideia. — A torta estava na geladeira desde a quinta à noite, então precisavam comer logo. Tuck colocou ração nas tigelas de Saint e Bella antes de lavar as mãos e separar os pratos; Matt fez o suco concentrado ainda com o calção preto que usava para ir à praia - do qual tinha feito de pijama. Era tudo tão normal quando ele não precisava sair correndo para o trabalho depois de ficar cochilando de manhãzinha. Tudo bem que ele e Amy eram os chefes, mas isso não os poupava dos horários marcados para chegar no restaurante - mesmo que não tivessem hora para sair do estabelecimento.

 

Ele sabia como Tuck odiava isso. Nem conseguia mais contar nos dedos as vezes em que nem o via no dia. Muitas vezes o galês ia dormir às duas da manhã, e nem se mexia enquanto Matt se arrumava para sair - e muitas vezes o galês acordava só na hora que ele chegava, morto de sono. As conversas eram um pouco difíceis, mas isso era compensado nas vezes em que Matt o levava para o quarto depois de um longo dia de produção, revisão e composição - ou quando Tuck ligava para ele no restaurante e conversavam bobagens até Matt (ou ambos) cochilar no sofá.

 

Terminou de fazer o suco e terminaram de montar a mesa; Matt sentou e percebeu que Tuck estava fazendo caretas para o celular.

—Jimmy achou uma boa mostrar o after do noivado dos doidos lá. — O galês ergueu o celular para o marido. No story, Jimmy andava pela bagunça da casa dos Haner, filmando especialmente os próprios pés, um pouco cambaleante graças a proeza de dormir na jacuzzi vazia do banheiro no segundo andar da mansão. A casa estava uma bagunça de roupas e copos pelo chão. Pessoas jogadas sobre os sofás, e muitas dormindo ao relento no jardim.

 

Puta merda, irmão! Acho que se o Brian não entrou em coma alcoólico, ele com certeza tá morto por dentro” Ele disse com a voz afetada pelo sono, rindo de sua forma escandalosa de sempre. “Zacky, vem acudir teu futuro marido. Esse bêbado de merda!” Jimmy gritou, virando a câmera para si no próximo vídeo. Brian estava jogado na beira da piscina, fazendo de cama uma boia em formato de pizza.

 

Então, a festa de noivado virou um caos quando o Papa Gates liberou a piscina e decidiu jogar o casal sensação na água gelada. Brian tentou ser o salva-vidas gostoso mas acabou quase morrendo afogado de tanta cachaça. Agora tá ali, esse merdinha.” Enquanto falava, Jimmy deixava o jardim para trás e subia as escadas. “Preciso ir atrás do Johnny, espero que tu não tenha se perdido por aí, gnomeu”.

 

—Ele realmente fez uma live enquanto a gente estava acabado de ressaca? — Matt perguntou, incrédulo.

 

—A vida do Jimmy é registrar nossa desgraça, ele é um amigo perfeito. — O galês riu, guardando o celular e dando prioridade a encarar Matt relaxar os ombros para o sabor incrível da torta de morangos e chocolate. Podia dizer que o marido era um apreciador no ramo sobremesas geladas e doces.

 

Tudo bem que a torta provocava a sensibilidade de seus dentes, mas não podia negar as habilidades dos pais de zacky para com sobremesas.
 

[...]
 

A segunda atividade do dia era resumida em: abrir o portão para o quintal na parte de trás da casa e deixar os cães aproveitarem o espaço enquanto eles arrumavam a casa. Tuck ficava com as roupas e a arrumação dos quartos enquanto Matt organizava a cozinha e o banheiro - e isso incluía esbarrões propositais no corredor e beijos roubados no meio da bagunça. Isso gerava uma onda de risos que às vezes resultavam em mais beijos, mas eles logo voltavam ao que tinham que fazer.

 

Às oito e quarenta já tinham tudo pronto, e Bella ainda corria atrás de Saint com a corda da estimação dela - num pega-pega estranho pois o golden morria de medo do pedaço de tecido amarrado.

 

—Você vem? — Matt perguntou, roubando a toalha dos ombros de Tuck e o puxando pelo braço. O galês riu, concordando. Precisavam de um banho longo para tirar tanto o sono, tanto o cansaço causado pela faxina - e o mais velho nunca negaria isso. A água da banheira estava morna o bastante para relaxar os músculos, e não ser uma causadora de calafrios - já que o dia não estava lá tão quente. Tuck encostou as costas no peito tatuado do californiano e fechou os olhos; era tão íntimo estar assim - e tão calmo. Ficaram longos minutos em silêncio, aproveitando a temperatura da água e o cheirinho bom dos sais.

 

—Estou pensando em tirar férias. —Matt falou, enquanto fazia um cafuné lento no cabelo molhado do marido. —Ainda não sei, mas sugeri isso à Amy e ela falou que eu posso trabalhar de casa por uns dois meses. Deixando ela com o recebimento de mercadoria, enquanto faço a gerência daqui.

 

—Eu acho uma ideia perfeita. — O galês respondeu, sonolento pelo carinho e extremamente confortável contra o corpo de Matt. Sentiu que podia dormir ali, porque o Sanders era sempre aconchegante. —Assim você pode se dedicar em tempo integral a ser a companhia para a Bella, aquela carente incurável.

 

—Vou poder dedicar um tempo para você também, Matt. — O tatuado sussurrou, deixando um beijo carinhoso no ombro do marido. Ele sorriu, porque a grande motivação para ficar em casa, era cuidar um pouco da rotina maluca que Tuck tinha - e mimá-lo um pouco também, Matt não podia esconder isso. Em três anos de namoro, o ano de noivado, junto aos quatro anos de casamento tinha se acostumado a agradá-lo e sabe, vê-lo tão cansado não era bom. 

 

—Gosto disso. — Disse num tom metido, arrumando os ombros e aproximando-se um pouco mais de Matt, que o abraçou pela cintura. —Vai ser bom te ver longe de toda aquela correria, pelo menos por algum tempo.

 

Podiam ficar ali por mais alguns minutos, mas Bella latiu do portão da cozinha, avisando que precisava entrar e não pararia de latir até ter seu pedido atendido - nada educado de sua parte, mas não podiam simplesmente ignorá-la e esperar que ela pulasse o portão e sujasse a casa de terra.

 

—Acho que não podemos escapar deles hoje.

 

[...]
 

Bella tinha um disco verde musgo, cheio de marcas de seus dentes, mas que sempre fora seu favorito - enquanto Saint preferia a bolinha que pulava muito alto, mas que não machucava seus dentes quando ele mordia. Então, revezando a brincadeira de lançamento de brinquedo, Matt e Tuck tentavam jogar o mais longe possível para que os cães gastarem mais energia - o que acontecia de forma lenta já que as caminhadas diárias não adiantava em nada para bateria infindável dos dois.

 

—Acho que meus braços vão cair a qualquer momento. — Tuck reclamou, apoiando-se no marido. O gramado estava bem cortado e para evitar ficarem em pé, os dois estavam sentados, apoiados um no outro. Bella e Saint sempre voltavam com seus brinquedos, esperando para que lançassem novamente.

 

Mas Matt, que odiava ficar parado por muito tempo sob o sol e o vento frio, levantou o puxou Tuck consigo, arrastando os cachorros que iam correndo atrás de si. Enquanto corria segurando a mão do galês, jogou o disco para Bella pegar no ar, continuando a seguí-lo com o brinquedo entre os dentes. Tuck logo entendeu e sorriu; iria cansar bem mais, mas isso faria os cães gastarem mais energia e os divertia infinitamente mais. Saint corria dando voltas ao redor dos dois, esperando que a bola fosse atirada para longe - enquanto Tuck gargalhava das graças de Matt para enganar a labrador com o disco.

 

No fim, os dois se enroscaram com os cães e caíram no gramado, ainda gargalhando, com os focinhos gelados de Bella e Saint procurando seus brinquedos em suas mãos - curiosos e animados, balançando o rabo e latindo. Tuck se perdeu um pouco nos olhos de Matt, que tinham uma cor inexplicável no sol do outono, e não deixou a oportunidade de beijá-lo passar.

 

—Eu adoro os nossos dias. —Sorriu, porque Matt também sorriu e o puxou para um abraço que foi apenas uma desculpa para roubar o disco de Bella e jogar longe. O que fez Tuck gargalhar contra o sol frio daquele sábado.

[...]

 

O almoço seria o mais simples possível. Talvez milho, uma salada e alguma carne assada no forno para acompanhar - nada que levasse mais que uma hora, pois a regra depois do meio-dia era descansar e aproveitar a preguiça assistindo qualquer programa sobre sobremesas e decoração que pudesse achar na Netflix. Tuck temperou a carne enquanto Matt ligou o forno, depois de ter colocado o milho numa panela grande - de tanto cozinharem juntos, os temperos já eram os mesmos. Quando Tuck sentou para esperar pela carne, o celular de Matt tocou indicando uma chamada de vídeo. A foto de Zacky na tela fez o Sanders rir brevemente, antes de aceitar a ligação e apoiar o celular sobre a bancada de uma forma que fosse possível ver os dois, na quina do microondas.

 

—Bom dia casal! — Zacky falou alto e, pelo tom de sua voz, tinha acabado de acordar e vestia um roupão. A parede verde claro indicava que estava em seu quarto, mas Brian logo apareceu de samba canção e com o cabelo todo bagunçado graças a forma infernal que dormia. —O que estão fazendo?

 

—Almoço. —Matt respondeu, aparecendo brevemente na tela só para dar um tchauzinho. —Vocês ainda estavam comemorando?

 

—Isso foi só o noivado, espere só para ver como será o casamento. — Brian falou, meio grogue mas igualmente cafajeste como sempre. Zacky concordou, mandando seu melhor sorriso para Tuck.

 

—Ninguém nem vai lembrar do que teve casamento de vocês. — O mais baixo provocou. Tuck duvidava, já que ter o Metallica como banda particular era algo histórico demais para ser esquecido; devia isso a Matt Heafy e seus contatos misteriosos que faziam milagres acontecem.

 

—Eu não contaria com isso, mano. —Matt apareceu outra vez, agora indo pegar o celular para sentar junto à Tuck. Brian franziu a sobrancelha, abraçando Zacky.

 

—Isso é um desafio, Sanders?

 

—Só vai ser um desafio se você perder como sempre, hm? — Matt retrucou, provocando riso em Zacky e Tuck que já estavam mais que acostumados com a rivalidade insuportável e amigável dos dois. No fim, os quatro riram até o almoço ficar pronto - e o Baker decidir que precisava dormir mais um pouco.

[...]

 

A cama de Bella ficava no fim do corredor, pois ela gostava da frieza que vinha do banheiro e preferia dormir em lugares mais escuros, enquanto a cama de Saint era ao lado do sofá, pois ele sempre acordava no meio da noite para andar pela casa - ele voltava para a cama, mas preferia ficar no centro da casa. E ele era um cachorro espaçoso.

 

Porém, naquela noite, os dois decidiram que dormiriam no quarto, enquanto Matt e Tuck precisaram deslocar as camas para a parede perto da porta - deixando o cômodo um pouco apertado, mas ainda sim aconchegante.

 

—Eu não acredito que você são duas crianças birrentas e mimadas. —O galês comentou, colocando as mãos na cintura. A cama estava arrumada e tinham acabado de sair do banho - mesmo depois de passar a tarde vendo TV largado no sofá rindo e trocando beijos com Matt, Tuck tinha certeza que só descansaria de verdade quando deitasse em sua cama. Precisava dormir, mesmo que ainda fosse oito da noite.

 

—Não esqueça quem os deixou assim. —Matt apareceu no cômodo, deixando um beijo na bochecha do mais baixo. Ele revirou os olhos, mas sorriu imediatamente ao ser puxado para a cama. O colchão macio o recebeu suavemente, e ele afundou, sentindo o calor da pele de Matt contra si.

 

Demorou um certo tempo para ambos se acostumarem o hábito de dividir a cama - principalmente Tuck, que tinha padrões específicos para conseguir pegar no sono, nunca dormindo numa posição só. Mas, quando encostava-se a Matt e o abraçava, fechar os olhos e pensar em nada era muito fácil - a respiração do Sanders era perfeita, o som de seus batimentos cardíacos era o que fazia o galês dormir ainda mais rápido, sem contar o cafuné que só terminava quando ambos caiam no sono.

 

—Amanhã, poderíamos ir na praia. Correr, ou compor algo. O que acha? —Tuck falou, já com os olhos fechados e a voz sonolenta. Matt sorriu, adorava quando ele o convidava para trabalharem juntos; principalmente porque suas ideias se completavam.

 

—Claro, mas deixe isso pra amanhã. —Deixou um beijo leve no rosto do marido, observando-o sorrir para a ação, mas em segundos, Tuck já estava dormindo. E Matt sorriu novamente, pensando em quantas vezes tinha repetido aquela ação ao longo do dia - sorrir ao lado dele, com ele e por ele era tão fácil, tão simples e ao mesmo tempo, inexplicável. Cada vez que se olhavam, tinham a certeza que o amor sempre estaria ali. 

 

Matt olhou para a aliança e percebeu a sorte que tinham.


Notas Finais


Informação importante: a casa do Matt foi totalmente mudada nessa fanfic pois > não aceitamos casas meh nas fanfics E eu precisava de um quintal para os cachorros. Foi isso.

Como sempre, agradecimentos ESPECIAIS pra @Rosicky pelo apoio lindo de sempre e pelo incentivo. Te amo, alice. E ESTAMOS AQUI PARA MATT's E SYNACKY OKAY? favor respeitar

E muito obrigada por ler 💖


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