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História As Many Times As We Want - Capítulo 15


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Notas do Autor


Olá fanfiqueiros! Tudo bem? Este é um capítulo muito importante para o desenvolvimento da história, tecnicamente, ele é dividido em Parte 1 e Parte 2, mas eu não quis deixar isso explícito, as coisas que forem reveladas nesse e no próximo capítulo são importantes para as personalidades dos personagens, então eu peço que vocês prestem atenção nessas pequenas pistas. Mais coisas semelhantes a essas serão feitas durante os próximos capítulos, então deem uma de Sherlock Holmes e descubram que pistas são essas.
Boas Leituras!

Capítulo 15 - Capítulo XV


_ WAAHRR. – Bocejei ao acordar.

Estou ao lado de Philip, acredito que pela aparência do céu, eu devo ter acordado no horário normal. Philip está dormindo profundamente, sinto o seu alento quente e ameno soprando contra o meu ombro, seus cabelos castanhos estão pendendo sob o seu rosto, o braço dele ainda está em volta de mim. Que sorte a minha poder acordar assim! Gosto de ficar olhando ele dormir.

_ Você tem fetiche em caras dormindo? – Philip perguntou ainda de olhos fechados.

_ AH! Philip, você precisa parar de fazer isso. – Eu disse chutando levemente a perna dele.

_ Você acorda muito cedo Tsoryo. – Ele falou ainda sem abrir os olhos.

_ É que eu moro mais longe do que você da Columbia. – Eu falei em um tom baixo.

_ Devia dormir aqui mais vezes. – Ele disse abrindo os olhos lentamente.

_ Sabe que eu não posso fazer isso. – Eu disse sorrindo por conta da ideia de ficar aqui tanto tempo, mas não é como se eu realmente não pudesse. – E hoje é segunda e nós temos aula.

Eu me levantei para dar uma olhada na hora pelo meu celular, ainda são 6:30, voltei à me deitar na cama com o corpo colado no do Philip.

_ O que você quer fazer hoje? – Ele perguntou ainda sonolento.

_ Não tem muito o que fazer, nós vamos para a escola, voltamos tarde como sempre e assistimos um filme. Eu... eu também quero que você durma lá em casa mais vezes. – Eu disse com uma voz doce. – Além disso, é provável que eu vá revisar algo que for passada na escola hoje, então pode ser que fiquemos muito ocupados.

_ Sempre tão responsável. – Ele disse enrolando uma mecha do meu cabelo com o dedo. – Quando você estiver livre, eu tenho um lugar para te levar.

_ É mesmo?

_ Sim. – Ele respondeu suavemente. – Que tal nesse sábado?

_ Hum... Claro, sábado então você me leva nesse lugar. – Eu disse animado. Um segundo encontro! – Mas até lá é bom nós nos concentrarmos nas aulas. Então vamos levantar Philip, se não vai ficar tarde demais e nós vamos nos atrasar. Nós vamos tomar banho? – Eu perguntei todo esperançoso.

_ Com toda... certeza! – Philip disse enquanto se espreguiçava.

Philip se levantou primeiro e estendeu a mão para me ajudar a levantar. Nós fomos até o banheiro, pensei que iríamos banhar no chuveiro, como normalmente fazemos, mas ele foi até a banheira e ligou a torneira, ajustando entre o frio e o quente. Ele pegou duas loções de espuma para banheira e despejou sem descrição. Eu tirei a minha roupa. Philip tirou o short que estava usando e segurou a minha mão, me conduzindo até entrar na banheira, a água estava morna, numa temperatura leve e até macia, adentrando os poros da minha pele e sendo suavizados pela espuma das loções. Ele entrou e se sentou atrás de mim, consegui sentir sua pele ficando mais quente pela água. Sua perna estava sobre a minha na banheira. Philip começou a beijar e morder o meu pescoço, alternando entre um lado e outro, enquanto esfregava levemente as espumas no meu braço, minha pele estava arrepiada. Há muito vapor aqui, o espelho do banheiro está embaçado e a água da banheira cai continuamente ao menor movimento que fazemos. Philip percorreu a minha perna nua com a sua mão, estava alisando num movimento contínuo com seus longos dedos. Minha mão encontrou a sua e nossos dedos se entrelaçaram na água. Philip me beijou lentamente, fazendo pequenas pausas para respirarmos, devido ao ar quente, e para olharmos passionalmente um para o outro, expressando desejo, calidez e amor. Sua respiração lenta estava se chocando com a minha e nosso beijo se intensificava a cada segundo. Sua língua percorria a minha como se estivesse procurando algo, é incrível como parece que até mesmo ela tem um caráter gentil comigo, suave e carinhoso. Senti o membro de Philip encostar nas minhas costas sob a água da banheira, eu também já estava duro. Philip desfez o encontro de nossas mãos e segurou no meu pênis, masturbando-o em movimentos lentos e repetidos, apertando-o cada vez mais forte no alto da cabeça, eu gemia enquanto nos beijávamos, ele ficou me masturbando assim por uns segundos.

_ Vai para o outro lado da banheira. – Philip falou ofegante com sua voz sensual. Eu obedeci imediatamente.

Fui para o outro lado da banheira, ficando de frente para ele. Philip se aproximou lentamente com uma expressão sedenta, embora estivesse calmo. Seu cabelo estava molhado, pequenas gotículas de água estavam deslizando pelos seus fios e caindo em seu rosto ou na água espumada, ele está muito lindo. Ele me beijou sequenciando entre a minha boca, o meu pescoço e os meus mamilos, eu me arrepiava a cada contato. Me levantei um pouco da banheira até ficar quase de joelhos e me apoiei na borda dela. Philip continuou descendo a sua sequência de beijos até encontrar o meu pênis, ele o colocou todo na boca, passando a língua pela cabeça do meu membro e circundando-o em toda o seu comprimento. Sua boca quente se comprimindo em torno dele, enquanto me olha é... muito excitante. Philip está sugando o meu pênis até o final, sua expressão facial é sexy, ele está fazendo divagar, mas o modo como intercala entre a sucção aprazível e a velocidade amena faz com que isso se torne ainda melhor.

_ HUMMMF... HUMMM... AHHHH. – Eu gemi quando ele mordeu de leve a cabeça do meu pênis. – Philip... eu quero gozar.

Ele não parou nem mesmo quando eu o alertei. Eu gozei em sua boca, ele não se importou com isso, assim como da primeira vez. Philip se levantou, ele ainda não havia engolido tudo, me beijou intensamente, fazendo com que o meu esperma fosse transportado para a boca um do outro continuamente, nossas línguas se enroscavam e me faziam soltar gemidos abafados no beijo.

_ Você é muito gostoso Tsoryo, sempre tão doce e com um gemido tão inocente. Tudo em você me atrai. – Philip disse com a voz abafada enquanto me beijava. – Mas infelizmente nós temos que terminar o nosso banho, ou então nós não iremos para a escola hoje. – Ele disse ainda com a voz embargada.

Eu quase disse: “E daí se nós não formos?”, mas pensei melhor no que aquilo significava. Nós terminamos o nosso banho, Philip me deixou escovar os dentes primeiro com a sua escova, ele enxugou o meu cabelo com a toalha, tinha um aspecto muito paternalista, mas ainda assim, singelo e especial naquele cuidado. Nós fomos para o quarto, Philip foi ao seu closet e pegou as roupas que íamos usar.

_ Hum... Usa essas daqui. – Ele me entregou as roupas.

Philip estava usando uma calça azul escura com uma camisa manga longa da Mag cor de vinho, seu cabelo estava bagunçado como de costume, era o seu charme. Ele me entregou uma calça jeans preta e outra cueca da Marvel, mas amarela, quantas ele tem? E me deu uma camisa Docthos Tricolone vermelha. A calça estava um pouco folgada e meus braços ficavam dançando nas mangas da camisa, mas a roupa tinha o cheiro de Philip, então não tinha como eu me irritar.

Eu mandei para a Lana uma mensagem de que nós já estávamos indo para o Sweetgreen. Nós pegamos um Uber. Quando chegamos na lanchonete, Lana já estava lá. Ela acenou para nós por trás do vidro toda sorridente.

_ E aí “pombinhoooos”?! – Ela disse alto o suficiente para todos na lanchonete escutarem.

_ Oi Lana! – Eu e Philip dissemos um depois do outro, um pouco envergonhados com toda a atenção das pessoas direcionadas em nós.

Nós pedimos um milk-shake de chocolate para mim, um de morango para a Lana, e um esperado café expresso para o Philip, além de três hambúrgueres.

_ Então... alguma notícia daquela garota que roubou seu coração? – Eu perguntei arqueando uma sobrancelha quando nos sentamos nos bancos.

_ Ainda não. – Ela disse bufando. – Eu espero encontrar ela mais tarde na cafeteria depois da escola, mas não sei realmente se ela vai estar lá.

_ Hum... Entendo, vamos confiar na possibilidade de ela estar lá! – Philip olhou para mim enquanto conversávamos, ele deve pensar que não tem intimidade o suficiente para perguntar de quem estamos falando ou ele pode simplesmente ter adivinhado a situação. – Você ficou sabendo de algo sobre aquele senhor de ontem? Ele está bem?

_ Eu procurei na internet, aquele maluco racista foi preso, o outro homem conseguiu sobreviver, ele está estável recebendo tratamento no hospital, mas não encontrei nada que dissesse o quão machucado estava ou se iria receber alta logo. – Ela disse com a voz triste.

_ Eu tenho certeza de que ele vai ficar bem! – Eu falei com um tom animado embora meus olhos estivessem com uma expressão triste, Philip segurou a minha mão que estava por cima da mesa e me deu um sorriso afetuoso.

Nossos pedidos chegaram dentro de poucos minutos.

_ Itadakimasu! – Eu e Philip dissemos um depois do outro antes de mordermos o hambúrguer.

Nós terminamos o nosso café da manhã tranquilamente e fomos ao Campus sem nenhuma preocupação. Lana foi pegar o seu material no armário, Philip me acompanhou até o meu armário e depois fomos ao dele. Nós nos encontramos em frente à sala onde teríamos a primeira aula. Quando entramos, a gangue da Amber estava em seu canto sombrio com um sorriso desdenhoso, Leslie não estava entre eles. Nós nos sentamos nas cadeiras do meio e o professor estava para chegar.

_ Senhor Kobayashi Tsoryo. – Eu escutei uma voz rouca chamar o meu nome. – Venha à sala da diretoria na Low Memorial Library no intervalo entre as aulas. – Era aquela secretária fofoqueira. Ela falou isso rapidamente e saiu tão rápido quanto chegou.

_ O que será que querem falar comigo? – Eu perguntei para a Lana e para o Philip que pareciam estar mais confusos do que eu.

_ Pode ser que queiram te... parabenizar por algo? – Lana disse com uma voz aguda e pouco convincente.

_ É bem provável que não, não se chama um aluno à diretoria sem um bom motivo. Isso não deve ser bom. – Eu disse preocupado por esse auspício.

O professor chegou, ele deu a sua aula normalmente, Leslie não havia chegado, a turma da Amber estava mais calada do que o normal, essa tensão está me dando calafrios. Quando a aula terminou, eu sabia que precisava ir imediatamente à diretoria.

_ Eu já vou indo gente, vocês podem me esperar no South Lawn? – Eu perguntei.

_ S-sim, é claro. – Lana e Philip disseram um após o outro.

_ Vai ficar tudo bem Tsoryo. – Philip falou de maneira a me tranquilizar.

_ Assim eu espero. – Eu disse apreensivo. Não sei o que me espera.

Eu fui à diretoria, com passos largos e indecisos pelo que pode acontecer, mas confiante de que não deve ser nada ruim, afinal, eu não fiz nada de errado, não sei por que estou tão preocupado. Eu abri a porta da diretoria. A sala retangular impecavelmente austera e branca logo fulgurou nos meus olhos. O reitor da Columbia University, John Henry Coatsworth, estava sentado em sua mesa com uma pilha de documentos, do lado esquerdo da sala, havia uma grande estante de livros que cobria toda a extensão da parede atrás da mesa do reitor. Uma bandeira dos Estados Unidos estava posicionada no canto direito da sala, ao lado de uma grande janela com vista para o South Lawn e para a Butler Library, além disso, havia um conjunto de quadros com os antigos reitores e alguns alunos notáveis da Columbia, Barack Obama usava um sorriso leve e olhar penetrante para me julgar através de seu retrato na parede. À direita do reitor, estava um homem alto com cabelos grisalhos com um terno que parece ter custado uma fortuna, parecia estar com muita raiva. Do seu lado esquerdo estava o Leslie, estava com uma cara diferente de antes, parecia com medo, mas esse daí não me engana mais.

_ Sente-se, Senhor Kobayashi. – O reitor falou de maneira cordial enquanto estava com os dedos cruzados sobre a mesa. Eu me sentei imediatamente devido à atmosfera pesada da sala. – Você sabe o motivo de estar aqui?

_ N-não senhor Coatsworth. – Droga eu gaguejei! – Eu não sei.

_ Você está aqui porque o senhor Wilson acusou você de estar perseguindo e stalkeando ele de forma obsessiva. – Ele disse abaixando a cabeça, fazendo com que os seus pequenos óculos caíssem sobre o nariz. – Ele disse que viu o senhor roubando pertences do seu armário e que, além disso, invadiram o apartamento dele e roubaram suas coisas pessoais. – Ele disse ponderando e fazendo pausas a cada frase. – O que o senhor tem a me dizer sobre isso?

_ I-isso é um absurdo senhor, eu nunca roubei nada de ninguém e muito menos dele, eu e o Leslie não possuímos nenhuma intimidade. – Eu disse com a voz tremulante enquanto olhava perplexo para o diretor. Eu fitei rapidamente o Leslie, ele ainda estava com a expressão de assustado.

_ Besteira! Você deve ser algum pervertido maluco atrás do meu filho! – Vociferou o homem ao lado do reitor com um olhar fulminante em minha direção. Então deve ser o pai do Leslie. – Você tem sorte do meu filho não querer chamar a polícia!

_ Se acalme senhor Wilson. – O diretor Coatsworth falou com uma calma excepcional.

_ Reitor Coatsworth, eu não tenho nenhum motivo para ficar perseguindo o Leslie, na verdade, eu prefiro manter distância dele. – Eu falei tentando altercar a minha inocência para o reitor de forma calma, olhando em seus olhos com veracidade.

_ Você invadiu o meu apartamento seu pervertido. – Leslie me increpou com os olhos cheios de lágrimas, ele está atuando muito bem. – Olha aqui. – Ele colocou um tablet sobre a mesa do diretor e deu início em um vídeo das câmeras de segurança de seu prédio. Tinha um homem com boné usando um moletom vermelho-pastel do Dragon Ball igual ao que eu tenho, então até nisso ele pensou. Convenientemente, não dava para ver o rosto do homem.

_ Não sou eu nessas gravações. Por favor, senhor Wilson, o senhor precisa acreditar em mim! – Eu estava tremendo com aquilo tudo. O senhor Wilson ia dizer algo quando o reitor o interrompeu.

_ E o que o senhor tem a dizer sobre os pertences achados no seu armário? – Ele perguntou para mim. Eu fui ao meu armário hoje de manhã e não havia nada. – Nós retiramos estes pertences de lá. – Ele apontou uma caixa de plástico no chão que parece ter canetas e roupas íntimas.

_ Isso deve ter sido algum engano diretor, eu nunca... faria isso. – Tentei falar com a voz mais cauta, enfática e segura que eu pudesse.

_ Infelizmente as provas mostram o contrário Senhor Kobayashi. – Ele falou com uma voz pacata.

_ Vamos logo expulsar esse pervertido reitor! – O Senhor Wilson disse tomado pela cólera.

_ Ex-expulsar?! Eu não posso ser expulso assim, alguém armou isso para mim. – Eu falei quase chorando, meus olhos estavam marejados de lágrimas. Respira Tsoryo.

_ Você ainda não será expulso senhor Kobayashi. – Leslie olhou o reitor, obviamente estava com raiva dele. – Como temos opiniões contrárias aqui sobre o que realmente aconteceu e pelo fato de você ser um bom aluno e com boas referências, teremos que analisar a sua situação numa reunião com os professores se o senhor será expulso ou não. Além disso, será feito uma avaliação do comitê de ética da Colúmbia University com o New York Presbyterian Hospital. – Ele falou isso olhando do Leslie para mim.

_ Reunião com os professores?! Esse moleque precisa ser levado à delegacia e não a uma reunião! – O senhor Wilson vociferou. Leslie pareceu gostar de ouvir isso, mas não falou nada.

_ Eu já me decidi. Senhor Kobayashi e Senhor Wilson, voltem às suas aulas normalmente, e venham à sala de reuniões às 9:00 horas pontualmente amanhã, irei convidar todos os seus professores para participarem da reunião. Gostaria de convidar os seus responsáveis também senhor Kobayashi, exceto se você desejar responder por si mesmo.

_ São... os meus tios que cuidam da maior parte da minha vida financeira e estudantil e eles moram no Japão, n-não tem como eles virem aqui até amanhã e não sabem falar inglês muito bem. – Eu falei tremendo.

_ Então será feita uma chamada de vídeo com eles, trate de avisá-los, porque o seu futuro aqui dentro será decidido amanhã. – O reitor falou seriamente. Suas palavras chegaram como navalhas até mim, me senti amolgado por esse ultimato. – Chamaremos um tradutor para repassar tudo que for falado na reunião para eles. Você me entendeu?

_ Sim, reitor Coatsworth. – Eu disse de cabeça baixa.

_ Podem voltar as suas aulas agora. – Ele falou olhando para mim e para o Leslie.

_ Eu sou um dos professores daqui, seu pervertido. Não vou deixar você pisar nessa escola depois de amanhã. – O senhor Wilson disse com um sorriso maníaco no rosto, sei agora de quem o Leslie herdou suas principais características.

Eu olhei para Leslie nesse momento, estava sorrindo de maneira inaudível com um modo desdenhoso. Nesse momento, eu quero socar a cara dele até ficar irreconhecível, quero tirar esse sorriso medonho do rosto dele!

Eu saí da sala, mandei uma mensagem para a Lana e o Philip me encontrarem na entrada no banheiro da ala sul da Low Memorial Library, o mais distante de todos. Eu acredito que... Não sei, não sei se aguento isso. Philip e Lana chegaram quase correndo pelos corredores, estavam com uma cara preocupada já que eu mandei uma mensagem para eles me encontrarem em um ponto tão distante.

_ O que aconteceu Tsoryo? – Lana me perguntou.

_ Está tudo bem? – Philip perguntou com uma voz tristonha. Eu estou prestes a chorar.

_ Eu... eu vou ser expulso amanhã. – Eu falei soltando as lágrimas, não consegui segurar.

_ Como assim expulso?! Expulso pelo quê?! – Lana me perguntou com uma voz de raiva e confusão em simultâneo. Philip ficou sem reação, parecia que ele tinha ao menos uma ideia de quem era a culpa.

Eu contei para eles toda a história, de como fui acusado, de como encontraram coisas no meu armário e sobre a invasão no apartamento do Leslie, que provavelmente foi algum dos amigos dele ajudando nesse plano sujo. Fiquei um pouco mais calmo ao contar tudo, mas não menos triste.

_ Eu acredito... eu acredito que acabou para mim. Não posso fazer nada, ninguém vai acreditar em mim e tem o pai do Leslie que é um dos professores, eles não vão deixar que alguém como eu manche a imagem da Columbia, vão decidir que eu seja expulso e toda a minha carreira, que ainda nem começou, vai ir pelos ares. – Eu voltei a chorar.

_ Eu conheço um pouco o senhor Wilson, se eu conversar com ele, talvez haja uma oportunidade de ele convencer o Leslie a parar com isso. – Philip falou de maneira pouco convincente.

_ Eu não imagino que isso funcionaria, o pai do Leslie não vai acreditar em ninguém que não seja o filho dele. – Eu disse em um tom sem esperança. Lana apenas acenou com a cabeça concordando com o que eu disse.

_ Tsoryo... me... me desculpa, a culpa é minha por ter te envolvido nisso com o Leslie, se você não tivesse me conhecido ele não tentaria te sabotar agora e... – Philip disse com uma voz triste, parecia que ele ia chorar também. Estava com o olhar perdido.

_ Philip... isso não é culpa sua e em nenhum momento eu pensei em algo desse tipo. O que aquele sociopata fez, não tem nenhuma relação com termos ou não nos conhecido. – Eu falei passando a mão em seu rosto.

_ É isso aí Tsoryo! – Lana disse toda animada. – Mas isso ainda não acabou, nós precisamos pensar em algo para te inocentar. – Lana falou com convicção.

_ Você está certa. – Philip disse aumentando um pouco mais as suas esperanças. – Nós vamos pensar em algo para te ajudar, você não vai ser expulso. – Philip disse com ênfase segurando a minha mão. – E se necessário eu vou socar a cara daquele miserável até ele não lembrar mais como ir ao banheiro. – Philip disse com um rosto apoplético e olhar fulgurante.

_ Obrigado, gente. – Eu falei com um sorriso assustado por conta do que o Philip falou. – Mas suponho que vocês não vão poder fazer muito a essa altura. Se eu for expulso, eu vou ter que voltar ao Japão, mas não se preocupem porque eu vou perturbar vocês com ligações todos os dias. – Eu tentei falar com a voz mais animada que eu conseguia naquele momento, o que era praticamente nada.

_ Deixa disso Tsoryo! – Lana disse batendo na minha cabeça com o punho fechado. – Uma pessoa como o Leslie deve ter algo podre esperando para ser descoberto, é só nós descobrirmos o que é e ameaçar revelar. – Ela falou com convicção, suas bochechas se encheram de animação e seu cabelo balançava cada vez que falava como se estivesse em um desenho.

_ Ok. Vamos voltar para a sala, preciso aproveitar os poucos momentos que me restam no Campus. – Eu falei ainda triste, queria muito que fosse apenas drama, porém não há uma forma de me ajudar, não há como resolver essa situação górdia.

_ Nós vamos pensar em algo. – Philip disse de maneira tranquilizadora, me dando um abraço apertado, eu o abracei de volta e fechei os olhos sob o contato com o seu peito.

Nós fomos à sala onde teria a próxima aula. Philip estava com o braço em volta de mim. O grupo da Amber havia ganhado na loteria, estavam com um sorriso de orelha a orelha, Leslie mandou um beijo para mim de longe, eu poderia vomitar agora se pudesse. Nós assistimos a nossa aula normalmente, algumas piadas e indiretas eram jogadas de longe pelo Leslie, mas não posso me exaltar por conta dele, preciso manter a calma, apesar de ter uma grande possibilidade de essas serem as minhas últimas aulas aqui. Estou amedrontado por esse prospecto.

Nós terminamos as nossas aulas e fomos ao South Lawn.

_ Tsoryo, talvez eu saiba exatamente o que fazer. – Philip disse repentinamente ponderando sobre o que falava. – E eu vou precisar da ajuda da Lana.

_ Pode contar comigo! – Ela disse imediatamente.

_ Mas isso pode ser um pouco desagradável para você. – Philip alertou.

_ Por quê? O que você está pensando em fazer? – Eu perguntei preocupado.

_ Eu não posso contar ainda para você Tsoryo. Lana, você pode me passar o seu número? – Ele perguntou. Ela aceitou e passou o número para ele. Por que ele não podia me contar? – Nós vamos fazer isso amanhã, eu te mando as informações Lana e nós podemos discutir mais sobre isso.

_ Ok. – Ela disse. – Mas... eu realmente tenho que ir agora gente, preciso ir tomar “café”. – Ela falou dando uma piscadela para mim.

_ Tudo bem. – Eu disse arqueando uma sobrancelha. – Tchau Lana! – Eu disse com um sorriso, mas que se desfez rapidamente quando percebi que ela era uma das pessoas que eu não conseguiria ver depois que voltasse para o Japão.

_ Até depois meus pombinhos preferidos! – Ela disse.

_ Tchau! – Philip disse.

_ Eu também preciso ir Philip. Para o bem ou para o mau eu ainda preciso falar com os meus tios sobre o que aconteceu. – Eu disse mordendo o lábio inferior. – Você realmente não vai me contar qual é o plano?

_ Ainda não, mas não se preocupe Tsoryo, nós vamos dar um jeito de parar isso. – Ele disse me dando um beijo na testa.

Philip e eu chamamos um Uber, eles chegaram quase simultaneamente. Nós nos despedimos com um abraço apertado e um beijo. O caminho até em casa não foi nada agradável, não tem como apreciar Nova Iorque justo quando eu estou prestes a ser expulso de Nova Iorque. Logo agora que eu me apaixonei por alguém como o Philip e encontrei uma pessoa tão gentil e incrível como a Lana. Mas... e o Philip? O que eu faço com a nossa relação? Um relacionamento a distância funcionaria? Uma coisa é se fossem em cidades diferentes, mas em continentes diferentes já é algo bem extremo. Não conseguiríamos lidar com isso por muito tempo. Droga! Devo parar de nisso por enquanto, ainda falta amanhã, se der tudo certo (e eu espero que dê), não irei precisar me preocupar com isso.

Estou preocupado com esse plano. Eu quero manter as esperanças com essa estratégia do Philip, mas... o que poderia ser para que conseguissem me inocentar dessa expulsão? Eu imagino que acabou para mim. Não sei o que vai acontecer.


Notas Finais


Olá fanfiqueiros! O que acharam deste capítulo? Alguma ideia para o que será esse grande plano? Lembrem-se das pistas que revelam detalhes das personalidades de todos. Enfim... Se as expectativas de vocês terem sido alcançadas com esse capítulo (e com a história no geral), deem o seu gostei no capítulo e adicionem a história na sua lista de leituras para acompanhar a publicação dos capítulos semanalmente.
Boas Leituras!


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