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História As Marotas - Capítulo 29


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Capítulo 29 - Expecto Patronum



- Remo, por que você não fez nada? - perguntou Jane incrédula - o que adianta ser monitor e não fazer nada? Não é só porque são seus amigos que você não podia interferir e fazê-los parar.

- Eu sei, eu sei, meu bem - respondeu Remo cansado - eu errei também. Não fiz nada pra parar aqueles dois.

Jane o abraçou nas costas e encostou a cabeça no seu ombro

- Bom, agora passou - suspirou ela - quero nem ver o que isso vai virar entre James, Catarina, Lily e Severo

- Lily ficou furiosa, mas Catarina achei que ela ficaria mais ainda... não consegui entender qual a reação dela - disse ele se lembrando - ela ficou sem nenhuma expressão e só saiu andando

- Ela é assim mesmo, a minha irmã - confirmou Jane - ela faz isso pra evitar quebrar alguém - deu uma risada fraca - Mas uma coisa eu posso te garantir...se ela ficou com raiva do Snape não é nem porque ele xingou ela, mas porque chamou a Lily de sangue ruim. Ela se ofende mais quando é com a gente do que com ela. Por isso ela inferniza a vida da Elizabeth.

- Tomara que eles se entendam - suspirou Remo encostando a cabeça na de Jane

- Ei, a nossa casinha ficou bonita hein - sorriu ela

- Ficou mesmo, ficou linda - concordou ele sorrindo lhe dando um beijo na testa e olhando para ao redor

Eles tinham terminado a casa de madeira na árvore que estavam construindo na floresta com a ajuda de Hagrid, e estavam sentados na beira da varando dela olhando para além do terreno de Hogwarts



- Protego! Expelliarmus! - bradou Catarina apontando a varinha para a adversária, que estava prestes a atacar 

A Professora McConagall vigiava o duelo: 

- McKinnon, lembre-se do defensivo 

Mas antes que ela pudesse pensar parada, Catarina disparou:

- Tarantallegra

E Marlene saiu sapateando pela sala

- Você não presta mesmo! - riu ela dançando enquanto Catarina gargalhava

- Vocês estão se saindo muito bem - elogiou a Professora McConagall - principalmente você, Hernández. Está se tornando a melhor do Clube de Duelos. O Professor Flitwick não estava exagerando quando me contou

Catarina riu e agradeceu antes de dar a hora delas

Elas finalizaram o duelo e se prepararam para irem à sala comunal, mas alguém a esperava na porta da Sala de Duelos, que ficava nas Masmorras

- Severo? - perguntou Catarina secamente

Marlene olhou dela para Snape

- McKinnon, poderia me dar licença para falar a sós com a Catarina? - pediu ele

- Ahh agora você quer falar com ela? - perguntou Marlene irônica - quer conversar com a Aberração?

- Lene, tudo bem - confirmou Catarina - te encontrou na comunal

- Tem certeza? - perguntou ela olhando feio para Severo

- Claro, mulher, me conhece não? - respondeu ela rindo e dando um soquinho no ombro da amiga

- Te vejo depois então - e saiu, mas não sem antes fuzilar Snape com o olhar

Catarina olhou Severo atentamente mas o olhar continuava inexpressivo, como um dia antes, o deixando desconfortável

- E então? - perguntou ela fixando o olhar nele

- Eu-eu...queria te pedir desculpas - respondeu ele

Ela continuou o encarando inexpressivamente por mais alguns minutos, deixando Severo mais constrangido

- Porra, Severo, por que tinha que chamar a Evans daquilo?

- Eu te chamei de aberração e você pergunta sobre a Lily?

- Por que você me chamou de Aberração?

- Eu não sei, foi a primeira coisa que me veio na cabeça na hora da raiva...

- Exatamente, você falou tudo - respondeu ela rindo - você me chamou de qualquer coisa. Mas ela não... você chamou de algo que é uma ofensa para o que ela é. O que é MUITO pior. Eu sei que você você falou da boca pra fora, mas isso não se faz

Ele se lembrou que ela era legillimens.

- Você não tá com raiva de mim por ter te xingado?

- É óbvio que eu não gostei, mas fiquei com raiva mesmo pelo que você chamou ela

- Então entre a gente tá tudo bem? - perguntou ele esperançoso

- Não! - respondeu ela - Porque se você falar daquele jeito comigo de novo te dou uma facada.

Ele a olhou assustado e depois riu

- Senti sua falta - admitiu ele - eu realmente não mereço uma amiga como você - e depois se lembrou de Lily - Você acha que a Lily pode me perdoar?

- Por que tá perguntando isso pra mim? Por que não pergunta pra ela? - e acenou para a porta com cabeça 

Ele sorriu e deu um forte abraço nela, que a deixou paralisada e depois deu uns tapinhas nas costas dele.


Chegando ao salão comunal da Grifinória, se deparou com James e Peter que aparentemente a esperavam

- Anelada! - James deu um pulo e foi em direção a ela - Queria te pedir desculpas

- Ah, pronto! - resmungou Catarina - Agora hoje todo mundo resolveu se arrepender. Tá até parecendo dia de Natal, quando todo mundo só faz merda o ano todo, se arrepende no dia e um dia depois volta a cagar tudo de novo. É dia de aula, não Santa Ceia.

- O Ranhoso já te pediu desculpas também?

Catarina arqueou a sobrancelha

- Ok, desculpa. Mas enfim...eu queria que você me desculpasse porque sei como você se sente nessas situações por ele ser seu amigo. E sei que não devíamos ter feito aquilo, você já pediu tantas vezes. Mas eu peço desculpas por você só, não por ele. Quero que ele se foda

- Bom, nada do que eu falar vai adiantar, não é mesmo? Mas eu espero que você não volte a fazer isso de novo. Nenhum de vocês - disse olhando para ele e para Peter

- Desculpa também, Anelada - se desculpou Peter

- Desculpo. Mas se vocês voltarem a brigar, vou ter que azarar todo mundo.

James deu um abraço nela

- Me desculpa, irmã. Você é minha melhor amiga e a última coisa que quero fazer é magoar você

- Te desculpo, bobão - riu ela tirando os óculos dele e colocando em seu rosto - e Almofadinhas? Já se resolveu com a minha irmã?

- Ele tá bem mal, nunca o vi assim. Mas falou que não vai pedir desculpas, por ela ter brigado com ele só por causa do Ranhoso

- Acredite em mim, meu caro Pontas - respondeu Catarina tirando os óculos e devolvendo para o amigo - ele tá doidinho pra ir lá falar com ela. E ela também.




- Isso não se faz! Vê se cresce!! - exclamou Helena

- Você tá brigando comigo por causa do Ranhoso!! Você tem noção disso? - berrou Sirius

- Eu não tô nem aí pro Snape, nunca nem falei com ele! Mas não tô falando dele! Estou falando de VOCÊ! - trovejou ela com os olhos muito pretos e as pupilas dilatadas - está se comportando como...como...

- Como o quê?! Manda a ver! Fala!! - peguntou ele ficando vermelho como um pimentão

- Como um moleque!! Como um idiota, babaca, imbecil!! Atacando em dois uma pessoa indefesa! Cadê seu caráter, Sirius? Deixou aonde? Quando você deixou todas aquelas coisas ruins que viveu pra trás, deixou ele lá também? Porque não é possível...

- Você não tem o direito... - gaguejou ele erguendo um dedo

- Você é que não tem direito de fazer o que faz! Mesmo sendo uma pessoa que passou por tanta coisa ruim, você não muda seu jeito! Não é a primeira vez que ouço sobre você azarar alguém pra se divertir! 

- Se você tá tão incomodada, por que ainda fala comigo? Por que ainda tá aqui?

Helena pestanejou

- Você tem razão...eu não tenho nada que estar aqui. Adeus, Black


A memória da briga com Helena ainda estava fresca na cabeça de Sirius, afinal eles não se falavam fazia quase um mês, desde o ocorrido. Sem querer ele deixou algumas lágrimas escaparem enquanto se olhava no espelho, lembrando da cena. 

Helena chorava todos os dias antes de dormir

- Lena, você tá bem? - perguntou sua colega de quarto, uma corvina com os olhos muito azuis e os cabelos loiros.

- Oi, Pandora - disse Helena enxugando os olhos na manga do pijama - me desculpa, não quis te acordar

- Tá tudo bem. Eu não estava dormindo - disse se sentando na cama de Helena - é sobre o Black?

Helena assentiu com a cabeça limpando o rosto

- Você quer conversar?

E Helena caiu no choro de novo

Pandora a abraçou

- Tudo bem então, pode botar tudo pra fora, vai.

- Por que ele tem que ser assim? Pra que isso tudo? 

- Garotos - revirou os olhos - o Xenofílio é meio doido também - deu uma risadinha

Helena deu uma risada anasalada

- Você e o Lovegood formam um casal lindo

- Eu também acho - concordou Pandora sorrindo sonhadora - você e o Black também.

Helena tornou a chorar

- Eu falei uma coisa horrível também, Pandora - chorou ela de novo se lembrando de Sirius - citei o passado dele, que é horrível. Eu fui um monstro! Mas ele me deixou fora de mim!... não quis falar aquilo, entende?

- Às vezes nós fazemos e falamos coisas sem pensar e querer. É normal errar às vezes. Assim como ele errou fazendo o que fez. Não é só ele que tem esse direito. Por que vocês não conversam? 

- Não, não... - respondeu Helena rapidamente secando os olhos novamente - eu não vou pedir desculpas só eu e ele não... conheço ele

- E como você tem certeza que ele não vai?

- Não sei, só tenho - respondeu ela dando de ombros

- Logo vocês se acertam - disse Pandora - Dois teimosos - riu ela

- Pandora? 

- Oi?

- Você quer dormir aqui também? Quando eu fico triste minhas irmãs ou minha mãe dormiam comigo, pra eu não ficar pior - respondeu ela com vergonha de parecer uma criança - eu sei que é coisa de criança, mas eu me sinto melhor em saber que não tô sozinha.

- Claro, Lena, eu durmo com a minha mãe até hoje quando vou pra casa - riu ela - chega pra lá então

E as duas conversaram e riram até pegarem no sono



- Tem certeza que é uma boa ideia vir pra cozinha a essa hora da noite? - perguntou Régulo 

- Eu venho todos os dias - respondeu Bella com tranquilidade abrindo a porta

- Bella! - respondeu uma elfa que fez uma profunda reverência - você trouxe um amigo!

- Oii, Lully! - sorriu Bella - Esse é o Régulo - o apresentou levantando a mão que estava entrelaçada na de Régulo - meu namorado 

- É ele então?! - perguntou Lully suspirando - ele é mais bonito do que a senhorita disse...com todo o respeito, claro

- Ela fala de mim então? - riu Régulo - espero que bem

- Ela não para de falar do senhor - disse um outro elfo - o senhor sempre foi a pauta principal das conversas da Bella aqui na cozinha de madrugada

- Fink! - disse Bella ficando vermelha - Assim você me queima a cara! 

Régulo riu

- Eu me lembro de você! Era você quem estava ajudando a Bella na Seção Reservada, no Dia das Bruxas, a pegar aquele livro escondido 

O elfo deu um enorme sorriso

- O senhor lembra de Fink então! 

- Eu tenho um elfo doméstico em casa, ele se chama Monstro - contou Régulo puxando uma cadeira para se sentar - nós nos gostamos muito e ele é a minha melhor companhia em casa...

E foram conversando por um bom tempo antes de voltarem às suas casas.



No dia seguinte a Grifinória teria aula de Feitiços com a Sonserina

Os alunos foram tomando lugar na sala do Professor Flitwick.

Catarina olhou para Severo, e ela imediatamente soube que Lily não tinha o perdoado, antes mesmo de tentar entrar na mente dele.

- Atenção, alunos! Hoje aprenderemos um feitiço muito complexo. Eu normalmente ensino depois dos exames das NOMs por ele requerer muita concentração e dedicação...e o melhor é que estejam relaxados. É o feitiço do Patrono. É um feitiço corpóreo que é o único conhecido para se defender dos Dementadores. Ele assume a forma de um animal e muda de pessoa para pessoa. É muito pessoal. Para conseguir conjurá-lo é preciso que cada um pense na sua lembrança mais feliz e se concentre apenas nela. Por ser um feitiço muito avançado e complexo, poucos conseguirão de primeira, alguns só conseguirão soltar um fiapo prateado da varinha e alguns bruxos simplemente não conseguem conjurar. Agora peguem suas varinhas

E todos empunharam suas varinhas

- Pensem na sua memória mais feliz, apensas nela - instruiu ele - e digam: Expecto Patronum!

Os alunos tentavam e ninguém conseguiu de primeira, como o Professor advertiu.

Depois de muitas tentativas, alguns conseguiram soltar pequenos fios prateados.

E depois de muitas outras, alguma finalmente conseguiram

- Expecto Patronum!

- Exatamente, Sr Lupin! - disse Flitwick

Remo tinha conseguido conjurar seu patrono: era uma harpia gigante, a forma animaga de Jane. Ele olhou para ela, que deu um enorme sorriso.

- Expecto Patronum! - bradou James e saiu um cervo 

- Já não basta ser um chifrudo como animago, tem que ser até no patrono - cochichou Catarina para ele.

James gargalhou

- Faz você também, espertona! Quero só ver o que vai sair!

- Expecto Patronum!

Ela se concentrou e saiu um dragão de sua varinha

- WOW! - exclamou ela enquanto o dragão cuspia fogo e voava no teto da sala e todos olhavam admirados, principalmente o Professor Flitwick

- A senhorita tem um patrono divino, Srta Hernández! São extremamente raros! 

- Por que seu patrono é um dragão, Anelada? - perguntou James rindo

- Huummmm, não sei... talvez porque nós dois adoramos botar fogo nas coisas

Sirius fechou os olhos e finalmente conseguiu se concentrar

- Expecto Patronum!

E da ponta da sua varinha saiu um lampejo prateado que fez desabrochar um lindo cisne. Ele instantâneamente sentiu um enorme aperto no peito

James, Catarina, Jane, Peter e Remo pararam para olhar a reação do amigo. Helena era a lembrança feliz de Sirius

- Expecto Patronum!

Jane também conseguiu conjurar seu patrono

- Helena? Por que a senhorita está no lugar da Jane, na Sonserina? - perguntou o Prof Flitwick se aproximando de Jane

- Mas sou eu, professor - riu ela - sou a Jane.

- Oh, me desculpe, Jane! Por um instante pensei que fosse sua irmã. Vocês tem patronos parecidos, são quadrúpedes.

Sirius olhou, enquanto Flitwick se aproximou mais do corpóreo de Jane, o examinando.

- Ahh sim! O seu é um lobo. O de Helena é um pouco maior, é um cachorro bem grande...

Sirius sentiu uma sensação arrebatadora no peito. Assim como ela era o pensamento feliz dele, ele era o dela.


Depois do jantar, Sirius não conseguia pensar em mais nada: tinha que encontrar Helena. Procurou por todos os lados, mas nem sinal dela. Perguntou a Lily:

- Não sei, Black, eu não vejo a Lena desde hoje cedo.

Continuou procurando até encontrar uma garota loira com olhos sonhadores e azuis e cabelos loiros.

- Black? - perguntou Pandora

- Er...oi? Pandora, não é?

- Exato - sorriu ela - não sabia que sabia meu nome.

- Lena fala muito de você... falava, na verdade, não falo com ela faz um bom tempo. E agora não consigo encontrá-la em lugar nenhum.

- Aonde você acha que ela poderia estar agora? - perguntou ela sorrindo

- Não sei - suspirou ele - já procurei em todos os lugares desse castelo

- Tem certeza? - sorriu ela - nem junto a lua?

Os olhos de Sirius se iluminaram na hora

- Mas é claro! Como não pensei nisso antes? - e saiu correndo - obrigado!

- Não há de quer! 


Ao chegar na Torre de Astronomia, ele se deparou com as costas de uma silhueta conhecida, que estava sentada olhando para as estrelas.

Sirius inevitavelmente se lembrou do dia em que eles se encontraram ali da primeira vez. Parecia fazer séculos desde que ele a conhecera.

Um nó se formou na garganta dele e pela primeira vez ele não sabia o que fazer e falar.

Helena, como se sentisse a presença dele, se virou e o viu parado bem ali. Ela se levantou e os dois se olharam por alguns segundos. Com os olhos marejados ela correu até ele e ele o mesmo, se envolvendo em um abraço apertado.

- Me desculpa, meu amor - soluçou Sirius - não quis te decepcionar e...

Ela o calou com um dedo

- Me d-desculpe por falar aquilo sobre o seu passado - chorou ela - foi horrível o que eu disse. Eu estou envergonhada e você não merecia aquilo. E eu sei como você se sente em relação a isso... não tinha o direito

- Não tem que pedir desculpas - ele a tranquilizou - eu sou um idiota, um babaca mesmo. Eu mereci sim.

- Não, isso você não mereceu. Me desculpa - e o abraçou mais forte

- Só desculpo se você me desculpar - ele riu, e ela riu de volta

- Desculpo 

- Eu vou mudar. Eu reconheço que fui um idiota e eu te prometo que vou tentar melhorar. Porque eu não aguento mais ficar um dia sem você... é tortura, sabia?

Ela riu fungando

- Senti tanto a sua falta - admitiu ela

- E eu então...- e a puxou forte pela cintura para si, num beijo urgente, quente e apaixonando que ela prontamente retribuiu. 












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