História As minhas piores férias, ou será que não? - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Por que eu não posso?


Mariana

—Por que eu não posso ir com vocês? —perguntei pela milionésima vez, mesmo sabendo que a resposta não iria mudar. 

—Porque lá não é lugar para criança —respondeu Victor, meu irmão, com um sorriso gentil. 

Ele também não queria me deixa para trás, eu sei. O problema é que meu pai me odeia e não me quer por perto, então Victor arruma uma desculpa qualquer, porque não quer me magoar. 

—Eu não sou mais criança —faço bico fazendo o ri. 

—Se você se olhasse no espelho agora; concordaria comigo que você ainda é uma criança. —comentou sorrindo e, para piora, bagunçou meu cabelo, como fazia quando era criança. 

—Se não posso ir, me deixa ficar em casa sozinha? —pedi, ignorando o que ele disse. —Por favorzinho, irmãozinho do meu coração?  

Ele tentou ficar sério, mas não conseguiu; caído na risada.  

—Você é muito engraçada quando quer algo, maninha — falou ele sorrindo, então ficou sério —Mas não importa o que diga; não vou te deixar aqui sozinha. 

—Tecnicamente, você está me deixando sozinha —digo triste, tentado apelar para seu coração mole. 

—Não estou, não —disse ele, sem cair na minha chantagem emocional —O Bruno vai estar com você. Confio nele para cuidar de você. 

—Aquele pé no saco? —pergunto suspirando —Ele deve estar ocupado trabalhado, é só o que ele sabe fazer —olho triste para ele —Ao menos, me deixa ficar com Luísa. 

Ele me encarou sério, parecia estar considerado a possibilidade. Olhei para ele, ansiosa. Luísa é minha melhor amiga e se eu ficar com ela, ao menos, poderei me divertir para valer, sem meu irmão para pegar no meu pé. Tem que ter uma coisa boa de passar minhas férias em casa, enquanto meu irmão e pai estão no Japão, aproveitando a vida. Bem, eles vão por causa do trabalho, mas dar para se divertirem, se quiserem.

—Mari, isso ... —Victor começou a falar, mas parou, olhando para porta. 

Me virei na direção que ele olhava, encontrado meu pai parando na entrada do meu quarto. Eu o encarei e ele desviou o olhar, como sempre. Desde que me lembro, meu pai sempre desviar o olhar, quando o encaro.  

—Victor já deveríamos estar no aeroporto —avisou ele olhando para meu irmão e me ignorando —Termine com isso logo.  

—O "isso" que você se refere sou eu? —perguntei olhando brava para ele, que nem notou, afinal não estava me olhando.  

—Não quero me atrasar —falou ele para Victor, me ignorando. Então se virou e foi embora, sem nem me dar um segundo olhar. 

—Mari —chamou Victor me fazendo olha-lo —Não liga para ele. 

—Eu tento —falo de cabeça baixa.   

Invés de me responder, ele me puxou para seus braços e beijou minha cabeça.  

—O papai é assim porque é um covarde —fala ele, antes de me soltar. 

—Como assim? —perguntei a ele, confusa —Ele é assim porque eu matei a mamãe.  

—Não fale assim! —recriminou ele —A mamãe sabia dos riscos de engravidar novamente. O papai também sabia, Mari —suspirou passando a mão nos cabelos —Ela quis te dar essa chance, então pare de agir como se isso fosse uma coisa ruim. 

Abaixei a cabeça, sem dizer nada. O que adiantava ela me dar essa chance, se ela não está aqui comigo? Se o papai me odeia tanto que nem consegue me olhar nos olhos?   

—Eu tenho que ir —falou ele, parecendo preocupado de me deixar sozinha —O Bruno disse que chegaria à noite. —abro a boca, mas ele interrompe —Luiza é tão sem juízo que você e apesar de amar Dona Juliana, sei que ela deixaria vocês fazerem o que quiserem.  

—O Bruno... 

—O Bruno me garantiu que vai cuidar bem de você —interrompeu ele rindo —E isso, quer dizer, que ele tem autoridade para te coloca de castigo. 

—O que?! —pergunto chocada —Você está brincado, certo? —ele faz que não com a cabeça —Eu tenho 16 anos, Victor! 

—Então se comporte e isso não será necessário —disse ele beijando minha cabeça. —Me liga sempre que quiser —fiz bico e não respondi, fazendo o rir —Eu te amo. 

—Eu te odeio —falo brava, fazendo o rir. 

—Sabe que posso nunca mais voltar e essas serão suas últimas palavras para mim —falou ele e o olhei chocada. —Estou brincado.  

—Não fala isso nem brincado, seu idiota —falei batendo em seu ombro.  

—Para ver se você me dar um abraço de despedida —falou ele, tentado desviar dos meus tapas.  

—Eu também te amo, seu idiota —falei por fim e dei um abraço nele. 

 O Victor é a única pessoa que tenho nesse mundo e tenho muito medo de perde-lo. A vida é frágil como um vidro, qualquer impacto e ela se acaba facilmente. E esse idiota ainda ficar brincado com isso. 

—Agora eu posso ir feliz —falou ele sorrindo —Se comporte e não der trabalho ao Bruno, Ok?  

—Ok —concordo sorrindo travessa.  

Eu faria o Bruno se arrepender de aceitar cuidar de mim.  

_______________________________ 

Estava sentada no sofá, assistido um filme de desenho, quando escutei a porta sendo aberta. Me virei, assustada, para porta, esperando ver um bandido entrando, mas era apenas o Bruno, melhor amigo do meu irmão. 

—Por que você tem uma chave? —perguntei com meu coração acelerado.  

—Oi para você também, pirralha. —respondeu ele enquanto trazia sua mala para dentro. 

—Vai me responder? —perguntei irritada, ignorando como ele me chamou.  

Bruno tinha apenas 22 anos, mas age como se fosse um adulto respeitável e eu uma criança irritante de 5 anos. Ele me irritava! 

—Victor me deu; o que é bem obvio —respondeu ele se sentado ao meu lado. 

—Aquele idiota não podia ter feito isso —falei suspirando. 

—Eu tenho que bancar a babá por um tempo, então preciso da chave  

—E por que não recusou? —perguntei o olhando —Seria mais fácil se você mentisse que tem muito trabalho para fazer.  

—Eu tenho muito trabalho para fazer. 

—Exatamente! —falei me alterando um pouco —Se você fizesse isso, nos dois seriamos felizes para sempre. 

—Eu até queria —falou ele suspirando —A última coisa que quero é cuidar de uma pirralha, mas não podia dizer não ao Victor. Ele já me salvou de muitas encrencas.  

—Que encrencas? —perguntei curiosa.  

—Não é da tua conta —respondeu ele sendo grosso.  

—Nem queria saber mesmo —falei dando de ombros. Não queria nenhum pouco saber que tipo de encrencas o certinho do Bruno se meteu. Nem um pouco. —Sabe, podíamos fazer o seguinte —mudei de assunto —Você ficar na sua casa e eu na minha e quando Victor liga, dizemos que está tudo bem.  

 O olhei, esperançosa. Já ele me olhou como se eu fosse um et e ele estivesse tentado entender minha língua.  

—Para você entrar em alguma encrenca e sobra para mim? —perguntou ele se deitado no sofá e colocado as pernas sobre as minhas —Só se eu fosse louco.  

—Você é louco de colocar suas patas sujas em cima de mim —falo empurrando suas pernas, mas não consigo tira-las. Isso são o que? Pernas ou chumbo? 

—Estou cansado —fala ele —Invés de falar asneiras, deveria fazer uma massagem em minhas pernas.  

Agora foi eu que o olhei como se fosse um et. E ele me encarou impassível.  

—Você fumou maconha estragada? —perguntei depois de um tempo. —Porque só isso explicar as asneiras que você fala —consegui tirar suas pernas e me levantei —Eu vou para meu quarto, que ganho mais —dei um último olhar para ele —Me chama quando o jantar estiver pronto. 

Antes dele falar qualquer coisa, vou para meu quarto.



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