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História As Muitas Coisas Que Eu Odeio e Amo em Você - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


muuuito obrigada por todos os favoritos e comentários! <3

Capítulo 8 - I Knew You Were a Trouble


Jeongguk diria que desde que conseguiu retomar o contato com alphavante, as coisas voltaram ao seus devidos lugares. Conversaram um pouco, explicou bem a situação, o erro do aplicativo e seu desespero para recuperar o acesso. A maior preocupação do ômega tinha sido o fato de não ter respondido logo após o alfa mandar a foto e como isso definitivamente soava como uma “rejeição”, mesmo que indiretamente.

Para sua surpresa, o rapaz apenas disse que estava “tudo bem”, no entanto, como castigo, não lhe mandaria a foto de seu rosto novamente. Jeongguk ficou um pouco decepcionado, mas resolveu aceitar o castigo sem muitas reclamações.

A verdade era que sua curiosidade para descobrir de quem se tratava apenas aumentou com tudo isso. Quem era esse alfa desconhecido por quem estava tão interessado?

Suspirando, largou o celular ao lado da cama depois de falar com seus amigos e amarrou a faixa preta do dobok em sua cintura, notando que aquela era provavelmente uma das poucas vezes em que vestia branco. Seu vestuário consistia em tons escuros e sua inseparável jaqueta de couro, era bom contrastar de vez em quando. 

Deixando o celular no quarto, fez seu caminho para fora do dormitório, e pegou o elevador, aproveitando para alongar as pernas. Hoje a universidade faria um evento deveras legal onde traziam crianças de diversas escolas para uma espécie de feira das profissões e faziam amostrar de alguns cursos e esportes, intencionando estimular o interesse. Jeongguk acabou ficando encarregado da amostra de taekwondo.

A porta do elevador se abriu e para sua surpresa, Taehyung, seu vizinho se encontrava ali, parado em sua frente e lhe encarando com uma expressão assustada enquanto considerava se devia ou não entrar. O ômega estranhou, afinal, esperava que já tivessem passado dessa fase (do “medo”), mas talvez não fosse esse o caso.

— Não vai entrar? — Perguntou, segurando a porta.

— Claro, claro — o alfa balançou a cabeça, como se estivesse refletindo sobre alguma coisa e finalmente entrou.

Um silêncio estranho e desconfortável se instaurou no recinto e Jeongguk ficou confuso. Aconteceu alguma coisa que não ficara sabendo? Taehyung parecia estar extremamente sem graça por estar em sua presença.

— Você está bem? — Questionou, encarando o mais velho com a testa franzida.

Sua pergunta pareceu surtir o efeito oposto do desejado, principalmente depois que os olhos do vizinho triplicaram de tamanho e ele se afastou um pouco. Dizer que Jeongguk não estava entendendo nada era pouco.

— Taehyung, o que aconteceu? — Insistiu. — Eu fiz alguma coisa? Te ofendi? Você parece estar com medo de mim.

— Não é nada — respondeu rapidamente.

O elevador chegou ao térreo e com um suspiro de alívio, o alfa escapuliu sem falar mais uma palavra, deixando um Jeongguk atônito e intrigado para trás. 

O que diabos havia de errado com aquele garoto? Eles pareciam estar em bons termos e de repente ele agia assim? Pelo menos não teve nenhum ataque de asma.

Alongando os ombros enquanto caminhava até o pátio central da universidade onde montaram os estandes, fez uma nota mental de não esquecer de levar sua moto até o oficina mais tarde. Precisava fazer uma revisão e já havia adiado demais, afinal, o ronco do motor estava estranho. 

Como já imaginava, o pátio estava lotado de adultos e crianças. O estande de enfermagem era o mais lotado, diversas crianças empolgadas e fascinadas com as coisas que as estudantes de enfermagem mostravam e as explicações sobre a profissão. 

Não se surpreendeu ao ver Mingyu parado no meio do pátio enquanto conversava com um alfa desconhecido, provavelmente flertando. Então, resolveu seguir logo seu destino, indo até uma ala coberta com uma lona e vários tatames espalhados pelo chão. Com a ajuda de outros dois colegas, atraiu algumas crianças curiosas e rapidamente começaram a falar sobre modalidades esportivas, artes marciais e o foco: taekwondo. Como se tratava de um esporte de origem coreana, muitas crianças já praticavam, mas também havia aquelas que tinham interesse.

E foi aí que iniciaram o exercício, começando os alongamentos e aquecimentos necessários. Surpreendentemente, as crianças ali presentes era obedientes e seguiam as instruções sem muito trabalho, rindo e se divertindo durante alguns dos exercícios propostos.

A dinâmica mudou um pouco quando se dividiram em duplas para ensinarem alguns golpes e Jeongguk acabou ficando sozinho, já que seus colegas formaram uma dupla e as crianças ficaram entre si. 

Olhou para o pátio em volta de si e procurou por Mingyu, mas seu amigo desapareça até que avistou Taehyung não muito longe de si, agachado em frente a uma garotinha enquanto conversavam de forma empolgada. Não fazia a menor ideia do que eles estavam conversando, mas a garotinha não parava de sorrir enquanto gesticulava. A cena era incrivelmente fofa e arrancou-lhe um sorriso involuntário, não sabia que o alfa tinha jeito com crianças.

Tendo uma ideia, Jeongguk caminhou até os dois e parou ao lado da garotinha com as mãos na cintura. Taehyung arregalou os olhos, mais uma vez surpreso por vê-lo ali e rapidamente se levantou.

— Você está ocupado? Eu estava precisando de um voluntário na aula de taekwondo — encarou o vizinho.

— TaeTae oppa está nos ensinando sobre My Little Pony — a garotinha respondeu enquanto dava pulinhos.

— O quê? — Soltou uma risada ao ver as bochechas do alfa avermelharem.

Taehyung mordeu o lábio, envergonhado.

— Eu estava ensinando sobre hipismo e cavalos — justificou. — E a maioria conhece My Little Pony. É uma boa forma de cativar a atenção das crianças.

— Está tudo bem, Tae — controlou o riso. — Você topa me ajudar?

— Não sei se posso… — hesitou.

Mas a garota pegou uma mão e a balançou.

— TaeTae oppa, eu quero ver você lutando — pediu.

Jeongguk esticou a mão, sinalizando para Taehyung pegá-la e meio receoso, o alfa aceitou ser levado até a área dos tatames enquanto algumas das crianças que estavam consigo seguiram junto, curiosas para verem o que estava acontecendo. O ômega pediu que o vizinho retirasse o casaco e os sapatos, coisa que o Kim prontamente obedeceu. Era possível ver o suor escorrendo pela testa dele graças ao nervosismo e isso deixou Jeongguk ainda mais intrigado. O que seu vizinho fez de errado para agir daquela forma?

— Você está bem? — Arriscou perguntar.

Taehyung coçou a nuca, sem graça.

— Eu já vi você chutando o traseiro de tantos alfas na faculdade… é estranho eu estar aceitando isso de forma voluntária — confessou.

— Eu não vou fazer nada demais — assegurou. — Não vou te bater. Relaxa!

O alfa quis acreditar nisso e por um momento até acreditou, no entanto, toda vez que Jeongguk lhe dava alguma instrução para demonstrar algum golpe para as crianças, faltava ter uma parada cardíaca com todos os sustos que tomava. Taekwondo era um estilo de luta em pé, mas o número de vezes em que o ômega lhe subjugou, derrubando-o no chão e demonstrando os chutes poderosos que conseguia desferir, Taehyung começava a desconfiar que o vizinho estava descontando em si todos os momentos de raiva e discussão que tiveram. E o pior de tudo era que embora tivesse força física, o alfa era desengonçado e não sabia como revidar. Era complicado revidar um ômega faixa preta que treinou aquilo por anos.

Quando caiu de costas no tatame pelo o que pareceu ser a milionésima vez, ouviu o som da risada das crianças. Fazendo uma careta, fechou os olhos por dois segundos antes de abrir novamente e respirar fundo, buscando forças para levantar. Jeongguk estava parado em pé sobre si e lhe encarava de forma risonha. 

— Por que eu sinto que você não está ensinando taekwondo e sim dando dicas de como agredir alfas? — Indagou, soltando um gemidinho de dor.

Ainda rindo, Jeongguk agachou-se e debruçou-se sobre o alfa, apoiando suas mãos de cada lado de sua cabeça. Sua intenção era provocá-lo, mas não esperava sentir um cheiro diferente invadindo suas narinas. Excitação. O sorriso diminuiu em seu rosto e lhe fez ter noção da posição que estava, parado, em cima de um alfa.

— Acho que é um pouco dos dois, seu fracote — soltou, sentindo as bochechas corarem pela atitude impensada que teve.

— Ah é? Se você quiser, depois que terminarmos aqui, eu posso te dar aulas também, você vai ficar todo dolorido, vou te ensinar a cavalgar — devolveu. No entanto, na hora em que as palavras saíram de sua boca, Taehyung arregalou os olhos. — Quer dizer, hipismo, sabe. Cavalgar mesmo e não no outro sentido… quer dizer, como você não está acostumando você provavelmente vai ficar com os quadris doendo, é comum acontecer com pessoas que não cavalgam com frequência e… caramba, me desculpa, eu não nem mais o que eu estou falando.

Jeongguk não sabia se o alfa estava fazendo de propósito, porém, para esconder a vermelhidão em suas bochechas, levantou-se rapidamente e ofereceu a mão, ajudando o vizinho a se levantar.

— Esquenta não — respondeu. — Não é como se eu me importasse de ficar por cima dessa forma…

— O quê? — Taehyung engoliu em seco.

— Jeonggukie oppa! — Uma das filhotes que estavam ensinando o chamou, lhe livrando de ter de responder e felizmente, não tocaram mais naquele assunto.

 

[...]

 

Ajeitando as luvas de couro em suas mãos, Jeongguk desceu de sua moto e encarou a entrada da oficina Park’s. Após a amostra da universidade, retornou ao dormitório, tomou um banho e trocou de roupa, já saindo com sua moto. Ignorou solenemente tudo o que aconteceu anteriormente com Taehyung no tatame, decidindo que não era muito sensato ficar pensando naquilo, então, pegou suas chaves e saiu dirigindo pela cidade até chegar na oficina que um de seus amigos motoqueiros lhe recomendou.

Felizmente, o local não estava tão cheio e ao caminhar até o balcão principal, deu um sorriso amistoso ao homem que estava ali atrás. Pelo cheiro, se tratava de um alfa e devia estar por volta dos 50 anos e suas roupas estavam sujas de graxa enquanto ele escrevia alguma coisa em um bloco de notas.

— Com licença, eu gostaria de fazer uma revisão — pediu, fazendo uma reverência educada.

— Tem horário marcado? — Perguntou o alfa, levantando o olhar.

— Não, eu vim por indicação mesmo.

— Certo — assentiu. — Vou chamar meu sobrinho para te atender, ele tem mais jeito com clientes assim.

Jeongguk concordou, não vendo muito problema nisso, e puxando o celular para tirar uma foto de sua moto na oficina e postar na Twitter enquanto o alfa se retirava, porém, quando um beta extremamente atraente de bochechas fofas e cabelos louros surgiu dos fundos com um sorriso gigantesco nos lábios, arregalou os olhos. No mesmo instante em que os olhos do beta caíram em si, o garoto parou de sorrir na hora, seu rosto se transformando numa expressão de extrema surpresa.

E lá estava Jeongguk, acreditando que só levaria sua moto para revisão, no entanto, acabou encontrando Park Jimin, seu ex-melhor amigo de anos, a pessoa que mais confiou no mundo, a pessoa que mais esteve ao seu lado, a pessoa que mais o machucou e que mais sentia falta.

Todo mundo sabe que amizades vão e vêm, algumas vêm para ficar, outras acabam indo para nunca mais voltar, mas isso não excluía a importância que aquela pessoa teve na sua vida e Jeongguk comprovou isso em primeira mão ao encarar o beta. Era um misto de sentimentos tomando conta de si, provavelmente por causa das lembranças, de todos os momentos que passaram juntos. Cresceu com aquele garoto e nem mesmo se recordava de quando foi a última vez que o vira.

Guardando o celular no bolso da jaqueta após o choque inicial, esperou que o Park viesse falar consigo e esperou que ele lhe cumprimentasse de forma fria e grosseira, mas ao invés disso, Jimin deu um sorriso amistoso e perguntou:

— Como você está, Jeongguk? — Ele estava sendo sincero e sereno, verdadeiramente interessado. — Você ficou muito bonito com o passar dos anos, o tempo só te fez bem.

Decidido a ser educado, o mais novo respondeu:

— Eu estou bem, obrigado. E você? Vejo que você também ficou bem bonito — elogiou genuinamente.

— Obrigado — o sorriso do beta desapareceu completamente quando ele começou a falar mais uma vez: — Olha, eu sei que provavelmente sou a última pessoa com a qual você gostaria de conversar no momento e eu entendo isso, entendo que eu errei muito, mas eu gostaria que você me desse essa concessão, pelo menos dessa vez, antes de tratarmos da sua moto e encerrar esse assunto de uma vez por todas.

Aquilo lhe pegou de surpresa. Não esperava que seu ex-melhor amigo fosse ser tão direto quanto a isso, mas Jeongguk resolveu ceder. Faziam anos, ele não era mais um adolescente, ele era um adulto.

— Muito bem — cruzou os braços. — O que você tem para me dizer? 

Jimin não pareceu afetado por sua postura defensiva, apenas suspirou e começou:

— Quando nós paramos de nos falar anos atrás muitas coisas ficaram para trás e deixaram de serem ditas. Coisas que eu acho que não devemos guardar para nós mesmos, não dessa forma… isso precisa ser esclarecido!

— O que exatamente precisa ser esclarecido? — Indagou.

— Por muito tempo eu me remoí na culpa do que aconteceu, porque embora eu tenha errado feio e por mais que você não acredite em mim, nada naquilo foi planejado — afirmou. — E tudo o que aconteceu depois foi tão injusto, principalmente comigo. Taehyung e eu fizemos aquilo, mas toda a sua raiva foi direcionada a mim, mesmo que ele fosse a pessoa que você odiava e não importa o quanto você diga que isso não é verdade, imagino que você ainda fale com ele hoje em dia.

Ante o silêncio do ômega, Jimin continuou:

— Inicialmente, achei que sua raiva se dava pelo fato de Taehyung, o seu “inimigo” ter transado comigo, o seu melhor amigo, afinal isso era uma forma de traição suprema — refletiu. — Mas não. A sua raiva foi totalmente direcionada a mim. Você sempre gostou dele, Jeongguk, e sabe disso. Só não admitia para si mesmo porque ele foi um garoto travesso e idiota que pregou uma peça em você e também porque você achou que ele tinha mentido quando disse gostar de você através do bilhetinho.

Jimin passou uma mão pelos cabelos louros e prosseguiu:

— O problema nunca foi ele transar com sei melhor amigo, e sim, eu acabar dormindo com o garoto que você gostava, e não negue seus sentimentos sobre ele. Seja sincero quanto ao seu ódio — exigiu. — Eu ouvi você dizer que odiava, ouvi você xingá-lo quando no final do dia, você o encarava com uma expressão de tristeza.

— Isso é passado — sussurrou, referindo-se aos sentimentos.

— Escuta, eu não estou tentando justificar minhas ações, nem nada do tipo, mas você precisa admitir que foi hipócrita! Você transou com o crush dele, esfregou na cara dele!

— Eu não sabia que era crush dele! — Jeongguk protestou, indignado com a acusação.

— Sabia sim! Você se achou no direito de cobrar pureza do Tae quando nem mesmo você fez isso! E isso só mostra que eu estou certo, afinal, você não pareceu ligar de ter perdido um amigo, estava mais focado na sua competição com ele…

— Isso não é verdade! — Exclamou, magoado. — Como você tem coragem de me dizer que eu não me importei de ter perdido você? Você era a pessoa que eu mais amava nesse mundo e você sabe disso. Nós estivemos juntos desde a infância, você era meu melhor amigo!

— E mesmo assim, você não pensou duas vezes antes de cortar a nossa amizade para sempre.

— Você não tem o direito de cobrar isso de mim quando quem errou em primeiro lugar foi você! Eu era adolescente, Jimin. Adolescentes fazem e falam merda o tempo. Eu não me orgulho do que eu fiz naquela época, mas nunca me pintei como vítima! Mesmo com qualquer crush que eu possa ter tido, eu tinha sim razões para odiá-lo e você sabe disso! — Acusou. — Eu posso ter errado na forma como tratei com Taehyung, mas você acha que isso justifica o que você fez? Que isso te torna melhor do que eu em algum sentido!

— E nada disso te isenta de irracionalidade mesmo. Você pelo menos admite que você realmente sempre teve sentimentos por ele? — Pressionou. — Eu não quero qualquer tipo de perdão, se eu pudesse voltar no tempo, eu teria feito tudo diferente, mas caramba, Jeongguk, admita logo para si mesmo que você sempre gostou de Kim Taehyung e provavelmente ainda gosta.

Eu sei, eu sinto muito por tudo. Eu menti várias vezes para mim mesmo sobre os meus sentimentos e sobre o que aconteceu para me sentir melhor e para fingir que eu não machuquei outras pessoas assim como eu também fui machucado. Foi uma merda. Eu sinto a sua falta.

No entanto, ao invés de falar qualquer uma dessas palavras que estavam entaladas em sua garganta, o Jeon deu meia volta, pegou sua moto e saiu da oficina sem olhar para trás.

 

[...]

 

Era noite e Jeongguk se sentia inquieto, em conflito consigo mesmo. Yoongi não se encontrava no quarto de dormitório, então, estava deitado na cama de barriga para cima, já vestido em roupas confortáveis e encarando o teto acima de si.

Aconteceu tanta coisa em um único dia que não sabia como verbalizar o que estava sentindo.

O ocorrido no elevador, na amostra de taekwondo, na oficina. 

Era tão sufocante pensar em cada palavra de Jimin, admitir uma coisa daquelas quando passava literalmente todos os dias se convencendo de que odiava tudo sobre Kim Taehyung.

Seu coração faltava explodir de seu peito por causa da ansiedade e nervosismo. Sentia-se tão triste. O encontro com Jimin lhe despertara coisas que não sentia há anos, despertou uma saudade sem igual pelo ex-melhor amigo. Como sentia falta de dormir na casa do beta ou ele dormir em sua casa, falando de alfas e os planos para o futuro, como planejavam serem vizinhos e também gostariam que seus futuros filhos fossem amigos e crescessem juntos.

Acima de tudo, o encontro lhe fizera pensar muito em Taehyung. As coisas estavam bem desde a trégua, mas Jeongguk sabia que a relação deles ia além disso. Eram anos de mágoa e briga, dos dois procurando uma forma de atingir um ao outro. 

Era hora de dar um fim nisso de uma vez por todas, então, mandou uma mensagem para o vizinho, pedindo que ele o encontrasse no dia seguinte, pedido que foi prontamente aceito.

No entanto, quando Jeongguk ia bloquear o celular para espairecer um pouco mais, seus olhos visualizaram o aplicativo do fórum. Estava num flerte sem fim com alphavante, e mesmo com o desespero para recuperar o acesso, não pensou no alfa em nenhum momento de seu dia e isso foi surpreendente para si. Ao invés disso, Taehyung esteve ocupando sua mente durante todo o tempo… balançando a cabeça com esse pensamento, abriu o aplicativo, disposto a falar com o rapaz desconhecido.

 

bunnycookie:

oi, tá aí?????

 

alphavante:

to sim :)

oi, lindo

 

A resposta veio tão rápida que Jeongguk concluiu que o alfa devia estar mexendo no celular.

 

bunnycookie:

eu sei que não foi pra isso que a gente começou a conversar, mas eu precisava desabafar

e bem, me sinto confortável de fazer isso com você

 

alphavante:

você pode desabafar do que quiser comigo, lindo

 

bunnycookie:

fico feliz

voltar a falar com você foi realmente uma coisa maravilhosa

tem um garoto que eu gostava muito quando criança

 

Não conseguiu digitar mais coisa, já que na hora, Mingyu lhe mandou mensagem desesperado, dizendo que tinha uma coisa para lhe contar e Jeongguk não conseguia nem mesmo imaginar o que diabos poderia ser. Estava prestes a confessar sobre seu crush por Taehyung ao alphavante e seu amigo lhe interrompe.

E caramba… não sabia nem mesmo o que falar… será que o que ele lhe dissera era realmente verdade?

Resolveu testar no chat.

 

alphavante:

lindo? :(

 

bunnycookie:

alpha

posso contar essa história depois?

me bateu um puta tesão

quero mandar uma nude bem legal pra você

 

Esperava para ver qual seria a reação do garoto do outro, e contava com uma resposta safada e animada, mas no entanto…

 

alphavante:

NÃO FAZ ISSO

 

bunnycookie:

Por quêeeee

 

alphavante:

To com alguns amigos bem aqui do meu lado :(

 

bunnycookie:

ah, okay…

 

alphavante:

desculpa… :(

 

Jeongguk não estava entendendo nada. Se Mingyu estava certo, o alfa que estava do outro lado deveria ser um verdadeiro pervertido sexual ou algo do tipo, e definitivamente não recusaria uma nude. Se perguntava se seu amigo estava errado ou se aquilo tudo não se tratava de algum tipo de fingimento.

Mordendo o lábio inferior, Jeongguk decidiu testar sua sorte um pouco mais e esperou algumas poucas horas passarem antes de mandar:

 

bunnycookie:

você falou sobre a nude mais cedo… mas já se passaram umas três horas :)

[imagem]

 

alphavante:

KWNAOSNWIWJJANAOANQOABAL

 

Caiu na risada com a reação do alfa.

Sabia que devia estar mais perturbado por estar mandando nude para um alfa com a qual nunca conversou direito na vida, mas o que tinha a perder afinal?

 


Notas Finais


AU do twitter da fic oficialmente atualizada.
TT: @kittenishiii
Me sigam no wattpad: @kittenishi


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