História As não-canções de uma gaivota. - Capítulo 1


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Categorias Monsta X
Personagens I'M
Tags Angst, Apocalipse Nasal, Changkyun, Dez Dias Com O Changkyun, Drama, Kimberlip, Monsta X, Repostagem, Tragedia
Visualizações 9
Palavras 1.248
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu já postei isso aqui no dia 31 de outubro, mas ficou uma droga então eu exclui e prometi a mim mesma que faria tudo de novo e postaria quando eu completasse dez dias com o Changkyun. Bom, a coisa é que dez dias se passaram e eu só troquei algumas palavras e olhe lá. Eu acho que não vai ter como deixar isso melhor, mas eu não posso deixar a data de dez dias com o Changkyun passar em branco – eu não tenho paciência e tempo para escrever algo do zero agora.

Eu tenho planos para uma side dessa história para uma data nem tão distante, uma bem mais trabalhada e melhor, espero eu. Até lá, eu vou deixar essa história no meu perfil como um lembrete que eu preciso melhorar.

Foram dez dias cheios de Free Fire com o Changkyun, nós somos o melhor duo daquele jogo, nunca levei um tiro graças ao nariz dele :)

Não sei, mas boa leitura aí

Capítulo 1 - 31 de outubro, tempo escarlate.


Certo dia, no final de outubro de um ano de turbulências escarlate, um menino de nariz grandão apareceu no Cais das Gaivotas sem Vergonha do Horizonte Dourado e ficou sentado na madeira molhada olhando as gaivotas que pareciam giz de cera. Apesar das nuvens cinzas se reunindo no centro do céu, o garoto ficou por lá – vez ou outra levantava para alongar as pernas ou simplesmente porque tinha vontade. Chamava-se Im Changkyun e trabalhava na única lanchonete da região como menino de entregas.

Esse cais era velho e parecia que estava prestes a despencar, seu estado era tão deplorável que até mesmo o mais fantasioso pescador evitada botar suas galochas por lá. Changkyun, um moleque sem fantasia alguma, botou seus tênis desbotados e sem cor na madeira podre do cais em 31 de outubro, depois de ter feito a sua última entrega do dia. Os pescadores de chapéu engraçado, ao verem o narigudo andando pelo cais,  entreolharam-se e gritaram que era perigoso demais para uma criança ficar lá. Quando os ouviu, Changkyun os olhou de nariz torto e virou as costas, olhando para o mar de semblante azul – a cidade tinha esse costume de usar cores para descrever emoções, sabe, dava um ar de mistério charmoso.

Ninguém conhecia-o muito bem, mas todos sabiam que ele era sozinho. “Eu nunca o vi com ninguém, pobre criança”, a dona da lanchonete – um diner, para falar a verdade, chamado Xoemi’s – disse certo dia, quando o xerife veio a questionar sobre o de nariz engraçado. A história do menino Changkyun já foi motivo de conversa na cidade quando, no fim de janeiro de um ano de verdades, ele disse que faltaria ao trabalho para comemorar o seu aniversário com a família. Todos se lembram desse dia, 26 de janeiro.

Changkyun havia entrado pela porta da frente do Xoemi’s como de costume e, ao invés de pegar os pacotes que as garçonetes deixavam para si e os levado para sua bicicleta cor de ânsia, ele foi até uma delas e, por conta de sua baixa altura na época, deu uma puxadinha na saia rosa pastel que usava. “Tia, eu posso faltar hoje? É meu aniversário e minha família está esperando”, disse com a expressão cinza – igual ao céu em 31 de outubro – de sempre. A mocinha, espantada e ingênua, o olhou de olhos arregalados e Changkyun se perguntou se os olhos dela eram tão grandes quanto o seu nariz. “Você tem família, Changkyun?”, ela soltou sem pensar e pôde ver a expressão do garoto escurecer. Sem esperar por uma resposta, ela saiu aos tropeços, segurando a bandeja cor angústia frente ao peito; foi até a dona do lugar e perguntou sobre Changkyun, terminando a conversa a questionando se ele poderia tirar o dia de folga. “Sim, todos nós temos direito à um aniversário com a família, sua tola”, ela respondeu apontando para a figura de nariz chamativo sentadinho na mesa 16, “Ele principalmente”, e assim Changkyun teve o seu primeiro dia de folga em três anos.

Naquele dia, o céu era azul – Changkyun, por outro lado, não tinha certeza se era segunda-feira ou não – e o cais era uma fila de gaivotas de barriga vazia. Changkyun não tinha bolo nem velas para soprar, mas quando jogou pão dormido mas aves, foi como se tivesse soprado centenas de velas. E depois que fez isso, correu pela areia e voltou para seu cafofo de tênis pesado – pura areia, isso sim.

Nenhuma alma sequer soube onde ele passou o próprio aniversário e, mesmo que todos do Xoemi’s estivessem curiosos para descobrir quem era a família de Changkyun, eles não o seguiram feito os fofoqueiros sem vida que eram – até mesmo a madame de rosto laranja não saiu do estabelecimento para o espiar. Se ele fosse questionado sobre sua família diretamente, ele diria “Eu tenho os céus e as gaivotas”.

Changkyun era tão preparado para esse tipo de pergunta que saberia responder até mesmo “Céus no plural? Por quê?”. Ele diria, com um sorriso meio vermelho – seria o seu primeiro, por sinal –, que os céus que já vira não eram os mesmos. “O de março, por exemplo, não foi igual ao de novembro. E aquele de dezembro, sem comparação ao de abril”, diria. Quando sua vida se resume a andar para lá e para cá com coisas que não são suas, você acaba ganhando tempo para prestar atenção nos cenários a sua volta.

Em 31 de outubro, no ano das turbulências escarlate, quando Changkyun sentou no cais, pensou em todos os cenários da cidade. Começou pelo Xoemi’s, mas não ficou muito tempo nesse porque havia esse rumor sobre os funcionários cozinharem as gaivotas – limitou-se a o chamar de círculo de dinheiro e fonte de gordura. Depois pensou no seu cafofo, um lugarzinho mixuruca e cheio de goteiras – ficava no fim da última rua da cidade e as pessoas o usavam como lixo, um lixão de péssimas memórias é como Changkyun chama. O Cais das Gaivotas sem Vergonha do Horizonte Dourado foi o próximo, e ele o chamou de calabouço das mentiras: não haviam gaivotas sem vergonha ou horizonte dourado, apenas gaivotas esqueléticas e um horizonte que nem colorido era. E por último, pensou no mar.

As cores faziam a cabeça de Changkyun doer – o azul e rosa exagerados do Xoemi’s já o fizeram vomitar várias vezes, inclusive, e o cheiro de laranja com roxo sempre o deixava febril –, a não ser que elas estivessem colorindo o mar. O mar era uma paleta tão grande e harmoniosa que Changkyun teve que passar dia e noite o encarando. Esse foi o seu 31 de outubro, quando na verdade deveria estar saindo por aí com alguma fantasia de cor gritante para arrancar doces de adultos – esses, sim, sem vergonha.

Changkyun nem ligava para as nuvens cinzas se reunindo, tamanha a sua admiração pelo mar. Só desviou o olhar quando um bando de pirralhos de tênis legais apareceu jogando papel higiênico por toda a praia. Se Changkyun soubesse xingar, teria humilhado aquela gangue. Ao invés disso, escondeu-se no preto da noite e quase que eles viram o seu nariz. Por sorte, não viram e ele pôde voltar a sua nem um pouco amada casa e tentar pegar no sono.

Na virada da noite, Morfeu o deixou cair de seus braços e o fez sonhar com coisas ruins. Coisas de Halloween, ele diria. Coisas boas para uma história de Halloween. Uma história sobre um órfão sem esperanças que passa feriados com o mar e gaivotas, até que, na noite de Halloween, é assombrado por demônios do passado e acorda aos prantos, sem ninguém para o confortar. Morfeu diria que é uma boa história de Halloween para as crianças – dê uma mudada ali e acolá e terá uma história que ajude a evitar seus filhos a empobrecer a própria boca.

Changkyun é o menino que gosta de passar o seu aniversário e o Halloween junto do mar e das gaivotas que uma vez já cantaram. Se o perguntassem o motivo, ele diria – tão preparado, já que não tinha mais o que fazer – que 26 e 31 são, respectivamente, números silenciosos e assustadores. “Passar essas datas com o mar e as gaivotas até que é legal. Eu nunca os vejo realmente, eles têm significados que eu não compreendo, então só fico os olhando até ter uma ideia brilhante”, ele diria tão cinza quanto em todos os outros dias.

Em primeiro de novembro, Changkyun acordou com o nariz inchado. Choveu muito nesse dia.




Notas Finais


A verdade é que eu amo o Morfeu, já devo ter o colocado em uma história ou outra porque a única coisa que eu quero é cair nos braços dele.

Se o nariz do Changkyun ficar maior que o normal quer dizer que vai vir tempestade, e se ficar menor, é chuva de canivete e adaga.

O nome do pier é uma junção de todas as sugestões dadas pela @kidol e @monstardax. Obrigadaa :) ♡

E obrigada a quem chegou até aqui e até a próxima.


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