História As peripécias de ser pai - Capítulo 1


Escrita por: e feitade_nuvens

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Personagens Originais
Tags Bxttomnochu, Hope!top, Hopekook, Jkobottomdebusan, Jungkookbottom!, Mpreg, Papai Power, Taegi
Visualizações 572
Palavras 2.603
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aaaaah, eu dnv...
Redebutando? Sei lá.
To sempre nervosa, mas espero mesmo q gostem dessa shot. Foi mto sangue, suor e lágrimas pra terminar (além de surtos e crises de "não vou conseguir, desisto de viver").

Boa leitura <3

Capítulo 1 - E filho também.


Quando Jungkook se descobriu pai, o mundo virou de cabeça para baixo. O jovem não conseguia se decidir entre ficar extremamente feliz ou surtar, e a tendência foi piorar depois que foi deixado de lado pelo namorado escroto e acabou por decidir criar seu filho sozinho.

Um pai solteiro, que escândalo!

A sociedade nunca foi muito feliz para com os pais e mães solteiros, revestidos pela falsa ideia de moral e hipocrisia gritante, mas mesmo com toda a falta de apoio externa, ele foi forte e seguiu em frente, com sorriso no rosto sempre que o filho precisasse ou não.

O pequeno Yoongi, com seus olhos de obsidiana, cabelos da cor da noite e a tez leitosa, também sofreu e essa era a parte de sua história que gostaria de mudar completamente. Gostaria de apagar aquelas crianças, que como seus pais, chamavam seu filho de amaldiçoado. Diziam que o garoto tinha sido amaldiçoado a ter apenas um parentesco, pois era tão “escuro” quanto Kud e sua era personalidade reclusa. Uma grande bobagem, superstição de uma população parada no tempo.

Por esses motivos, o Jeon mais novo cresceu com uma dificuldade imensa de interagir abertamente com outras pessoas e passou a se abrir apenas na presença do pai. Com certeza uma criança solitária, e por isso Jungkook o incentivava a escrever todos os sentimentos para que pudesse externa-los de alguma maneira.

Foi em uma das festas da escola de Yoongi que o pai conheceu Jung Hoseok, o tio de uma das crianças travessas que corria por todo o pátio enfeitado por minúsculos sóis feitos de papel brilhante. Amor ao primeiro esbarrão. Enquanto o Jung perseguia o alegre Taehyung e o Jeon tentava bater fotos de um emburrado filho de oito anos. Nem precisa falar que o sentimento foi tanto que logo se casaram, a garotinha Jenny nasceu e agora Jungkook tentava fazer com que o filho não matasse nenhuma alma desavisada que cruzasse seu caminho.

 

— Tudo bem, Yoongi... — Jungkook suspirou mais uma vez naquele dia, o ato se tornou um hábito depois de tantos anos — Não jogue coisas nos seus primos, principalmente se for um ferro de passar roupa.

— Ele nem tava’ ligado... — o jovem deu de ombros, como se o fato do aparelho estar desligado diminuísse o tamanho do galo que está a crescer na testa de Taehyung, este que ainda não tinha parado de chorar. — E ele nem é meu primo de verdade! — Apontou para o acastanhado que soluçava.

— Yoongi! Não pode falar assim. — O homem agora estava realmente irritado — Vai ‘pro seu quarto antes que eu arranque sua orelha, pombas!

— Foi sem querer, pai! — Choramingou, o garoto pálido — Como eu iria saber que ele ia enfiar a cara na frente bem na hora? Não é como se eu quisesse matar alguém de verdade!

Yoongi gritava enquanto subia as escadas, não é como se não soubesse que estava encrencado depois de “acidentalmente” derrubar o ferro na cabeça de seu primo. Na verdade ele se cagava de medo quando Jungkook, seu pai, ficava furioso... “Só pode ser o capeta assumindo o controle”, era o que pensava toda vez que isso acontecia, por isso trancou a porta assim que chegou ao seu quarto.

— Não se atira ferros de passar roupa nas paredes, Yoongi! — Gritou o mais velho.

Era assim todos os dias, Jungkook gritando com Yoongi, tentando contornar o mau humor do mais novo e lidar com a adolescência que acabara de chegar para o filho mais velho. Enquanto isso, observava a pequena Jenny o fitar com os olhos esbugalhados como se perguntasse o que havia de errado com seu irmão, que parou de brincar consigo para passar a atirar objetos no meio da casa.

O moreno voltou os olhos ao garoto magricela que tremelicava a cada soluço provocado pelo choro, imaginava o quanto poderia estar doendo e ficava apavorado. Sempre ficava apavorado quando algo acontecia com suas crianças – isso inclui seus sobrinhos também – e parecia que poderia desmaiar por cada uma delas todas as vezes. Passou os dedos longos delicadamente entre os fios castanhos e macios de Taehyung e então segurou uma das mãozinhas para arrastá-lo até a cozinha, deixando o garoto sentado em uma das cadeiras por ali. Logo estava segurando um pano com gelo sobre a testa inchada – seu cunhado iria matá-lo por isso, podia até imaginar a cena. A vida tinha se tornado bem agitada depois da paternidade...

— Está melhor, Taetae? — Perguntou baixinho, os olhos preocupados fixos no galo.

O garoto apenas balançou a cabeça para mostrar que estava tudo bem, já tinha parado de chorar fazia alguns minutos e agora estava apenas entediado por ficar parado segurando o gelo em sua testa, balançou as pernas finas para lá e para cá, uma mania que tinha desde pequeno pelo que lhe contaram.

— Acho que tô’ com fome agora, tio... — disse, fungando o nariz que ainda estava escorrendo no choro — Você fez aquele bolo? É o meu preferido, sabe? — O sorriso quadrado cresceu no rosto bonitinho, fazendo o coração mole de Jungkook derreter.

— Fiz sim. — Respondeu, levantando o corpo, já se preparando para arrumar a mesa na sala de jantar, enchendo-a com todas as guloseimas que tinha em casa.

O Jeon, então, parou e encarou o pano de prato que estava emoldurado e posto como obra de arte na parede de pastilhas coloridas da cozinha. Quando recebeu o “presente” de dia dos pais, Yoongi tinha oito anos, naquele mesmo dia em que conhecera o marido. Eufemismo dizer que surtou naquele dia, afinal acabou gritando com a professora cara-de-pau – “Tomara que só receba panos de prato quando for mãe, sua ridícula! Quero ver quando você der um desses pra sua mãe, ou pai! Como se a gente só soubesse lavar a louça...” lembrava bem da ocorrência. Ah, definitivamente não gostava dessas convenções sociais.

O mais velho esperou que todos terminassem de comer para dar um sermão no filho, afinal a louça ainda não sabia se lavar sozinha, não é mesmo? Aquele discurso típico - que Yoongi ignorou completamente – que todos conhecem. Nesse momento, Hoseok chegou e nem precisamos dizer que ele surtou ao ver o galo na testa do sobrinho, o pequeno escândalo comum de sua personalidade.

O Jung nunca pensou que seria tão difícil e cansativo lidar com um adolescente – esperava veementemente que esse período nunca chegasse para Jenny, um “aborrescente” já era o bastante.

 

A relação entre Yoongi e Hoseok não era uma das mais saudáveis – pelo menos durante um tempo –, mas sim cheia de birras por parte do garoto de pele branca e carência por parte do mais velho. O Jung desejava, desesperadamente, ficar em bons termos com o enteado que considerava como se fosse o próprio filho – porque em seu coração de manteiga, ele era de fato seu filho. E por mais estranho que pareça, a reconciliação, ou melhor, a conciliação veio por meios de uma falta de energia elétrica na cidade, alguns meses depois do incidente com o ferro de passar roupa.

Jung Hoseok era um medroso nato, não se lembrava de um dia na vida em que não tivesse medo do escuro, ou de estar sozinho com uma tempestade chegando, e Jeon Yoongi era o completo oposto. Afeiçoado pela solidão e um certo gosto pelo escuro, o jovem abominava multidões – pessoas em geral – e um certo período de exposição ao sol poderia arruinar sua pele clara como papel, consequência de uma infância marcada pelo preconceito e uma genética de “inverno”, como gostava de dizer.

Em certo dia, Hoseok se encontrava trancado em casa, na companhia de Yoongi, enquanto uma tempestade se desdobrava do lado de fora e ficava apreensivo por Jungkook se encontrar fora, junto de Jenny, justo nesse momento. Como se por decoro, o jovem Jeon não se trancou no quarto, como faria normalmente, mas se manteve na sala assistindo TV, sabia que o padrasto detestava tempestades e não ter o pai em casa só o deixava ainda mais estressado, por tanto decidiu que estava tudo bem compartilhar sua presença para acalmar o mais velho. Nem imaginavam que para completar o desastre, a energia simplesmente “daria pau”.

A próxima hora seria preenchida por alguns gritos de Hoseok e um irritado Yoongi tentando acalmá-lo.

— Não é como se fosse morrer, Hoseok. — Bradou o garoto, tentando achar o padrasto no outro sofá — Estou indo aí, tenta não me bater, pelo amor!

Depois de conseguir achar o mais velho, a noite se tornou silenciosa, apenas as fungadas do Jung quebrando a inércia do ambiente. Yoongi não percebeu, mas iniciou uma carícia lenta nos cabelos castanhos do maior.

— Por que tem tanto medo disso, Hoseok? — Perguntou, distraído.

— Não tenho medo disso, tenho medo do que pode acontecer por causa disso. — A voz do Jung era apenas um sussurro, mas o suficiente para que o outro pudesse escutar — Tenho medo de algo acontecer com vocês e eu não ser capaz de fazer nada para ajudar.

— Eu? — Yoongi indagou, incerto sobre o termo aplicado a si também. Veja bem, ele sempre fora sozinho, nunca pensou inspirar amor, carinho e preocupação em outro alguém que não fosse seu pai, Jungkook.

— É... Você, Kookie e a pequena Jenny. — Hoseok se remexeu no estofado, se sentando de uma maneira que pudesse enxergar os olhos brilhantes do jovem de cabelos negros — Você é meu filho, tanto quanto Jenny é minha filha.

O padrasto poderia nunca saber, mas aquela frase fora o suficiente para amolecer Yoongi de uma maneira que o permitiria ganhar a afeição do garoto para sempre. Agora eles eram família, como o Jung sempre imaginou que seriam.

A atmosfera gostosa do dia seguinte deixou Jeon Jungkook tão choroso que sua família se perguntou se haveria algo de errado acontecendo, mas era apenas a felicidade transbordando de si.

 

— Ah, Yoongi... — disse Jeon Jungkook, daquele jeito calmo que indicava que a explosão estava por vir e ninguém gostaria de ser pego nela. Jeon Yoongi já estava amarrado a ela, não poderia se safar do momento.

— Pai... — tentou argumentar, mas foi cortado por um gesto abrupto do mais velho. Encrencado era pouco para definir sua situação atual.

— Uma briga? Isso é sério? — Indagou de olhos arregalados, ainda tentando se controlar.

É, Yoongi tinha se metido em uma briga, no entanto, se achava no direito de ter metido o primeiro soco na cara do garoto popular que se achava a última bolacha do pacote. Ninguém falava mal de sua família e vivia para contar a estória. Não era sua culpa, que depois do soco, o garoto o atacou com tanta força que teve que pegar uma daquelas bíblias que os professores chamavam de livro escolar, e talvez tenha quebrado o nariz perfeito do outro – mas só talvez – quando foi achado pela pedagoga que rondava o corredor. Agora Jeon Yoongi continha uma assinatura no “livro negro”, e só não fora expulso pela excelência nas notas e o nada de comportamento ruim anterior.

— Saudades de quando você era só uma criança birrenta! — Gritou o Jeon mais velho.

— Quando você podia me controlar? — Perguntou o jovem, indignado.

— Quando você era gentil e eu era a pessoa mais incrível que conhecia! — Continuou gritando, mas agora dava as costas para o adolescente que detinha os olhos marejados.

— Foi por você, pai... — falou baixinho, também dando as costas e se dirigindo para o quarto no andar de cima.

No meio do caminho, encontrou Hoseok que escutava tudo da sala de estar. O mais velho da casa caminhou lentamente até o Jeon mais novo, apenas para acariciar lhe os fios ébrios, ele sabia melhor do ocorrido na escola, afinal foi quem buscou o garoto na diretoria.

— Ele vai se acalmar alguma hora e vocês vão poder conversar direito. Sabe como ele é... Igual a você quando está chateado. — Ofereceu seu sorriso de coração ao terminar a sentença.

— Ele ainda é a pessoa mais incrível que eu conheço, Hoseok... — murmurou. — Sem ofensa...

Jung Hoseok apenas riu e concordou com um menear de cabeça.

— Talvez devesse contar pra’ ele... O que acha?

Naquela noite, Jungkook debulhou-se em lágrimas após ler o pequeno bilhete depositado em seu travesseiro, preenchido com as letras bonitas do filho. “Vai sempre ser a pessoa mais incrível que eu conheço.”.

 

Não foi nenhuma surpresa quando Yoongi decidiu cursar em Letras, pois a sua facilidade com elas era incrível, usava a escrita para se expressar desde muito pequeno.

A família andava numa sintonia que causava inveja em muitas outras, era difícil de encontrar tal coisa por aí. Jungkook apenas continuava indignado com o modo que o filho continuava negando parentesco com Taehyung, isso estava lhe dando nos nervos e não sabia o que fazer para que tamanha negação acabasse. Decidiu que agiria num desses almoços de família que acontecem algumas vezes no ano.

— Yoongi, leva um pedaço desse bolo pro’ seu primo. — Pediu, como quem não quer nada.

— Quem? — O jovem adulto perguntou, distraído com o celular em mãos. Jungkook logo enfiou um prato com uma fatia do bolo de chocolate na mão direita do filho.

— Seu primo, Taehyung. — Respondeu, baixo.

— Ele não é meu primo.

Jungkook suspirou ruidosamente, sua paciência estava quase acabando, e isso não era uma boa notícia.

— Ele é seu primo.

— Não é.

— É sim. — O tom do mais velho passou de calmo para “quase rosnando”.

— Pai... — tentou argumentar — Ele não é meu primo. — Respirou fundo por um momento, juntando forças para enfrentar a teimosia do progenitor — Eu não quero que ele seja meu primo.

Jeon Jungkook fechou os olhos, rezando para que todos os deuses do mundo lhe ajudasse, seu filho era um “pé no saco”.

— Filho... — parou a formulação da frase, a atenção tragada pela figura de cabelo castanho claro que se afastava rapidamente da cozinha. Nenhum dos dois tinha percebido a presença do Kim enquanto discutiam — Parabéns, Yoongi.

O sarcasmo na voz do homem de cabelo castanho escuro irritava o jovem. Seu pai não havia entendido e agora Taehyung deveria se encontrar profundamente magoado.

— Cala a boca, a culpa é sua! — Rugiu, o rosto ficando avermelhado pela raiva e pelas palavras que diria em seguida. — Ele não pode ser meu primo, porque não quero que ele seja só o meu primo.

Compreensão passou pelo rosto maduro, o silêncio tomando conta do cômodo inteiro. A negação familiar de Yoongi passou a ser uma negação de outro tipo, mais profunda e significativa. Nesse almoço de família, o Jeon mais novo se viu obrigado a externar seus sentimentos, aqueles dos quais tinha mais medo de sentir.

 

Naquele início de verão Yoongi decidira visitar a família, junto de Taehyung – que morava consigo há um ano, quando completou 19 e iniciou a faculdade. Tinha uma notícia difícil a transmitir para os pais e irmã, torcia para que nada de ruim acontecesse – como pessoas desmaiando e esse tipo de coisa – assim que decidisse tocar no assunto.

Achou que seria melhor contar para um de cada vez, então esperou até que pudesse ficar a sós com Jungkook, contaria primeiro para aquele que o acompanhava desde que era um pequeno feto.

— Nós estamos grávidos. — simplesmente jogou a bomba, fazendo com que o mais velho se engasgasse com a água que tomava.

Jungkook não disse nada por muito tempo, deixando Yoongi preocupado com o estado do mais velho.

— Ah, Yoongi... Eu vou arrancar a sua orelha.

Em puro reflexo, o Jeon mais novo cobriu as orelhas tentando protegê-las. Não tinha muita certeza se Taehyung gostaria de ter um namorado sem uma das orelhas. No entanto, nada o preparou para a próxima pergunta, essa que deixou a pele clara mais vermelha que a maçã envenenada da Branca de Neve, mas Jungkook preparou o tiro com um sorriso sugestivo no rosto.

— Qual dos dois está grávido?

 


Notas Finais


Acabooou!

Agradecimentos especiais pra betagem da @_-Arahh-_ e para a capa maravilinda da @Lunybae
Mto lindas, amo!

Yeah, comentem o q acharam, não mordo (mto).
*eu, saindo correndo*


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