História As pontes de edmundo - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Fantasia, Ficção, Investigação, Livros, Mistério, Original, Suspense
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - A ponte de Thomas


Chegando ao outro lado Edmundo os avisou que havia encontrado um mapa dobrado no chão com o nome da empresa que o Anthony havia descrito e com as doze pontes, no mapa havia descrições de como eram as florestas entre as pontes, eles começaram a estudar a quarta ponte, onde eles estavam, e no desenho da quarta ponte tinha o nome “Thomas”.

- Deve ser o guardião da quarta ponte.

Disse Edmundo.

- Mas o que quer dizer afinal esse circulo?

Perguntou Ophelia.

- Não sei ao certo.

- Pode ser uma pista de que todos estão hipnotizados.

Disse Timote, com certeza na sua vaga teoria sobre as arvores.

- Não seja bobo Timote.

- Acho que não existe hipnose Timote.

- Claro que existe, eu hipnotizo o Christopher direto.

- Então prove, hipnotize-o agora.

- Eu vou mesmo, e vou provar que existe hipnotismo.

Ele se virou seriamente para Christopher e deu a ordem dele andar três passos pra trás e três pra frente, o cão coçou a orelha e se deitou.

- Ele deve estar cansado agora.

Disse Timote.

Edmundo e Ophelia começaram a rir, eles então partiram rumo à quarta ponte. A floresta era repleta de arvores, mas as arvores eram muito juntas impedindo eles ate de passar por entre elas, eles então sem muitas opções tinham que seguir a trilha que era a única forma de andarem.

Andando já cansados e diante de dificuldades como água acabando e já sentindo fome já que quanto mais andavam menos frutas se viam nas arvores, e ate que chegaram a quarta ponte, e nela estava o guardião Thomas, entretanto, morto.

- Oh meu deus, ele ta morto?

Perguntou Ophelia assustada.

- Pelo cheiro com certeza.

Respondeu Edmundo.

Assim, sem nenhuma interrupção na ponte eles seguiram adiante, e entraram na próxima floresta, que também era cheia de arvores tão juntas que eles se viam obrigados a seguir uma trilha fixa apenas com bifurcações, depois de muito andar eles pararam assustados quando viram a ponte de Thomas com o corpo morto denovo.

- HIPNOZE

Exclamou Timote.

- Calma, não é hipnoze.

- Então o que é?

Perguntou Ophelia.

- Vamos olhar o mapa.

No mapa não havia muitas pistas, na verdade não havia nada, apenas o que eles já tinham visto, eles então sem saber o que fazer chegaram mais perto do corpo.

- Vamos tapar o nariz e ver o que achamos no corpo.

Procurando algo de útil no corpo encontraram um mapa de um labirinto, e na hora perceberam que o que havia acontecido, estavam presos dentro de um enorme labirinto, e no mapa desse labirinto haviam 27 pontes idênticas, e apenas uma levava eles para a próxima, eles teriam que testar uma por uma para saber qual era a certa, eles ficaram horas e horas naquela floresta, nunca sabiam se estavam testando uma ponte nova ou se estavam só repetindo mais uma, já estavam ficando preocupados e cansados, Christopher ajudava a farejar por onde eles já tinham passado e onde era caminho novo, mas ate o pobre cão já estava cansado, então já anoitecendo eles decidiram descansar ali mesmo onde pararam.

- Será que nunca sairemos daqui?

Perguntou Ophelia.

- Eu não sei.

Respondeu Edmundo, e continuou.

- O problema é que depois que entramos não podemos sair mais, porque as pontes tanto para ir quanto para voltar são completamente iguais  e se separar não é uma boa idéia já que podemos nunca nem nos vermos de novo, vamos dormir, amanha vemos isso melhor.

Assim eles dormiram assustados e com frio, sabendo que poderiam passar dias ali sem sabe o real caminho. Quando o dia amanheceu e Edmundo viu o sol Ele teve a brilhante idéia de se localizar pela sombra das arvores, o lado que elas apontassem indicaria mais ou menos em que direção deveriam ir, norte ou sul, leste ou oeste, mas teriam que ser rápidos, fazendo isso começou a dar certo, eles conseguiram eliminar 19 pontes sem repetir, e com isso descobriram que a floresta nem era tão grande, eles só andavam em círculos, as pontes estavam ate bem próximas uma das outras, traçaram uma rota fixa no labirinto, depois de ir tentando e tentando varias  vezes, faltando 5 pontes falsas eles encontraram um diferente, nela, tinha um homem, vivo, chamado Thomas, Edmundo chegou alegre ate ele dizendo.

- Finalmente encontramos a ponte certa, você é o Thomas não é?

- Sim, sou eu.

- É o guardião dessa ponte?

- Sim, também sou eu.

- Então diga o que devemos fazer para passar?

- É só atravessarem.

- Não pode ser tão simples, estamos exaustos e sem água.

- Então tome um pouco de água e comida.

- É minha mas eu te dou.

- Isso não esta certo.

- Esta sim, pode ir.

Só pela curiosidade do que iria acontecer eles pegaram a água e a comida e atravessaram a ponte, quando chegaram ao outro lado as arvores continuavam juntas demais, e eles viram que ainda estavam no labirinto, voltaram então pela mesma ponte para questionar o porque daquilo ao guardião, mas ele estava morto. Eles então viram que os guardiões não estavam só mortos, eles ainda estavam morrendo, correram então para a próxima ponte para tentar pegar o próximo Thomas vivo ainda, mas não tiveram sucesso, todas as outras 4 pontes estavam exatamente iguais as outras, chegando na ultima ponte, na ponte 27, Thomas estava sentado, tranqüilo e calmo, e correndo cansado Edmundo de longe já começou a falar.

- Precisamos que nos diga como passar por essa ponte, rápido, por favor.

- E porque tanta pressa?

Perguntou o guardião em tom sarcástico.

- Eu não queria dizer isso... mas você vai morrer... em breve.

- Sim, eu sei que vou.

- Sabe? Então nos ajude antes que isso aconteça.

- Acho fascinante o tamanho egoísmo de vocês, lhes dei um mapa, lhes dei comida, água e vocês em troca me viram morto 25 vezes e não fizeram absolutamente nada. Não me alertaram, não tentaram descobrir porque eu morri, nem tentaram me salvar, só queriam respostas e respostas, mas agora é tarde demais, também chegou minha hora.

Thomas caiu como um saco de batatas e ali mesmo, morreu. Eles ficaram em estado de choque, nunca tinham visto um deles morrer na sua frente. Em estado de choque Edmundo disse.

- O que nós fizemos?

- Não poderíamos saber que ele estava morrendo.

Respondeu Ophelia.

- Poderíamos sim, vimos ele morto varias e varias vezes, e nunca nem questionamos o porque.

Edmundo se aproximou do corpo, e sussurrando baixinho disse.

-Me desculpe por nem saber quem você foi.

Der repente o corpo se move em um ultimo fúnebre movimento tirando do bolso já com as mãos duras e frias uma carta, e voltou a morrer, como se fosse tão natural quanto acordar e voltar a dormir, Edmundo, Ophelia e Timote estavam brancos e assustados de medo. Na tal carta dizia.

Eu perdi tudo que eu tinha, minha família, meus amigos

Minha casa, eu so queria que alguém se importasse comigo

A solidão é tão grande por aqui, sem ninguem para conversar

Sem ninguém para perguntar como você esta

Eu so queria mais uma chance de sorrir

Ass: Thomas

No verso da carta tinha o numero 28, na hora Edmundo entendeu, havia mais uma ultima ponte, eles correram para la, chegando eles viram Thomas, vivo, sentado, pensando na vida. Ophelia se virou e disse:

- Você deve ser o Thomas não é?

- Sim, sou eu.

- Estamos aqui para te ajudar, temos que te contar uma coisa.

- O que é?

Edmundo corta Ophelia dizendo.

- Viemos para te contar as borboletas azuis vão voltar a migrar para o sul, talvez elas passem hoje a tarde, gostaria de ver conosco?

- Puxa, eu adoraria.

Ophelia olhou para Edmundo e entendeu que para salvar Thomas não precisava avisar ele, era só se importar com ele, mesmo com tudo o que houve, sem pressa, eles ficaram um bom tempo conversando com Thomas, e no fim da tarde, apareceu a primeira borboleta azul, com uma migração inteira vindo atrás dela. Os olhos de Thomas brilharam e ele disse:

- Sabe, eu sei que morrerei, não precisam esconder isso de mim, mas olha para elas, elas são azuis e são tão lindas.

Thomas se deitou, olhos para o céu uma ultima vez e foi fechando os olhos lentamente,e antes de partir de vez ele disse.

- Levem minha água e comida, não precisarei mais dela, e obrigado, por me trazer felicidade uma ultima vez.

Eles o abraçaram chorando e atravessaram a ponte, chegando no outro lado as arvores já tinha aspectos diferentes, já não eram mais entrelaçadas e eles concluíram que conseguiram passar pela ponte de Thomas, e com um sentimento de tristeza misturado com saudade e felicidade riram um para o outro e se abraçaram. Uma borboleta passou voando por eles na mesma hora como que rindo para eles também, mesmo de tão longe.



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