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História As pontes de königsberg - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Gente essa fanfic aqui não tem muito sentido, então se você chegou até aqui e está lendo, saiba que você entrou no meu limbo cerebral que não faz sentido nenhum, nem o que eu tô falando agora


Betado pela gostosa da xHasashi

Capítulo 3 - Capítulo 2 - A surpresa dele


Fanfic / Fanfiction As pontes de königsberg - Capítulo 3 - Capítulo 2 - A surpresa dele

As pontes de Königsberg 

Meu pulso está um pouco dolorido por conta dos movimentos repetitivos que estou fazendo, a cerca de meia hora por estar corrigindo alguns trabalhos pendentes de alguns alunos. Olho para o relógio acima da porta que é a entrada e saída da sala de aula, ao constar que meu horário do término do meu expediente estar perto, suspiro um pouco aliviado. Estou um pouco enfadado por estar dentro desse lugar há tanto tempo, mesmo que ela esteja em um silêncio absoluto por não ter mais ninguém além de mim.

Ouço passos no corredor, é o único barulho além do relógio e dos meus próprios. O barulho do sapato em atrito com o chão cessa por um minuto, parece ter parado bem à frente da porta onde estou, mas ao invés de entrar há uma pausa hesitante. Em poucos segundos, a porta é destrancada e quem estava do outro lado, começa a entrar.

Reparo primeiro nos pequenos passos, depois subo o meu olhar, quem enxergo ali, caminhando meio timidamente em minha direção, me surpreende. É Sakura, a menina rebelde. 

Enquanto espero que ela se aproxime, torna-se inevitável não pensar nela. Apesar das notas excelentes, é a típica adolescente moderna que só sabe arranjar confusão; suas atitudes em minha aula e com outros professores — como Hidan, por exemplo — que chegou a ser agredido por ela sem motivos, demonstrava sua inconsequência. 

Sua vinda até mim demora, imagino que ela está se aproximando para me confrontar por conta do nosso último encontro. No entanto, se ela acha que terá algum alívio de minha parte por ser filha do diretor ou porque fui um pouco mais rude durante a aula por sua conduta não ter sido adequada, está bastante enganada. Estou esperando o pior de sua parte apenas para delatá-la. Não sou de ficar calado ou muito menos de ficar ouvindo besteiras.

"Oi." Falou ao se aproximar de mim, distante apenas por causa de uma mesa. Sua voz é calma e baixa, suas mãos estão esfregando-se uma na outra em um tique nervoso.

"Sakura, se você veio aqui para..." Tento terminar a frase, mas antes disso ela me interrompe.

"Eu vim aqui para pedir desculpas."

Essa sua frase me surpreende, pois não era o que eu estava esperando de sua parte.

"Eu não deveria ter agido daquela forma... por favor, me desculpe." Continuou.

"Olha..." Tiro meus óculos e a encaro. "Conheço o seu histórico, agressora de professor, não é? Sua atitude não foi tão surpreendente se levarmos em conta suas ações passadas." Encerro dando de ombros e voltando a usar meus óculos de grau.

"Eu não costumo ser assim... Não quis ter agido daquela forma... enfim... eu sinto muito mesmo." Explica-se com uma voz em um tom um pouco triste.

"Esse pedido de desculpas é para mim ou para Hidan?"

"Para você, Hidan não merece o meu pedido de desculpas."

"Não? Fiquei sabendo que você quebrou o nariz dele." Digo. 

"Se eu falar que não foi a minha intenção, estaria mentindo."

"E o que ele te fez para você ter batido nele?" Pergunto algo que todos querem saber. Após o trágico episódio, não ficamos sabendo de nada concreto para aquele show de horrores ter acontecido. 

"Nada do seu interesse, senhor Uchiha." Vejo em sua forma educada de falar, escondido agora uma certa raiva. Talvez por causa do assunto ou por causa de mim.

"Você se arrepende?" 

"Sim, é claro que sim." Sua resposta é um pouco atrapalhada e visivelmente mentirosa.

"Confesso que estou um pouco curioso para saber o que a levou a fazer tal coisa." 

"Você não ouviu os boatos?"

"Não. Quais são?"

"Eu sou louca." Fala, divertidamente. 

E apesar de eu ter conhecimento de suas condições psicológicas, que são perfeitas, loucura era definitivamente o diagnóstico que poderia se encaixar em Sakura. Não há conheço muito além do que está escritos em suas fichas da escola, mas não consigo imaginar o que levou a menina prodígio a cometer uma atrocidade tão grande pondo tantas coisas a perder.

"Você não vai contar mesmo?"

"Não é bem assim; você não entenderia."

"E porque não?"

"As minhas atitudes não foram as mais corretas, eu admito. Porém eu precisei fazer isso para as coisas voltarem a ter ordem."

"Não entendi."

"Você não é professor de história? Então deve saber que para ter algum tipo de paz, é preciso primeiro ter algum confronto."

Eu rio um pouco dessa sua frase; há uma seriedade tão grande que ela parece estar falando de um confronto entre Bárbaros e Romanos. 

E então o professor fez algo para deixá-la sem paz?” Pergunto ironicamente. 

"Na verdade, sim." Seu tom de voz ainda é sério, e acho que agora realmente quero saber o que aconteceu.

"Sakura, me diga o que houve."

"Enfim, nada... as coisas não só pretas e brancas para serem analisadas de forma tão simplista. Por mais rude que foi a minha atitude, foi a única opção." Seus olhos verdes brilhantes me encaram firmes, como se realmente acreditassem que há uma justificativa plausível para o ato cometido. 

"Ele machucou você antes?" Mesmo que tenha passado pela minha cabeça a ideia, por conhecer um pouco a índole de Hidan, era algo que eu havia descartado. Mas pela forma dolorosa que Sakura falou, parece haver tantas outras coisas que no momento estou curioso para saber, e dependendo do que for, dar o suporte que ela precisa.

"Não."

"E o que foi?" Insisto mais uma vez para ela me contar, mas logo a priori, recebo um balançar negativo de sua cabeça.

"Você não entenderia." 

"E se você continuar sem me explicar, é aí que não vou entender mesmo."

"Tanto faz... Professor, eu só vim aqui pedir desculpas. Você as aceita, não é?"

"Aceito, é claro." Assim que falo, ela me sorri e está virando-se para ir embora, no entanto, minha voz a faz recuar. "Mas não será tão fácil assim."

"Como?" Pergunta surpresa.

"Eu acredito nas desculpas, senhorita Haruno, no entanto, também acredito que certas atitudes devem ser punidas para que não voltem a se repetir."

"Como assim? Eu só estava estudando uma outra matéria na hora da sua aula, mas no fim, ainda estava estudando!"

"Entendo, porém ainda está errada mesmo que a intenção seja boa." Esclareço. "Quero que você faça um trabalho, assim tudo ficará em paz entre nós novamente."

"O que? Isso não é justo!"

"Me parece ser."

"O que?" Fala um pouco rendida, mas ainda raivosa.

"Um trabalho sobre a pré-história, não irei dar nenhum subtema específico, fica ao seu critério. Eu quero o trabalho para a nossa próxima aula."

"E então você irá me desculpar?"

"Você já está desculpada, mas ainda quero o trabalho!"

"Ok, ok... tudo bem." Seu rosto está em duas confusas expressões: felicidade e raiva, deixando-as com as bochechas vermelhas. "Obrigada, professor. Principalmente por não ter dito nada ao meu pai."

De uma forma infantil, ela sai pulando para fora da sala, agora realmente feliz. Não sei o que a deixou nesse estado, mas é realmente engraçado e estranho como a sua forma de humor muda tão drasticamente de uma hora para a outra; e como seu gênio forte é tão evidente. 

Não sei direito nada sobre ela, nem os mistérios que a cercam, mas agora, definitivamente, estou curioso.


Notas Finais


às vezes eu me pergunto pq aspas e não o travessão


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