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História As Raízes do Tempo - Capítulo 10


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Notas do Autor


Eaeeeee pessoal.
Tive um pequeno atraso dessa vez, mas foi por um ótimo motivo.
Vocês vão ver que as coisas podem ficar ainda mais complicadas por aqui.

Capítulo 10 - A Caçadora Implacável



O tempo nas Raízes não funcionava como no Mundo Físico. Lá não existiam segundos ou coisas do tipo. Do lado de fora, os dois portais surgiam ao mesmo tempo, como se fosse um teletransporte instantâneo. Se os portais surgissem no mesmo local, entrariam em colapso e liberariam toda a energia que os formou. Isso seria desastroso.
Quando saímos, estávamos em um lugar até que próximo do meu antigo esconderijo. Por algum motivo, havia um aglomerado enorme de soldados ali. Eles estavam reunidos ao redor das coisas que eu havia trazido da cidade para Nirvy. Droga, eu havia me esquecido de levar comigo quando fugimos:
- Ei Freyna! - Saddy deu uma puxadinha na minha mão. - Será que ela está aqui? - Ele perguntou com um olhar preocupado.
- Eu não sei. Mas, pelas memórias que vimos, ela é só uma humana normal. Um humano normal não tem chances contra a gente. - Eu disse, soltando a mão dele e dando uns tapinhas em sua nuca.
- Minha preocupação não é essa. Justamente por nenhum humano ter algum tipo de poder que possa combater a gente, acho que deve ter algo que a permita ter a coragem de tentar nos pegar de alguma forma. 
De fato, ele até que poderia ter razão.  Sabendo quem nós somos, sabe-se que não é fácil acabar com a gente. Bom, vamos ter que descobrir à moda antiga. Enquanto eu pensava sobre isso, sinto a mão de Saddy em minhas costas, ele se vira para mim e sorri, como se dissesse: "estarei sempre aqui." Correspondo com um sorriso e faço um sinal para nos prepararmos para a fuga.
Estamos a cerca de dois ou três passos da sair dali, quando avistamos uma figura autoritária e aparentemente orgulhosa a nossa frente. Sua postura demonstra uma superioridade capaz de fazer qualquer um se ajoelhar na frente dela sem que ela precisasse falar uma única palavra. Era uma mulher vestindo uma espécie de terno militar preto ou algo assim, um tanto mais alta que eu. Seus cabelos mal podiam ser vistos a noite, tanto que pareciam mais uma sombra. Seus olhos também eram negros como o vazio do espaço, com uma maquiagem vermelha ao redor. Há um óculos erguido sobre seus olhos.
- Pobres ratinhos... Os deuses desse mundo são tão fracos assim? - Ela disse, com um olhar de desprezo.
- Khajha?! - Pergunta Saddy, com um olhar de ódio.
- Parece que andaram pesquisando sobre mim... O que descobriram de interessante? - Ela pergunta, com um sorriso debochado.
- Bastante coisa, garota. E pelo jeito você também sabe da gente, não é? - Pergunto, séria e direta.
- Não sou uma garota, Freyna. Acho melhor você respeitar os mais velhos. E sim, eu se muito bem quem você é. A patética e debochada "deusa"  protetora daqui. Sempre achei que os protetores eram sempre os últimos a fugir. - Ela ria debochadamente. Mas que ódio dessa convencida. 
- Bom, eu só não gosto de matar pessoas sem motivo. - Aponto para os soldados dela. - Além do mais, eu nunca fiquei sabendo de um lugar onde três deuses usassem sua força no Mundo Físico. Você não deve passar de uma humana que sabe demais. - Sorrio e estico meus braços, alongando os dedos à frente do corpo.
- Logo você verá como está enganada, criança. - Ela sorri de um modo um tanto estranho, enquanto começa a levitar e sobe a alguns metros de altura do chão.
Eu faço questão de voar para enfrentar ela, mas Saddy me segura pela canela esquerda e me faz descer. Ele segura minhas mãos e me dá um beijo rápido:
- Melhor não, deixa que eu faço isso. - Ele diz, cochichando no meu ouvido.
- Mas eu tenho mais habilidade que você. - Eu respondo do mesmo modo.
- Por isso mesmo. Se apostarmos tudo logo de cara, ela vai saber o que fazer pra nos vencer mais facilmente. Só fica aqui e relaxe.
- Está bem... - Eu sorrio, concordando. Seguro rapidamente as mãos dele entre as minhas e dou um beijo na sua face. - Vai lá e arrebenta essa piranha.
- Vou mesmo! - Ele diz e voa até a altura dela.
- Oh, então o destruidor de porra nenhuma vai me enfrentar! Essa eu quero ver! - Ela o olhou com desprezo. 
- Vê se fica quieta e apanha que nem a vagabunda que você é! - Ele respondeu sério. Confesso que se ele falasse assim comigo... Ah, quem me dera...
- Ih, ala... Se achando o machão! Ahahahahahaah.
Khajha deu então o primeiro ataque de uma forma assustadora. Ela simplesmente desapareceu de onde estava e reapareceu atrás de Saddy, acertando-lhe um chute fortíssimo nas costas. Ele voou por uns bons metros até se recompor e ficar de frente para ela novamente. Saddy tentou atacar ela lançando suas partículas de envelhecimento, do mesmo jeito que fizera comigo. Ela desapareceu novamente e reapareceu ao lado dele, pegando em sua mão. Em seguida ela o girou no ar por alguns segundos e o jogou no chão:
- Pelo amor, viu?! Ataca direito imbecil! - Ela disse, rindo dele novamente.
Eu corri até perto de onde ele estava, mas antes que eu chegasse ele voltou aos ares e foi direto na direção dela. A mesma cena se repetiu, com ela saindo dali e reaparecendo perto dele para lhe dar um soco no estômago. Mas dessa vez, ele não voou longe o suficiente, e Khajha o atingiu novamente, mas dessa vez na direção oposta. Seu sorriso não saía de seu rosto, mas o meu era pura raiva agora.
Antes que ela pudesse jogar ele no chão de novo, eu esperei que ela se aproximasse dele e ergui meu braço para o céu. Enquanto ela dava outro soco em sua face, as nuvens se uniram sobre eles e um raio caiu bem na direção dela. Ao tocar o chão, uma explosão incendiou toda a floresta ao redor, acompanhada de um clarão que fez a noite parecer dia, e um trovão ensurdecedor. Mas ela não havia sido atingida, pois havia se teleportado para algum outro lugar. Nesse ponto, eu já havia pegado Saddy em meio à queda e já estávamos voando na velocidade máxima para bem longe dali:
- Desculpe, Freyna... - Ele tenta falar, em meio a uma tosse e um gemido de dor. Eu o levava nos braços, como se ele fosse uma criança doente. Aliás, ele era bem mais leve do que eu pensava.
- Não se preocupe. Se não fosse você, talvez eu teria tomado aquelas porradas. Obrigado por ir no meu lugar. - Queria confortá-lo de algum jeito. Mas sua expressão não mudou. - Vamos fugir, e assim eu posso cuidar de você.
- Normalmente eu recusaria mas.. Obrigado. - Ele diz, completando a frase com um sorriso, antes de desmaiar nos meus braços. Eu beijo seus lábios adormecidos e sorrio em resposta.
 


Notas Finais


Ah, e temos uma nova contribuição para essa nosso Universo. Acessem esse perfil e sigam ela. Sim, a mãe da Khajha:
https://www.spiritfanfiction.com/perfil/catycloud


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