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História As Raízes do Tempo - Capítulo 5


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Notas do Autor


Eaeeeee
Sim, eu sei, demorei mais que uma tartaruga cagando, mas nada como ter tempo pra conversar com quem você precisa.
Enfim, hoje arranjei um tempo e botei no papel o que eu tava planejando a uns dois caps atras.
Boa Leitura =D

Capítulo 5 - Segredos Humanos


Acordei depois de algumas horas. Estava escuro, mas havia uma fogueira entre mim e Saddy, que ainda estava lá desacordado. Eu tentei me levantar, mas meu corpo ainda doía, e acabei deixando escapar um leve gemido:

-- Que bom que acordou, deixa eu te ajudar. – disse a voz doce, feminina e gentil de Nirvy.

-- Obrigado, Nirvy... – Finalmente consigo sentar, e ela se senta à minha esquerda, de frente para a fogueira. Olho para ela. – Como me encontrou tão longe?

-- Ah, você não estava tão longe assim. Eu só segui o som do vento. Sabia que estava acontecendo alguma coisa. Mas aí, quando eu cheguei, vocês já estavam desacordados.

Então foi meu furacão que chamou a atenção dela, menos mal. Resolvi contar o que tinha acontecido, e aproveitei para perguntar se ela ainda se sentia mal como durante a manhã. Ela disse que assim que os ventos pararam, apareceu um raio e ela voltou ao normal. Então aparentemente, Saddy tinha mesmo algo a ver com isso.

Não demorou muito até que ele acordasse, mas enquanto ele dormia, eu o prendi fazendo um tronco de árvore crescer ao redor do corpo dele. Quando ele tentou se mexer, eu ameacei estralar os dedos, e isso foi o suficiente para que ele parasse:

-- Vamos tentar dialogar? O que você acha? – Eu perguntei, superiora como sou, hehe.

-- Tudo bem. Aliás, obrigado por me sentar antes de me transformar num toco recheado, assim posso olhar pra essa sua cara de albina.

-- Ah, muito engraçadinho, você ne? Se estiver ruim eu posso te deitar de novo, mas dessa vez não vou poupar sua coluna, pode ser? – Deu pra ver ele engolindo em seco, e isso foi extremamente satisfatório. – Posso começar a perguntar?

-- Pode... Vou colaborar com você. – Ele disse, fechando os olhos e jogando a cabeça para trás sobre o toco. Ainda bem, assim ele não percebe a cor do meu rosto agora.

-- Ótimo, então vamos lá. Por que você tentou nos atacar, e não me venha com aquele plano ridículo e previsível de novo!

-- Tá bom, não foi por causa do plano. Eu havia sentido uma certa presença compatível por perto, e por isso segui vocês por um tempo. E olha, não é por nada não, mas isso não pode vir de você, que é o exato oposto de mim.

-- Espera! Eu não posso ser compatível com você! Eu nem te conheço, e aliás do que exatamente você tá falando? – Nirvy perguntou, confusa.

-- Quantas vezes você já pensou em morrer? Ou em matar alguém? Quantos pensamentos negativos você tem todos os dias? – Ela engoliu em seco. – Viu só! Eu sou o guia da morte, garota. Eu sinto o desejo de morte dos mortais, e quando morrem eu fico com as almas deles. Posso adiantar o processo, mas não o fazer diretamente.

-- Já chega disso! Aliás eu bem que tinha estranhado o jeito que você destrói as coisas. Essas “partículas” avançam o tempo até a morte ou auto destruição do que atingem. – Eu intervi, tentando mudar de assunto para que ela se sentisse melhor.

-- Sim, por isso seu escudo de ar e os raios funcionam contra isso. Tempo é afetado pela gravidade, que você altera para poder gerar ar extremamente denso pro escudo. Os raios são cargas elevadíssimas de pura energia viajando na velocidade da luz. Meus parabéns, eu não teria pensado nisso se fosse você – O sorriso sarcástico dele revelou que ele já esperava isso, com certeza isso era tão óbvio para ele quanto para mim.

-- Agora que você sabe que não me venceria, como planeja matar os humanos pra aumentar seu poder? Eu não acho que você seja tão medíocre a esse ponto. – Quando fiz essa pergunta, ele abaixou a cabeça como se estivesse se lembrando de coisas horríveis.

-- Eu os ouço, quando suas almas vêm. Os humanos são deprimentes, Freyna. Eles matam, roubam, destroem tudo que os ameaça, inclusive outros humanos. Eu vi cenas horríveis das memórias deles, e alguns que chegam até a saber de nós. Eles querem nos destruir, como fizeram no lugar de onde vieram e por onde passaram. Por isso quero acabar com eles, para salvar nós dois...

Nirvy estava de cabeça baixa, pensativa. Eu estava perdida, porque sabia que ele tinha razão. Mas, por outro lado, sabia que ainda haviam humanos dignos e bondosos, que fugiam da natureza destrutiva e conquistadora de sua espécie. Era por esses humanos que eu procurava, e eram eles que eu queria salvar, mas... será mesmo que eles não mereciam um castigo? Decidi dar uma chance ao Saddy, desfiz o toco de árvore e fui pra perto dele, para poder curar o corpo dele. Depois eu voltei para perto da Nirvy e peguei a mão esquerda dela:

-- Bom, pode ir. Só te peço que não seja precipitado com as pessoas. Ah, a Nirvy fica fora disso, mas... eu quero que você volte, ainda não terminamos nossa conversa, tá bem?

-- Pode contar comigo, então. Até a próxima. – Logo depois disso ele piscou um olho e saiu flutuando por aí, atrás de suas almas. Eu e Nirvy voltamos para a caverna, comemos alguma coisa e fomos descansar.

 


Notas Finais


É isso por enquanto.
E, mais uma vez, desculpem ter sumido assim.


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