História As razões dele, os motivos dela - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Labaiser, Misaruka
Personagens Hinaki, Rin, Rui, Saya, Tohya
Tags Chilplay, Colegial, Comedia Romantica, Crim, Drama, Elysion, Ge+im, Hinaki, Iori, Magistina Saga, Misaruka, Myu, Naoki, Raizo, Rin, Rui, Ruixrin, Saya, Sayaxhinaki, Scarlet Valse, Shonen-ai, Tohya, Yaoi
Visualizações 11
Palavras 3.504
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Opa, olha quem voltou rapidinho. ♥

A minha intenção era postar esse capítulo ontem, mas eu não consegui terminar ele a tempo, então estou postando agora. De qualquer forma, não demorei e é isso que importa. ♥

Eu não sei muito bem o que dizer aqui, apenas que eu to apaixonada pela fic e feliz por estar conseguindo escrevê-la e ainda mais por estar passando do número de palavras estipulada!

Então, sem mais delongas, boa leitura. ♥

Capítulo 3 - Um segredo compartilhado


A serenidade, felicidade e despreocupação estampada no rosto de Hinaki servia apenas para camuflar todo o desespero que o rosado estava sentindo. O dia estava quase no fim e ainda não havia falado com Saya – até porque o moreno nem havia o procurado. 

E ao mesmo tempo que isso lhe deixava deveras aliviado, o deixava igualmente assustado. 

A cada vez que avistava algum colega ou professor vindo na sua direção, era como se estivesse a um passo do juízo final, como se as pessoas que outrora eram tão amáveis se transformassem em pessoas extremamente cruéis após ficarem sabendo que foram enganados pela garota que tanto admiravam. 

Mas, ao ser tratado naturalmente por todos, Hinaki acabou por concluir que Saya não havia contado sua grande descoberta para ninguém. Pelo contrário, com exceção do moreno não ter falado consigo até agora, até mesmo ele estava agindo naturalmente. 

Então, se Saya não havia dito nada até agora... Significa que não iria dizer nada nunca? 

Voltou a caminhar pelo corredor à medida que suspirava com alívio, permitindo-se desfazer sua postura defensiva enquanto voltava a dirigir-se à biblioteca da escola. 

– Você parece feliz demais para quem foi pego no flagra, Hinaki-san. – A voz de Saya chegou aos ouvidos de Hinaki no momento em que o garoto passava por outro corredor, onde o moreno estava escondido. – Ou deveria lhe chamar de "Hinaki-kun"? 

Cada palavra proferida pelo maior fazia com que o corpo do rosado congelasse lentamente, o desespero voltava com força total contra si e podia jurar que suas pernas estavam tremendo. 

O olhar se fixou no chão enquanto que o menor usava as duas mãos para segurar o tecido do casaco do uniforme alheio. 

– Não conta isso para ninguém. – sussurrou entredentes, engolindo parte do seu orgulho que até então era inabalável enquanto deixava de lado a vontade que tinha de estrangular aquele cara ali mesmo. 

– O que você disse? Desculpa, eu não ouvi. – Saya revidou e o tom provocativo em sua voz apenas fazia com que o sangue do menor fervesse. 

– Não conte... Para ninguém... – repetiu as palavras, desta vez mais alto à medida que o encarava apenas para que logo tivesse de desviar o olhar para não acabar voando na cara daquele desgraçado

– Você era mais educado do que isso. – o moreno voltou a provocar o outro enquanto cutucava uma das bochechas do garoto, que lhe fuzilava com o olhar. 

– Eu te imploro, não conte para ninguém... – Hinaki praticamente cuspiu as palavras de mal gosto, recebendo o olhar inocente do maior. 

– Hm... Peça "por favor". – Saya incentivou enquanto sorria de forma cínica para o garoto. 

– Por... Favor... – repetiu as palavras após tomar fôlego e contar até três mentalmente, agora observando o maior afirmar com um aceno de cabeça. 

– Ok. – respondeu. 

– Ok? Só isso? Sério? Puta merda, eu sabia que você não era um cretino filho da puta no final das contas! – Hinaki falou rapidamente à medida que seus olhos brilharam de alegria e faltava apenas começar a pular ali mesmo.  

Literalmente

Quanto a agradecer por aquilo? Este verbo não constava em seu dicionário. 

– Mas tem uma condição. – a animação de Hinaki morreu no instante em que Saya pronunciou tais palavras. – Eu quero que você me ajude com todas as papeladas do grêmio, sinto como se eu fosse morrer quando faço isso sozinho e você é a pessoa perfeita para me ajudar. 

– Como assim? – o rosado perguntou de forma indignada, recebendo de Saya um leve tapa no topo da cabeça. 

– É isso ou eu revelo a sua farsa. – o silêncio que se seguiu foi a confirmação que Saya esperava. – Sabia que você concordaria. Então, nos vemos depois da aula na sala do grêmio. Valeu e até logo, Hinaki-chan

As últimas palavras foram proferidas da forma mais descontraída possível enquanto Saya seguia seu caminho para sabe-se lá onde, mas não sem antes fazer o sinal de "V" como despedida. 

E com isso, a única coisa que Hinaki conseguia pensar não era na chantagem na qual havia se metido, mas sim em: "Quem era aquele?"

 

§ 

 

– Me diz, como um delinquente baderneiro como você consegue ser presidente do grêmio, representante de sala e ainda morar na sala do diretor? – Hinaki perguntou no ápice do tédio enquanto continuava ajudando o moreno com a pilha de papéis referentes a mil e um assuntos que cabia a Saya resolver. 

– Por que você não responde sua própria pergunta? Você também já foi presidente do grêmio ao mesmo tempo que era representante de classe, não? – Saya revidou a pergunta enquanto fixava o olhar no rosto alheio, ansioso por uma resposta vinda dele. 

– Sim, eu fui. – respondeu sem esconder a pouca importância que dava para o assunto, já que agora não precisava mais atuar na frente do moreno. – Mas você realmente acredita que eu com toda a minha graça e beleza iria me cansar com toda essa papelada interminável? Eu simplesmente fingia que não conseguia lidar com tudo sozinho e pedia ajuda e todos os garotos caidinhos por mim faziam o trabalho sujo. Garotos são tão tolos, não acha? 

– Você fala como se não fosse um garoto. – o moreno comentou de forma casual, fazendo Hinaki tossir falsamente. 

– Eu prefiro não te responder. – o rosado limitou-se a essa resposta antes de permitir-se suspirar profundamente. – Mas é uma tática realmente útil, você deveria tentar e então eu não iria precisar ficar aqui preso e te ajudando. – sem perceber, acabou deixando que as palavras escapassem por sua boca sem serem filtradas corretamente. 

– Isso nunca me passou pela cabeça. – Saya falou antes de ser ele a suspirar. – E agora sou eu quem prefere não lhe responder. 

Por algum motivo, o fato de Saya não lhe responder acabou por lhe deixar um tanto quanto insatisfeito. E sentir-se insatisfeito com algo tão insignificante lhe deixava irritado. 

O silêncio que se fez logo em seguida seguiu-se por minutos que pareciam horas para ambos que começavam a sentir-se extremamente desconfortáveis, o que fazia Hinaki morder o lábio inferior devido a agonia que sentia. 

– Ei... – pronunciaram-se ao mesmo tempo e assim que os olhares se encontraram não demorou muito para que se desencontrassem.  

– O que foi? – Hinaki perguntou emburrado, como sempre costumava estar. 

– Acho que já está bom por hoje, você parece cansado. – Saya respondeu um tanto quanto timidamente, suas palavras pegaram o rosado completamente desprevenido, o que fez Hinaki arregalar os olhos minimamente. – O que foi? Achou que eu iria escravizar você por horas sem lhe dar algum descanso? 

– Isso soou completamente impróprio. – Hinaki falou em um sussurro baixo enquanto fixava o olhar em suas próprias mãos que agora estavam levemente doloridas devido ao tempo que passara escrevendo, escrevendo e escrevendo... 

Certamente, iria fazer aquele cara pagar por lhe fazer passar por isto. 

Já havia algumas estrelas enfeitando o céu de tonalidade anil quando ambos deixaram o prédio escolar e já era possível ver a lua iluminando o céu agora escuro assim que seus caminhos se dividiam. 

– Nos vemos amanhã depois da aula? – Saya perguntou enquanto direcionava o olhar para o de fios rosa, que logo ficou emburrado. 

– Eu não tenho muita escolha... – resmungou um tanto quanto irritado, logo devolvendo o olhar que era fixado em si. – Na sala do grêmio. 

– Tudo bem, na sala do grêmio. 

 

§ 

 

Os orbes abriam-se lentamente à medida que o rosado despertava devido a melodia baixa e lenta que chegava aos seus ouvidos que Saya cantarolava distraidamente e sem perceber Hinaki tinha fixado o olhar no rosto alheio, somente agora reparando melhor nos detalhes da face do outro. 

Como Saya era lindo! 

Os fios curtos de tonalidade negra ficavam grande parte do tempo e a franja quase cobria os olhos castanho escuros contrastavam perfeitamente com os lábios que ficavam entreabertos a cada vez que o rapaz se distraía. 

Mas Hinaki não havia percebido o momento que Saya havia parado de cantarolar, nem ao menos quando foi que ele havia desviado o olhar da janela para si e muito menos quando havia passado a lhe encarar com aquele sorriso... Encantador? 

– Desculpe, eu te acordei? – o moreno questionou, fazendo com que o garoto se recuperasse do transe que estava à medida que sentia as bochechas corarem. 

– Não... Digo, sim... – Hinaki falou um tanto quanto atrapalhado, desviando o olhar do rosto alheio rapidamente. 

– Desculpe ter lhe deixado esperando, acabaram me chamando para ajudar a carregar algumas caixas que, na verdade eram muitas. – explicou-se enquanto bagunçava os fios da nuca, sentia-se envergonhado por não ter cumprido aquilo que prometera. 

Hinaki apenas confirmou com a cabeça enquanto coçava um dos olhos com cuidado para que a lente azul não saísse do lugar, logo procurando pela pilha de papéis que deveria cuidar e por fim encarando Saya de forma confusa. 

– Onde está a pilha de papéis? – questionou de maneira tão confusa quanto o seu olhar. 

– A papelada de hoje eu deixei para resolver sozinho. – respondeu coo se fosse a coisa mais simples do mundo. – Na próxima vez que você dormir, não vai ter toda essa moleza não. 

– Então por que você não me acordou, seu idiota?! – Hinaki perguntou de forma incrédula, repreendendo o maior com o olhar. 

– Porque eu queria ter mais um ponto para o meu lado e que você me devesse uma. – "E porque você fica lindo enquanto dorme" completou em pensamento, sorrindo de canto para o rosado. 

– Seu... – resmungou entredentes enquanto juntava suas coisas e logo deixava a sala, mas não sem antes mostrar o dedo do meio para Saya. – Eu espero que você queime no inferno. 

– A sua delicadeza me comove! – Saya rebateu alto o suficiente para que Hinaki pudesse lhe ouvir mesmo após ter deixado a sala do grêmio estudantil, deixando para trás o moreno que ria enquanto negava com a cabeça. 

 

§ 

 

– Hina-nii, você está bem? – Myu perguntou de forma preocupada enquanto encarava o irmão mais velho de forma fixa. 

– Estou, por que eu não estaria? – Hinaki respondeu antes de voltar a comer despreocupadamente. 

– Você está estranho. – fora Crim quem respondera tal pergunta, fazendo com que o rosado mais velho parasse de comer novamente apenas para encarar o mais novo. 

– Defina "estranho". – o primogênito pediu de forma paciente. Até porque, ele nunca havia sido uma pessoa normal. 

– Bom, até um tempo atrás você chegava em casa mais cedo, contava e berrava em detalhes como foi o seu dia, passava todo o tempo trancado no quarto estudando e nunca se desconcentrava de nada. – Myu respondeu com a boca cheia de comida enquanto contava os itens nos dedos. 

– Mas o mais suspeito de tudo é... – Crim interrompeu o outro, bebendo um pouco do suco de seu copo antes de continuar. – Você deixou de usar aquele agasalho velho e imundo que não tirava por nada! 

Hinaki acabou por engolir em seco ao perceber toda a mudança grotesca na qual passara em apenas alguns dias de escravidão. 

– Eu acho... – Myu começou para logo em seguida terminar sua fala após engolir o alimento que restava em sua boca. – Que você arrumou um namorado. 

Assim que todos presentes na mesa ouviram a conclusão de Myu, tanto Hinaki quanto Rui engasgaram-se com a comida, acabando por tossirem de forma desesperada à fim de conseguir ar para os pulmões. 

– Você só pode estar me sacaneando. – Hinaki falou após respirar fundo enquanto assistia Rin afagando as costas do marido com cuidado. 

– Respire fundo, papai. – Crim falou de forma inocente, parando de comer apenas para assistir a cena que estava presenciando. 

– Mas, pela sua reação então você realmente arrumou um namorado! Quem diria, não é mesmo? – Myu comentou de forma divertida, rindo da careta de Hinaki enquanto afastava o prato de comida que agora estava vazio. 

– Eu não estou namorando, porra! – Hinaki resmungou um tanto quanto irritado. 

– Hina-chan, olhe os modos na hora do jantar! – Rin repreendeu o garoto com falsa irritação. 

– Desculpe. 

– Hinaki, que história é essa de namorado? – Rui perguntou após uma tosse forçada para chamar a atenção de todos os presentes, fazendo o rosado mais velho revirar os olhos. 

– Não tem nenhum namorado, pai.  

– Querido, nós sabíamos que esse dia iria chegar, então não seja careta. – Rin ditou de forma autoritária, recebendo de Rui um olhar um tanto quanto contrariado. 

– Mãe, eu não estou namorando. – Hinaki voltou a afirmar com um suspiro pesado. – Eu não tenho tempo para isso. 

E com as últimas palavras proferidas pelo filho mais velho o assunto foi dado por encerrado, embora todos ali com exceção de Hinaki queriam continuar discutindo sobre. 

 

§ 

 

– Desculpa a demora. – Hinaki resmungou enquanto adentrava a sala do grêmio, desculpando-se pelo pequeno atraso causado pelo tempo que uma garota havia pedido ajuda para o rosado com relação a uma matéria que não entendia de jeito nenhum. 

Mas o que o garoto não estava esperando era encontrar Saya com os braços cruzados sobre a mesa e o rosto sobre os mesmos, os orbes estavam fechados e respirava de forma calma e serena. 

"Oh, ele é bonito até mesmo dormindo." 

O rosado teve de movimentar a cabeça diversas vezes para afastar pensamentos inconvenientes à medida que seu olhar se fixava nos papéis em volta do moreno, constatando que sozinho ele era mais do que atrapalhado e não notara quando foi que um sorrisinho se formou em seus lábios. 

Suspirou baixinho para que o maior não acordasse, logo tomando liberdade para pegar todos os papéis que cobriam a mesa e os arrumasse devidamente para que seu toc agradecesse, não demorando para que se sentasse a frente do rapaz adormecido e começasse a resolver toda aquela papelada chata – contra sua própria vontade, diga-se de passagem. 

Mas, não queria ficar devendo nada ao moreno. Assim como não queria que logo ele lhe desmascarasse para todos. De uma forma ou de outra, estava em uma bela saia justa, então tentara não pensar na merda onde se encontrava enquanto passava a focar-se naquilo que fazia. 

Apenas percebeu que as horas haviam passado quando, ao terminar de preencher a última folha, sentiu que o local estava escuro demais. Só então desviara o olhar para a janela e viu que já estava anoitecendo, logo voltando a desviar seu olhar para Saya, que ainda dormia. 

"Deve estar realmente cansado..." 

E ele parecia estar tão sereno que sentia que era um pecado acordá-lo, por isso apenas terminou de arrumar o resto da bagunça da mesa e voltara a sentar-se de frente para o outro e permitiu-se encarar o rosto sereno enquanto suas bochechas coravam gradativamente, não notando quando fora a sua vez de fechar os olhos e dormir. 

– Eu disse que não podia dormir. – a voz do moreno fez com que Hinaki despertasse lentamente e logo ficasse confuso com a lata de refrigerante que era oferecida a si. – Isso é só para agradecer por ter feito tudo sozinho. Por que não me acordou? 

– Porque eu não queria lhe dever mais nada. – o rosado respondeu enquanto abaixava o olhar, fixando-o na latinha que tinha em mãos enquanto sentia as bochechas corarem novamente e seu coração batia mais rápido. 

Hinaki mordeu o lábio inferior como se estivesse se repreendendo por tal reação de seu corpo, não queria acreditar e muito menos aceitar que aquilo que tanto detestava estava acontecendo consigo. 

Queria sumir. 

– Não vai beber? – Saya questionou ao menor assim que percebeu o silêncio do mesmo e o quanto seu olhar encarava o objeto em suas mãos, parecia estar perdido. – Você está bem? 

– Eu não aguento mais isso. – Hinaki respondeu abruptamente enquanto deixava o refrigerante sobre a mesa. – Eu desisto disso tudo, não conte mais comigo para te ajudar, se vira. 

– Você sabe que assim a sua máscara vai cair, não é? –Saya provocou, tentando manter sua voz confiante. 

– Não me importo. – a resposta do rosado surpreendeu o maior, que acabou por arregalar os olhos. – Vá em frente, faça o que quiser. 

– Você não está bem. – Saya comentou, sua voz agora ecoara em tom preocupado enquanto ele se aproximava do outro. – O que aconteceu? 

O maior levou a mão em direção ao rosto alheio a fim de tocar o local, porém Hinaki o afastou com um tapa desajeitado enquanto sentia seu coração falhar uma batida. 

– Não me toque! Não chegue perto! – falou de forma desesperada enquanto guiava-se para a saída da sala em passos largos. 

– O que? Eu não estou te entendendo... – Saya murmurou de forma confusa e, assim que fez menção de se aproximar do garoto, o mesmo saiu correndo da sala e o moreno não perdeu tempo e foi atrás de si. 

– Não é para me seguir, idiota! – Hinaki esbravejou enquanto olhava para o moreno de relance por cima do ombro. 

– Você não me diz o que fazer, besta! – Saya revidou, querendo poder estapear o rosado assim que o mesmo lhe respondeu com o dedo do meio. – Para de fugir como o diabo corre da cruz, sua peste! 

– Me obrigue, querido! – Hinaki respondeu de forma irônica, localizando as escadas mais próximas e descendo por elas apressadamente, logo aproveitando para pular pela primeira janela aberta que avistara enquanto torcia para que Saya tivesse desistido de lhe perseguir ou para que ele tivesse tropeçado e caído com a cara no chão, porém, o moreno ainda estava logo atrás de si. 

Após passarem-se alguns segundos e o desespero de Hinaki começara a lhe cansar e deixar-lhe ofegante à medida que Saya permanecia com um fôlego digno de um atleta, não demorando muito para que o moreno alcançasse o garoto e o segurasse pela gola do uniforme escolar. 

Entretanto, tal ato por parte do moreno fez com que ambos caíssem no chão quase que de imediato e, ironicamente, o corpo do rosado ficando por baixo do maior. 

– Sai de cima de mim. – Hinaki apressou-se em se pronunciar enquanto ainda tentava normalizar a respiração, encarando o outro de relance por cima do ombro. – Se alguém nos ver dessa forma, irão pensar besteiras. 

– Tem razão, desculpe. – o moreno ditou enquanto se afastava, mas voltando a segurar o menor pela gola da camisa assim que o mesmo tentara fugir do local. – Onde você pensa que vai?  

– Para qualquer lugar longe de você. – respondeu apressadamente, deixando que seu olhar se fixasse no chão enquanto mordia o lábio inferior levemente, tentando conter aquela súbita vontade de chorar. 

– Você definitivamente não está bem. – Saya murmurou para si mesmo, mas Hinaki conseguira lhe escutar. – Vai, olha para mim. 

E no momento que o rosado lhe encarou com uma careta estampada em sua face e os olhos marejados, Saya arrependeu-se de seja lá o que tenha feito para o garoto. Se antes não o entendia ou sabia o que se passava por sua cabeça, agora sabia ainda menos – e isso lhe deixava um tanto quanto contrariado. 

Queria entender a mente do garoto que até pouco tempo pensara ser uma garota, assim como queria conhecê-lo mais e saber o que se passava em seus pensamentos. 

– Eu sei... – murmurou de forma chorosa, e ver o outro assim deixava Saya tanto surpreso quanto preocupado. 

– Sabe o que? – questionou de forma automática, observando-o desviar o olhar de sua direção. 

– Eu sei que eu sou uma completa farsa. – respondeu enquanto tocava os lábios com as costas da mão, logo tomando fôlego em meio de um soluço causado pelas lágrimas que escorriam pelos orbes sem que pudesse contê-las. – Eu sei que eu não passo de um idiota egoísta, primitivo, manipulador e que não se importa com ninguém além de si próprio e para ser sincero, eu não me importava com isso, mas por que somente agora isso me deixa tão agoniado? Você deve pensar que eu sou ridículo e deve estar morrendo de vontade de me dedurar, mas eu não vou te impedir. 

Riu de forma breve após calar-se, mas logo acabou por deixar a surpresa estampar em seu rosto assim que sentiu o carinho que o maior fazia em seus fios, não conseguindo compreender o motivo daquele sorriso carinhoso direcionado para si. 

– É minha culpa você estar chorando? – Saya questionou calmamente, suspirando assim que viu o menor afirmar com um aceno de cabeça. – Me desculpe, não foi a intenção. E não se preocupe, eu não vou contar sobre você a ninguém, tudo o que eu disse foi apenas uma desculpa para... Passar mais tempo com você. – falou enquanto fixava o olhar no chão. 

– Mesmo? Mas... Isso não tem sentido nenhum. – Hinaki resmungou um tanto quanto chocado. – Se queria passar mais tempo comigo por que não pediu? 

– Porque eu fiquei com medo de levar outro chute no estômago. – Saya respondeu e a expressão do rosado voltou a ficar chorosa. – E não precisa disfarçar que você me odeia. 

– De fato, eu realmente odiava você. – o rosado murmurou distraidamente, arrancando um breve riso de Saya. – Mas até que você não é tão mala assim. 

– Ah, admite logo que sua opinião sobre mim estava errada. – o moreno provocou, recebendo o olhar emburrado do outro. 

– Vai sonhando, meu filho. – Hinaki devolveu a provocação, permitindo que um pequeno sorriso se formasse em seu rosto. 

– E então, amigos? – Saya questionou enquanto estendia a destra para o garoto, como se estivesse prestes a selar um acordo. 

– Eu não tenho muita escolha, não? – o rosado falou em tom divertido, apertando a mão que lhe era estendida. 

Até eu não ter certeza, assim está bom. 


Notas Finais


Eu só posso dizer que to amando escrever essa fic a a a a a a a

Definitivamente eu estou sem palavras pra dizer o quão feliz e realizada eu estou postando essa fanfic k

Enfim, eis aqui o link das minhas outras fics caso alguém queira ler:

-> O conde que virou condessa (Labaiser e Misaruka): https://spiritfanfics.com/historia/o-conde-que-virou-condessa-7746728
-> Tudo ou nada Lycaon e Nocturnal Bloodlust): https://spiritfanfics.com/historia/tudo-ou-nada-4938268
-> Nascido para sofrer (Kiryu): https://spiritfanfics.com/historia/nascido-para-sofrer-7823463
-> Uma noite de verão (Royz): https://spiritfanfics.com/historia/uma-noite-de-verao-9563541
-> Um romance preto e rosa (Mejibray): https://spiritfanfics.com/historia/um-romance-preto-e-rosa-9022625
-> My happiness (Mejibray): https://spiritfanfics.com/historia/my-happiness-8982378
-> My Lady (Pentagon): https://spiritfanfics.com/historia/my-lady-8955708
-> Meu... (Fest Vainqueur): https://spiritfanfics.com/historia/meu-9865673
-> Ingênuo (Dadaroma): https://spiritfanfics.com/historia/ingenuo-10228378

Obrigada por lerem e até o próximo que eu não sei quando sai. ♥


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