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História As Travessuras de Melot - Capítulo 2


Escrita por: MisterRieux

Capítulo 2 - Melot em retorno e competição


Fanfic / Fanfiction As Travessuras de Melot - Capítulo 2 - Melot em retorno e competição

O destino parecia estar trazendo à tona todas as suas cartas, como forma de testar não somente as relações entre os irlandeses e os britânicos, mas o meu relacionamento para com o Lorde Marke. Foram poucos os dias que eu tive para conhecê-lo melhor, honrá-lo e dar-lhe prazer, mas algo naquele mundo parecia achar que eu tivera o suficiente.

Numa certa noite, uma mensagem chegou, e com ela, a possibilidade de afastar-me mais uma vez do Lorde Marke. Ao menos em parte, pois eu ainda tinha esperanças de seguir como o primeiro aos seus olhos, considerando que já não havia Tristão para colocar-se no meu caminho.

— Que torneio é esse que a mensagem menciona? – curioso, eu perguntei ao Lorde Marke. — Parece ser interessante. – eu tentei dar uma olhada no pergaminho que ele segurava na mão direita.

— O Rei da Irlanda está oferecendo a sua própria filha e terras como dote a qualquer inglês que vencer o seu torneio. – ele respondeu-me, mas o seu tom de voz transmitia preocupação. — Hum... interessante, muito interessante.

A mensagem era um convite a todos os lordes britânicos. Cada um teria a oportunidade de lutar pelo prêmio principal: terras e o casamento com a filha do nosso maior inimigo. Por um lado, Lorde Marke, poderia ficar ainda mais forte, e eu teria de afastar-me da sua intimidade, caso ele vencesse o torneio; por outro, se outro lorde ganhasse o torneio, nós é que ficaríamos enfraquecidos tendo um aliado com apoio irlandês tão próximo a nós.

Um convite assim, de repente. Era tudo muito estranho e suspeito.

— Uma maneira astuta de colocar os clãs britânicos uns conta os outros. – continuou Lorde Marke. — Aquele irlandês é esperto.

Nisso, o Lorde Marke tinha razão. Ainda assim, não fazia o menor sentido. A Irlanda era poderosa demais em relação aos britânicos. Talvez fosse uma tentativa de enfraquecer-nos para uma futura invasão devastadora.

— Os barões verão isso... nós não temos outra escolha. – eu disse-lhe, mas preferiria não tê-lo feito. — Participando ou não, nós sairemos enfraquecidos.

***

Como eu presumira, os barões britânicos mostraram-se bastante inclinados a participar no torneio. Isso ficou bem claro na reunião realizada no dia seguinte à chegada da mensagem.

— Como Barão de Essex, eu sinto-me no dever de voluntariar-me como participante nesse torneio. – disse um dos barões. — É a minha oportunidade de lutar pelo meu povo.

— Pelo seu povo? – Lorde Marke riu, em deboche. — Você quis dizer “por mim”, não? – ele acusou o outro.

— E o apoio que você prometeu a Tristão? – intrometi-me, também desafiando o Barão de Essex.

— Tristão está morto... e o povo já sofre demais. Já me decidi! – o Barão de Essex disse e deixou o salão nobre.

— E nós também. – disse outro barão, que também nos deixou acompanhado dos demais.

— Que assim seja! – disse Lorde Marke, dando-se por vencido.

A possibilidade de Lorde Marke casar-se deixava-me preocupado, mas vê-lo ser afrontado pelos barões deixava-me furioso. Se eu pudesse, eu teria avançado no Barão de Essex.

— Você está cansado. – eu alisei o rosto de Lorde Marke com carinho. — Eu posso reunir os nossos aliados e vamos começar os preparativos para escolher um representante.

— Melot, Melot, Melot... – o lorde interrompeu-me e segurou a minha mão com força. — Você tem o meu sangue... vê-se que tem nobreza, mas...

O que ele quis dizer com aquilo? O que ele insinuava? Eu tinha nobreza, mas... mas o quê? Eu não era bom o suficiente? Para quê? Para ele? Os pensamentos tornavam-se mais e mais confusos após cada pergunta que eu me fazia, mas detive-me quando ouvi um alvoroço do lado de fora. Havia uma confusão formando-se no pátio principal do castelo.

“É ele... é ele... ele voltou!” – muitos gritavam.

Aquele dia parecia querer entrar para a história. E o destino colocou mais uma carta sobre a mesa. Eu não sabia o que mais poderia acontecer. Quando Lorde Marke aproximou-se da janela. a fim de ver o que se passava, a expressão no seu rosto só não me deixou mais chocado do que as suas palavras.

— Tristão! – ele exclamou, em perplexidade. — Ele está vivo!

Às pressas, nós dois corremos até o pátio que circundava o castelo. Ali estava ele, Tristão, o meu “falecido” amigo. Eu tentava processar o que eu via, mas a minha mente estava muito confusa. Um lado meu queria que ele fosse um fantasma; o outro estava feliz por vê-lo.

— Eu vi você morto. – eu disse a Tristão quando ele se aproximou. — Como?

— Eu fui salvo. – foi tudo o que Tristão me disse.

Quando Lorde Marke empurrou-me para o lado e abraçou Tristão de uma forma que ele não me abraçara nenhuma vez naqueles últimos dias, mesmo na nossa mais secreta intimidade, eu soube que eu, realmente, tinha ciúmes e inveja dentro de mim.

---

— Um brinde a Tristão, que voltou dos mortos! – exclamou Lorde Marke, ao fazer um brinde numa comemoração na noite daquele mesmo dia. — Que dia maravilhoso!

— Onde você estava? – todos perguntavam a Tristão, mas ele não respondia a ninguém.

Se Tristão voltara dos mortos ninguém poderia dizer, mas que ele voltara como uma nova pessoa, isso era inegável. Ele estava mais calado, retraído e quieto do que jamais fora. A solidão era a sua nova marca, algo que não lhe caía bem. Sempre que olhava para ele, eu tinha a impressão de que os seus pensamentos o torturavam a cada segundo.

***

— É a única maneira de nós conseguirmos manter a aliança. – Tristão disse ao Lorde Marke assim que descobriu sobre o torneio organizado pelo rei irlandês.

— E como lutar uns contra os outros será benéfico para os britânicos? – retrucou o Lorde. — Isso é uma armadilha.

— Todos competirão! Lorde Marke, se você anunciar que dividirá o dote com aquele que permanecer fiel em troca de oferecer apoio a quem vencer, os demais seguirão você... quando ganhar.

— Se eu ganhar... mas se eu perder, nós teremos de seguir os demais. Eu perderia poder e controle na região! Eu teria de ter um campeão infalível.

Tristão sorriu-lhe e estufou o peito numa atitude muito confiante. A tristeza que o consumia desde que ele voltara parecia não mais existir.

— Eu serei esse campeão. – Tristão disse ao Lorde Marke.

— Você ainda nem curado está, Tristão. – intrometi-me, um pouco rabugento.

— Eu estarei preparado, e serei o vencedor. – Tristão terucou com orgulho na voz.

— O que fez você estar assim, Tristão? – Lorde Marke estranhou. — Você estava todo quieto e solitário desde que voltou.

— Deixe-me que eu conquiste uma esposa para você. – Tristão voltou-se ao Lorde. — Com o casamento, a paz cairá sobre nós, sem precisarmos derramar sangue... talvez, até curar uma ferida que ainda dói.

Seja qual fosse aquela ferida, o Lorde Marke pareceu ter visto uma vantagem na proposta de Tristão. Ele, sem nem mesmo pensar muito, aceitou a proposta do seu guerreiro imortal: lutar em seu nome, e conquistar-lhe uma esposa e novas terras.

Uma hipotética esposa que eu já odiava tanto quanto estava começando a odiar Tristão. Depois daquele dia, Lorde Marke não mais me deixou servir vinho a ele durante as suas noites. As minhas investidas sexuais eram todas recusadas, e eu estava a ponto de explodir, de raiva e de tesão.

***

E o dia do torneio organizado pelo Rei da Irlanda finalmente chegou e, como parte do plano final do destino, Tristão, o guerreiro imortal, sagrou-se campeão, garantindo assim uma esposa para o Lorde Marke; ou seja, alguém que dividiria a cama com este no meu lugar.

“Muito bem, Tristão!” – os nossos alisados parabenizavam-no.

A arquibancada da arena era uma verdadeira folia. Todos gritavam, aplaudiam e assobiavam, saudando o mais novo campeão, até que o Rei Donnchadh, o irlandês, levantou-se e todos se aquietaram.

— Uma vitória impressionante. – disse o Rei a Tristão, sem o menor entusiasmo na voz. — Eu devo admitir que não esperava por isso.

— Em nome da Cornualha, eu ofereço à filha de Vossa Alteza um lugar no nosso trono. O trono da Inglaterra, unida sob um único líder! – exclamou Tristão.

— Isolda. – o Rei irlandês chamou a sua filha.

Até aquele momento, a princesa estava sentada ao lado do seu pai. Ninguém ainda a vira, pois o seu rosto estava coberto por um véu. Eu esperava que ela fosse bem feia.

— Esse homem lhe providencia um casamento. – o Rei continuou. — Como se era esperado.

— Eu sou sua! – disse a princesa muito entusiasmada e feliz, o que fez muitos na arena estranhar a sua atitude. — Aqui estou. – ela disse ao retirar o véu do seu rosto.

— A desgraçada ainda é bonita! – eu queixei-me ao vê-la.

— Não! – seco, o Rei disse à princesa Isolda. — Tristão lutou em nome do Lorde Marke, então o campeão não é o seu futuro marido.

A mudança na expressão dos olhos de Isolda deixou-me verdadeiramente curioso. Ela parecia feliz havia poucos segundos, mas o desesperou tomava-lhe conta a cada novo segundo que passava. Pela forma como ela encarava Tristão, eu perguntei-me se os dois já se conheciam. A expressão de tristeza e decepção do outro me deu deixou desconfiado.

---

Tristão e Isolda já se conheciam, e eu confirmei isso quando escutei a conversa de ambos, na cabine do barco quando nós voltávamos à Cornualha. Aquilo seria mais divertido do que eu pensava.

— Você arriscou a sua vida para dar-me a outro homem, Tristão. – Isolda disse-lhe com a voz chorosa. — Como você pode ter feito isso?

— Você disse que o seu nome era Bragner! – Tristão retrucou. —  Por que você fez isso?

— O que foi que eu fiz? – ela caiu em lágrimas. — Diga algo! – ela suplicou a Tristão.

— Eu não posso! Eu ganhei você para o Lorde Marke.

— Eu sou sua... você tocou-me e eu toquei você.

— Isso já não importa mais.

— É a única coisa que importa... nós podemos fugir juntos.

— O casamento vai acabar com cem anos de guerra!

— O meu casamento com outro homem!?

— Nós temos de viver com isso.

— Não faça isso comigo! – ela implorou-lhe em lágrimas.

Tristão nada mais disse, e eu fiquei enjoado com todo aquele melodrama.

***

Durante o casamento entre o Lorde Marke e Isolda parecia mais que ela estava prestes a ser enterrada, e que aquela cerimônia era o seu funeral. Foi difícil não escutar, entre os muitos convidados, cochichos e especulações sobre a expressão no seu rosto e o seu comportamento. Obviamente, todos assumiram que era a sua infelicidade por estar casando-se pela pressão do seu próprio pai e, para piorar, com um rival britânico.

Alguns dias antes, coisas assim poderiam ter passado pela minha mente, mas depois da conversa que eu escutara no barco, entre Tristão e Isolda, eu sabia que havia algo ainda mais profundo. Ao voltar dos mortos, o guerreiro predileto do Lorde Marke levara a sua, aparentemente, amada a uma simbólica sentença de morte.

Após a cerimônia, eu também não poderia estar nada feliz e satisfeito. Desde que a mensagem com o convite para participar do torneio chegara às mãos do Lorde Marke, ele deixou de convidar-me à sua habitação para um encontro íntimo e recusava-me quando eu tentava seduzi-lo. Eu também saía perdendo com tudo aquilo, mas a minha intenção era outra. Mesmo com Isolda por perto, eu poderia atingir os meus objetivos por outras vias. O maior obstáculo dessas outras vias tinha um nome: Tristão, o predileto.

***

Após os dois recém-casados terem subido para dar início à cerimônia nupcial, eu decidi dar uma voltar e pegar um ar fresco. Por um lado, eu estava muito aliviado com a possibilidade daquele casamento por fim num sangrento e longo conflito com a poderosa Irlanda; em relação a isso, eu não poderia ter outro sentimento que não fosse a gratidão.

Prestes a voltar ao castelo, eu vi uma sombra movimentar-se sob uma árvore. Ao aproximar-me, eu encontrei um desolado Tristão sentado ao chão, olhando para o alto. Ele mirava a torre cujas luzes acesas pertenciam ao aposento do Lorde Marke.

— Você pretende surpreendê-los durante a madrugada? – eu brinquei com ele antes de sentar-me ao seu lado. — Ou está tentando imaginar como está sendo a noite de prazer  deles?

— O que você quer dizer com isso, Melot? – ele perguntou-me, assustado com a minha aproximação repentina. — Tenha um pouco de respeito... você é sempre tão depravado... você só pensa em sexo!

— Aaah... perdoe-me, mas eu escutei a conversa entre você e a Isolda na nossa volta da Irlanda... quando nós estávamos no barco, sabe?

Tristão apenas baixou o olhar e não falou nada. Ele parecia mais desolado do que envergonhado, e eu não pude deixar de sentir pena dela.

— Você quer contar-me o que aconteceu entre vocês dois? – eu prossegui. — Ajuda, colocar algumas coisas para fora.

— Depois de eu ter sido ferido...

Aos poucos, as palavras de Tristão narraram-me uma aventura épica. Após ter sido declarado morto e colocado num barco funerário, durante a cerimônia do que se acreditava ser o seu funeral, Isolda encontrou-o do outro lado do mar, e garantiu a sua sobrevivência.   Nos dias que se passaram, ambos se apaixonaram e trocaram juras de amor, tendo-se entregado um ao outro. À época, Tristão não sabia que ela era a princesa irlandesa, pois esta mentira a respeito do seu verdadeiro nome, por uma questão de segurança. Então, veio o torneio, e os planos dos dois de um dia retornarem um ao outro caiu por terra.

— É uma história bem incomum. – eu disse-lhe, ainda tentando digerir aquela história. — As chances disso acontecer... é uma pena, Tristão... eu sinto muito.

— Obrigado, Melot. – Tristão deu tapinhas no meu ombro. — O que importa realmente é a segurança do nosso povo.

— Eu concordo. – eu disse antes de olhar na direção da torre e dar um forte suspiro.

— E você? Vai ficar aqui comigo ou vai invadir a torre de madrugada? – Tristão disse num tom cuidadoso.

— O que você quer dizer com isso? – eu cruzei os braços e franzi o cenho.

— Há boatos circulando pelo castelo de que, na minha ausência, o Lorde Marke passou a receber visitas íntimas no seu aposento de um certo... jovem.

— E o que faz você pensar que sou eu, Tristão? – eu quase o desafiei. — Por acaso eu sou o único puto deste castelo?

— Porque eu conheço você, e vejo a forma como olha para a Isola e o Lorde Marke... – ele disse-me, em tom cauteloso. — Além disso, um dos servos contou-me que viu você saindo do quarto dele em três manhãs consecutivas... completamente nu, e coberto de suor e certas substâncias esbranquiçadas.

— Ninguém pode saber disso, Tristão! – eu agarrei-lhe pela camisa. — Você entendeu-me!?

— E por que eu faria isso? E não importa... ele está casado, mas isso não impede vocês dois de...

— Nem ouse terminar a frase!

Houve silêncio por alguns minutos, e nós ficamos os dois admirando a luz que vinha da torre até que, de repente, ela se apagou. O sexo havia terminado, eu presumi.

— Você ama o Lorde Marke? – Tristão perguntou-me, logo em seguida.

— Não... digo, não como algo mais. É apenas sobre o prazer e a forma como nós transamos, ainda que ele seja outra pessoa durante o sexo.

— Prazer? Sei. – Tristão estudou-me como se soubesse algo mais. — O que você acha que eles estão fazendo agora?

— Como eu saberia? – eu dei de ombros.

— Ele já fodeu você, não? Você conhece os movimentos do Lorde Marke.

— Por que você quer saber essas coisas? – eu estranhei. — Você quer dar para ele?

— Não é sobre isso! – Tristão defendeu-se. — Você queria estar lá? Sendo penetrado e mamando a pica dele? Eu ouvi dizer que é bem bonita.

— Hum... eu prefiro não responder esse tipo de coisa a você... e de qualquer forma, eu não estou com ele, mas aqui embaixo com você.

— Exatamente... aqui embaixo... comigo. – Tristão disse quase que gemendo.

Inesperadamente, Tristão levou a mão direita ao meu rosto, acariciando-me gentilmente. Quase como se eu estivesse hipnotizado por aquele gentil e delicado toque, eu não reagi num primeiro momento ante sua investida. Então, com um avanço rápido, os seus lábios tocaram os meus; a sua língua estava prestes a entrar em cena, quando eu me afastei dele.

— O que você está fazendo, Tristão? – eu perguntei-lhe, atordoado. — Você acho que eu sou um puto qualquer?

— Eu só queria sentir algo diferente. – Tristão olhou-me com um olhar que pedia piedade. — Você também não quer?

— Com você? – eu pensei bastante antes de continuar. — Nós somos amigos...

—  E daí? Lorde Marke é seu...

— Eu acho melhor não. 

— Por favor. – Tristão pediu-me carinhosamente, levando a minha mão para a região entre as suas pernas. — Seja hoje a minha Isolda, e eu serei o seu Lorde Marke.

— Tristão... o que é isso... é enorme! – eu exclamei ao sentir o membro sexual do meu amigo, completamente ereto na minha mão.

— Shiu... só por hoje. – ele avançou novamente, e beijou-me de língua.

Se eu pudesse resumir aquele beijo numa palavras seria "tristeza".

---

Os beijos evoluíram para toques, e os toques trouxeram sensações de prazer. Ao chegarmos ao meu quarto, Tristão  começou a despir-se na minha frente, olhando-me como se eu fosse outra pessoa. Ele tirou cada peça de roupa lentamente, alternando-se entre beijar-me e acariciar o meu corpo. Os seus braços envolviam-se ao redor da minha cintura e as suas mãos pareciam as de um virgem ao explorarem as minhas nádegas.

— O seu corpo é tão atraente. – Tristão disse ao beijar o meu tronco e descer às minhas partes íntimas. — É macio e quente... eu acho que essa é a maior bunda que eu já vi num homem.

— E você já viu muitas? – eu realmente estava curioso.

— Só durante o banho com os outros guerreiros, mas nada tão excitante assim...

— Eu vou fazer algo que vai deixar você mais excitado do que admirar o meu belo rabo.

— O quê?

Sem nada dizer, eu abaixei-me diante de Tristão e explorei a sua região íntima. A princípio, apenas esfreguei o meu rosto no seu escroto, sentindo os seus pelos pubianos roçarem pinicando-me e o seu pênis enrijecer ainda mais com o meu gesto. Com a língua bem molhada, eu comecei a lambê-lo do seu talo em direção à sua glande em movimentos lentos, de forma que a minha língua se demorasse ainda mais no percurso.

— Ai, Melot... o que é iss... é tão bom. – Tristão apoiou-se aos meus ombros. — A sua língua é tão molhada.

A cada vez que eu terminava o percurso, lubrificando o seu pênis com a minha saliva, Tristão gemia e tremia-se. A forma como ele se comportava durante o sexo oral, como se não soubesse que eu poderia fazer mais coisas além de lambê-lo, fez-me duvidar da quantidade de vezes que ele recebera aquele tipo de carinho íntimo. 

— Fica tão mais gostoso quando você lambe a cabeça da minha piroca, Melot... lamba só a cabeça... a, por favor.

— Eu posso fazer ainda melhor. – eu olhei para o alto, com uma expressão depravada. — Prepare-se.

Usando os meu macios lábios, eu envolvi a glande do pênis de Tristão e comecei a chupá-la, ao mesmo tempo que usava a minha língua para lamber a região do freio prepucial.

— Aaah... parece que você está chupando uma fruta, Melot... isso é tão gostoso.

— É algo bem melhor do que qualquer fruta... você quer que eu fique só na cabeça... eu posso ir além.

— Então, vá!

— Segure a minha cabeça com as duas mãos, e foda a minha boca como você foderia a xotinha da Isolda, meu amigo.

Tão somente Tristão agarrou-me pelos cabelos, eu engoli praticamente todo o seu pênis. Após dias mamando o Lorde Marke, um homem feraz enquanto transava, eu dominara muito rapidamente aquela profundamente íntima arte sexual. A minha garganta já não tinha problema algum para atingir o limite de qualquer falo que fosse; assim eu imaginava.

— Posso foder a sua boca, Melot? – Tristão pediu-me com a voz plena de tesão. — Por favor...

— Uh-uh... – eu apenas murmurrei, pois não queria interromper o seu momento de prazer.

Ainda assim, Tristão permaneceu delicado e cuidadoso nas suas investidas. Ele fodia-me a boca como um adolescente que estava perdendo a sua virgindade; com cautela, estudando o processo e pensando várias e várias vezes no que poderia fazer para melhorar. Para deixar tudo aquilo melhor, eu alisava as regiões das suas virilhas com  os dedos e, por vezes, eu cravava as unhas na sua tímida bunda.

E com um grito que demonstrava todo o tesão que ele sentia, Tritão ejaculou na minha boca, em poucos minutos. O seu farto esperma tinha um sabor adocicado, mas não era tão grosso como eu esperava que fosse.

— Perdoe-me... eu não quis... eu tentei, mas... – nervoso, Tristão tentou explicar-se. — Eu queria ter segurado mais... mas estava tão quentinha e molhada...

— Não se preocupe... já foi. – eu mostrei-lhe a minha língua, sem qualquer resquício de sêmen. — O seu leitinho é muito gostoso.

— Você engoliu o meu esperma, Melot? – ele parecia encantado e espantado ao mesmo tempo. — Você é realmente um vadio!

— Sim... eu não quis ser indelicado e cuspi-lo na sua frente. – eu debochei.

Tristão não sabia o que fazer, mas estava maravilhado com o que acabara de experimentar. Eu gostaria de saber o que ele realmente pensaria de mim daquele momento em diante.

— Que gosto tem? – Tristão perguntou-me.

— O quê?

— Porra...

— Aaah... depende, cada cara tem um...

— Não importa... eu quero chupar você também. – ele interrompeu-me. — Eu quero que você goze na minha boca também.

---

Tristão chupava-me com delicadeza e timidez. Era nítido que ele jamais fizera sexo oral em outro homem, mas dava o seu melhor. O toque da sua boca poderia não ser mais prazeroso que o de Lorde Marke, mas a forma como ele olhava para mim, enquanto ajoelhado, e usava as suas mãos para acariciar as minhas pernas, o meu tronco e o meu escroto, mostrava-me algo novo. Uma sensação diferente. Ele ia além do sexo; ele queria dar prazer a mim, e não apenas me usar como um indutor erótico.

Quando eu gozei na sua boca, Tristão não conseguiu manter o meu esperma na boca, e cuspiu-o todo de volta sobre o meu pênis. Eu apenas ri, pois ele estava muito envergonhado;

— É tão ruim assim? – eu ri. — Eu sempre achei o sabor da minha porra delicioso.

— Não é isso... é que eu fui pego de surpresa. – ele limpou o sêmen que havia nos cantos da sua boca. — Você prova a sua própria porra?

— Aaaah... desculpe-me... eu deveria ter avisado antes a você.

— Deixe-me penetrar você. – ele pediu-me envergonhado tentando mudar de assunto. — Eu quero sentir o seu cuzinho engolindo a minha pica.

— Como você quer? De quatro? De bruços? Que eu cavalgue em você? – eu dei-lhe algumas sugestões. — Eu posso ser bem... elástico....

— Eu preciso olhar nos seus olhos, Melot.

---

Então me deitei de costas na cama e apoiei as pernas nos ombros de Tristão quando ele começou a penetrar-me. O seu pênis não era tão grande como eu gostaria, mas a grossura era-me um pouco desconfortável. Sabendo disso, talvez por experiência com outras mulheres, ele tinha delicadeza e cuidado ao foder-me. Ele penetrava-me de modo lento, aproveitando o contato corporal, além de não economizar nas carícias e beijos. Eu estava numa posição depravada, vulnerável e dominado, mas algo me dizia que, para ele, aquilo não era apenas sexo.

O seu domínio atingia-me de uma maneira diferente. Havia prazer carnal, mas o que mais mexia comigo eram os seus beijos nos meus lábios e pescoço; o toque da sua mão alisando o meu peito e abdômen suados enquanto usava o seu olhar, não para provocar-me, mas para admirar-me; e, principalmente, a maneira como me tratava na cama, não como uma simples fonte de prazer, mas como alguém que merecia tudo de melhor que ele poderia fornecer.

Tristão não fazia sexo, mas amor. Eu soube disse quando ele, após ter gozado, deitou-se sobre o meu peito e pediu-me que eu o acariciasse. Não eram as minhas carícias que ele queria, mas eu pouco me importava. Naquela noite, eu não senti inveja dele, mas de Isolda, que era o fruto dos seus verdadeiros desejos.



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