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História As três rainhas - Capítulo 2


Escrita por: e juli654


Notas do Autor


Olá ! voltei rápido dessa vez né?
Assim como toda historia ou livro, o começo é sempre meio chatinho, mas já aviso para vocês que o capítulo 2 já tem ação e a partir do 4 é que começa tudo.
Esse é mais curtinho e não tem nada muito interessante, mas é mais para vocês conhecerem/relembrarem as personagens.

Espero que gostem e boa leitura! <3

Capítulo 2 - Capítulo 1 - Esperança e sonhos


Valkyon, capitão da guarda Obsidiana da fortaleza de El, mesmo com sua grande capacidade de soldado e de comandante do exército, adquirida ao longo de dez anos de treino e trabalho, ele nunca pensou que estar em uma verdadeira guerra e em um campo de batalha poderia ser tão difícil.

Quatro anos, esse era o tempo que a guerra já estava durando, as movimentações intensas dos exércitos, as longas e sangrentas batalhas, tudo isso estava acontecendo há quatro anos. Tudo começou com o assassinato das três famílias reais: a família Mizushima, família Hilles e a família Morgenstem. Tal desgraça aconteceu durante a festa de coroação e casamento das novas rainhas, sendo motivada pelos três noivos das jovens, que em busca do poder absoluto, mataram suas esposas, seus pais, todas as cortes, tendo apenas alguns sobreviventes e provavelmente alguns prisioneiros.

Uma parte de seus planos tinha sido concluído, as famílias não existiam mais, porém agora os três monarcas tinham que lidar com a fúria do povo, que não aceitou a queda das famílias, e com os pequenos reinos e províncias, que não aceitavam o regime absolutista e as regras rígidas de seus novos comandantes, o que claramente é o maior problema que eles tinham que lidar, pois se não se curvar a eles, as cabeças dos pequenos nobres rolavam.

O jovem comandante observava o campo sangrento que se estendia a sua frente. O quão mais essa terra já sofrida iria ser banhada pelo sangue de seus e de outros tantos soldados? Quantas famílias irão perder, ou já perderam, seus entes queridos?

O exército inimigo se aproximava da fortaleza de El, os outros capitães, Miiko, Nevra e Ezarel, estavam espalhados pelo pequeno território pertencente a El, ajudando as vilas e pequenos povoados na viagem até as muralhas da fortaleza, que já estava cheia, porém a proteção dessas pessoas era essencial.

Sempre que Valkyon olhava aquelas pessoas, de idades variando de poucos dias até mais de um século, ele via que mesmo com os corpos cansados, o rosto abatido pela fome e miséria, ele via ali em seus olhos, a esperança, aquela que foi dada pelo grande Oráculo a pouco mais de um ano, a esperança da volta das jovens rainhas, que não estavam mortas, só em um mundo diferente, e que o seu regresso a suas terras estava próximo, assim como o fim da guerra.

Tempo, pensou Valkyon, era apenas uma questão de tempo e resistência, eles só deveriam aguardar, e segurar os exércitos dos tiranos, fazer isso até elas retornarem.

Mas até quando? Essa era a maior dúvida que rondava o capitão. Até quando eles teriam que esperar?

Olhando novamente para o vasto e sangrento campo de batalha, Valkyon percebeu que eles não tinham muito tempo, as rainhas deveriam retornar o quanto antes.

***

Terra, 15 de outubro de 2018

 Nova York, Estados unidos - 17:40 pm

“Rica, elegante, popular e misteriosa.

Diana Chen, a figura feminina mais ilustre da atualidade, vai fazer sua primeira e oficial aparição pública, em um evento sediado pela empresa de sua família, a qual também irá determinar qual dos gêmeos será o herdeiro da Empresa Chen.”

- Essas revistas não têm mais nada de importante para fazer não? – Murmurou Diana ao olhar o título, jogando a revista para longe e rolando os olhos completamente entediada.

- Infelizmente não querida. - Diz senhora Chen, que estava sentada na enorme cama do quarto da filha. – Mas entenda que hoje é um dia importante. Hoje, você e seus irmãos irão ser apresentados formalmente para a mídia. E mesmo que seus irmãos sejam “a grande atração da noite”, os jornais e revistas estão mais interessados em você, eles querem saber sobre você, o seu passado e origem.

- Se eles querem isso, sinto muito em decepcioná-los, pois eles não conseguirão achar nada, e ninguém irá falar nada também.

- Sim, é melhor assim, para eles e para você.

Senhora Chen se levanta, e vai até a garota de cabelos pretos, que estava sentada em frente a penteadeira, abraça ela pelos ombros, e a encara os olhos de cor lilás de Diana pelo espelho.

- Daqui a pouco a equipe da Samantha chega para te arrumar para a nossa grande noite. Então se prepare para a invasão em seu quarto e deixe aquele vestido pronto para vesti-lo. – Jiao dá um breve selar na cabeça negra da filha, que coloca as mãos nos braços de sua mãe e faz uma leve caricia.

- Grande dia, grandes revelações. – Diz Diana, fazendo a mãe dar uma risada sem muito humor.

- Grande dia, grandes revelações – repete a mãe.

Ouve-se um grito do quarto ao lado, que era o de Lee, o caçula da família.

- Pelo jeito o seu irmão está com uns probleminhas, vou lá ver o que o aflige.

 A mulher dá outro beijo na cabeça da filha, e então sai do quarto, deixando a garota dos olhos lilases encarando o espelho de forma pensativa, imaginando o que a noite aguardava para ela.

***

São Paulo, Brasil – 16:40 pm

- Katarina, tudo preparado e pronto para hoje? – Pergunta o instrutor de luta e tio pelo telefone.

- Tudo pronto. Só não sei se eu estou pronta.

- Fique tranquila, você treinou para esse momento. E não faz mal você estar nervosa, é bem comum, considerando o fato que é a sua primeira viagem internacional, e que você está fazendo ela por causa de uma competição.

- É... sim, vai dar tudo certo...

- Ora, cadê aquela Katarina que eu conheço? Onde está aquele tom cheio de coragem? – Questionou ele, fazendo a mulher rir, porém, fora mais uma risada nervosa do que uma alegre. – Vamos lá Katarina, quem é você?

- Eu sou Katarina, a leoa, uma das lutadoras mais jovens e experientes que já existiu, e nada pode me parar!

- É assim que se fala Katarina! – Pelo tom do tio, dava para perceber eu ele estaria sorrindo do outro lado da linha. – Saímos as 19 horas para irmos levar ao aeroporto, e depois... França que se prepare, que ninguém segura você depois.

 A jovem de cabelos castanhos-avermelhados riu, sendo esta sim, uma risada cheia de bom humor.

- Ninguém segura Katarina, a leoa.

***

Paris, França - 22:40 pm

- Charlotte, sua mãe acabou de chegar para te buscar. – Diz o menino que estava cuidando da pista de patinação no gelo.

O garoto, percebendo que a garota não havia ouvido ele, fui até a pista, e se pôs a ir até a garota que estava totalmente indiferente ao que acontecia ao seu redor.

A menina de cabelos loiros e corpo de bailarina, Charlotte, estava totalmente imersa em seu próprio universo em meio a aquele gelo, traçando uma dança delicada e cheia de emoções sobre ele. Ela deslizava com suavidade ao som da música calma que tocava em seus fones de ouvido, e não notou a aproximação do funcionário, que colocou a mão em seu ombro, fazendo ela soltar um grito assustado.

- Sua mãe chegou. – Informou ele, olhando para aquela garota que olhava com as pupilas dilatadas pelo susto.

- Ah certo... sim, eu já vou! – Charlotte disse um tanto que nervosa.

Ela não podia negar que achava aquele homem, que tinha quase a sua idade, bem atraente, ela chegava até a ter uma certa queda por ele, e aquela aproximação dele, oh, aquilo havia desestabilizado ela.

Muito perto, pensou a garota, ele estava tão perto que podia até sentir o perfume dele!

A loira deslizava de volta aos bancos em que tinha deixado seus sapatos, e sentia que poderia cair a qualquer momento, pois suas pernas pareciam serem feitas de gelatina.

Tenho que parar de pensar nele, ele já tem namorada né, mas nada pode me impedir de me apaixonar por ele! Qual é? Ele é bonito, educado e tem um ótimo gosto para perfumes!

Charlotte balança a cabeça a fim de tirar aqueles pensamentos românticos de sua cabeça, e se concentrou em retirar seus patins e colocar seus tênis, e então sair o mais rápido daquele lugar.

- Até outro dia! – Disse Noar, que acenava do lugar onde era feito o aluguel dos patins.

- Ah... sim! Até mais Noar! – E então a loira saiu correndo do centro de patinação no gelo, tentando esconder o seu rosto avermelhado.

Ao entrar no carro de sua mãe, pode ouvir a sua risada e viu o seu sorriso estampado no rosto dela.

- Sem comentários mamãe!

- Ora! E eu não posso nem achar minha filhotinha toda apaixonada a coisa mais fofa desse universo? – Reclamou.

- NÃO! Não pode! – Respondeu ela, que tentava esconder o seu rosto que tinha se tornado ainda mais vermelho.

- Ah, vamos lá Charlotte, você já tem 21 anos, não pensa em ter nenhum namoradinho não? Tenho certeza que o Nathan é um ótimo partido!

-Se ele é um ótimo partido ou não, não importa, ele tem namorada, e eu não vou ser nenhuma amante ou fura olho!

- Se apaixonar por alguém comprometido não faz você evitar desejar ela.

- Muito bem então mamãe, já tomei minha dose de conselhos amorosos hoje, podemos ir para casa agora?

A mãe olhou para a filha e deu um beliscão em seu braço, para lembra-la que ela merecia mais respeito.

- Ai ai! Desculpa!

- Tudo bem princesa.

Charlotte olhou para a mãe com um bico nos lábios e o rosto ainda avermelhado, fazendo com que ela recebesse um aperto na bochecha e uma alta exclamação da mãe dizendo o quanto sua única filha era a coisa mais fofa que ela já tinha visto.


Notas Finais


Como disse, esse é mais curtinho, não tem nada muito interessante, mas spoiler: próximo capítulo tem pancadaria (+ de 800 palavras só disso)

Espero que estejam gostando, e se tiver paciência ou se vocês desejarem, eu posso postar o 2 ainda hoje
(Perdoem qualquer erro, e estou aceitando betas para corrigirem a história, quem quiser se candidatar, só mandar mensagem)
Beijinhos e até a próxima.


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