História As trilhas da perdição. (Interativa) - Capítulo 2


Escrita por:

Visualizações 14
Palavras 1.565
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Lírica, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Seinen, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Steampunk, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Todos os capítulos serão postados inicialmente como (protótipo) para os participantes leiam. Eles podem editar o português, corrigir e dar ideias para adicionar no capítulo no cometário.
Este capítulo é de Medusa e Sarah em geral eu escreveria ao longo da semana e postaria sábado, mas como é a primeira história eu postarei ainda hoje para as donas do capítulo opinarem. O próximo capítulo sairá sábado que vem.

Capítulo 2 - As irmãs da nau de Valência (Protótipo)


–Essa história meu jovem não é uma ficção, ela é baseada em fatos reais. – O soldado disse tirando um dobrão dourado do bolso.

– Uma história de amizade, horror, superação e avareza... – Disse o homem jogando cara ou coroa com o dobrão de ouro. – Bem vamos começar... Faz muito tempo... Em um certo lugar...

 

-------------------------------Nau de Valência------------------------- -

A maresia salgada de Port Roy era de afogar. Entre os comerciantes e piratas que passavam para trocar especiarias ou dormir com as prostitutas em uma única noite e voltar para o mar. De uma história dessas nasceram duas meninas, não irmãs de sangue, mas irmãs de armas.

A primeira não teve tempo de ser nomeada porque sua mãe, a genitora faleceu no parto. Não aceitando o nome que as freiras deram a ela se nomeou Medusa logo que aprendeu a falar.

A segunda jovem foi filha de uma jovem freira que se apaixonou por um capitão de fragata, viveram juntos navegando por anos, até que ambos morreram em um assalto nesta cidade, ela se chamava Sarah o nome da sereia que sua mãe tinha no medalhão.

Como se conheceram? Medusa assistiu o assassinato dos pais de Sarah quando uma tinha cinco e a outra seis.

Agora a mais velha tinha nove anos na época e a caçula tinha oito.

As duas irmãs corriam por Port Roy, inseparáveis cometendo furtos e armando confusão por onde passaram. A guarda do porto nunca conseguiu captura-las. Foram noites estreladas maravilhosas, mas a tristeza e a solidão doíam no coração delas.

Naquela noite elas estavam dormindo em um barraco improvisado qualquer, após sonharem um futuro cheio de aventura e tesouros, foi quando ouviram uma voz soando do mar.,

–Você ouviu isso Medusa? –Disse a mais jovem.

–Sim, eu ouvi... Parece... –Ela não sabia dizer o que era, mas intrigadas foram procurar.

Saíram do cortiço e desceram pelas ruas, até chegarem a praia de vista ao mar e ao farol. A voz ia aumentando, um som indecifrável as chamou até a costa. Vendo nas ondas perceberam algo brilhante. Se aproximaram juntas quando Medusa pegou o item era uma espécie de medalhão de ouro, parecia um dobrão dourado.

–O que é isso? –Perguntou a de cabelos pretos.

–Nem ideia... Mas deve valer algum dinheiro! Vamos vender e comprar uma bebida gostosa! –Falou a de cabelos castanhos rindo, feliz em poder beber.

Elas eram crianças, não deveriam, mas não tinham pais, quem as impediria?

Elas começaram a sair da margem, caminhando de volta à cidade, mas quando Medusa pisou fora da areia o medalhão parou de brilhar.

Um grito gigantesco feminino foi ouvido do mar e ela começou a ser arrastada de volta em direção do mar, Sarah correu na direção da outra segurando suas mãos e sendo arrastada também.

–O que está havendo! Não consigo largar! – Gritou uma das meninas, a outra também não conseguia.

Sem saber o porquê elas foram arrastadas, assim que atingiram a água tudo ficou escuro...

------------------------------Horas depois em algum lugar do mar------------------------- -

–São meninas? – Alguém falou. – São apenas crianças...

–Talvez sejam... Sereias? –Falou outra pessoa.

–Pobrezinhas... Vamos esperar o capitão chegar... –Disse uma terceira voz.

Sarah abriu os olhos e se assustou ao ver uma caveira olhando para ela.

–Ah!!! –Ela gritou.

–Ahhh!!! –Os três esqueletos gritaram.

–Mas que caralho é esse! –Falou Medusa acordando com o barulho e vendo as caveiras.

As duas meninas ficaram com medo... Afinal tinham apenas 8 e 9 anos.

–Não tenham medo... –Falou um outro esqueleto, tão totalmente esqueleto como os demais e sim ainda com alguma aparência humana, ele estava se aproximando, tinha um uniforme da marinha imperial, mas era quase um esqueleto como os outros.

As meninas olhavam para ele.

–Sou o capitão... Sinto muito ser o portador de más notícias... Sinto muito em ter de desejar a vocês boas-vindas ao Valência... –O homem mostrou para as meninas, os arredores do navio quebrado. O homem disse com muita tristeza. –Vocês estão amaldiçoadas como nós...

–Amaldiçoadas? –Falou Medusa.

–Sim... Todos nós fomos chamados pelo medalhão das sereias negras... Quando tocamos fomos trazidos ao navio Valência... –Disse o homem esticando a mão para elas.

–Queremos ir para casa! –Disse Sarah com raiva.

–Eu sinto muito senhorita... Mas se tentar sair do navio morrerá... –Ele apontou para fora e podia-se ver dois corpos flutuando. –Vocês podem tentar, não irei impedi-las, mas a maldição mata aqueles que se afastam e o medalhão da pessoa some e volta para o mar.

As meninas se olharam receosas.

–E como é essa maldição? –Falou Medusa.

–Bem... No navio envelhecemos normalmente até os 21 anos, entretanto ao chegar nessa idade paramos de envelhecer e nosso corpo começa a ficar putrefato. Depois de alguns anos a mais nós viramos apenas esqueletos como o Steve aqui. – O capitão apontou para o caveira mais velho que parecia ter sido um homem gordo quando tinha corpo.

–Mais ainda estou em forma! –Ele levantou os braços, mas eles caíram.

As duas se olharam... E infelizmente estavam presas no Valencia...

--------------------------------------Onze anos depois------------------------------------- -

As duas meninas agora eram mulheres, estavam dormindo em redes enquanto o navio balançava, ao lado tinha quatro outros soldados esqueletos. Havia agora sete tripulantes, muitos vieram e partiram antes das meninas chegarem, mas depois que elas chegaram nunca mais ninguém partiu, tudo melhorou no navio, a comida, a higiene e a até mesmo a amizade.

–Acordem seus cães sarnentos. – Gritou o capitão entrando pela porta sorrindo. Sua perna agora era de pau e não havia mais nada além de ossos nele. – Hoje é o aniversário de 21 anos da maruja Medusa! – Disse o capitão segurando um bolo.

Medusa acordou calmamente a medida que Sarah acordou furiosa.

–Porra! São cinco da manhã capitão! Não poderia esperar? –Sarah disse furiosa.

–Desculpe querida. – O capitão disse envergonhado. Ele praticamente tinha adotado as meninas, o homem nem mais se lembrava do seu nome. Todos o chamavam de capitão Bone apenas.

–Seja gentil com ele menina. Ele esqueceu o nome, mas não esqueceu os modos do exército. –Disse Skinner um dos marujos saindo da rede que dormi.

Medusa levantou sentindo a mão coçar... Infelizmente havia uma larva comendo... E a mão começava a perder a carne dos dedos... Ela estava ser tornando um esqueleto.

Havia três estágios, putrefação em que você perdia a memória, esqueletização em que você perdia o nome e a morte... Que você se tornava apenas um esqueleto.

–Faça um pedido querida. –Disse o capitão oferecendo o bolo mal feito e sujo, mas feito de coração.Com apenas uma vela feita de parafina de balei que o capitão com muito suor confeccionou.

A menina assoprou.

–Desejo que encontremos o tridente de netuno... Estamos a anos procurando... Os dobrões de ouro indicam o caminho... Já temos seis... Mas não encontramos o sétimo e último. –Disse Medusa chateada, mas não pelo motivo que todos pensavam.

 O capitão acariciou a cabeça dela calmamente... Um olhar de complacência do homem que está preso a quase quarenta anos no navio... Nunca mais viu sua filha...

–Vamos encontrar... Bem... Todos aos seus postos. –Disse ele caminhando para cima.

Todas a tripulação saiu do convés e começaram a navegar, içaram as velas e começaram a navegar sem rumo, apenas com a bússola velha, o mapa rasgado e o vento soprando para o norte.

Enquanto o navio zarpava Medusa tentava forçar as memórias para não perdê-las... Sua vida passou inteira em sua mente, as duas roubando comida em Port Roy, os primeiros dias no navio, conhecendo os rapazes e aprendendo algumas coisas. Limpar o chão, içar velas, descer âncora, ler mapas e seguir as estrelas.

Eles não eram apenas estranhos em um navio, havia um relativo sentimento familiar, os dias viraram meses e os meses viraram anos. Logo elas eram mulheres adultas. Medusa riu ao lembrar o ataque que o capitão deu quando Skips tentou dar em cima de sua irmã, o capitão quase o jogou para fora do navio.

Medusa olhava para o capitão no timão. Ele a viu crescer e foi mais pai do que o homem que abandonou ela e sua mãe... O capitão era paternal e gentil, um pouco bobo talvez para um soldado, mas sem dúvida um pai. Sarah sempre queria sair do navio e encontrar o tridente de netuno para livra-las da maldição...

Mas Medusa... Havia se acostumado aquele lugar, havia se acostumado a ter uma família barulhenta e assustadora de esqueletos que só sabiam cantar, beber e brigar. Ela se perdia em pensamentos... Eles talvez nunca encontrasse o ultimo dobrão.

Na verdade ela queria que não encontrassem, o capitão não perdeu a memória por conta delas, com o carinho vem o amor e com o amor vem a lembrança. Por isso eles sobreviveram tanto tempo, em geral a pessoa morria dois anos depois da esqueletização, mas desde que elas chegaram o capitão, Skinner, Skips, Steve, Storm e sua irmã não perderam a consciência.

A verdade é que o motivo de Medusa ter ficado triste... É por saber que mesmo que todos seus amigos queriam tão desesperadamente achar o ultimo dobrão para encontrar o tridente e se libertarem da maldição, o que ela mais desejava é que isso durasse para sempre.

Que esta família durasse para sempre.

Medusa segurava seu dobrão nos dedos aquele pego com a irmã... Sem que ninguém percebesse ela o jogou na água escura...

Talvez fosse egoísmo.

Mas o amor é egoísta.

E Medusa odiava perder.


Notas Finais


Espero sinceramente que tenham gostado. Peço as personagens envolvidas a participarem, vocês são as donas da história podem também dar ideias para o fechamento da história caso queiram. Eu só sou o vento que sopra a "Nau" para o Norte. kkkkkk

Comentários e recomendações são sempre bem vindos.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...