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História As Últimas Folhas do Outono - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


BUA NOYTCHE MEUS DOCES DE BATATA, TUDO BOM COM VOCÊS?! ESPERO QUE SIM!

Bom, vou primeiro fazer uma breve introdução para vocês, okay? Créditos da Betagem nas notas finais.

A fanfic se passa em uma mistura de universos, quais envolvem Jibaku Shounen Hanako-kun, A Guy Like You (Mangá Yaoi), E Se Fosse Verdade (Filme de Romance Hetero) e algumas músicas de Ed Sheeran e do novo álbum do Fresno. Pode conter alguns trechos que lembrem músicas da Adele, então que fique claro.

Okay. Vamos para fanfic meus docinho.

Capítulo 1 - A Primeira Folha


Fanfic / Fanfiction As Últimas Folhas do Outono - Capítulo 1 - A Primeira Folha

Ei ei, você já ouviu essa história?

Como não? 

Aconteceu no início do outono. Foi quando como uma folha, Izuku desequilibrou e seu mundo caiu.

Sim, sim. Como alguém tão gentil poderia ser tão frágil?

Mas ele era humano, não?

Quão cruel não foi consigo mesmo ao deixar sua vida em segundo plano?

A vida nunca havia sido fácil. 

Não mesmo”.

Izuku e Yo cresceram em um orfanato simples do qual foram expulsos assim que completaram seus dezoito anos, atingindo assim a maioridade. Ambos já tinham coragem suficiente para trabalhar e se sustentar. 

Os dois da mesma idade. Gêmeos. Ali, em um apartamento pequeno no centro de Shizuoka, se esforçaram e Shindo até mesmo pôde se dar ao luxo de casar-se.

O esmeraldino, agora aos trinta anos de idade, apostava tudo em sua carreira. 

Apesar da “pouca” idade, ele já era bem reconhecido e estava prestes a conseguir o emprego de sua vida. Poderia começar a trabalhar no hospital geral de Shizuoka, simplesmente o maior do Japão. Havia estudado muito e estava a um passo de ser o médico mais jovem a conquistar tal coisa. 

Para ele, tudo que importava era a carreira. Pensava que devia fazer tudo o que estivesse em seu alcance para que seus pacientes pudessem ter um amanhã, só não pensou que o amanhã dele poderia nunca chegar. Não pensava que também tinha uma vida e, que assim como todos os outros, poderia facilmente morrer a qualquer momento.

Estava trabalhando direto haviam trinta e oito horas e praticamente corria de um lado para o outro como doido, sendo constantemente elogiado pelos colegas e até mesmo por seu superior. Estava certo que conseguiria o emprego. Oh, como tinha certeza. E esta era mais que absoluta. 

Quando se deu por vencido devido ao cansaço excessivo, pôde finalmente se retirar após se espreguiçar e preparar para dirigir. Iria voltar para seu razoavelmente grande apartamento. Um lugar aconchegante o qual sempre o acolhia quando estava tão cansado. 

Foi quando aconteceu. 

Quando por breves segundos cochilou ao volante e permitiu que seu veículo desviasse da estrada. 

Cansado. Era exatamente isso que estava. Tão exausto que mal conseguia manter os olhos abertos. No momento que notou que não poderia parar ou fazer retorno e descansar no hospital, se amaldiçoou mentalmente. 

Quando abriu os olhos — acontecimento este que durou pouquíssimos segundos antes de desmaiar —, pôde ver sua vida inteira passar perante os mesmos. Céus como odiava a si mesmo acima de tudo. 

Deu a muitos a chance de continuar vivendo. A esperança de mudar tudo. De aproveitar mais a própria saúde. 

Mas e ele? Não tinha se dado a chance de viver sequer uma vez. Não havia sido capaz de começar sua vida. Nunca deu-se a chance de se apaixonar ou sair com amigos de verdade. Sua vida havia sido baseada em seus estudos e na forma ambiciosa a qual havia lhe permitido conquistar tudo. 

Por mais que tivesse salvo dezenas... não, centenas de vidas, ele não era, nem de longe, bom ou santo. Céus, adiou tanto a própria vida. Se deixou tanto para depois que agora tinha certeza absoluta que nunca haveria um depois, porque ali estava ele. 

Um homem pálido e sardento de cabelos naturalmente ondulados e chamativos, cujo corpo magro e baixa estatura raramente o ajudavam a se destacar. O que mais chamava a atenção nele, era com toda certeza seus olhos esmeraldas brilhantes e grandes. Belíssimos por assim dizer. Pareciam duas verdadeiras joias. 

Mas agora estava ali. Desacordado enquanto carros criavam um imenso trânsito para descobrir o que havia acontecido. As ambulâncias, bombeiros e até mesmo a polícia, não haviam tardado a chegar. Estavam todos preocupados em salvar a vida do rapaz. Todos, menos ele mesmo. Talvez fosse melhor que morresse. Era a ideia que, mesmo inconsciente, tinha. Se morresse, não continuaria batalhando tanto para tornar-se importante. Para provar que mesmo sem seus pais, era capaz de conquistar grande reconhecimento. 

Naquele momento em que levavam seu corpo para a ambulância, um Audi Sport vermelho passava por ali. 

Os olhos heterocromáticos fitando a cena pouco curiosos e cabelos bicolores soprados pelo vento que a janela proporcionava. Era tarde. Estava escuro e acidentes eram comuns naquela área, mas nenhum nunca havia lhe chamado tanto a atenção. 

Sentia que a pessoa que estava ali, era alguém conhecido. Mas se fosse teria recebido alguma ligação, não é? 

Iria descobrir cedo ou tarde caso fosse alguém realmente importante para si. 

O jovem seguiu seu caminho naquela escura e fria noite. A estrada parecia lisa, mas nada preocupante. Tinha começado a chover sem aviso prévio, nada de mais. 

Ou assim pensava. Ainda sentia algo. Como se uma agulhada dolorosa tivesse sido dada em seu coração.

Era um sentimento ruim e sem explicação. Não entendia o que estava acontecendo consigo.

Quando estacionou na frente do enorme casarão de sua irmã, pôde permitir-se sair do veículo — após tirar a chave da ignição — e travá-lo. 

Aquele sentimento ruim certamente sumiria se bebesse, não é? Bom. Assim o bicolor pensava e foi o que fez. 

Adentrou a casa cujo piso de madeira já não se encontrava mais tão limpo, e fitou a quantidade absurda de gente. Às vezes se esquecia da popularidade de sua “segunda mãe”. 

Shouto sempre foi o centro das atenções independente de onde ia; isso devido à imensa cicatriz de queimadura “ornando” a sua face esquerda e seus cabelos bicolores. Uma falha genética raríssima cercava o jovem e fazia com que todos se perguntassem se era resultado de alguma doença ou simplesmente falso. Se ele descoloria parte de seu cabelo e vivia de lentes. 

O jovem sofria de heterocromia, a qual fazia com que um de seus olhos fosse cinza e o outro turmalina. Embora fosse para ser completamente ruivo, essa falha fazia-se presente também em seus cabelos, fazendo-o sofrer com parte dos fios — metade para maior exatidão — como albinos. 

Os olhares curiosos e indiscretos voltados para si o deixavam irritado. Então sua irmã o cumprimentou antes que ele fosse em busca dos outros, para, mais tarde, começar a beber. 

Touya de vela com seus amigos, Natsuo completamente sozinho — escolha sua após seu divórcio. 

A vida de todos estava uma merda. Fuyumi era a única que estava feliz, pois seu relacionamento com o irmão mais velho de Iida estava em perfeito estado. Amavam-se intensamente. 

Mas aquilo não era para uma pessoa como Shouto. Ele era um rapaz entediante e igualmente entediado. Seus relacionamentos nunca duravam. Ou seus parceiros enjoavam de si, ou ele enjoava deles. Nunca havia se sentido verdadeiramente amado, nem mesmo por sua mãe. A prova disso era aquela marca que trazia consigo e ia bem além de sua pele. Sua queimadura. 

O copo de bebida não tardou a alcançar sua mão. Seu próprio pai estava lhe entregando tal e ele não se negou ao direito de beber até que não sentisse mais nada. Até não ser capaz de recordar nem mesmo o próprio nome e o que era aquela sensação de estar perdendo algo importante. 

Quando se deitou sobre a cama do quarto de hóspedes da irmã, apagou totalmente e teve plena certeza disso, no entanto, quando passou a sonhar teve mais que plena certeza de que estava acordado. 

Se encontrava em lugar cujas copas das árvores quase não possuíam folhas. O chão, esse sim, estava cheio de folhas. Estava sonhando? Já não tinha certeza de nada. 

Não tinha saído da casa de sua irmã. Era impossível estar sonhando. E então o viu. Um homem de cabelos e olhos verdes. 

Devido ao escuro, não sabia exatamente qual a intensidade das cores que residiam no jovem. Eram claras e disso tinha noção

Aproximou-se sem hesitar ainda fitando-o. Talvez ele fosse alguém gentil e lhe informasse onde estava. 

— Ei, moço — sua voz apesar de grossa, era suave e baixa, pois temia incomodar o esmeraldino. Quando as esmeraldas o fitaram, ele pôde sentir novamente aquela maldita pontada em seu peito —. Você… já nos encontramos antes… — a confusão na face do pequeno não podia ser maior — Que-quero dizer… sabe onde estamos? Eu não me lembro de já ter vindo aqui antes. 

— Esse lugar foi o que ouvi denominarem fronteira. Sinceramente não tenho a menor ideia do que é ao certo. Mas e você? O que faz aqui? Poucas pessoas costumam ficar. Geralmente elas chegam, sobem ou descem.

— Fronteira? Descer? Subir? Eu… não tenho ideia do que faço aqui. — sua inexpressividade não soava nem de longe tão confusa quanto sua cabeça, e isso fez o esverdeado rir baixinho.

— Qual foi a última coisa que fez antes de vir para cá?

— Bebi. Acho que mais do que de costume. Lembro também que meus irmãos me levaram para um quarto e me fizeram dormir e parar de beber.

— Talvez você tenha morrido enquanto dormia ou só esteja em coma alcoólico. Provavelmente nunca vai saber. Como ainda não foi chamado para ir ao inferno ou ao céu, é melhor procurar um lugar para ficar.

— Incomodaria se eu ficasse por aqui? — quando o olhar do pequeno voltou-se à grama, Todoroki pôde notar sua timidez. Ele era fofo e possuía sardas. Era magro também, mesmo estando sentado. — Desculpe eu estou realmente perdido, não saberia onde ir nem se quisesse.

— Nã-não. Não estou bravo ou reclamando. Só que pode ser chato estar aqui, já que eu… evitava contato com outras pessoas que não fossem meus pacientes ou superiores… 

— Duvido que vá ser chato. Aliás, eu sou Shouto Todoroki.

— Izuku Midoriya. — seu sorriso. Aquele sorriso foi o primeiro que fez Shouto querer se aproximar de alguém. Não possuía maldade alguma.


Notas Finais


Fanfic betada por @Mayonaka_Astery. Espero que tenham gostado e possam comentar. E aí? Supero Feline? Brincadeira. Quem sabe algum dia? Me ajudem na divulgação? Amo vocês. Comentem se possível.


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