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História As Visões de Dimash - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Autumn Strong


Fanfic / Fanfiction As Visões de Dimash - Capítulo 3 - Autumn Strong

Parte Um

Já fazia uma semana que eu me encontrava no Cazaquistão. Consegui alugar um pequeno apartamento mobiliado em Almaty, não muito longe da casa onde Dimash morava atualmente, e lá estabeleci meu quartel-general. Um computador de última geração, um espaço de reflexão, uma boa biblioteca. Eu já tinha a intenção de me estabelecer por um tempo no Cazaquistão, mas nunca imaginei que isso fosse ocorrer em condições tão insólitas. Tudo mudou tão rápido que não tive muito tempo para me questionar sobre o que estava acontecendo comigo e com minha vida.

Eu sei que tem que ser assim. Mas, apesar disso, eu ainda acordo às vezes à noite me perguntando se eu estou ficando maluca ou se tudo isso está realmente acontecendo. Nessas horas, eu ouço a voz do Dimash dizendo “Vai ficar tudo bem. Eu estou aqui.” Eu ouço no meu coração. Eu sei que ele está acordado também. Eu suspiro e ele suspira. Estamos preocupados, nós dois. Mas poder contar um com o outro é confortador. Somos parceiros. Complementares.

Não foi muito difícil justificar minha presença na vida do Dimash para sua família e amigos. Ele me apresentou a todos como sua intérprete pessoal. Ele explicou que gostaria de ter uma intérprete que conhecesse bem suas ideias, sua visão de mundo, que isso facilitaria as suas interações com profissionais estrangeiros, com suas dears e com pessoas fora do Cazaquistão e, dessa forma, ele teria certeza de que a tradução seria a mais fidedigna possível. Fiquei imaginando o que aconteceria se alguém soubesse de como aquela conexão psíquica se estabelecia e de que, cada vez mais, eu sabia exatamente o que ele queria dizer mesmo antes de ele falar. Por isso, era preciso fazer com que tudo parecesse uma relação profissional. Ninguém podia saber da conexão que tínhamos.

Essas conexões psíquicas entre mim e Dimash podiam ser muito prazerosas às vezes, ele sentia minha excitação com todas as coisas novas que eu estava descobrindo, eu sentia sua calma e sua felicidade quando estava trabalhando no novo álbum de músicas cazaques. Esse álbum já tinha se tornado uma piada interna entre as dears. “Soon” ele disse. E assim se passou mais de um ano. Mas agora eu sabia o porquê. Sua paixão por aquelas músicas era tão grande que era como se fosse um pai que não quer deixar o filho seguir viagem, sempre atrasando a partida... Ele sempre encontrava uma nova variação, um detalhe a mais e, muitas vezes, fazia questão de regravar a canção, o que deixava todo mundo que o cerca meio maluco. Posso dizer que ele se divertia muito com isso. Eu sentia nele uma alegria travessa de quem sempre convence as pessoas a fazer o que ele quer.

Mas essas conexões também podiam ser bastante desgastantes. Eram como grandes ondas de emoção que eu sentia em todo o meu corpo e que podiam me atordoar como se eu estivesse meio bêbada. Era algo que acontecia naturalmente e, como ondas, iam e vinham de tempos em tempos dependendo da intensidade das emoções que estávamos vivenciando. E eu percebia que, em alguns momentos, Dimash tentava se manter afastado intencionalmente para me poupar desse desgaste emocional. A sensação de partilhar aquelas visões havia nos deixado exaustos. Havia muito sofrimento e muita desesperança. Reviver aquela conexão e revisitar aquelas visões não era uma experiência que queríamos repetir a não ser que fosse absolutamente necessário.

Então, aqui estou eu diante do meu computador, nessa tarde ensolarada, em busca de algum tipo de informação que nos ajude a identificar aqueles dois homens. Navegando pelos diversos bancos de dados, alguns bem exclusivos e aos quais eu nem deveria ter acesso, eu procuro o homem do laboratório. Nas visões que eu e Dimash havíamos compartilhado, era possível ver na sua bancada de trabalho um logotipo característico de algum laboratório químico ou farmacêutico: um tubo de ensaio e uma serpente estilizada. E um bloco de notas trazia um texto de mandarim, mas eu não tinha tido tempo de ler o que estava escrito. E ainda havia algo de insólito, pois o rosto que vimos não é um rosto de traços asiáticos, mas de traços europeus. Não consigo nenhuma informação útil assim e já estou impaciente. Decido invadir um banco de dados secretos, o que não é nada fácil, nem recomendável. Vou levar algum tempo para conseguir essa informação e não posso ser descoberta.

O telefone toca nesse exato momento. É o Dimash. Sentiu minha hesitação e está preocupado. Quer me encontrar no Central Park de Almaty. Encontramo-nos no Central Park, que é muito bonito nessa época do ano. Resolvemos caminhar.

- Você sabe em que está querendo se meter, sua maluquinha? Quero procurar outra forma de conseguirmos as informações de que precisamos. Quero que você ligue para alguns amigos que fiz na China. Vamos conseguir essas informações de uma forma mais convencional sem correr o risco de criar uma crise internacional, certo? Depois se conseguirmos algo mais tangível, pegaremos um avião e iremos até lá.

- Eu as vezes esqueço de que você tem todos esses recursos... Não estou acostumada a contar com outras pessoas...

- Eu sei disso. Mas talvez esteja na hora de mudar isso, não? Essa solidão não faz bem a ninguém. Eu sempre estou cercado por pessoas queridas, elas são minha rede de segurança pra que eu possa fazer tudo que eu faço. Você sabe porque escolhi o Cazaquistão para viver? Eu poderia ter escolhido ser acolhido por uma família estadunidense com ligações com o ambiente artístico. Tudo seria muito mais fácil, nós dois sabemos a influência cultural que os estadunidenses têm. A fama mundial viria rapidamente, o alcance das minhas canções seria enorme.

- E falaria inglês fluentemente, o que entristeceria muitas dears. Você sabe que amamos o seu “dinglish”, não é?

Ele sorri e todo o rosto dele se ilumina.

Sentamos num banco diante do lago.

- Sabe, o Cazaquistão me proporcionou essa possibilidade de viver a comunidade como um valor cultural. Pude vivenciar, desde criança, o prazer de ser amado por uma família enorme que sempre me incentivou e respeitou meus desejos, minhas decisões. A ligação com as tradições e com a natureza e o vivenciar de valores da honra cazaque como a humildade, o respeito aos mais velhos e o amor aos mais jovens forjaram minha sensibilidade. O som da dombra é tão especial pra mim, é como se eu pudesse, ao tocar a dombra, acessar outros mundos ao mesmo tempo em que me sinto ligado à essa terra... No som da dombra ressoa a natureza do céu azul e da águia dourada. Não é lindo que a bandeira desse país que me é tão querido retrate dois símbolos da natureza e da força dessas montanhas que nos cercam? Poder levar isso para outras culturas tão carentes dessa sensibilidade é a minha maior satisfação. Cantar em cazaque, ver as dears cantando comigo em cazaque é uma emoção indescritível.

Não preciso que ele descreva pra mim. Eu sinto. Os olhos dele brilham e uma sensação calorosa de amor me invade. Como é profunda essa ligação dele com sua família, com seu povo, com as dears.

- É tão bom perceber que você sente a importância dessas raízes pra mim...

Raízes. Raízes. Roots. De repente, um clarão se fez na minha mente e na dele. Esse era o nome do laboratório. Roots era o nome que vimos no logotipo. Peguei meu celular e descobri que laboratório era aquele. Um laboratório de genética que fazia pesquisas médicas.

Tínhamos uma pista.

 

Parte Dois

O avião está chegando no aeroporto de Pequim. Eu havia ligado dias antes para alguns contatos do Dimash naquela cidade. A capacidade que Dimash tem de criar laços, de fazer amigos, é algo que me impressiona. Minha timidez extrema e uma certa insegurança sempre me manteve à distância das pessoas. Dimash constrói pontes onde antes havia só margens distantes umas das outras...

Precisamos chegar discretamente. Ter uma legião de dears atrás de nós não irá ajudar em nada na nossa missão exploratória... Não ficamos num hotel, que seria muito exposto. Fomos para uma casa pequena e mais afastada do centro. Há um carro à nossa disposição. A viagem foi longa, mas estamos ansiosos para conhecer a Roots. Assim, depois de fazer um pequeno lanche, fomos nos encontrar com um dos CEOs daquele laboratório. Quem sabe finalmente descobriremos quem era aquele homem que havíamos visto naquela visão partilhada?

- Você vai tomar a frente da conversa. Você vai traduzir o que eu disser, mas também vai fazer as perguntas importantes como se eu as tivesse fazendo. Nossa conexão vai nos permitir fazer isso sem que ninguém perceba. Vai dar tudo certo.

- Você sentiu minha insegurança, não é mesmo? Mas eu senti sua autoconfiança, que sensação incrível! Vamos lá!

Encontramos o CEO da empresa, mas rapidamente percebemos que ele não tem nenhuma intenção de facilitar as coisas pra nós. Ele fala da empresa, mostra as instalações, mas resiste a todas as minhas investidas na tentativa de saber o nome das pessoas que trabalham lá ou em que eles estão trabalhando. Eu estou ficando muito frustrada, quando, de repente, o destino resolve nos dar uma mão e Dimash vê, e eu vejo com seus olhos, o homem das visões parado junto ao elevador. É difícil não demonstrar minha surpresa, mas Dimash toma a dianteira e começa a falar diretamente com o CEO no “dinglish” que lhe é tão peculiar, o que me dá uns segundos para me aproximar um pouco e conseguir ver o nome do homem no seu jaleco: Dr. Klaus Schneider.

Não há como falar com ele agora. Damos um jeito de nos livrar do CEO e saímos do prédio. Entusiasmados com a descoberta, sentamos em um café próximo à empresa e fomos pesquisar quem era D. Klaus Schneider. Descobrimos que ele é um pesquisador alemão muito importante, famoso por seu trabalho em busca de uma cura para algumas das mais graves doenças tropicais.

- Precisamos falar com ele. Como faremos?

- Vamos convidá-lo para nos encontrar num restaurante discreto. Já tenho um em mente. No período em que morei aqui na China, havia um pequeno restaurante que fazia o melhor pato de Pequim da cidade e que sempre me recebeu sem grande alarde, preservando minha privacidade. Podemos dizer que eu quero conhecer mais sobre o trabalho dele. Você acha que consegue convencê-lo?

- Se eu posso me mudar para o Cazaquistão em questão de dias e fazer uma viagem com um cantor famoso à China em busca de respostas para uma visão que tive junto com ele, por meio de conexão telepática, é claro que sou capaz de convencê-lo!

Eu ri. Dimash riu também. Estamos alegres. Estamos confiantes de que conseguiremos as informações que precisamos. E não podemos esquecer que há ainda outro homem para descobrir a identidade e seu paradeiro.

Vai dar certo!

 

Parte Três

Na verdade, foi muito mais fácil convencer Dr. Klaus a nos encontrar no restaurante do que eu imaginava. Ele sabia quem era Dimash e já tinha ouvido falar de suas ações humanitárias, o que nos ajudou muito a vencer sua desconfiança inicial. Além disso, ele parecia agradavelmente surpreso de poder conversar com alguém em alemão estando tão longe da sua terra natal. Marcamos nosso encontro para aquela mesma noite.

E aqui estamos diante do Dr. Klaus, sentados numa confortável mesa naquele restaurante acolhedor, conversando num clima informal. Sou eu que faço as perguntas que podem nos ajudar a dar significado àquelas visões que eu e Dimash tivemos e sou eu também quem traduz as respostas para Dimash, que está muito atento a cada palavra, a cada movimento.

- Dr. Klaus, você poderia nos falar um pouco de suas pesquisas, ficamos sabendo que você trabalha na busca de uma cura para uma doença tropical.

- Exatamente. Estávamos bem perto de encontrar uma cura para a malária. Vocês sabem que a malária atinge cerca de 3,2 bilhões de pessoas em 99 países? São cerca de quase 200 milhões de novos casos todos os anos. E os laboratórios não demonstram interesse nessas pesquisas por não trazerem retorno financeiro. É a mais importante doença negligenciada do planeta.

- Estávamos? A Roots está envolvida nessa pesquisa?

- Mais ou menos. Eu faço pesquisas na área genética e a Roots fez de tudo para me contratar para um projeto de caráter confidencial. Para aceitar esse emprego, coloquei como condição poder utilizar os laboratórios deles para essa minha pesquisa pessoal. E eles colocaram como condição que eu viesse para a China sozinho, sem poder trazer minha família. Queriam que eu me dedicasse totalmente ao projeto deles.

“Deve ter sido difícil tomar essa decisão, ficar longe da família...” Dimash lembrou do período em que viveu na China. Meus olhos encheram-se de lágrimas. Preciso me concentrar no Dr. Klaus.

- Dr. Klaus, o senhor está na China faz muito tempo?

- Muito tempo. Tempo demais. Quero voltar para casa. Sinto muita falta da minha esposa e dos meus filhos. E eles sentem minha falta também. O projeto da Roots está quase pronto. E a minha pesquisa sobre a malária está parada. Não sei nem se poderei um dia terminá-la.

- Por quê?

- Eu vinha fazendo essas pesquisas aqui, mas tinha um parceiro no exterior com quem eu trabalhava. Um pesquisador inteligente e criativo, capaz de analisar os problemas por uma perspectiva nova. A última vez que falei com ele, ele estava animado e me disse que estava muito perto de achar a solução de um problema que enfrentávamos e, assim, acelerar nossas pesquisas. Poderíamos em poucos meses chegar a uma droga particularmente eficaz em quase 100 por cento dos casos. Uma cura. Mas agora...

Meu coração acelerou. Dimash prendeu a respiração. Será que estávamos perto de descobrir quem era o outro homem?

- O que aconteceu?

- Eu não sei. Ele simplesmente sumiu. Já tentei contato com ele de diversas formas, mas é como se ele tivesse desaparecido em pleno ar. Fiquei esperando que ele reaparecesse nos últimos quatro meses, mas isso não aconteceu. Acho que terei de desistir dessa pesquisa.

- De jeito nenhum. Essa pesquisa não será encerrada. A partir de hoje estou pessoalmente empenhado em que essa droga seja produzida. Encontraremos esse pesquisador.

Dimash, que até então estava calado, falou com tanta energia e tanta autoconfiança que eu e o Dr. Klaus não pudemos deixar de olhar aquele rosto de traços fortes com uma decisão muito firme no olhar. Dimash está impactado com essa história. Eu sinto que ele é capaz de virar o planeta de ponta a cabeça para encontrar esse pesquisador e para que essa droga seja produzida. Traduzi para o Dr. Klaus aquelas palavras enérgicas do Dimash.

- Qual o nome desse pesquisador? Onde ele mora? Eu e Dimash iremos procurá-lo.

- Esse é o maior problema. Eu não sei o nome dele, nem onde ele trabalha. Entenda, eu estou na China, trabalhando em um projeto secreto. Ele não queria estar vinculado a nada disso. Só sei o primeiro nome dele: Roberto. E, claro, o e-mail dele e o número de telefone. Mas ambos aparentemente foram desconectados.

Não importa. É uma pista. Sabemos mais agora do que sabíamos horas atrás. Pedi que Dr. Klaus anotasse essas informações no meu bloco de notas.

- Há muitas pessoas morrendo e precisamos que essa droga seja produzida o mais rápido possível. Farei uma doação para colaborar na agilização dessa pesquisa. Quero que essa medicação seja entregue a preço de custo em países do terceiro mundo. Vou ver o que é possível fazer.

Traduzo as palavras de Dimash para o Dr. Klaus, que fica muito surpreso. Eu e Dimash estamos animados. Dimash passa a comer todo feliz seu pato de Pequim e sei que essa imagem é uma das que guardarei para sempre na memória. Nessas horas, ele parece muito mais jovem do que é. E eu sinto essa alegria e essa jovialidade também.

Já Dr. Klaus parece meio incrédulo. Afinal, para o Dr. Klaus, Dimash é só um cantor cazaque. O que ele pode fazer? Mal sabe ele que eu e Dimash temos algumas cartas na manga.

 

Parte Quatro

Estamos de volta à Almaty. Estou cansada da viagem. Dimash também. Combinamos de nos encontrar no dia seguinte para traçarmos um plano de como descobrir quem é esse pesquisador desaparecido. Mas está difícil dormir. Levanto da cama e vou fazer um chá. Um chá do Dimash. Acho muito engraçado ver seu rosto na caixa de chá, todo elegante, sofisticado. Tão diferente daquele homem simples que conheço.

Nessa correria dos últimos dias não pude nem ouvir as canções do Dimash. Ele acha estranho ouvir sua própria voz, sempre tão crítico, e não me dava sossego se eu me punha a ouvir suas canções mesmo que com fones de ouvido. Além disso, minha mente passava boa parte do tempo envolvida com nossas pesquisas.

Ligo o notebook e coloco alguns de seus últimos vídeos que estão na minha playlist. Sento no sofá e tomo meu chá ao som de SOS do Festival de Tóquio, gravado no seu estúdio. O estúdio em que ele praticamente passa todo o seu tempo trabalhando. Nessas horas, tudo que estou vivendo parece tão irreal...

Irreal. Ouço os primeiros acordes de Autumn Strong em Kiev, a sua última apresentação antes do cancelamento dos shows e do mergulho do planeta naquela pandemia horrível. De repente, sinto uma angústia, um mal-estar. Fico tonta, coloco a xícara na mesa bem a tempo de evitar que ela cai das minhas mãos e perco a consciência.

Acordo deitada no sofá com Dimash sentado ao meu lado. Ele me carregou até lá. Seu olhar de preocupação me assusta.

- O que aconteceu?

- Sua maluquinha, você resolveu ouvir Autumn Strong sozinha nessa casa? Não considerou que poderia ter alguma visão, alguma reação emocional? O que aconteceu é que você desmaiou. E eu acordei assustado, sabendo que tinha que vir até aqui imediatamente. Quando cheguei, você estava desacordada. Ainda bem que você não havia trancado a porta...

- Mas eu não vi nada. Ouvi uma música, uma música que parecia familiar, e senti uma tristeza, uma angústia enorme, que não consegui suportar...

- Eu sei.

Ele não precisa falar mais nada. Ele está muito preocupado comigo. E se sentindo responsável pelo meu súbito mal-estar. Está tendo dúvidas quanto a me manter ao seu lado... Eu não preciso falar nada. Não tenho dúvidas. Estou exatamente onde eu queria e devia estar. E ele sabe disso.

- Você vai conseguir dormir?

- Espero que sim.

- Ficarei aqui, vigiando seu sono. Você pode dormir sossegada.

- Dimash, posso pedir uma coisa pra você?

- Ocean Over Time?

- Sim...

- Feche os olhos.

Dimash canta e sua voz suave vai penetrando na minha alma... Adormeço.

Quando acordo de manhã, Dimash dorme na cadeira ao meu lado. Aquelas pernas longas atravessadas na sala e aquele rosto tão relaxado desperta em mim uma ternura e um amor profundo. Pego o cobertor e cubro Dimash delicadamente.

Tomo meu banho, visto minhas roupas e vou pra cozinha fazer um café da manhã, na verdade, um chá da manhã... Agora ele já havia acordado e está muito absorto. Tenta cantarolar uma canção.

- Ontem à noite, quando acordei, ouvi novamente um trecho de uma canção que estava na nossa visão. Você ouviu essa música antes de desmaiar, não foi?

- Ouvi.

- Preciso de um piano. Vamos tomar nosso chá e quero que você vá comigo até meu estúdio. Vamos tentar descobrir que música é essa. Talvez ela nos ajude a descobrir o paradeiro de quem estamos procurando.

-Você quer um chá do Dimash? Esse chá é muito bom, o cara da foto é muito chique...

Dimash faz uma cara engraçada.

-Quero sim, mas vire essa caixa pra lá, que esse cara aí é muito feio.

Rimos juntos.

 

 



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