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História Asas da Liberdade. - Capítulo 7


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Capítulo 7 - 07


Fanfic / Fanfiction Asas da Liberdade. - Capítulo 7 - 07

Olho para trás rapidamente, um homem de barba e cabelos ruivos me segura, piso com força em seu pé fazendo com que me solte, quando estava pronta para sair do beco escuto o outro dizer.

- O chefe mandou lhe dar um recado.

Então esses vermes trabalham para ele. Me viro e o encaro.

Mikasa- E qual seria?

O ruivo sorri, tenta se aproximar mas com um único olhar meu ele para.

Ruivo- Não seja apressada criança, meu amigo vai logo te dizer.

Ele assobia e outros três caras surgem. Olho para eles, todos parecem ter no mínimo quarenta anos e trazem canos de ferro em suas mãos.

Mikasa- Então esse era o recado, quanta originalidade.

Olho friamente para o cara que está com a faca, ele sorri para mim e sei oque está pensando, acha que vou ser uma vítima fácil.

- Na verdade não sei bem porque o chefe quer que façamos isso com você, teriamos muitas outras formas de nos divertir.

Um dos três últimos que chegaram gargalha.

- Mas ele não disse nada sobre não poder fazer isso.

Olho para ele com nojo, odeio esse tipo de pessoa. Vejo os outros rirem também.

Ruivo- Então vamos acabar logo com isso para aproveitar depois.

Esse idiota é o primeiro a vir pra cima de mim, ele não tem nada em mãos, assim que tenta me acertar um soco esquivo com facilidade, ele tenta de novo e mais uma vez desvio, seu rosto começa a ficar vermelho de raiva, revido e lhe acerto com soco certeiro no queixo fazendo com que caía no chão.

Mikasa- Tão fácil.

Falo para mim mesma, os outros parecem um pouco surpresos mas logo o cara da faca da uma ordem.

- Ataquem!

Os três idiotas vem em minha direção de uma só vez, com um chute consigo pegar um dos canos de ferro deles e o uso para me defender, acerto com força a cabeça do homem de quem roubei o objeto e ele caí desmaiado, menos um, quando penso que vai ser fácil o cara com a faca corre em minha direção, nesse pequeno momento de distração um dos homens acerta minhas costelas, merda! Isso vai ficar roxo, desvio por pouco da faca do líder, ele tenta acertar minha barriga, viro o corpo segurando seu pulso e pego a faca de sua mão.

- Sua puta, vou acabar com você!

Ele corre para tentar me atingir e antes que possa acertar um soco coloco um dos seus caras na minha frente fazendo ele desmaiar o próprio homem, menos trabalho para mim. Vejo o último dos três me olhar com medo.

- Ela é o capeta, veja só os olhos dela.

Sinto vontade de rir da sua cara de medo, antes que possa fugir jogo com força o cano acertando seu nariz, provavelmente quebrou.

Mikasa- Agora só sobrou nós dois.

Sorrio macabramente e o mesmo hesita um pouco antes de vir pra cima, ele tenta me dar um chute mas não tem sucesso, acerto com força seu estômago e depois outra vez não lhe dando tempo para revidar, com um soco no rosto o faço cair no chão e antes de desmaia-lo lhe encaro.

Mikasa- Acho bom dizer ao seu chefe o recadinho que eu dei, se ele quer mesmo conversar é melhor mandar pessoas mais competentes para cumprir o serviço.

Atinjo uma área em seu pescoço e o faço desmaiar, assim que me levanto sinto um soco ser desferido no lado direito do meu rosto, olho para o lado e o idiota ruivo está de pé, giro a perna lhe acertando um chute forte e ele caí no chão novamente.

Mikasa- Filho da mãe.

Cuspo um pouco de sangue, que merda, justo no rosto, vai ser difícil esconder. Corro até o ponto de ônibus do melhor jeito que posso, minhas costelas estão doendo mais do que deveria. Dei a sorte de chegar no ponto e já pegar um ônibus, olho as horas, são uma e quarenta, certo, tenho vinte minutos para chegar lá. Desço do ônibus e ando rápido até o departamento polícial, entro no elevador e me olho no espelho, meus cabelos estão bagunçados e infelizmente o canto do meu olho e parte da bochecha direita estão começando a ficar roxos, solto meus cabelos tentando arruma-los com a mão, pego o telefone na bolsa e disco o número da senhora Olivia.

Mikasa- Oi senhora Olivia como estão as coisas por aí ?

O elevador abre, saio apressada passando direto pela Sasha e indo até o banheiro.

Sra. Olivia- Está tudo bem querida, eu e as crianças estamos sentados aqui no jardim bebendo uma limonada que acabei de fazer.

Suspiro aliviada enquanto me olho no espelho, levanto minha blusa social e noto que um grande roxo já se formou.

Eren- Ei dona Olivia, é a onee-chan?

Escuto uma vozinha ao fundo e logo o telefone é passado para ele.

Eren- Oi onee-chan! Sentiu saudades da gente?

Sorrio com seu comentário, vou até a porta do banheiro e tranco ela, coloco o telefone no viva voz para poder responder.

Mikasa- É claro que estava com saudade de vocês, onde está a Carla?

Eren- Ela ta com a boca cheia de biscoitos.

Escuto ele dar um risinho e Carla reclamar com a boca cheia, que danadinha. Abro todos os botões da blusa e pego um pano na minha bolsa, molho ele passando com cuidado por cima do machucado.

Mikasa- A senhora Olivia que fez biscoitos?

Carla- Foi sim onee-chan, ta uma delícia.

Limpo agora o machucado no rosto, precisava de um pouco de gelo para não inchar.

Mikasa- Percebi, guardem um para mim em. Tenho que trabalhar agora, amo vocês.

Eren/Carla- Te amo. Até mais tarde.

Escuto suas risadinhas por terem falado juntos, desligo o telefone e arrumo minha blusa, passo a mão pela saía e ando até minha sala, um minuto adiantada. Assim que entro noto o senhor Ackerman olhar para mim, ignoro e começo a trabalhar. Meia hora depois sou chamada até a sala dele, tento deixar o rosto mais escondido possível com o cabelo.

Mikasa- Precisa de alguma coisa senhor?

Sr. Ackerman- Quero que revise para mim essas contas e passe elas para a senhorita Sasha.

Mikasa- Certo.

Antes que saía de sua sala ele se levanta rápido e vem até mim, penso em recuar mas seria burrice.

Sr. Ackerman- Oque aconteceu?

Pergunta tirando meu cabelo da frente do rosto.

Mikasa- Não foi nada demais, só um pequeno acidente.

Me afasto um pouco mas ele segura meu pulso.

Sr. Ackerman- Precisa cuidar disso ou vai ficar pior, espere um pouco aqui.

Ele saí da sala e poucos minutos depois volta com uma caixa de primeiros socorros nas mãos.

Sr. Ackerman- Sente-se, vou fazer um curativo.

Quando vou me sentar acabo batendo na beirada da cadeira e não consigo esconder uma pequena expressão de dor, essa não passa despercebida pelo senhor Ackerman.

Sr. Ackerman- Tem mais algum machucado?

Mikasa- Não, eu estou bem.

Ele chega perto de mim e encosta um dedo em minhas costelas me afasto rápido.

Mikasa- Não toque nas pessoas assim do nada.

Sr. Ackerman- Não minta para mim, deixa eu ver.

Olho para ele mas não vejo nenhum tipo de segundas intenções em seus olhos, parece até preocupado. Resmungo um pouco e levanto uma parte da blusa, tentando mostrar menos possível.

Sr. Ackerman- Que merda.

Escuto ele dizer baixo, logo começa a passar algo gelado em mim.

Sr. Ackerman- Levante os braços um pouco, vou enrolar essa faixa para não sair a pomada.

Faço oque ele pede e seus braços me rodeiam colocando a faixa, sinto meu coração dar uma pequena acelerada, olho para o seu rosto, o semblante concentrado, as sobrancelhas levemente franzidas, ele realmente é muito bonito. Quando termina olha para mim, passando um pouco de pomada no roxo em meu rosto.

Sr. Ackerman- Pronto, acho que isso já vai ajudar.

Mikasa- Obrigada. Bom, vou indo, tenho muito trabalho para fazer.

Levanto da cadeira mas ele segura meu braço novamente.

Sr. Ackerman- Oque aconteceu? Quem fez isso com você?

Suspiro, tenho que falar algo ou ele vai tentar descobrir sozinho.

Mikasa- Foram só uns idiotas que me prenderam num beco, acho que pensaram que eu era uma presa fácil.

Ele olha para mim, não parece ter acreditado em tudo mas me solta.

Sr. Ackerman- Tudo bem, se precisar de algo pode falar.

Concordo e volto para minha sala.

(Levi Ackerman)

Depois que Jaeger saiu do restaurante daquele jeito tive a sensação de que algo ruim ia acontecer e infelizmente estava certo, quando chegou aqui pude ver que tinha se metido em confusão, tem algo acontecendo com ela, algo grande. Desisto de me concentrar no trabalho e começo a pesquisar no computador pelo sobrenome Jaeger.

Levi- Mas..oque?

Olho para ela por um instante e depois para o computador, não tem nada, nada que fale sobre seus antecessores, pesquiso agora sobre Mikasa Jaeger mas é como se ela simplesmente não existisse. Pego o telefone e ligo para o RH.

Levi- Quero que tragam a ficha da senhorita Jaeger aqui na minha sala.

Escuto um sim senhor antes de desligar. Menos de dez minutos depois um homem entra com oque eu pedi, analiso seus dados mas não contém nome do pai ou da mãe, que estranho, me distraio tanto que mal noto que já está na hora de ir embora. Ligo pra Jaeger a dispensando, olho para a quantidade de trabalho que ainda tenho que terminar e suspiro derrepente alguém bate na porta.

Levi- Entre.

Vejo ela surgir pela pequena abertura da porta, os cabelos castanhos estão soltos e me encara por um momento, os olhos verdes parecem ainda mais bonitos hoje.

Mikasa- Queria ter certeza de que o senhor não precisa de ajuda.

Ela olha para minha mesa cheia e gostaria muito de saber no que está pensando.

Mikasa- Espere um pouco por favor.

Fico parado enquanto ela saí da sala e parece fazer uma ligação, depois volta se sentando na cadeira em minha frente.

Levi- Por que voltou?

Mikasa- O senhor ainda tem muita coisa para fazer, posso ajudar.

Sorrio involuntariamente, essa garota é realmente mais interessante do que eu pensava.



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