História Asas de fogo - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance, Romance Sobrenatural, Sobrenatural
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Palavras 1.605
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiiiii minha primeira história e eu estou supeeerrr entusiasmada!! Espero que vocês fofuraass gostem e apreciem o que eu vou criar com muito carinho e esforço. Ah e por favoorrrr deixem a vossa opinião nos comentáriooosss eu adoro ouvir as vossas opiniões e pontos de vista e isso me ajuda a melhorar e me dá mais motivação. Beijosss e espero que adorem este primeiro capítulo.

Capítulo 1 - Prólogo


  

Hoje seria um dia nervoso para Sarah. Ela até já sentia a nervosidade fluindo pelo corpo á medida que chegava a hora. São cinco horas da tarde e havia saído da escola a alguns instantes atrás. Andava por entre as folhas molhadas no chão, deste outono ventoso e claramente chuvoso, pois hoje foi o único dia que não houve a visita das milésimas gotículas de chuva, mas, infelizmente, a visita do vento veio a dobrar fazendo os castanhos cabelos de Sarah esvoaçarem fervorosamente. 

Sarah mantinha o olhar baixo, não queria deslizar o olhar para cima onde sabia que encontraria a razão dos seus pesadelos. Havia lidado com eles a vida toda e sabia, perfeitamente, que se os seus olhares se cruzassem as coisas se tornariam horrivelmente tenebrosas para ela. Isso já havia acontecido mais vezes do que devia e com o tempo foi percebendo que a solução era tentar não cruzar olhares. De todas as vezes uma delas se mantém na sua mente  e nos seus sonhos. Há três anos atrás, com apenas 10 anos.

Flashback 3 anos atrás

 São cinco e meia da tarde, e Sarah observa a porta, não muito alta, que se encontra á sua frente. Tinha receio de entrar e encontrar a mãe no estado que a encontrou no dia anterior, sabia que ela estava doente por isso era uma alta probabilidade, mas ainda assim, era doloroso para Sarah encontrá-la daquele modo. 

Mas, por fim, Sarah acabou por puxar a maçaneta.

- Mãe! Cheguei. - Sarah diz indo em direção á cozinha. - Mãe? - ela repete com preocupação. 

A preocupação aumentou quando não obteve resposta, e se tivesse acontecido alguma coisa? 

Sarah sobe as escadas apressada, invade os três quartos e as duas casas de banho esperando encontrá-la, mas tudo o que obteve foi um barulho vindo da cozinha. Talvez ela tivesse saído e voltou agora. Então, novamente apressada, Sarah desce as escadas, mas o que encontrou não foi a querida mãe. Sarah estava em pé, com os olhos arregalados e assustados, o medo invadia o corpo numa velocidade estrondosa. Estava ali diante dela, uma alma. Não que Sarah não tivesse visto algumas, afinal esse era o "dom" dela. Mas aquela é diferente das demais, muito diferente. Tinha corpo revestido por sangue e terra, o cabelo igualmente sujo, mas o pior são os olhos, não têm pupila, mas adentravam a mente de Sarah como um furacão. 

E, num ápice, alma se encontra junto a Sarah arrepiando instantaneamente todos os pelos do corpo. Sarah ofegava assustada ouvindo a respiração ritmada perto ao seu ouvido, mas o pior foi quando a alma a tocou. O cenário começou a mudar, passando de uma cozinha, para uma floresta. Sarah corria a passos largos, por entre as árvores e arbustos, mas como? Não era Sarah que estava correndo! Era a alma! Sarah sentia-se como uma hospedeira involuntária no corpo dela, mas apesar de não controlar o corpo, sentia-o! Sentia o roçar da pele nas folhas afiadas como facas, arranhando a pele branca, porém suja de terra. Mas porque a alma estava a mostrando aquilo? Sentia o desespero da alma, mas porquê? O que a fazia sentir assim ao ponto de ter de correr pela floresta, desesperada, assustada e...descalça? Mas, além disso, ouvia passos atrás. Será que a alma estava sendo perseguida?  A resposta á sua pergunta veio de seguida, com um empurrão, fazendo-a esbarrar contra o tronco de uma árvore. 

De repente, um sorriso lascivo apareceu á sua frente. As mãos do homem foram de encontro com a gola do seu vestido e Sarah notou na faca na mão do sujeito. Sarah sente um desespero mais intenso vindo da alma. 

- Eu sabia que não irias longe com essas pernas. - ele disse olhando para as magras pernas dela. Aquilo era horrível, Sarah estava tão assustada quanto ela. 

Instintivamente, a alma desvia olhar do homem, mas a mão onde segurava a gola, agora se encontra no queixo dela, obrigando-a a olha-lo. O homem tinha um olhar nojento, repleto de ódio e repulsa. 

- Por favor, deixa-me ir! - a alma implora num sussurro, fazendo aparecer um sorriso amarelo na cara do homem.

- E porquê que eu faria isso? Tu mataste-a! Agora vais ter o mesmo destino. - ele diz ficando sério. - Mas de uma forma muito, mas muito mais dolorosa. - ele diz acariciando bruscamente a faca na bochecha dela, fazendo um pequeno corte. 

- Eu não a matei! Foi um acidente. - ela diz seguidamente.

- Pois! Então isto também foi um acidente! - ele diz ironicamente espetando a faca na barriga da alma. Sarah sente uma dor enorme no abdômen, mas não consegue gritar, nem falar de todo. É como se sua voz se tivesse evaporado. Mas a alma grita por ela. 

- Por fa-avor! Pa-are! - ela diz, escorrendo uma lágrima involuntária pela ferida na bochecha. 

- Eu só vou parar quando esse coração nojento não bater. - ele diz dando outra facada, fazendo a alma e Sarah sentirem outra dor intensa. 

27, foi o número de facadas que levou. Nos braços, pernas, mãos e pés! Sarah queria desmaiar, mas não conseguia. A alma não deixava, até que tudo tivesse acabado. 

- Agora vou deixar-te onde tu pertences! - ele disse colocando-a nos braços bruscamente, para seguidamente joga-la para o chão sujo e inclinado fazendo-a rebolar. 

Sarah já não conseguia suportar, queria morrer, a dor era em demasia, mas ela não conseguia fechar os olhos. Mas, de repente, os olhos começaram a pesar, a vista a embacear e as dores meio que a anestesiar.

E como num clic, Sarah voltou á cozinha e desabou no chão. Lágrimas corriam pela sua face, ainda sentia a dor e o olhar horrendo do homem, ela sentia que quanto mais próximo da morte ela estava, mais realizado o sujeito ficava. As mãos tremiam e quando olhou para a frente lá estava ela, ensanguentada e maltratada olhando atentamente para Sarah, observando cada movimento. 

A mãe de Sarah voltou duas horas depois, deparando-se com Sarah encolhida no chão da cozinha, com o rosto inchado e rosado de tanto chorar. Sarah pensou se contaria á mãe, mas logo descartou o pensamento. A mãe já estava perturbada o suficiente, não precisava de outro transtorno. Então, apenas disse á mãe que estava triste pela mãe e que ela não merecia passar por isto. Era verdade, Sarah sentia-se mesmo assim, mas essa não era a causa das suas lágrimas.

Sarah subiu para o quarto, seguida pela alma, e ficou lá pensando enquanto a mesma a fitava. 

Durante o resto do mês, as noites foram um transtorno. Pois em todas elas a alma mostrava-lhe a sua morte. Mas de súbito, a alma desapareceu e nunca mais voltou. 

Fim do flashback

Sarah queria esquecer esse terrível evento, mas, infelizmente, a sua mente não deixa.

Finalmente havia chegado ao seu destino, o hospital. Sempre odiou hospitais, havia muitas almas lá, então manteve a cabeça baixa, como sempre, Sarah não podia arriscar. Já tinha virado rotina. Todos os dias depois da escola, ela ia visitar a mãe. Sarah suspirou e adentrou no edifício. A mãe havia piorado imenso, estava amarela e fraca, tinha de comer por tubos e respirar com uma máscara de oxigénio. Foi ao balcão e avisou a balconista da visita e subiu em direção ao respetivo quarto. 

Quando chegou, abriu a porta com dificuldade. Aquela visão sempre era dolorosa de se ver. Sarah aproximou-se da mãe, ela está dormindo. Ficou observando-a durante um tempo até que um bip repetitivo adentrou o sistema auditivo dela. O coração da mãe parou. "Não! Isso não podia acontecer! Ela não podia morrer agora!" pensou Sarah. E assim enfermeiros adentraram o quarto rapidamente. Tudo parecia correr lentamente. Ela via o peito da mãe subir e descer bruscamente devido ao desfibrilador enquanto era arrastada para fora do cômodo. E assim desabou no chão do hospital, desfeita em lágrimas. Uma aura negra passou á frente de Sarah, fazendo-a levantar o olhar. Aquilo era... uma alma? Mas era muito diferente das outras. "Será que?? Não! Não pode ser a morte! Sarah não podia acreditar que iriam levar a sua mãe, ainda não, ela tinha tanto pela frente" pensou. Então, instintivamente, agarrou na veste negra da alma. Nao sabia que era possível tocar numa, mas fez por instinto e por sua sorte resultou. 

A alma olhou Sarah arregalada. Nunca nenhum humano o havia tocado, nem sabia que isso era possível. Mas logo a reconheceu, afinal como não a reconheceria! 

- Po-or fa-avor! Nã-ão leve-e a minha-a mãe! - Sarah disse entre lágrimas fazendo a morte sorrir com ternura. A vista de Sarah está embaçada devido ao choro e fitava o chão. 

- Eu vou levá-la para um lugar melhor, não te preocupes. - ele disse com leveza, mas isso só fez aumentar o choro dela.

- Po-or favo-or! - ela implorou novamente e a morte mordeu o lábio inferior duvidoso e pensou " se poupasse apenas uma alma não faria  muito mal! Pois não? ".

- Está bem, mas com uma condição. - Sarah arregalou os olhos e abraçou a morte, não acreditava que sua mãe ia ser poupada! A morte assustou-se com o gesto de afeto, mas não disse nada.

- Obriga-ada! Eu aceito tudo, qualquer condição, apenas a poupe. - ela diz entre soluços.

E assim a morte assentiu, e entrou no quarto. Aproximou-se do corpo e tocou no coração, o fazendo bater novamente.

Os médicos assustaram-se. Ela devia estar morta! Não? Mas logo sorriram, não perderam uma vida, isso é o que importa.

Eles se retiraram do quarto e Sarah entrou nele, não havia sinal da morte, apenas da mãe viva ao seu lado.




Mas de repente lembrou. Qual seria a condição?









Notas Finais


Entãoooo que acharam?


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