História Asas Douradas - Fremione - Capítulo 33


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Categorias Harry Potter
Personagens Fred Weasley, Hermione Granger
Tags Drama, Fred Weasley, Fremione, Harry Potter, Hermione Granger, Romance
Visualizações 187
Palavras 2.055
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá queridos leitores!
Sei que para muitos de vocês, os acontecimentos do capítulo anterior foram uma surpresa. O desfecho de Angelina e George era algo que eu vinha planejado a muito tempo e será essencial para o desenvolvimento de George. Dessa forma, poderei explorar melhor o personagem.
Espero que gostem!
Beijos <3

Capítulo 33 - Início


Capítulo 33 – Início

 

O velório de Angelina Johnson e sua família foi realizado nos jardins da Toca. George ficou o tempo todo ajoelhado ao lado do caixão de sua namorada e pedia perdão por não ter conseguido protege-la. Em sua mão, ele amassava a carta que havia mandando para ela naquela manhã. A carta foi encontrada na mão de Angelina, assim como sua resposta.

“Vou com certeza! Não vejo a hora de te encontrar!

Com amor, Angel.

Ps.: Eu te amo. ”

Aos poucos, as pessoas foram indo embora até restarem apenas a família Weasley. Arthur levou com cuidado sua esposa para dentro e pediu silenciosamente para que todos entrassem também, com a intenção de dar privacidade ao seu filho. Fred e Hermione foram os únicos que permaneceram a alguns passos de George que continuava a pedir perdão.

- Meu amor, eu vou deixar vocês sozinhos, okay? – Mione deu um beijo no rosto do ruivo que apenas acenou com a cabeça. Antes de voltar para a Toca, Hermione se aproximou de George e tocou levemente seu ombro, sem ter a certeza de que o ruivo aceitaria contato naquele momento.

- Irmão. – Fred o chamou baixo antes de se aproximar de seu gêmeo. Ele colocou sua mão no ombro dele que se esquivou de tal gesto.

- Deixe-me sozinho. – pediu.

- Não. – Fred respondeu firme e se ajoelhou ao lado do irmão.

- Não quero ver ninguém agora. – George tremia.

- Não me importo. Eu vou continuar aqui. – Fred permaneceu firme. Uma parte de si queria dar o tempo e espaço para George, mas sua outra parte dizia que se o deixasse sozinho naquele momento, ele faria uma besteira.

- Será que você não me escutou? – George alterou levemente sua voz e se virou na direção do outro ruivo. – Eu quero ficar sozinho!

- Já disse que não me importo. – Fred falou com uma expressão indecifrável e recebeu um soco no rosto.

- Qual é o seu problema?! Por que não respeita o que eu quero?! – George subiu em cima de Fred e a cada pergunta feita era um soco dado. – Ela está morta! MORTA!

- Você não acha que eu também estou sofrendo?! – Foi a vez de Fred de revidar o soco. – Ela era minha amiga! E ver você desse jeito também é algo doloroso.

-Cala a boca! Você não sabe o que é isso! Não ouse comparar a minha dor com a sua! – George se levantou com dificuldade e com um filete de sangue escorrendo pela lateral de sua boca.

- Eu conheço você! Nós dois somos praticamente um só e você sabe disso! – Fred também se levantou com dificuldade. – Por tanto, eu também sei quando está para fazer algo de muito errado!

- Você não me entende e não sabe do que está falando. – George se lançou na direção do irmão.

- E você acha que ir atrás dos comensais vai te fazer sentir melhor? Acha que eu não sei no que está pensando? Você está querendo se matar! – Fred desviou de um golpe e devolveu outro.

- Me matar? Que merda está falando? – gotas finas de chuvas começaram a cair e aos poucos foram engrossando.

- E você acha que se enfiar no meio da cova dos comensais é o que?! – Fred gritava. – Não tente me enganar, eu sempre vou saber tudo sobre você!

- Cale a boca! Cale a boca! Cale a boca! – a cada frase, o ruivo dava um soco no peito de seu irmão. Ele continuou assim até não ter mais forças para levantar os braços. Com o corpo também dolorido, Fred abraçou seu irmão com força. – Eu preciso vê-la cara, preciso vinga-la. – sua voz era fraca e quase não podia ser ouvida por conta da chuva. – Era para eu estar lá, ter lutado ao lado dela e até mesmo ter morrido por ela.

- Nós vamos nos vingar, você não está sozinho. – Fred chorava junto de George. Conseguia entender perfeitamente aquele sentimento já que tinha o medo constante de perder Hermione. – Ela te amava e sabia que também era amada por todos, principalmente por você.

- Obrigado, irmão. – George sussurrou antes de fechar seus olhos e cair na inconsciência. Só desejava que tudo aquilo não passasse de um pesadelo.

Fred sentou-se com seu irmão ainda em seus braços e permaneceu assim, apenas sentindo a chuva cair em sua pele. Ficou assim por mais algum tempo, até que deixou de sentir a chuva. Olhou para cima e encontrou Hermione com um olhar triste e um guarda-chuva.

- Weasleys e sua própria linguagem. – ela falou baixo. – Vamos para casa, conversei com Molly e chegamos à conclusão de que George precisa de tempo. Eu prometi a ela que cuidaria de vocês dois. – ela passou a mão carinhosamente pelo rosto do namorado. Fred apenas acenou com a cabeça e aparatou com seu irmão e Hermione para o miniapartamento da loja. Ali estariam seguros.

 

***** 

 

Após cuidar dos ferimentos de George (de forma trouxa já que ainda não podia usar magia fora da escola), Hermione desceu para o escritório onde Fred estava pensativo.

- Como ele está? – ele encontrou o olhar de sua amada.

- Descansando. – ela falou e acariciou o braço de Fred. – Agora é a sua vez.

- Isso tem cara que arde. – o ruivo fez uma careta ao ver a mistura que Hermione carregava em uma tigela. Amaldiçoou o fato de não saber tantos feitiços de cura como sua namorada.

- Bem-feito. – ela se sentou de frente com ele e começou a tratar dos machucados dele. – Espero que arda muito mesmo. – ela cerrou os olhos e Fred engoliu um seco. – Não consigo entender como vocês, Weasleys, se entendem através de socos. Fala sério! Vocês deveriam encontrar uma linguagem nova e você deveria cuidar mais de sua saú...

- Casa comigo. – Fred a interrompeu.

- Oi? – ela o olhou de olhos arregalados e deixou a caixa de primeiros socorros cair no chão.

- Casa comigo, Hermione Granger. – ele abriu um sorriso brincalhão.

- Fred Weasley, se você estiver falando isso só para não ouvir os meus sermões, eu... – ela não conseguiu terminar a frase quando encontrou o olhar de Fred. Quando caiu a ficha de que o pedido era real, ela ficou vermelha de tal forma que os Weasleys teriam inveja de sua cor.

- Não foi algo que eu planejei fazer agora e nem aliança eu tenho ainda. – ele coçou a cabeça envergonhado. – Mas com tudo que está acontecendo, eu percebi o quanto a vida pode nos surpreender e também o quão curta ela é. E te observando cuidar de mim agora, eu tive mais certeza ainda de que todos os meus anos serão dedicados a você por toda a eternidade e...

- É claro que eu aceito. – ela pulou em cima dele antes mesmo de Fred terminar sua fala.

- Ai, ai. Eu sei que você me ama, mas ainda estou machucado. – ele riu.

- Ó céus. – ela saiu depressa de cima dele antes de cerrar os olhos e distribuir tapas leves por todo o corpo dele. – Isso. é. para. você. aprender. a. cuidar. melhor. de. si. mesmo!

- Isso é forma de tratar seu noivo? – Fred riu e fez um beicinho. Hermione sorriu com a palavra “noivo”. – De qualquer forma eu sei que você vai cuidar muito bem de mim mesmo. – ele abriu um sorriso sacana antes de puxar a castanha para perto, distribuindo beijos por todo o rosto dela.

 

*****

 

Os próximos dois dias foram uma verdadeira luta. George recusava a se alimentar e passava o dia todo trancado em seu escritório. Também não aceitava a visita de ninguém, com exceção de Fred e Hermione, mas mesmo que ele estivesse na presença dos dois, George não soltava uma palavra. O casal Fred e Hermione optaram por manter seu noivado em silêncio, pois não queriam causar mais dores a George.

No terceiro dia após o acontecimento com Angelina, os membros principais da A.D (com exceção de George) se reuniram na Toca. Enfim, Sirius Black começaria seus treinamentos.

-Mione, querida! – Molly logo a abraçou com força.

- Você viu só? Nem lembra mais do próprio filho. – Fred fez drama e a castanha revirou os olhos.

- Bobo. – Hermione riu. Molly logo em seguida deu um abraço bem apertado em seu filho.

- E George...? – Sra. Weasley olhou atrás do casal com a esperança de que seu filho também viesse. Hermione apenas balançou levemente sua cabeça de forma negativa e a patriarca entendeu. – Ao menos ele está se cuidando? Se alimentando?

- É uma luta fazê-lo comer, mas sempre conseguimos dar um jeitinho. – Fred explicou. – Ele vai ficar bem, mãe. Afinal, ele é um Weasley.

- Assim espero, meu filho. – sua mãe suspirou. – Agora vão, crianças. Sirius está esperando vocês no jardim atrás de casa. – ela mostrou o caminho.

Assim que chegaram ao local, Hermione e Fred rapidamente desviaram de um feitiço vindo em sua direção e apontaram suas varinhas para o “atacante”.

- Muito bem, pelo menos o reflexo de vocês é bom. – Sirius apareceu com um sorriso maroto e Hermione logo foi abraça-lo. – Vocês demoraram e por isso, já começamos. – ele falou. Enquanto Luna, Hope e Neville estavam ao redor de uma mesa com Nicholas, Harry, Ginny, Ron e Lee Jordan estavam correndo em volta da casa. – Okay, galera. Tempo! – o maroto gritou e todos eles vieram em sua direção.

- Cara, quando você me disse que haveria um treinamento, eu não imaginava que fosse uma tortura. – Jordan se apoiou em Fred e repirava com dificuldade. – O maluco está nos fazendo correr a mais de vinte minutos sem parar!

- Estou vendo que alguém aqui está pedindo para correr mais, hun? – Sirius arqueou a sobrancelha antes de dar risada. – Certo, agora que todos os membros estão aqui, eu quero explicar algumas coisas. – ele falou sério e com o movimento de sua varinha, ele entregou uma garrafa de água para cada um. – A guerra está batendo na nossa porta e se quisermos sobreviver e ganhar, temos que superar nossos limites e surpreender nossos inimigos. – ele começou. – Eu me ofereci a treinar cada um de vocês e é isso que eu vou fazer. Porém, não vão achando que vai ser moleza como nas aulas de Hogwarts. Grande parte do que eu vou passar para vocês, eu aprendi sozinho preso em uma cela com dementadores o tempo todo me rondando. Então não pensem que isso aqui está sendo terrível. – ele olhou para Jordan que engoliu um seco.

- Mas como iremos treinar se não podemos fazer magia fora da escola? – Harry perguntou arfando levemente.

- Aí que está a questão. – Sirius começou a andar em volta deles. – Não treinaremos isso. Como eu disse anteriormente, vocês precisam surpreender o inimigo para que tenham grandes chances de ganhar. Grande parte dos bruxos dependem 100% de suas varinhas, portanto lembrem-se: um bruxo sem varinha não passa de um trouxa. E eu sei que vocês treinam o suficiente em Hogwarts, foi por isso que surgiu a A.D, não foi? Não se preocupem, o treinamento de vocês não será apenas físico. Nicholas me auxiliará em algumas coisas. – ele apontou para o anjo/humano que estava com as costas apoiada em uma árvore.

- Além dos treinos físicos, vocês aprenderão sobre a arte da cura e vão estudar diversas ervas e seus benefícios. – Nicholas começou a explicar. – Lembre-se também que ervas nem sempre são apenas para curar, mas também podem servir para envenenar. Aulas sobre estratégias, artes marciais e simulações serão passadas a vocês. Afinal, vocês não estarão enfrentando somente bruxos. – ele se aproximou da turma. Seus olhos dourados analisavam os rostos de cada um ali e todos estavam bem determinados. – Além de tudo isso, Hermione e Hope treinaram comigo seus poderes de anjos caídos. Vocês precisam se fortalecer e também aprender a usar melhor suas asas.

- Fred e Lee. – Sirius os chamou. – Vocês são os maiores de idade. Portanto vocês também fortalecerão seus núcleos mágicos. Se realmente desejam encontrar mais anjos caídos como estavam fazendo, vocês precisam melhorar muito ainda. Eu me resolverei com George depois. – o maroto explicou. – É isso povo, alguma dúvida? – todos negaram. – Muito bem. Temos pouco tempo e muito para fazer. Quero todos dando vinte voltas em volta dos jardins da Toca. É, vocês também. – Sirius apontou para os quatros que estavam correndo antes. – Vocês têm vinte minutos para fazer isso. Comecem!



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