História Asas Metalicas - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Espaço, Nave
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Palavras 1.567
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - 2


O som de pratos e talheres era a sinfonia corrente nas docas do superdreadnoght Epifânia mkII.  Vegetais hidropônicos, carne sintética e petiscos impressos por máquinas compactas constituíam o cardápio. Nenhum celíaco a vista. A tripulação comia.
- O Laz anda tão estranho, né? - confabulava Sandy a Carlos - nem veio comer.
- hmm - gemeu Carlos, também à mesa - ainda tá trancado no quarto com aquele moleque. Estão o dia todo la dentro, sozinhos. Imagine o que se passa lá.
- Moleque? - corrigia Sandy, em resposta- O Mauro deve ter, no mínimo, uns duzentos anos. Já leu o arquivo dele? O cara é filho da Jade e outro que não consigo lembrar. Ele nem precisava estar aqui. Aliás, qual é o papel dele na Epifania mesmo? O Laz é quem gosta de manejar as armas.
Carlos gesticulou com a cabeça na direção dos aposentos do capitão. 
- você sabe muito bem o papel desse playboy aqui na armada.
Mas os emissários da Lovecraftian Holdings, em missão à Alpha Fornacis ja estavam prontos para embarcar a bordo da Epifânia mkI. No entanto, Lá ja foram deixados e a nau, parada, imóvel, recebia o fogo dos caças enquanto as três corvetas aguardavam que seus escudos baixassem para despejar todo o fogo e seus canhões. 
- piratas atrás de elemento zero? - questionou a engenheira Sandy, divergindo parte da energia para os escudos, como procedimento padrão. 
- Não. São bem armados demais. Mercenários como nós, Talvez? A mando de quem? - Carlos punha as mãos no manche, preparando manobras evasivas. 
- Exército particular. Atenção para os emblemas - Mauro esperava ordens para atacar.
Todos apertaram os olhos ao canopy ante o concelho do armeiro. E lá, nos cascos das naves, encontraram a resposta.
-Granada... -- Murmurou Laz. Fechou os olhos, meditando o seu próximo movimento. Quando os tornou a abrir, seus oficiais o observavam com ansiedade - Mauro, tire as mãos daí. Não dispersise potência com armas. Toda a energia para os escudos! Manobras evasivas já!
- Entendido! - disseram os oficiais em uma só voz.
- Aliás, Mauro, saia daí.
O rapaz velho obedeceu. Laz sentou-se prontamente no banco vago.
Carlos deixou escapar um sorriso eacarnioso. Mauro permaneceu de pé e logo ouviu novas ordens.
- Pegue seu equipamento e prepare-se para ejeçao - o garoto saiu correndo. Laz voltou-se então para o microfone - Baia de combate, liberar todos os drones de atrito e ambos os caças. Manobras de distração. Afonso, pare de se masturbar e acesse seu terminal. Cyberwarfare Agora! Prepare os droids de assalto e torne-os invisíveis. Mauro irá lidera-los. Faça o mesmo a ele. Crie uma brecha nas corvetas inimigas, preferencialmente as comportas de qualquer tipo. Tente infiltrar os caças também. 
Palavras de obediência e reconhecimento ecoaram pela embarcação. Mauro equipou-se de seu traje leve de grafeno com gerador de blindagem magnética. Micropropulssores por toda parte. Do lado esquerdo, um escudo de energia azul em seu antebraço para defesa extra e uma espada de aço e diamante na mão. No direito, uma submetralhadora de plasma com assistente de mira e absorção de recuo pronta para o assalto.

Mauro (aka Dario, aos menos íntimos) respirou fundo e prendeu o ar. Passando por duas portas, ele entrou num recinto de pressurização reduzida, onde um pequeno exército de droids o esperava. Aproximou-se de um aparelho suspenso,  afunilado. Tocou um botão e logo o funil despejou uma fileira de cristais, bem... cristalinos, brancos. Mauro curvou-se e aspirou-a de uma vez só. Isso manteria o seu corpo oxigenado por tempo suficiente, sem a necessidade de tanques desajeitados.  A um comando de Laz o capacete retrátil de Mauro cobriu o seu rosto e a escotilha se abriu sob seus pés. Logo, os drones e caças de ataque não seriam as únicas maneiras de a Epifania mk I defender-se do confronto súbito. Como saída de uma missão corporativa, o compartimento de mísseis e munições leves não havia sido recarregado, no intuito de diminuir a massa e subsequentemente aumentar o alcance do motor Alcubierre, assim como da dobra. Sobrava apenas os canhoes de laser, mas estes demandavam por demais energia, melhor distribuída nos mecanismos de redução de danos, tais como interceptadores e escudos magnéticos e de força.
Ser jogado no vazio do espaço era uma coisa nada mais empolgante a Dário, que deslizou corriqueiramente pela escuridão, acompanhado por um dos platoons de soldados robóticos, em direção ao que parecia ser a corveta que comandava as demais. Ao chegar a ela, driblou as janelas e alojou-se ao casco ao lado de uma comporta. A infiltração era a pior parte do assalto. Sabia de antemão que não escaparia ileso. Esperou que o hacker de sua nave mãe invadisse o sistema da nau inimiga e criasse tal brecha. Quando o hangar de carga finalmente se abriu, as máquinas foram as primeiras a entrar, e foram também prontamente alvejadas pela defesa interna, que teve tamanha surpresa ao encontrar um humano entre os seus invasores. Dário atacou primeiro as turrets do teto enquanto assistia o seu campo de blindagem se rachar aos poucos. Projéteis de todo tipo entravam zunindo pelas aberturas. Seu escudo de braço conseguiu parar alguns deles, e enquanto outros eram absorvidos pelo traje, mais alguns eram ainda esquivados pelos reflexos aumentados do sistema nervoso. Quando sentiu um impacto profundo protegeu-se atrás de algumas caixas reforçadas e avaliou sua própria integridade. Na parte inferior esquerda do abdome havia sangue. Um fluido negro e inteligente vazou por entre as camadas do traje e entrou fundo no ferimento, expelindo a bala primitiva e interrompendo a hemorragia. O ferimento seria cicatrizado em poucas horas pelas células aumentadas de Dário, entretanto, no momento, os supressores de dor seriam o seu único conforto. Esperava os geradores portáteis recarregarem os seus sistemas de defesa enquanto os droids chamavam a atenção dos atiradores. Era descoberto pontualmente por um soldado solitario ou em dupla, humanos ou não, e dava cabo deles com alguns poucos cortes da espada silenciosa sem revelar sua posição a ninguém mais. Foi alvejado com profundidade mais algumas vezes durante tais embates, mas superou o desconforto com braveza. Uma vez totalmente recarregado, atacou pelos flancos disparando partículas subatomicas aceleradas nos alvos terrestres, tombando-os. Correu para o corredor estreito, onde encontrou mais resistência. Metralhou os homens mais distantes e apunhalou aqueles que o surpreendiam nas proximidades. Quando encontrava tripulantes desarmados apontava cápsulas de emergência, e um balançar de cabeça era a única resposta que recebia. Ninguém, uma vez exposto à sua misericórdia, se atrevia a ataca-lo pelas costas. Respeitavam o bom inimigo. A missão falhava e nada restava. Quando chegou à ponte, matou os chefes da segurança e rendeu o capitão da nave, que estava armado, com persuasão. Com poucos gestos e palavras pré-registradas convenceu-os a entrarem nas capsulas e a se ejetarem. Programou a corveta para autodestruição e estilhaçou o canopy de dentro para fora, com a ajuda de seus colegas sintéticos. Voou pela abertura para o espaço e observou a nave onde antes estava explodir. Os simuladores sonoros, por toda parte, em trajes e naves ressoaram. Alguns droids foram destroçados por detritos e ele mesmo teve que extrapolar os seus escudos ao ponto de perda total para manter-se relativamente ileso. Pelo cosmos Dário se movia à propulsão. Com dezenas de estrelas cadentes brilhando nas costas do seu traje, assistiu os dois caças inimigos serem abatidos enquanto dezenas de seus drones amigos tinham o mesmo destino graças aos lasers das corvetas. Uma delas, porém, teve o mesmo fim de sua companheira, graças a um assalto inteiramente robótico. Aconteceu quase como o anterior, entretanto, uma vez sem o elemento humano, decorreu-se com um número bem reduzido de sobreviventes, já que centenas de cápsulas de emergência haviam escapado ilesas da nau destruída por Mauro, e agora flutuavam à deriva. A corveta remanescente por alguma razão tática deteve a invasão e sobreviveu. Ela ainda não estava à salvo, uma vez que, vendo-se agora em vantagem numérica, com cartorze drones remanescentes e um caça e meio, a Epifania mk I abriu não de parte de suas defesas e passou a disparar todas as suas armas. O último membro da força enviada por Granada pediu rendição uma vez que perdeu seus escudos e uma parte considerável da integridade de seu casco. Implorou também pela permissão de reaver os escape pods. 
- Permissão concedida - pontuou Laz. Às suas costas, Mauro permanecia de pé. Sangue e óleo lubrificante descongelados de diferentes origens escorriam por todo o seu traje. O capacete retraído revelava o seu rosto exausto com a adição de um ponto negro três centímetros acima do olho esquerdo, um ferimento à bala em tratamento, origem de um fio de sangue seco que atravesava a superfície de seu globo ocular e cessava no inicio do pescoço.
- Reporting for duty - enunciou Mauro, respirando pela primeira vez em quase uma hora.
Ainda clamufado por Afonso (é esse o nome dele?), sua presença ali não fora  anunciada por nenhum sensor e causou surpresa. Os três membros da Ponte mais os dois chefes da segurança interna o olhavam horrorizados. Olhavam para um homem, um soldado consumado. Sandy e Laz perderam o controle de seu maxilar. Enojado, Carlos engolia uma insinuação de vômito. Aquele não era o único exercício de deglutição que realizava naquele momento. Tentava reaver palavras de desprezo que havia sublimado momentos antes da missão. 
Laz sentia um aperto no peito e uma estranha excitação.

 

 



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