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História Asas Para o Amor (Romance Gay) - Capítulo 65


Escrita por: dannypereira_

Notas do Autor


Olá, meus amores, como estão? Segue mais um capítulo quentinho para vcs, espero q curtam e não esqueçam de comentar
Boa leitura!

Capítulo 65 - Ida à Psicóloga


Nano

É tão horrível amar alguém com todo seu coração e ter que vê-lo sofrer sem poder fazer absolutamente nada. Ah, porra, isso já estava acabando comigo, e ver Jesse tão mal me deixava mal também, eu queria ajudá-lo, mas não sabia como. Foi aí que eu tive uma ideia. Eu iria procurar uma psicóloga, eu estava decidido, afinal, eu seria capaz de fazer qualquer coisa para aprender a lidar com toda essa situação.

 

                                                                   XXX

 

Era uma terça - feira à tarde, seria minha primeira consulta com a tal psicóloga. Agendei tudo por telefone, estava meio nervoso com tudo isso, mas eu não desistiria.

Como Tião estava trabalhando, deixei Marilyn na casa da Mary Bell, que adorou a ideia, e a mãe da garota autorizou sem problema, ainda bem que ela era super tranquila com isso e adorava muito a Marilyn.

Cheguei na clínica por volta de 15h, ainda faltavam alguns (vários) minutos para o meu horário. Me apresentei na recepção e me sentei em uma cadeira para esperar ser chamado. 

Pouco depois um garoto se sentou próximo a mim, ele tinha cabelo castanho ondulado e não era muito curto mas também não era muito comprido, e seus olhos eram da cor azul acinzentado, acho que ele devia ter a minha idade.

Peguei um chocolate e comi, já estava me dando uma fominha, já fazia duas horas e meia que eu havia almoçado. Notei que o garoto ficou me olhando enquanto eu comia o doce.

- Hã… Você quer? - Perguntei ao oferecer outro chocolate, que estava fechado, para ele.

- Não, obrigado.

Continuei comendo, mas as vezes eu sentia ele me olhando, por mais que eu não o olhasse de volta, e isso era constrangedor, queria perguntar qual era o problema dele, mas também não queria ser grosso. Porém, sem curtir muito aquela situação, apenas olhei de canto de olho para o jovem.

- Também te obrigaram a vir aqui? - Me perguntou.

- Hã… Não. Na verdade, eu vim porque quis.

- Sério? - Me olhou surpreso. - Então você precisa mesmo de uma psicóloga, porque ninguém que vem por livre e espontânea vontade pode bater bem da cabeça.

Eu ri e ele me olhou sério. Parei de rir ao perceber que ele não parecia estar brincando.

- E você? - Perguntei.

- Meus pais me obrigaram a vir - Deu uma revirada de olhos - Acham que sou doente.

- Você não me parece nada doente. - Falei ao lhe tirar um sorriso irônico de seu rosto. - Por que eles pensam isso?

- Ah, porque eu sou adolescente e gosto de me divertir. Tipo… Ah, as vezes gosto de beber, de fumar com meus amigos, quer dizer… Nunca usei crack, cocaína, LSD e essas coisas, no máximo uma maconha mesmo que é super suave. - Arregalei as sobrancelhas surpreso sem que ele percebesse. - E bom, semana passada, eu levei a bronca do século, só porque sai de madrugada para pintar alguns muros da cidade.

- Pichação? - Perguntei.

- Não, também já fiz isso, mas foi só pra ferrar com a cara de um otário aí que estava mexendo com uma mina, só que hoje não faço mais essas coisas, faço grafite, dai à noite curto dar uns rolês com meus parças para beber e grafitar um pouco, mas meus pais descobriram e acharam que era vandalismo e tal. - Revirou os olhos. - E bom… Acho que o motivo maior deles me obrigarem a vir aqui é outro. - Ficou cabisbaixo. - É que… Tipo, eu… Eles sabem que ao mesmo tempo que eu amo uma mina com um peitão e um bundão, também curto afu chupar um pau. 

Arregalei os olhos com a naturalidade que o garoto havia falado a última frase. Fiquei até sem palavras.

- Acham que eu sou confuso, que ainda não me encontrei, que isso é coisa da idade, que é só uma fase e logo vai passar porque na verdade sou hétero, e blá, blá, blá. São o maior pé no saco, mal vejo a hora de completar 18 anos pra sair de casa. - Ficou um pouco em silêncio. - Mas e ai, vai me contar o motivo de você estar aqui? - Se pôs a me olhar.

- Hã… Eu… Estou com uns problemas com o… com o meu namorado.

- Ah, entendi. - Ficou um pouco em silêncio. - Tomara que vocês se acertem logo. - Fez uma pequena pausa. - Ah, e a propósito eu sou o William, mas pode me chamar de Will, e você? 

- Sou o Stéfano, mas pode me chamar de Nano. 

- Legal!

Em seguida, uma jovem abriu uma porta e anunciou o meu nome. Ela era alta, tinha longos cabelos castanhos e crespos e olhos castanhos também, tinha um sorriso muito simpático. 

Engoli em seco, me despedi do garoto e fui até a mulher, que me aguardava. Entramos em um corredor, que tinha várias salas, todas fechadas, e então, adentramos uma sala, que não era nem pequena demais e nem muito grande. Ela se sentou em seu lugar, e eu fiz o mesmo.

Tentei encontrar um jeito fácil de começar a falar enquanto ela me olhava aguardando que eu dissesse algo.

- Hã… Eu vim aqui porque… Bom, eu quero saber como lidar com meu namorado. Quer dizer… Não sei se ‘’lidar’’ é a palavra certa, mas… Bom… A gente namora há algum tempo, e nós nunca… estivemos juntos. Tipo, sexualmente falando, sabe? - Ela consentiu com a cabeça. - E recentemente ele me contou o motivo disso. Bom, acontece que ele… Que ele foi abusado quando pequeno, e isso tem me deixado meio… sei lá… Eu tenho medo de não saber lidar com toda essa situação.

- Qual é o nome do teu namorado, Stéfano?

- Jesse!

- Jesse? Jesse Ramirez?

- Sim, o conhece? - Perguntei.

- Ele é meu paciente.

Oi? Como assim? Eu não acredito que com milhões de psicólogos na cidade, eu fui parar logo com a psicóloga do Jesse, agora entendo quando dizem que o mundo é pequeno, mas acho que na verdade ele é minúsculo. 

Eu fiquei totalmente sem reação, acho que a minha cara estava dizendo ‘’É O QUÊ????’’

- Sério? - A questionei. Ela consentiu com a cabeça. - Ai, acho que eu não devia ter vindo.

- Está tudo bem, Stéfano, não vou dizer que você esteve aqui, nós médicos somos iguais aos padres, não podemos contar para ninguém o que nossos clientes nos contam, claro, a menos que seja algo que coloque em risco a vida do cliente ou de outra pessoa.

- E… E o que acha que eu devo fazer? Eu já escutei conselhos da irmã dele, que sabe disso, mas queria ouvir uma especialista, sabe?

- Stéfano… O Jesse é um excelente garoto, e ele me fala muito de você, sabia?

 - Sério? - Abri um enorme sorriso.

- Sim, os olhinhos dele brilham ao falar em você. E ele teve uma experiência muito traumática, é comum que pessoas que sofreram abuso sexual liguem o sexo à algo ruim, ou que tenham problema em fazer com outra pessoa. É muito normal. E bom, o que eu posso te dizer, é… se você o ama de verdade, só seja paciente, dê o tempo dele, não o pressione, senão ele pode se assustar.

- Não, eu jamais faria isso. 

- E tente ficar calmo, não precisa ter medo ou ficar assustado, se ele perceber isso pode se assustar também e isso pode acabar afetando o relacionamento de vocês. Entende o que eu quero dizer?

- Acho que sim. - Dei um leve sorriso. - Obrigada, doutora. 

- Quando precisar, é só me procurar.

- Obrigado. - Me levantei. - Hã… Quanto eu lhe devo?

- A primeira consulta é grátis. - Deu uma piscada de olho.

- Hã… - Fiquei meio confuso, mas logo a entendi. - Obrigado.

 

                                                                       XXX

 

Eu estava deitado em minha cama enquanto brincava com um cubo mágico, aliás, nem sei o que eu fazia com um, detestava essas porcarias, nunca consegui chegar nem perto de montar um.

Ah, eu estava me sentindo tão melhor, tão mais leve… Nem estava pensando mais em tudo o que o Jesse me contou, acho que falar com a psicóloga me fez muito bem.

De repente alguém bateu à porta do meu quarto.

- Entra! - Falei.

Era Tião. Ele entrou cautelosamente e se sentou em minha cama. Eu me sentei ao seu lado. O homem ficou mudo por longos segundos e eu o olhei sem entender o que estava havendo.

- Aconteceu algo? - Perguntei por fim.

- Sabe Nano, eu estive pensando muito… E bom, há alguns meses eu era apenas um velho sozinho e triste, que tinha perdido tudo o que uma pessoa poder perder na vida, e você apareceu quando eu mais me sentia só, me mostrou que apesar de tudo, eu ainda posso ser feliz, e tanto você quanto a Marilyn são a minha família e eu amo muito vocês dois. - Eu o olhava sem entender aonde ele queria chegar. - E… - Suspirou fundo. - Ah, eu fiquei tão feliz por ter adotado aquela baixinha que transborda alegria, ela nos ilumina com sua luz. E… Bom, agora que eu consegui adotá-la, eu… Eu também quero adotar você, porque eu te amo como se fosse meu filho. Mas claro, se você quiser…

O olhei incrédulo, sem saber o que dizer ou o que pensar, não sabia nem o que sentir. Foi tão lindo o jeito que Tião falou, e… Eu o adorava, também o via como um pai, mas… Eu tinha pais, não era órfão, e… Eu não queria dizer que ‘’não’’ ou algo parecido, mas também não sabia se poderia aceitar, e se desse ruim? Tá, eu tinha mudado o meu sobrenome ao fazer meus novos documentos, mas e se descobrissem? Não poderia colocar tudo a perder. Ah, achei tão linda a atitude do Tião de querer me adotar, e por mais que eu tivesse um pai que eu amo muito, seria legal ter outro pai, ele é demais, mas… Ah, eu não sei o que fazer, não sei mesmo, não posso dizer que ‘’sim’’, mas também não quero dizer que ‘’não’’. Ah, o que faço?


Notas Finais


E ninguém pode negar q Tião é um fofo, q cute ele querendo adotar o Nano, mas será q ele vai aceitar?

E esse tal Willian, hein? O q acharam dele?

Bom, por hoje é só, até semana que vem.

Beijinho, beijinho, tchau, tchau.


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