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História Ases - Capítulo 1


Escrita por: Lvg e Graccy

Notas do Autor


Uma obra que iluminou meu ano.
Espero que gostem.
• • • • • • • •
Esta é uma parceria épica com a @lvg , quem me apoiou e aceitou revisar para que essa história não possuísse erros. Obrigada.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Ases - Capítulo 1 - Capítulo Único


 Correria, gritos e desespero (da parte deles, é claro) começariam logo, três minutos para entrar e sete para sair.
 A contagem regressiva para a aterrissagem tinha começado.
 - Cinco. 
 A voz metálica informava e nós nos preparávamos.
 -Quatro.
 Formamos a fila para pular, eu na frente e o tenente atrás.
 -Três. 
Colocamos os paraquedas.
 -Dois.
A porta foi aberta pela copiloto.
- Um.
 Me posicionei na porta pronto para pular. E pensei por um momento, o que eu era? Um mero colecionador de últimas palavras. Respira fundo e vai, o destino de uma civilização depende de você. Esse não é o momento de ter medo.
-Zero.
No mesmo instante vários soldados pularam dos aviões e a ordem da fila era seguida.
Esperamos todos pousarem e repousamos num acampamento montando pelos nossos infiltrados.
  Agora é a hora da entrada, gritei. Alguns soldados se machucaram na queda do avião. Analisando a situação percebo que vamos  precisar de reforço, a segurança está forte, mas por hora não vou pedir uma chamada. Os soldados inimigos não esperam pelo ataque tão cedo e vão demorar para reagir.
A bomba estava quase pronta, tínhamos uma hora e quarenta e dois minutos para parar sua produção. O aviso tinha sido claro, nos infiltrar na base sem causar agitação opositora, agora me perguntam se estava sendo realizado conforme o plano. Bom, tudo estaria bem sucedido se o capitão não tivesse gozado de suas férias justo nessa operação. Águia – seu nome verdadeiro era desconhecido por metade da formação, inclusive por mim – tinha planejado nossas estratégias, só por essa razão já termos uma grande probabilidade de vitória.
Assim que confirmamos as coordenadas procurei por Martin.
-Me ligue com Alasca, coronel.
Coronel era o codinome do tenente Chip (irônico, não?),  meu único amigo da formação. Tinha no máximo um metro e meio, em compensação, ganhava muitas garotas com sua voz de locutor e corpo bonito.
 O rádio que Coronel carregava era um tanto quanto pesado, devia ter um dez quilos. Sua aparência velha com uma pintura mal feita sobre a camada de ferrugem que se esfarelava aos poucos causava uma sensação de estranhamento.
-Gordo – pousou sua mão sobre meu ombro – Alasca já está na linha.
 Nossos codinomes eram normalmente apelidos dados por feitos, o que Chip ganhou era por uma brincadeira de mal gosto contra o acampamento de cabos recém-chegados que tinha sido o mandante. Alasca era pela sua personalidade que de inicio parecia como um mar raso e cristalino, mas que quando você entrava era extremamente fundo. O meu era o mais irônico, durante a minha formação um grupo mais experiente me chamava assim pela magreza intensa.
 Alasca era um mistério para todos, menos para mim. Não só apenas linda, era gostosa. Seus olhos eram ferozes esmeraldas, cabelos longos e castanhos. Eramos amigos de longa data.
 -Alasca? Aqui e o capitão dos Ases. Temos um imprevisto. Não posso chamar o reforço agora, mas deixe cinco aviões prontos.
 -Bujão, você fumou? Planejamos usar no máximo onze aviões e agora você vem com essa? 
 A transmissão estava com interferências, mas nada tão preocupante. Ela provavelmente quer me xingar, mas não vai. Na sua sala o supervisor - que me adora - colocou escutas para estar ciente de todos os comandos, Alasca tinha consciência, seu namorado trabalhava para uma empresa “rival” no ramo da aeronáutica. 
- Alasca, acredite em mim. 
 -Okay, estou enviando o pedido, cancelando transmissão.
 E desligou.
 - Estamos prontos, Coronel? – ele concordou com a cabeça – Então agora é a nossa chance.
 Em menos de dois minutos todos chegaram ao chão, os reforços seriam úteis na retirada.
 -Atenção! – gritei – Agora é a hora de sairmos vitoriosos. Equipe A, corredor lateral esquerdo. Equipe B,  corredor central. Equipe C, corredor lateral direito. Equipe D entre pela saída de emergência. Equipe E, me acompanhe à sala das câmeras. Equipe bomba, bem.. Isso já está claro. Aos postos!
 -Sim, senhor! -gritaram juntos e se separaram nos devidos grupos. 
 Coronel passava correndo para chegar à entrada lateral direita quando o chamei.
 -Você consegue lidar com as escadas? Vou apagar as luzes, vocês tem em média três minutos para se posicionarem. Conto com você. – fiz nosso toque pessoal, uma batida em cima, uma em baixo e apertamos nossa mão. Caso formos mortos nossa amizade será lembrada, é uma promessa.
 Corri com o grupo E para a sala das câmeras seguindo a planta da casa, em um minuto chegamos e me posicionei para a função. Quando a hora marcada chegou desliguei a chave da caixa de energia e deixei somente as câmeras ligadas, tinha que ter controle da operação. 
 Quando todos chegaram em uma posição para surpreender o inimigo liguei novamente a energia, agora o trabalho eram dos grupos, mas eu sabia que pelo menos dois vigias passariam para verificar a energia. Não existe sorte. Existe tempo e organização.
 Como planejado as equipes A, B, C e D serviram de distração enquanto a equipe bomba tentava roubar o projeto na única sala sem câmeras, talvez para hackers não a invadirem.
 Pouco tempo depois com tiros de queima roupa o sinal foi dado, apagamos novamente as luzes, tínhamos trinta e quatro minutos para desativar o projétil antes que a rebelião ativasse o modo destruição e dez para sair dessa base. Corri como nunca tinha feito antes, minha vida dependia da velocidade. Assim que saímos do bloco principal fomos recebidos com tiros. A correria estava começando, nossa vida não era o mais importante, o importante era a missão.
 O sangue predominava entre as cores claras dos corredores, o cheiro que forçava a entrada em meus pulmões era sufocante e nauseante, já sentia o gosto metálico de um dos golpes transferidos em mim por alguém no meio de tantas pessoas. O aviso de gás foi transmitido, colocamos nossas máscaras e o sonífero foi lançado. Ótimo, perdemos tempo.
 Vários infelizmente morreram, mas foi por um bem maior. Nosso técnico desarmou a maior parte da bomba, o resto era indecifrável. Estávamos à mercê da sorte, que Deus nos ajude.
 No meio do percurso minha vida ficou em câmera lenta, um clic seguido de fumaça tinha sentenciado nosso destino.
 Caímos no mar, a bomba tinha se ativado por um tipo de controle remoto. Assim que bati meu corpo na superfície gélida todos meus sentidos pararam e senti aos poucos a água entrando em meus pulmões.

                                                      Assim, quem sabe, eu tivesse encontrado o meu grande talvez.

 




Notas Finais


Obrigada a todos que leram, comentaram e deram favorito. Um autor sem leitor não é nada.


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