História Ashes - Capítulo 1


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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Haymitch Abernathy, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Paylor, Peeta Mellark, Personagens Originais, Plutarch Heavensbee, Rye Mellark, Willow Mellark
Tags Drama, Jogos Vorazes, Katniss, Livros, Novela, Peeta, Romance, Spoilers
Visualizações 38
Palavras 1.002
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiie amoras, como estão? Espero que vocês gostem da fic, pensei nela por um tempo e espero não decepcionar vcs
Boa leitura, beijooooo ❤️

Capítulo 1 - 616, não mais



             Acordo numa manhã nebulosa. De novo. De novo. De novo. Conto os riscos vermelhos na parede do quarto bege claro e constato que são 612, então pego a agulha e a espero no dedo vendo o sangue gotejar, uma gota, duas, três. Talvez dez. Escorrego o dedo ao lado do último risco feito ontem pela manhã e observo enquanto o meu sangue mancha a parede. 
Espero o sangue parar de escorrer para lavá-lo na pia. Ver que meu sangue ainda goteja e escorre do meu corpo é a única coisa que me faz ver que estou realmente viva, sentir a dor da agulhada é a única coisa que me faz saber que estou na vida real e não perdida em algum pesadelo. 
          — Katniss, precisa sair daí. — resmunga Greasy Sae por trás da porta. — Já deixei que saísse dois dias atrás. Precisa sair e respirar. 
            Mal presto atenção e logo resmungo algo que ela percebe ser uma recusa. Greasy teve que me afastar do mundo durante o último ano. Qualquer faça, qualquer tesoura, qualquer coisa me faz ter uma enorme tentação de arrancar sangue de mim. A dor é péssima ao levantar, principalmente quando saio da cama. É difícil encarar um dia fora do que eu me acostumei a viver. Quando saio é para caçar. Arrancar sangue. Matar. É para isso que fui feita, para matar. Se não pelas minhas mãos, pelas minhas costas. 
         — Katniss. Por favor. — suplica Greasy. — Estou velha e cansada, você vai querer que eu morra sem vê-la? 
           Sorrio por uma fração de segundo. 
        — Pode abrir a porta quando quiser, mais uma morte nas costas não vai me fazer sair. — retruco.
Ela bufa do outro lado da porta. 
      — Isso foi muito cruel. — ela devolve. — Peeta perguntou de você hoje. Como sempre. 
Reviro os olhos. Esse assunto não.
       — Ele está muito preocupado, Katniss. Ele quer ver você. 
             Meu coração pula só em lembrar da última vez que o vi. Há 615 dias, até onde sei. Eu estava voltando da caça e o encontrei plantando Prímulas no meu jardim. Eu corri para dentro de casa, chorei e nunca mais voltei a vê-lo. Não que eu não quisesse vê-lo, eu quero, mas por algum motivo nenhum de nós se aproxima primeiro. Como nos Jogos Vorazes, eu o apontei a flecha e ele a faca. Ninguém deu o primeiro golpe. Não havia coragem, nem coração suficiente. Porém, duvido que não haja coração o suficiente dessa vez. Só não há coragem de deixar tudo para trás. 
       — Katniss. — sussurra sua voz. A doce voz de Peeta Mellark.
          Abro os olhos tentando identificar em que parte do dia estamos, não sei bem por conta das nuvens do fim do inverno. Lá fora, ao lado da fonte, Katniss brotam fincadas a calmaria da água. 
           — Katniss, por favor. — diz Greaxy novamente. — Ele quer te ver. Já faz mais de um ano. 
           Muito mais que um ano, Katniss. Minha cabeça diz. Ali, as Katniss parecem vivas e vibrantes, sobrevivendo a uma grossa camada de neve fria, fincadas a água doce e calma. Assim eu estava, coberta de neve gelada e árdua. 
             — Abra a porta, Katniss. — diz ele. 
             Não a abro. Não consigo. 
            Minha mão se estica a maçaneta, mas sequer a toca. Não consigo olhá-lo nos olhos e ver que toda a dor em seus olhos foi causada por minhas atitudes. Devia ter fugindo com ele antes do Massacre, devia te-lo matado, devia ter me matado. Ali, naquela fonte, as flores com meu nome esbanjavam suas cores, assim como um dia, mesmo debaixo do medo, eu esbanjei. Na praia, na caverna, na Capital. Com Peeta Mellark. Ele era a água para minhas raízes secas e queimadas pelo gelo que fazia meu coração e a camada grossa de neve que era a minha própria vida. Peeta era a calmaria da campina, o dente-de-leão, ele era meu equilíbrio e eu devia estar lá para ser o dele. 
         Por mais de um ano pensei que não havia motivos para que eu vivesse, mas ainda há ele. Precisamos um do outro. Os pesadelos tomam conta da minha mente, mas não deixo que eles se apoderem da minha decisão. Ele é a única coisa que me faz continuar viva, ele é a única pessoa que não perdi, e ele não vai me perder. Não posso fazê-lo sofrer ainda mais, mesmo que no início eu o machuque e ele me machuque, não importa, sei que com o tempo vamos nos acostumar novamente a presença um do outro. Não posso deixá-lo, não quero deixá-lo, por que eu o amo. Quero Peeta apenas para mim e quero que ele seja apenas meu. Meu coração é dele. Minha vida não será um fardo se eu colocar Peeta Mellark como minha prioridade. Mais um risco de sangue na parede me lembra o número de dias que não o vejo. 616. São muitos dias. Nem sei como aguentei. Mal consegui vestir uma roupa descende para sair.
           Abro a maçaneta e tropeço nós próprios pés ao descer a escada. Greasy se assusta, mas sorri e me abraça ao me ver fora do quarto. Queria lhe dar atenção, mas meu coração pula tão rápido que mal posso escuta-la. 
               – Peeta. — murmuro. 
        — Na casa de Haymitch. — ela fala e me empurra para fora.
          À luz do sol vibrante tudo me parece novo. A primeira manhã de primavera já está dando as caras quando ando na ponta dos pés até a porta dos fundos da casa de Haymitch. 
           Ele está lá, loiro e alto, o corpo magro, porém melhor tratado. O sorriso fraco e quase sem vida que não perdura muito em seu rosto. Os olhos azuis vazios. A barba crescendo aos poucos pelo queixo. Parece um homem e não o garoto pelo qual me apaixonei, mas fazendo as contas Peeta já está com vinte anos completos há pouco mais que alguns meses. Um homem, de fato. Engulo seco ao pensar em quanto tempo ficamos sem nos ver. Dentro de mim ainda há uma esperança que grita que ele ainda me ama. Eu espero estar certa. 


Notas Finais


E aí? Gostaram?
Vejo vcs no próximo cap!!


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