História Ashes - Capítulo 2


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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Haymitch Abernathy, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Paylor, Peeta Mellark, Personagens Originais, Plutarch Heavensbee, Rye Mellark, Willow Mellark
Tags Drama, Jogos Vorazes, Katniss, Livros, Novela, Peeta, Romance, Spoilers
Visualizações 116
Palavras 847
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amoras td bom?? Espero que gostem do cap
Boa leitura!! 😘😘

Capítulo 2 - O motivo para viver


— Como está a garota? — pergunta Haymitch ainda não tão bêbado. 
— Trancafiada naquele quarto, como sempre. — Peeta responde. Ele bufa decepcionado. — Nem consigo imaginar se um dia ela vai me perdoar por tudo que fiz a ela.
O que ele fez a mim? Não, Peeta, eu é que devo pedir perdão pelo que te fiz, arranquei tudo de você, sua família, sua liberdade, sua alegria, sua sanidade. Eu sou quem te deve desculpas. 
— Ela só está machucada, Haymitch. Tentando se adequar a vida sozinha. Acho que no fim era disso que ela mais tinha medo, de estar sozinha. 
Haymitch solta um grunhido. Parece uma tentativa de risada falida.
— Mas ela não está sozinha. E não conseguiria mesmo que tentasse. — ele comenta.
— Tem razão. — Peeta balbucia. — Eu sempre estaria lá. 
Seu sorriso iluminado me dá ainda mais coragem para encara-lo. Levanto-me sobre as escadas e entro pela porta sem fazer muito barulho, mas o suficiente para que Peeta Mellark me ouça entrar. Seu olhar encontra o meu finalmente, os olhos dele estão brilhantes agora que em vê, mas há enormes sombras ao redor deles e algumas veias bem vermelhas no branco de seus olhos me indicam que há noites ele não dorme bem. Observo bem seu corpo, magro, pálido, os braços sujos de tinta é algo que parece ser sangue. As unhas retorcidas e quebradas por arranhar algo duro demais para ser cortado. Os lábios dele estão rodados e quebradiços, ao redor de sua boca há algumas marcas de mordidas e ele tem uma nova mania de lamber o lábio inferior para morde-lo. 
— Olha quem resolveu aparecer! — soluça Haymitch se entregando ao efeito da bebida. 
Mal dou bola ao lado insuportável de Haymitch, apenas aproveito cada momento da atenção de Peeta. 
— Katniss... – ele sussurra. 
Suas mãos se esticam e ele tenta me alcançar para saber se o que vê é real. 
— Você está aqui. Verdadeiro ou falso? — pergunta ele. 
Agarro sua mão e a aperto contra as minhas quase esmagando seus dedos.
— Verdadeiro. — digo a ele. — verdadeiro, Peeta. 
Ele sorri, verdadeiramente feliz. Não consigo tirar os olhos do seu sorriso e dos seus lábios, meu desejo é beija-los até acabar com a sede que eles me proporcionam. Não tenho coragem de sequer me mover. Trago-o para mais perto e espero que ele tome a iniciativa que desejo, infelizmente ele não o faz. 
— Estou esperando para vê-la há muito tempo. — ele diz. — Sabe, eu perguntaria como foram as coisas, mas não acho que você tenha muito a dizer. 
Rio um pouco. Não há muito para dizer mesmo, a não ser que ele queria saber como meus pesadelos eram sobre perdê-lo, sobre machuca-lo, sobre Prim, sobre Gale, sobre Finnick, às vezes até mesmo sobre Haymitch. 
— Como você tem estado? — pergunto sem jeito.
— Katniss Everdeen, sempre péssima em puxar assunto. — resmunga Haymitch.
— Não liga para ele. — Peeta diz. — Eu tenho poucas coisas para contar, na verdade. 
— Ah, é claro. Você sempre tem tantas coisas para falar. — falo com encanto.
Ele sorri novamente. Peeta e eu caminhamos pelo distrito 12 enquanto conversamos poucas coisas. Ele me fala dos seus quadros, me pergunta sobre meu tratamento, conta sobre seus sonhos agora que estamos de volta ao distrito e tentamos levar a conversa de uma maneira leve. Peeta até segura minha mão por um ou outro momento. Dou uma olhada no centro do distrito, prédios altos voltaram a ser levantados e crianças brincam nos brinquedos coloridos na Praça Central, onde um dia foi o campo da colheita. 
— Aqui vai ser minha padaria, Katniss. — ele diz adentrando um prédio abandonado. 
A construção está um pouco frágil, mas os materiais de reforma já estão ocupando certo espaço nos cômodos. Peeta me leva em cada canto do prédio, subimos a escada para o segundo andar, onde seria o salão para festas e então para o terceiro, onde seria seu escritório particular. Ele me leva a varanda e ficamos parados sobre o parapeito do local, observando o distrito aos poucos sendo reconstruído. Ainda há muito cinza e muito entulho, mesmo depois de dois anos, ainda é como se tivesse sido destruído ontem, mas lentamente os prédios voltarão a ser altos e haverá finalmente o tão esperado avanço. 
— Aqui ainda falta muita coisa, mas usa a imaginação, Katniss. — ele fala. — Vai ficar bem bonito, tem muito potencial. 
Ele fala como se tivesse tentando me convencer, sua voz é sugestiva e seus movimentos ainda são defensivos. Sorrio e colo meu corpo em seu braço para fazê-lo se sentir seguro. 
— É perfeito Peeta. — murmuro. — Perfeito. 
Peeta se move um pouco assustado e me encara com os olhos confusos. 
— Você não quis aceitar minhas prímulas por causa dela. Verdadeiro ou falso? 
Meu sorriso se desfaz. 
— Verdadeiro. — respondo. — Minha única missão era protegê-la e te manter vivo. E, bem, não fui bem sucedida em nenhuma delas. 
— Estou vivo, Katniss. — ele diz. — Você foi bem sucedida nisso. 
Reviro os olhos com peso no coração. Tudo que eu menos quero é entrar numa discussão dolorida com ele. 
— Não, Peeta. Tirei de você coisas demais. 
— Não me tirou o motivo para viver. — ele continua. — Você está aqui. 



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