História Ashes - Capítulo 4


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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Haymitch Abernathy, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Paylor, Peeta Mellark, Personagens Originais, Plutarch Heavensbee, Rye Mellark, Willow Mellark
Tags Drama, Jogos Vorazes, Katniss, Livros, Novela, Peeta, Romance, Spoilers
Visualizações 124
Palavras 1.172
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amorinhas td bem??
Espero que gostem desse cap, beijinhos!!
Boa leitura!! ❤️❤️

Capítulo 4 - Meu maluco



— Certo, me pergunte tudo que você quer saber. — falo a ele. 
Peeta molha o pãozinho no chocolate quente e o coloca inteiro na boca. Sorrio, senti saudade de ver essa cena. Sinto falta de cada coisinha que ele fazia, do seu cheiro de pão fresco, das mãos macias e leves dele me acalmando de um pesadelo. E eu fiz tanto mal a ele. O enganei, menti, o magoei, o traí, deixei que ele fosse torturado, não protegi sua família. Ele perdeu tudo por mim. 
— Certo. — ele começa. — Qual sua cor favorita? 
Suspiro. Ele não lembra nem disso? 
— Verde. E a sua é laranja suave como o pôr-do-sol. 
Ele sorri. 
— Verde é uma cor bonita. — ele comenta. — E sua comida favorita? 
Sorrio. 
— Definitivamente o cozido de cordeiro e o risoto da Capital, comemos na arena. — respondo. — Eu não sei o seu. 
— Mmm. Acho que o frango com laranja. — ele diz. — Frio ou calor? 
— Calor. 
Peeta balança a cabeça. 
— Frio. — ele diz. — As vezes eu me pergunto como demos certo. 
— Como assim? 
Não desista de mim. 
— Somos tão diferentes. — ele fala. — Incrível que acabamos sempre do mesmo lado, mesmo tendo ideias completamente opostas. 
Ele sorri. 
— As estrelas costumam se cruzar muito bem. — comento. 
— Até onde me lembro, essa foi a coisa mais bonita que você já me disse. — Peeta sorri, seus olhos brilham demais, como o próprio sol. 
— Eu tenho meus momentos. — respondo. 
— Como foi, sabe, quando dei aqueles pães para você? 
— Ah, Peeta, duraram quase um mês! Você nos alimentou tão bem. Estavam tão gostosos. — meu olhar fixa no seu. O azul profundo dele me puxa. 
— Fico feliz. — ele diz. — Apanhei tanto. 
— Desculpe por isso. 
— Tudo bem. Você já passou muita coisa também. 
— Mas eu sinto que tudo que você já sofreu foi por minha causa. — comento. 
Baixo o olhar para as folhas abaixo dos meus joelhos e foco em um besouro que anda pelo chão. Peeta levanta meu queixo e insiste para que eu o olhe nos olhos. 
— Nunca se culpe pela dor que eu senti, Katniss. — ele fala. — Se dependesse apenas de você, teria escolhido me machucar? 
— Nunca! — respondo imediatamente.
Ele sorri. 
— Você não é um dedo podre, Katniss. Você é uma mulher muito forte que teve que aceitar coisas que não estavam no seu controle. O único culpado disso tudo é o Snow. Até Coin. — ele diz. — A escolha nunca foi sua. 
Sorrio, ele acredita em mim. Ele não me culpa. 
— E Gale? — ele pergunta. — Que fim vocês tiveram? 
Não quero falar sobre isso, mas é Peeta. Preciso falar com alguém sobre isso. 
— Ele criou bombas, Peeta. — falo. — Para matar quem estivesse no caminho. Ele deixou tudo nas mãos de Coin, suas bombas mataram Prim.
Ele assente triste. Quero morde-lo mesmo quando está triste. Preciso voltar controlar meus instintos se não vou acabar assustando ele com todo meu afeto. 
— Sinto muito, Katniss. — ele me diz. — Gale tinha boas intenções. 
— Ele só não fez as escolhas certas. — murmuro. 
— Você teria escolhido ele? — olho para ele confusa. — Se nada disso tivesse acontecido e ele tivesse protegido sua irmã. 
— Não. — respondo. — Sempre foi você, Peeta. Desde a 74ª Edição do Jogos. Demorei a aceitar. 
— E como. — ele responde revirando os olhos. 
Peeta me faz rir tão fácil, ele é leve e mesmo tendo tantos problemas dentro de si ainda pode exalar sua luz. 
— Como está sendo o tratamento? — pergunto. 
— Ah, tem sido chato, Dr. Aurelius vive suspirando ao telefone dizendo que eu tenho que tomar meus remédios e me manter fora de emoções fortes. Acontece que a melhor coisa que a pessoa que é a minha vida é justamente o poço das minhas emoções fortes. 
— Não quero te causar problemas. — digo.  
Peeta aperta minha mão contra a sua. 
— Você é o melhor remédio para meus traumas. — ele diz. — As vezes eu penso que mal posso respirar sem você. Não consigo nem raciocinar direito, nem sei como sobrevivi esse tempo todo. Haymitch disse o mesmo hoje de manhã para mim. E eu ainda tenho tantos concorrentes que me assustou o fato de você ter me evitado esses últimos meses. 
— Peeta, você não tem concorrentes em lugar algum. — digo a ele. — Quantas vezes vou ter que repetir que você é o único? 
— Acredite, Katniss, há muitos iguais a mim. — ele fala.
— Iguais a você? 
— Caidinhos pelo seus encantos. — ele murmura. 
Rio. Acredito que seja piada, mas depois que Peeta me lança um olhar frio percebo que ele fala serio.
— Sério? — pergunto. Ele assente. — Nossa. Nunca percebi. Você foi o único que conseguiu entrar na minha bolha. 
— Por sorte. 
— Ou azar.
— Sorte, Katniss. Sorte. — ele diz. — O que acontece se você começar a conhecer outras pessoas e perceber que não sou tudo isso? E se você se for? O que será de mim se você for embora? 
— Você nunca vai saber. — digo a ele. — Eu nunca vou embora. 
Peeta suspira. 
— Quero acreditar. — ele diz. — Mas só vou saber quando acontecer.
— Está dizendo que vai me deixar ir embora? — questiono com um peso no coração.
— Estou dizendo que você nunca foi minha para impedi-la de algo. E mesmo que fosse, não posso te impedir de ser feliz com outra pessoa, só não me engane, Katniss. 
Respiro fundo. Por que ele sempre faz esse drama? Quer ouvir milhares de vezes a palavra com "a"?
— Primeiro lugar, eu sempre fui sua. Segundo lugar, você pode me impedir de ir, lute por mim, Peeta. Terceiro lugar, eu não posso ser feliz com outra pessoa por que nenhum desses outros foram capazes de fazer o que você fez por mim e eu nunca seria capaz de fazer por eles o que fiz por você. — respiro um pouco tentando organizar as palavras na minha cabeça. — Nós cuidamos um do outro, Peeta, nós amamos um ao outro, nós protegemos um ao outro. Você deu sua vida por mim, eu dei a minha por você. Não encontro palavras melhores para dizer isso. Acho que fiquei tempo demais guardando as coisas que eu sentia para ser forte, mas, que droga Mellark, não posso continuar assim por que isso só piora as coisas! Peeta eu não preciso dizer que te amo, você sabe. Provamos um ao outro milhares de vezes isso. Eu te amo. Amo você. Só você. Ninguém mais seria capaz de chegar onde você chegou. 
Peeta tem lágrimas nos olhos. Não sei se também choro, mas o beijo apaixonadamente. Puxo sua camisa e o envolvo com meus braços enquanto ele faz o mesmo. 
Eu já sei quem eu quero, quero Peeta Mellark. Ele é o Salgueiro enraizado no meu coração, ele me traz paz e é minha calmaria. 
— Só quero que saiba que você é livre, Katniss. Não quero que um dia você acorde e perceba que me ama só pela história que temos, só porque sofri. Quero que você me ame pelo que sou. 
— Eu já faço isso. — falo. — Além disso, eu que devia ficar preocupada com concorrentes. Que garota não gostaria de ter esse padeiro lindo e gentil com ela? 
— Lindo, gentil e maluco. 
— Tudo bem, também sou maluca. — falo. — Meu maluco. 



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