História Ask Me Whatever You Want - Camren G!P - Capítulo 14


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Peça-me o que quiser
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila, Camren G!p, Fifth Hamorny, Lauren G!p, Romance
Visualizações 1.223
Palavras 2.445
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Obrigada, senhora Jauregui, mas irei com Santiago.


Fanfic / Fanfiction Ask Me Whatever You Want - Camren G!P - Capítulo 14 - Obrigada, senhora Jauregui, mas irei com Santiago.

O fim de semana passa e na segunda-feira pegamos um avião até Guipúzcoa. A atitude de Amanda em relação a mim não mudou quase nada. Está mais distante e agressiva, mas com Lauren ela não é assim. Fico irritada com o esforço que ela faz para que ela não preste atenção em mim. Mas o tiro sai pela culatra o tempo todo. Lauren, em suas funções de chefe, me solicita continuamente, e isso tira Amanda do sério. As reuniões se sucedem e, após Guipúzcoa,  vamos às Astúrias.

Durante o dia, Lauren e eu trabalhamos lado a lado como chefe e secretária, e à  noite  brincamos e curtimos uma a outra. Sua luxúria parece algo inato, e cada vez que estamos  juntas ela me enlouquece com a forma como me faz fantasiar e com seu jeito de me tocar e de me possuir. Adora olhar para mim enquanto me masturbo com o vibrador que ela me deu de presente — capricho que eu lhe concedo com muito prazer. O prazer  que me faz  sentir  é  tanto que sinto vontade de ir de novo a uma casa de swing e experimentar o mesmo da outra vez. Quando confesso isso, Lauren cai na gargalhada e, ao me penetrar, imagina  que  outro homem está me possuindo enquanto ela observa. Essa fantasia me deixa louca.

Na quarta-feira, quando chegamos a Orense, vamos direto para uma reunião. No caminho, Lauren fala por telefone com uma tal de Marta e se mostra irritada. O dia passa e ela termina se estressando pela falta de profissionalismo do chefe da sucursal. Não preparou nada do que era necessário, e Lauren reage muito mal. Tento interferir para apaziguar os ânimos, mas Lauren, minha chefe, acaba me repreendendo e me mandando calar a boca. Na viagem de volta, o humor de Lauren está péssimo. Amanda olha para mim com ar de superioridade e eu tenho vontade de matá-la. Quando chegamos ao hotel, Lauren  pede  a  Amanda que desça do carro e nos deixe um minuto a sós. Ela obedece e, assim que fecha a porta, Lauren olha para mim com uma expressão que me magoa.

- Que esta tenha sido a última vez que você fala numa reunião sem que eu peça. - Entendo sua irritação. Ela está certa e, embora sua bronca tenha me magoado.- No fim das contas a Amanda pode ter razão. Tua presença não é necessária.

Me dá muita raiva ouvir Lauren mencionando essa mulher e saber que ela fala de mim.

- Não estou nem aí para o que essa idiota diz sobre mim.

- Mas talvez eu, sim, esteja aí — replica.

Passa a mão na cabeça e nos olhos. Sua cara não está nada boa. O telefone dela toca. Lauren olha para o aparelho e interrompe a chamada. E, numa tentativa de amenizar o mal-estar entre nós, murmuro:

- Você está com uma cara péssima. Está com dor de cabeça? - Sem responder, me lança seu olhar impiedoso.

- Boa noite, Camz. Até amanhã.

Com a dignidade que me resta, abro a porta do carro e saio. Amanda espera a poucos metros e prefiro não olhar para ela quando passo a seu lado, senão vou acabar partindo para cima dessa mulher. Vou direto para o quarto.

Na manhã seguinte, quinta-feira, quando o despertador toca às 7h20, eu solto um palavrão. Quero dormir mais. em meio a grunhidos, me levanto e ando até  o  chuveiro. Preciso da água fria no meu corpo para me acordar. Debaixo d’água, me lembro de que já é quinta-feira e isso me deixa alegre. Ótimo! Dou uma olhada no armário e escolho um conjunto azul com saia e uma camisa aberta.

Às oito, alguém toca a campainha do meu quarto e, segundos depois, uma camareira muito gentil deixa um lindo carrinho com o café da manhã e em seguida vai embora. Quando levanto as tampas das travessas, pulo de felicidade ao ver a quantidade de bolinhos que tenho diante de mim. Pego uma cadeira e me sento. Bebo um pouco de suco de laranja. Hummmm, que delícia! Tomo um café com um  minissanduíche. Depois como um  pão doce e, quando estou quase atacando uma rosquinha, me controlo e consigo vencer  a  tentação. Muita comida!

O celular apita uma mensagem.

CHEFE VADIA: 8h30 na recepção. -  Que direta! Já vi que meu dia de hoje vai ser uma grande merda. Nem um simples “Bom dia, otária”.

Mas, sem tempo a perder, pego minha pasta. Enfio nela o notebook e os documentos de ontem. Hoje vamos a outra sucursal das Astúrias, e só espero que o dia transcorra melhor do que ontem. Ao chegar à recepção, vejo Lauren apoiada numa mesa. Está incrível com seu terno cinza-claro e sua camisa branca. Noto que seu linda cabelo ainda está um pouco molhado do banho e estremeço. Teria adorado tomar banho com ela.

Duas mulheres que passam a seu lado se viram e ficam olhando. Normal. É um mulher muito atraente. Ao passarem a meu lado, observo suas caras e percebo que estão cochichando. Imagino sobre o que falam. Decidida, caminho em meus saltos altos na direção dela. E só por educação a cumprimento:

- Bom dia! - Lauren não olha para mim.

- Bom dia, senhorita Cabello. - Eita... voltamos aos malditos sobrenomes?

Não esperava que ela me pegasse em seus braços e sorrisse para mim como se fosse minha namorada. Mas, por favor, um pouco mais de cordialidade era bom. Enfim, continuo a seu lado esperando que decida quando vamos sair. Dou uma olhada no relógio. Oito e meia. Olho para a entrada do hotel e vejo a limusine esperando. Por que continuamos parados aqui? Lauren ignora minha presença e segue lendo o jornal com expresão tensa. Não me mexo, vai que sou jogada pela enorme janela de vidro. Minha respiração mal se ouve. Tenho certeza de que está esperando algum movimento da minha parte para logo soltar suas palavras ácidas.

As pessoas, em sua maioria executivos como nós, passam ao nosso lado. São 8h35. Me espanta que ainda estejamos aqui, já que Lauren é obcecada com horário. Já são 8h40. Continua muito calma, sem se importar com o fato de eu estar parada a seu lado como uma idiota, quando ouço uns saltos acelarados. Amanda, com um blazer  e uma saia branca, se aproxima  de nós. Nem olha na minha cara. Só tem olhos para Lauren, a quem se dirige em alemã:

- Desculpa a demora, Lauren. Um probleminha com minha roupa. - Vejo que ela sorri.

Olha para ela, examinando-a de cima a baixo com seus olhos verdes.

- Não se preocupe, Amanda. A demora valeu a pena. Dormiu bem? - Ela sorri.

- Sim — responde, sem se importar com minha presença. — Consegui dormir um pouco.

Disse “Consegui dormir um pouco”?

Peraí, o que essas idiotas estão dando a entender? Ela sorri e toca na cintura dela. Essa intimidade me incomoda. Acho repugnante. E ao mesmo tempo seus sorrisos me revelam muitas coisas. Respiro com dificuldade ao  me dar conta do que houve entre essas  duas, e tenho vontade  de furar meus olhos. De repente, Lauren apoia a mão nas costas de Amanda e, tocando rapidamente sua cintura, diz:

- Vamos, o motorista está esperando. - E, sem olhar para mim, começa a caminhar com essa mulher a seu lado e me ignora completamente. Eu as observo petrificada. Não sei o que fazer. Um ciúme incontrolável que até então eu não havia sentido se instala no meu estômago, e estou com vontade de pegar o lindo jarro de cima da mesa e quebrar na cabeça dela.

Meu coração está a mil. Sua batida é tão forte que tenho a sensação de que a recepção  inteira consegue ouvir. Aquilo me humilha, me aborrece, e ela continua impossível.

Idiota!

A frieza de Lauren continua e eu não entendo por quê. Mas não. Não vou  aceitar  isso. Lauren  não me conhece, e ninguém ousa me humilhar dessa forma.

Começo a caminhar atrás delas.

Se essa babaca alemã acha que vou armar um barraco, ela acertou. Não vou deixar por menos! Quando chegamos à limusine, o motorista abre a porta. Amanda entra, em seguida ela entra e, na minha vez de entrar sento na cabine da frente com o motorista, ela faz uma cara de indiferente e bate a porta. Com minha máscara de indiferença que eu também sei usar, me sento ao lado  do motorista. Por alguns segundos eu as ouço falar e rir atrás de mim até que um ruído metálico soa em meus ouvidos. Com o canto do olho vejo um vidro opaco dividindo a parte de trás e a parte da frente do carro.

Não gosto dessa joguinho e não entendo por que ela faz isso comigo. Instintivamente cravo as unhas nas palmas das mãos, até que o motorista me pergunta:

- Quer ouvir música, senhorita?

Faço que sim com a cabeça. Não consigo falar nada. Coloco meus óculos escuros e escondo meus olhos. De repente, começa a tocar uma música agitada e eu começo a cantar e dançar.

Durante os 45 minutos do trajeto, minha mente trabalha a toda velocidade. Quando o carro para, desço sem esperar que o motorista abra a porta para mim. Que ele faça isso as duas lá de trás. Aos patrões. Assim que desço, sorrio ao ver Santiago Ramos e dou um abraço forte nele que passa os braços pela minha cintura. É o secretário dessa sucursal e entre nós dois sempre rolou uma química. O motorista abre a porta, e Lauren e Amanda saem do carro. Não me viro para elas. Me limito a olhar para a frente com meus óculos escuros.

Lauren cumprimenta Gutiérrez, o chefe da sucursal, e o pessoal da diretoria. Apresenta todos eles a Amanda e depois a mim. Com profissionalismo, aperto as mãos deles para depois acompanhá-los até uma sala. Mas agora, em vez de ir atrás de Lauren e Amanda, me demoro para entrar com os braços dado com Gutiérrez; ele é um excelente amigo, sempre nos demos muito bem e entramos na sala conversando.

Antes de nos sentarmos, umas senhoras nos oferecem café. Aceito com prazer. Preciso de café. Tomo três. Conforme o tempo vai passando, a distância de Lauren e a conversa com  Santiago começam a me acalmar. Nesse momento, percebo que Lauren se vira. É só um instante, mas sei que olhou para mim. Me procurou.

Santiago e eu continuamos conversando e nós dois rimos, quando ele conta algumas coisas da filha dele. É um paizão solteiro e isso me comove, me faz lembrar meu pai. Dez minutos depois, todos nós passamos à sala de reuniões, nos acomodamos em nossos lugares e, como sempre, Lauren senta à cabeceira da mesa. Amanda fica à sua direita e eu me coloco num segundo plano, bem distante. Não quero olhar para ela. Não sinto vontade.

- Senhorita Cabello — ouço minha chefe me chamar. Sem hesitar, me levanto e me aproximo dela com profissionalismo.

- Sim senhora?

- Sente-se na outra ponta da mesa, por favor. De frente para mim. - Eu vou matá-la...

Não quero olhar para ela, nem quero que olhe para mim. Mas, disposta a ser a secretária perfeita, pego meu notebook e me sento onde ela indica. Do outro lado da mesa, de frente para ela. A reunião começa e eu fico atenta a tudo que falam. Não olho para ela e acho que ela também não está me olhando. À uma da tarde, a reunião é interrompida. Hora do almoço. O chefe da sucursal reservou mesa num hotel próximo, e Santiago me convida para ir no carro dela. Aceito.

Sem olhar para a Icewoman, que está ao lado de Amanda, passo reto por ela,  até  que o ouço me chamar. Peço a Santiago que me dê um segundo e vou até minha chefe.

- Vai aonde, senhorita Cabello?

- Ao restaurante, senhora Jauregui. - Lauren olha para Santiago.

- Pode vir conosco na limusine. 

Amanda nos olha. Não entende o que estamos dizendo. Falamos em espanhol, e imagino  que isso a incomode.

- Obrigada, senhora Jauregui, mas irei com Santiago.

- Não quero que vá com ele. — responde. Não há ninguém ao nosso redor. Ninguém pode nos escutar.

- Bom, aí já é um problema da senhora. Com licença. - Dou as costas a ela e saio. Dá-lhe, fúria espanhola! Espanha 1 X Alemanha 0.

Sei que acabo de cometer a maior imprudência que uma secretária pode fazer. E ainda maior em se tratando de Lauren. Mas eu precisava disso. Precisava fazê-la se sentir como eu me sinto. Sem pensar nas consequências, entre elas a demissão certa, ando até Santiago e seguro seu braço com intimidade. Entramos em seu Opel Corsa e  nos  dirigimos  ao  restaurante,  enquanto começo a pensar no desemprego. Depois dessa, vou ser demitida com certeza. Quando chego ao estabelecimento, corro com Santiago para tomar várias Coca-Colas. Ai, meu Deus! Como gosto de sentir suas borbulhas na minha boca...

Mas até as borbulhas se desfazem quando vejo entrar Lauren, seguida de Amanda e  dos  outros chefes. Olha na minha direção e posso perceber sua irritação. Os diretores entram no salão e rapidamente se acomodam em seus lugares. Lauren faz menção de se sentar, mas logo se desculpa com seus colegas e me faz um sinal com a mão. Eu e Santiago a avistamos, e não posso me recusar a ir. Dou mais um gole na minha Coca, que deixo no balcão e me aproximo de Lauren.

- Pois não, senhora Jauregui. Em que posso ajudá-la?

Lauren abaixa a voz e, sem alterar a expressão de seu rosto, pergunta:

- O que você está fazendo, Camz? - Supresa por voltar a ser “Camz”, respondo:

- Tomando uma Coca Zero, que por sinal, que engorda menos.-  Minha resposta irreverente a desespera. Sei disso e gosto disso.

- Por que você está me irritando o tempo todo? — pergunta, me deixando desconcertada. Que cinismo...!

- Eu?! — sussurro e começo a rir descontroladamente fazendo todas as pessoas que estavam presente no restaurante me olhar. Seu olhar é tenso. Duro e desafiador. Suas pupilas se contraem e me dizem algo, mas hoje eu não quero entendê-las. Recuso-me.

- Vá para o salão — me diz, antes de se virar. — Vamos almoçar.

Quando eu e Santiago chegamos ao salão, nos sentamos na outra ponta da mesa. Meu  celular toca: minha irmã! Decido ignorá-la outra vez, não estou a fim de escutar seus resmungos. Mais tarde ligo de volta. A comida está ótima e eu continuo de papo com meu amigo.

Às quatro e meia, voltamos à sede da empresa. Eu, claro, pego carona com Santiago. A reunião recomeça e só acaba às sete. Estou exausta!



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