História Ask Me Whatever You Want - Camren G!P - Capítulo 79


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Peça-me o que quiser
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila, Camren G!p, Fifth Hamorny, Lauren G!p, Romance, Sexo
Visualizações 427
Palavras 1.697
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 79 - Sem olhar para trás.


Fanfic / Fanfiction Ask Me Whatever You Want - Camren G!P - Capítulo 79 - Sem olhar para trás.

Acordo no dia seguinte com uma ressaca monstruosa, pois a noite foi maravilhosa e só dormi algumas horas na casa de Marta. Quando chego à casa de Lauren, e ela me vê entrar com os  óculos escuros na cara, vem na minha direção e pergunta furiosa:

- Posso saber onde você dormiu? - Surpresa, levanto a mão e respondo:

- No meio da rua eu te garanto que não foi.

Ela xinga e resmunga. Dá para perceber o quanto estava preocupada. Não dou bola. Caminho decidida, enquanto sinto seus passos atrás de mim. Está furiosa. Assim que entro no meu quartinho, bato a porta na cara dela. Isso deve tê-la irritado muito. Fico esperando que ela entre e grite comigo, mas não é o que acontece. Ótimo! Não estou a fim de ouvir seus chiliques. Hoje não.

Tento ser forte enquanto termino de arrumar minhas coisas nas caixas de papelão. Não vou chorar. Chega de ficar chorando e chorando por causa da Icewoman. Se ela não me dá valor, não tenho motivo para sofrer por ela. Preciso acabar de arrumar tudo o quanto antes. Logo que fecho uma caixa de livros, decido subir até meu quarto. Tenho muitas coisas aqui. Por sorte, não encontro Lauren. Quando entro no quarto, suspiro ao ver que ela também não está lá. Deixo algumas caixas e vou atrás de Klaus.

O garoto se alegra ao me ver, mas, quando se dá conta de que estou me despedindo, sua cara muda completamente. Me dirige um olhar duro e diz:

- Você tinha me prometido que não iria embora.

- Eu sei, meu amor. Sei que te prometi, mas às vezes as coisas entre os adultos não saem como o previsto e, no fim, se complicam mais do que você imaginava.

- A culpa é toda minha — diz, com a carinha triste. — Se eu não tivesse pegado o skate, não teria caído, e você e a tia não teriam brigado. - Eu o abraço, aninhando-o. Nunca poderia imaginar que ele choraria por minha causa.

Tentando segurar as lágrimas, garanto:

- Escuta, Klaus. Você não tem culpa de nada, querido. Eu e sua tia...

- Não quero que você vá embora. Eu me divirto contigo, você é... é boa pra mim.

- Ouça, meu amor.

- Por que você tem que ir? - Sorrio com tristeza. Ele não quer me escutar, e eu não consigo lhe explicar por que estou partindo. No fim, enxugo as lágrimas do seu rosto e tento animá-lo:

- Klaus, você sempre me mostrou que é um rapazinho tão forte quanto sua tia. Agora vai precisar ser assim outra vez, combinado? — O garoto confirma com a cabeça e continuo: —Cuida bem do Calamar. Não se esquece que ele é seu superamigo e supermascote, e dá muito carinho pro Susto, promete?

- Prometo. - Seus olhos vidrados me partem o coração. Dou um beijo na sua bochecha e continuo:

- Escuta, querido. Prometo que venho te visitar logo, combinado? Vou ligar pra Clara e  ela vai ajudar a gente a se encontrar, você quer?

O garoto levanta o polegar, eu levanto o meu, juntamos os dois e batemos uma palma. Isso nos faz rir. Dou-lhe um abraço e um beijo e, com o coração apertado, saio do quarto. Não consigo respirar direito. Levo a mão ao peito e por fim  consigo que me entre  um  pouco de ar. Por que tudo tem que ser tão triste? Abro o armário e observo todas as coisas lindas que Lauren comprou para mim. Penso um pouco e decido levar apenas o que trouxe de Madri. Ao pegar minhas botas pretas, vejo uma bolsa e, assim que abro,  sorrio  com  melancolia ao encontrar minha fantasia de policial durona. Eu a meto numa das caixas, junto com meus jeans e minhas camisetas. Depois entro no banheiro e pego minhas maquiagens e meus cremes. Nada mais ali é meu.

De volta ao quarto, ando até a mesinha de cabeceira. Esvazio uma gaveta e encontro os brinquedos sexuais. Toco na joia anal com a pedra verde. Nos vibradores. Nos enfeites para os mamilos. Não quero todo essa arsenal, que me faria lembrar dela. Fecho a gaveta. Deixo os objetos ali dentro. Meus olhos estão cheios d’água. Momento dramático! Tudo por causa do abajur que Lauren me deu de presente há alguns meses na feirinha de Madri e com o qual não sei o que fazer. Fico só olhando, olhando e olhando. Foi ela que comprou  os  dois. Por  fim, decido levar comigo. É meu.

Me viro e Lauren está me observando da porta. Está lindo com sua calça jeans de cintura baixa e uma blusa preta. Está meio abatida. Preocupada. Mas imagino que estou igual. Não sei há quanto tempo estava ali. O que sei é que seu olhar é frio e impessoal. É como ela fica quando não quer demonstrar o que está sentindo. Não pretendo discutir, não estou com vontade. E, olhando para ela, comento:

- Convenhamos, essas abajures nunca combinaram com a decoração do seu quarto. Se você não se importar, vou levar o meu.

Concorda. Entra no quarto e diz ao tocar no seu abajur:

- Leva. É seu.

Mordo o lábio. Guardo o abajurzinho na caixa e o ouço dizer:

- Foi isso que sempre me chamou a atenção em você, o fato de ser totalmente diferente de tudo que me cerca. - Não respondo. Não consigo. Então, num tom mais calmo, Lauren afirma:

- Camila, sinto muito que tudo acabe assim.

- Eu sinto mais ainda, pode ter certeza — digo.

Ela anda pelo quarto. Está nervosa. Até que finalmente pergunta:

- Podemos conversar um momento como adultas?

Engulo o choro engasgado na minha garganta e respondo que sim. Já não me chama de “pequena”, nem “moreninha”, nem “querida”. Agora fala “Camila” com todas as letras. Cada um de nós está de um  lado da cama. Nossa cama. É o lugar onde nos amamos, nos desejamos e nos beijamos. Lauren começa:

- Escuta, Camila. Não quero que você fique sem trabalho por minha causa. Falei com Gerardo, o chefe do RH da Müller em Madri, e você vai poder assumir novamente a função que ocupava quando nos conhecemos. Como não sei quando você vai querer voltar, eu disse a ele que no prazo de um mês você vai entrar em contato pra pegar essa vaga outra vez.

Discordo com a cabeça. Não quero trabalhar de novo na sua empresa. Mas Lauren continua:

- Camila, seja adulta. Uma vez você me disse que seu amigo Miguel precisava do emprego pra pagar as contas, ter o que comer e poder viver. Você tem que fazer a mesma coisa, e com o desemprego e a crise na Espanha vai ser muito difícil pra você conseguir um trabalho decente. Esse departamento está com chefe novo e tenho certeza de que você não terá problema algum com ele. Quanto a mim, não se preocupe. Você não vai precisar me encontrar. Já te aborreci o suficiente.

Essa parte final me dói. Sei que ela disse isso pelo que gritei naquela noite, mas não digo nada. Apenas escuto. Minha cabeça não para, fica remoendo tudo, mas sei que ela está certa. Novamente está certa. Contar com um trabalho hoje em dia não é algo que esteja ao alcance de todo mundo. Não posso me dar ao luxo de recusar a oferta.

- Está bem. Vou falar com Gerardo.

- Espero que você retome sua vida, Camila, porque eu vou retomar a minha. Como você mesma disse quando beijou Björn, não sou mais a dona da sua boca nem você da minha.

- E por que isso agora? - Com o olhar cravado em mim e mudando o tom de voz, ela diz:

- É que agora você pode beijar quem te der na telha.

- Você também. Espero que jogue muito.

- Não tenha dúvida — comenta com um sorriso frio.

Nos olhamos e, quando não estou mais aguentando, saio do quarto sem me despedir. Não consigo. As palavras não saem da minha boca. Desço a escada a todo o vapor e chego ao meu quartinho. Fecho a porta e então, só então, me permito desabafar com um monte de palavrões.

Essa noite, quando já está tudo encaixotado, aviso a Simona que um caminhão passará às  seis da manhã para levar as coisas ao aeroporto. Vinte caixas chegaram de Madri. Vinte  voltarão. Com tristeza, pego um envelope e uma caneta para fazer a última coisa me resta nessa casa. Escrevo “Lauren”, arranjo um  pedaço de papel e, depois de pensar no que escrever, rabisco simplesmente “Adeus e se cuida”. Melhor algo impessoal.

Solto a caneta e olho para minha mão. Está tremendo. Tiro o lindo anel que já lhe havia devolvido outra vez e leio o que está escrito na parte de dentro: “Peça-me o que quiser, agora e sempre.”

Fecho os olhos.

O “agora e sempre” não foi possível para a gente.

Aperto o anel na palma da minha mão e por fim, com o coração partido, ponho no  envelope. Meu celular toca. É Clara. Está preocupada e me espera na sua casa. Dormirei lá minha última noite em Munique. Não posso nem quero dormir sob o mesmo teto que Lauren. Quando chego à garagem e tiro a moto, Norbert e Simona vêm até mim. Com um sorriso forçado, eu os abraço e entrego a Simona o envelope com o anel para entregar  a Lauren.  A  mulher soluça e Norbert tenta consolá-la. Minha partida os entristece.  Me  acolheram  com tanto carinho quanto eu a elas.

- Simona — me esforço para brincar —, daqui a alguns dias eu te ligo e você me conta como anda Loucura Esmeralda, ok?

Ela balança a cabeça e se esforça para sorrir, mas acaba chorando mais ainda. Dou-lhe um último beijo e me preparo para sair, quando, assim que ergo o olhar, vejo Lauren nos observando da janela do nosso quarto. Olho para ela. Ela me olha. Meu Deus... como amo essa mulher! Levanto a mão e dou tchau. Ela faz o mesmo. Instantes depois, com a frieza que aprendi com ela própria, me viro, subo na moto e vou embora sem olhar para trás.



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