História Assault Rock 97 - Capítulo 3


Escrita por: e Pandorawn

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi
Tags Banda, Colegial, Escolar, Musica, Naruto, Sakura, Sasuke, Universo Alternativo
Visualizações 499
Palavras 2.713
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei, mas cheguei. Essa demora decididamente não estava nos planos, mas tive alguns imprevistos. Tenham uma boa leitura, e por favor, leiam as notas finais.

Capítulo 3 - Delphic High School


Fanfic / Fanfiction Assault Rock 97 - Capítulo 3 - Delphic High School

Capítulo III

Delphic High School

 

Acordei cansada da noite anterior, o despertador havia tocado pela terceira vez em alto e bom som, e lá ainda estava eu deitada protelando. Ainda que o som insuportável fosse o suficiente para me acordar meu corpo não concordava que já era hora de encarar uma fatídica segunda-feira recheada de todos os clichês da vida adolescente, entre eles: Meu primeiro dia em uma escola nova, exatamente no meio do ano letivo.

Por fim, decidi arcar com as responsabilidades e me levantar, arranquei a camiseta larga que eu costumava usar para dormir, e fui direto para o chuveiro tirar os indícios de uma noite com poucas horas de sono.

Enrolada na toalha encarei meu reflexo no imenso espelho do banheiro. Na noite anterior eu havia passado muito mais tempo no bar do que planejara anteriormente. O meu pulinho no local antes no intuito de perder apenas alguns minutos acabara mostrando-se mais interessante e muito mais que alguns minutos foram perdidos.

 No fim do show eu estava deixando o local quando Gaara viera atrás de mim.  Perguntara o que eu havia achado e se eu não queria ficar um pouco mais, disse algo sobre os outros membros da banda ainda iriam sair pela noite, mas que ele não estava afim da programação em questão e que na verdade queria minha companhia. Eu claramente conhecia o papo, mas  um ou outro sorrisinho, uma ou outra piadinha e alguns beijos acabaram rolando.

Sorri ao lembrar como começara em Delphic, talvez não tivesse sido um começo tão ruim.   Peguei o primeiro jeans e camiseta pretas que vi, coloquei meus tênis, e dei uma última olhada no espelho, queria ver como funcionava a sociedade de ensino médio de Delphic. Desci as escadas e fui até a cozinha.

— Bom dia. – minha mãe estava sentada a mesa com uma caneca de café e um jornal.

— Bom dia, querida. Venha comer. Consegui preparar algo hoje, mas não se acostume.

— Deixe- me adivinhar- eu disse me servindo de uma caneca de café – Você não dormiu absolutamente nada?

Era quase certeza que mamãe mal teria dormido esta noite preocupada com seu primeiro dia no banco, e eu nem queria imaginar o nível de estresse que ela ficaria pelos próximos dias.

—  Dormi bastante mal, preocupada, você sabe. – ela disse, e em seguida perguntou:

— E ontem? Não vi você chegar.

—  Não cheguei tão tarde – na verdade tinha chegado um pouco, mas era assunto pra outra pauta, então completei – fui direto pro meu quarto.

— Conseguiu se enturmar? Conheceu alguém – conheci sim, mamãe, pensei. Mas resolvi omitir essa parte.

—  Na verdade conheci, eu fui a uma cafeteria, e em seguida em um barzinho, ouvi uma banda local tocar.

—  Não bebeu não é, Sakura? Em pleno domingo para segunda você sabe...

— Apenas meia cerveja, não se preocupe.

 Minha mãe era compreensiva, sempre me ensinara tudo que ela julgara necessário que eu saísse de casa sabendo, sempre dizia que queria que eu estivesse preparada pro máximo de coisas do mundo. O que incluía álcool, drogas e sexo.  Digamos que mamãe e eu havíamos tido  essas conversas bem cedo, bem mais cedo do que a maioria dos jovens que eu conhecia. Eu já tinha dezoito anos. Sim, era mais velha do que a maioria das pessoas no terceiro ano. Vantagens como poder comprar bebida sem recorrer a identidades falsas era o destaque de ter dezoito e ainda estar no ensino médio. Eu não havia reprovado nem nada.  Quando criança eu tinha demorado um ano a mais que as outras crianças para ingressar na escola, desse modo ainda não tinha terminado o colegial.

Terminei meu café e me despedi de Mebuki, depositei um beijo em sue rosto e desejei boa sorte no seu primeiro dia de trabalho, conhecendo as complicações de banco ela iria precisar realmente de sorte e paciência,  subi as escadas em direção ao banheiro para escovar os dentes e apanhar as chaves do carro.

O trânsito em Delphic pela manhã parecia um pouco mais agitado do que eu havia observado anteriormente.  Segui as coordenadas do GPS para Delphic High School, o ar pela manhã era frio, me amaldiçoei por um instante por não ter pego nenhum agasalho, torceria para que a temperatura aumentasse conforme as horas passassem. A escola ficava localizada em um grande campus, o trajeto até lá era preenchido de árvores e casas, algumas parecendo bem antigas e bonitas, a cidade afinal tinha seu charme. 

As densas florestas que rodeavam a cidade e grande parte do estado conferiam um charme a mais, a menos que você fosse uma pessoa totalmente urbana e apaixonada por edifícios. O estacionamento parecia cheio, avistei uma vaga e dirigi até ela estacionando com habilidade entre dois outros veículos.  Uma coisa que não se aplicava a mim eram as piadinhas de mulher ao volante, modéstia a parte, eu era uma ótima motorista.  Antes de descer do carro, me olhei uma última vez no retrovisor e acabei apanhando um batom da minha bolsa e aplicando nos lábios.

—  Vai lá, querida. Arrase – eu disse e dei uma piscadela para meu reflexo.  Estava trabalhando o amor próprio há alguns meses, e tinha de admitir que deveria fazer isso há mais tempo, tinha cansado de apanhar de mim mesma. Se tinha alguém nesse mundo que deveria me amar esse alguém era eu, e isso valia para todo mundo.  Saltei do carro, travando-o em seguida. Dei uma olhada em volta senti alguns poucos olhares sobre mim, geralmente as pessoas não são tão atentas com novatos, torci para que ali não fosse diferente. 

Precisava encontrar a secretária, Mebuki já havia resolvido todas as pendências de minha matrícula, me restando então a missão de conseguir meu horário e descobrir onde ficavam as minhas salas de aula e armário.  Observei discretamente o campus, era uma escola como a grande maioria, se não fosse o imenso espaço rodeado de árvores e algumas estátuas o que a tornava um pouco mais marcante.    Passei pelas portas duplas de vidro e dei de cara com um largo e imenso corredor, alguns cartazes anti bullying, abuso sexual e transtornos psicológicos estavam coladas nas paredes e em murais de expressão. Nos últimos tempos, felizmente a maioria das escolas tinha passado a dar mais atenção a assuntos como esse, ou pelo menos na teoria tinham passada a dar importância, na prática a realidade era outra.

Pus- me a andar procurando por qualquer coisa que pudesse me indicar o caminho até a secretária.   A mochila preta cheia de botons praticamente vazia balançava em meu ombro, eu me preparava pra pedir informações quando um par de coques surgiu em meu campo de visão.

— Olá! - era a garota da cafeteria, pude reconhecê-la, ela sorria parecendo enérgica aquela hora da manhã.

— Olá, - respondi, e por fim decidi mandar a real — você pode me dizer onde fica a secretária? Eu ainda preciso apanhar meu horário e livros.

— Claro, a propósito, me chamo Tenten. Você é? — Ela me perguntou enquanto indicava a direção optei por segui- la pelos corredores. – Eu lembro de você na cafeteria ontem. Cabelo legal...

—Obrigada.  – Respondi.

— Aqui é a sala do Diretor.  Sr. Sarutobi. – Ela apontou para uma porta com vidraça, típica de sala de direção. — Ele já é velho, me pergunto por que não se aposenta logo. E eis aqui a secretária.  – ela continuou  e me indicou uma imensa porta dupla também de vidro.

— Valeu – eu disse e dei um pequeno sorriso.  Passei pelas portas duplas caminhei até um  balcão tão largo quanto a sala onde uma senhora estava encarando alguns papéis.

— Em que posso ajuda-la, querida?-  a senhora perguntou me dando um sorriso gentil.

— Olá, meu nome é Sakura Haruno, eu sou nova e vim buscar meu horário. – falei rápido, ás vezes eu tinha a impressão de falar demais, mas ninguém tinha me dito isso, dessa forma não tive como confirmar minhas suspeitas.

A senhora por trás do balcão sorriu novamente com simpatia, ela aparentava ser de meia idade, cabelos grisalhos misturados aos fios mais escuros. Ela me deu alguns papéis para assinar e me entregou meu horário e uma lista de livros para apanhar no arquivo do colégio. Comecei a agradecer a senhora, até que uma voz levemente alterada me chamou atenção. No balcão alguns metros a frente, um garoto falava  com outra secretária , ele parecia insatisfeito e irritado.

— Sr. Uchiha, infelizmente não há o que fazer. Não teremos nenhuma turma pra que possa frequentar essas aulas em outro turno.

— Mas Sra. Matsu eu realmente preciso que isso seja alterado, sem elas não terei créditos suficientes. Ou me dispensem da disciplina.  – Naquela instante ele olhou em minha direção, nesse momento reconheci como sendo o vocalista da banda que Gaara tocava.  Não consegui ver seus olhos, pois ele usava óculos escuros. O rapaz vestia calças pretas com rasgões nos joelhos, uma camiseta cinza e uma jaqueta também preta, os fios lisos e negros de seus cabelos estavam bagunçados em um penteado sutil.

— De todo modo obrigado, Sra. Matsu. – ouvi— o rapaz murmurar e dar as costas a ela, ficando de frente pra mim. Ele então balançou a cabeça em um cumprimento silencioso .

Desviei o olhar ciente que havia passado tempo demais o encarando, e também envergonhada por ter sido pega bisbilhotando a conversa alheia. O rapaz em seguida saiu da sala . Agradeci a senhora que me atendia e me virei em direção a saída.

— Deu tudo certo? – Tenten me esperava no lado de fora da sala.

— Sim, aqui o meu horário. – estendi a mão e Tenten apanhou a folha preenchida com meu horário escolar naquele semestre.

— Pegamos algumas disciplinas no mesmo horário.  A sua primeira aula é de Física, credo. Começar a semana com Fisíca não é lá uma coisa muito agradável. Eu tenho aula na sala ao lado, te mostro seu armário também. Fica no mesmo corredor que o meu. Bem ao lado do armário de Sasuke Uchiha. Isso que eu chamo de sorte. Ou azar, não decidi ainda.

Eu ia perguntar quem era Sasuke Uchiha e por que isso era um motivo de tanta sorte - ou azar-  como ela pontuara,  e se era o mesmo Uchiha que eu vira a pouco na secretária.  Tenten parecia falar tanto ou mais do que eu. Nos poucos minutos que estavam juntas ela já tinha despejando uma série de informações sobre a escola, a maioria das coisas eu sequer tinha dado a devida atenção.  No instante que abri a boca para perguntar o porquê da sorte ou azar um braço musculoso foi posto sobre meus ombros, olhei para o lado para descobrir quem era o atrevido, me deparei com um par de olhos verdes, e um rosto emoldurado por uma cabeleireira ruiva.

— Olá, Srta que não responde minhas mensagens.  – Era Gaara com um já conhecido sorriso galanteador.

— Bom dia para você também. – eu disse sem sorrir. —   Você mandou algo?

— Na verdade, estava prestes a fazer isso, e imagino que não obteria resposta, mas me deparei com um cabelo esquisito sinalizando em meio a multidão e pensei que era você.

— Legal que sou ponto de referência.

— Prometi que iria te enturmar, não? Cumpro minhas promessas. — ele disse ironicamente, nesse momento me dei conta que ele não estava sozinho. Ao seu lado estava um garoto de cabelo longo que pelo que  eu lembrava também tocava na banda.

— Esse é Neji. E está é Sakura, a louca que mencionei. – Hum, interessante que alguém havia lembrado meu nome e me mencionado. Opa, opa Sakura Haruno.

—  Me enturmar significa trazer uma má fama pra mim? – Brinquei e me virei para o tal Neji—Sou Sakura. E essa é Tenten.— Nem sabia se eles se conheciam, mas estava jogando Tenten na rodinha, sim.

—  E ai. – Neji respondeu parecendo desinteressado, deu uma olhadela não muito discreta em mim e em Tenten. Nesse momento vi que Tenten parecia mais vermelha do que o cabelo de Gaara e nesse instante meu cérebro estalou e ou ela era muito tímida, ou tínhamos um caso de paixonete aguda ali. Não era difícil identificar os casos de paixão platônica na escola, só precisava olhar com um pouco mais de atenção.

— Acho que vamos ensaiar mais tarde. Se você quiser ir – nem percebi que Gaara ainda estava com o braço sobre meu ombro, até que ele o tirou e largou ao lado de seu corpo. – eu passo pra te buscar.

—  Eu vou pensar, tenho umas coisas da mudança pra terminar de organizar. Me manda o endereço, e quem sabe eu apareça.

— Okay, te vejo mais tarde, ou não. – ele sorriu e acenou se afastando de nós sendo seguido por Neji que se despediu com um sorriso.

Mal dado tempo dos garotos se afastarem Tenten parou na minha frente e começou:

— Como diabos você conhece Gaara no Sabaku e Neji Hyuga? –  Tenten estava elétrica — Como diabos em apenas alguns minutos você fez que Nejy Hyuga me notasse?

— Wow, wow, calma aí.  O que tem demais nisso?— Perguntei, pois não tinha entendido ainda o motivo de tanto frenesi.

—  Acho que você vai arranjar umas inimigas rapidinho – Tenten disse e apontou com o queixo na direção de algumas meninas que estavam cochichando e olhando em nossa direção, mais especificamente pra mim.

— O que?  — Tá, eu não sou retardada. Entendi que depois de olhares feios e tanta empolgação de Tenten, os bonitinhos ali deviam ser populares e eu tinha me metido bem no meio do covil.  Não que eu desse a mínima pra isso, toda essa baboseira de ensino médio me cansava, as camadas da popularidade, o bullying em massa, adoração de corpinhos bonitos e nada mais. Não que eu quisesse bancar de moralista, mas eu acredito que chega uma idade que a maioria das porcarias que damos valor no ensino médio passa a não significar mais nada. E acredito que eu era precoce nesse aspecto, só queria me divertir. Terminar a escola e procurar meu rumo. Beijar as bocas que eu quisesse beijar, beber o que quisesse beber, dar a louca quando sentisse vontade.  Viajar o máximo que eu pudesse. Não que eu fosse algum tipo de adolescente alucinada e inconsequente, eu apenas não queria perder o meu tempo com coisas que não valeriam de nada, e que muito provavelmente me magoaria, porque honestamente,  eu nunca fizera parte  da nata da ridícula hierarquia da escola, e não sentia a menor vontade de fazer.

(...)

No almoço Tenten sentara comigo e me enchera de perguntas sobre mim, e sobre de onde eu vinha. O que estava fazendo em Delphic, e todas as perguntas que as pessoas fazem quando alguém novo se muda pra sua escola.  Também me perguntara de onde conheci Gaara, e eu disse apenas que fora no bar na noite passada, omitindo especialmente a parte que ela queria saber. A morena também  falara sobre si, que trabalha na cafeteria meio período depois da escola, e que morava com os pais.

— O seu cabelo é tão bonito, meus pais jamais deixariam, eles são loucos.  Se eles te virem vão falar da influência do mal na sua vida. – Ela disse e percebi certa tristeza na voz. Pais conservadores combinados a algumas doses de preconceito não eram lá o tipo mais agradável de pessoa  para se conviver. 

Depois do horário de almoço eu não tive nenhuma aula com Tenten, ouGaara, meus únicos conhecidos até o momento, sem mencionar Neji que eu não sabia se me cumprimentaria uma segunda vez sem a presença do ruivo. Felizmente, as aulas daquele dia haviam acabado, fiquei de passar na cafeteria mais tarde para conversar com Tenten.  Olhei a hora no meu celular e caminhei até o estacionamento, queria muito chegar em casa, estava faminta. 

Fui direto para casa, provavelmente minha mãe não estaria, principalmente nos primeiros dias dela como nova gerente do banco. A maioria de nossas coisas já estava arrumada, apenas algumas caixas ainda ocupavam o corredor do andar de cima.  Larguei a mochila sobre o balcão central da cozinha e fui direto para geladeira. Aquela altura do campeonato a única coisa que me preocupava era quantos minutos minha lasanha demoraria para ficar pronta. 


Notas Finais


Então, bom, todos sabem que capítulos intermediários assim são necessários para o desenvolvimento da história, e que é a partir deles que é possível conhecer o personagem, quem ele é, e o que pensa.
Bom, Sakura nesse capítulo falou sobre álcool. Delphic é uma cidade fictícia no estado de Oregon, Estados Unidos. Sabemos que nos Estados Unidos a idade para beber é 21 anos, no entanto, aqui essa idade será 18 anos. Acho importante esclarecer isso, pois é o tipo de coisa que eu questionaria um pouco enquanto leitora.
Realmente espero que tenham gostado do capítulo e que continuem interessados na fic, planejo atualizar semanal, ou quinzenalmente, dependendo da inspiração e da resposta aqui no site, okay? Espero vê-los logo, e até mais.


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