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História Assembléia dos Magos - História Interativa - Capítulo 7


Escrita por: Daenerys-Sama

Notas do Autor


Oii gente!
(Aviso: De não me matem!)
Bom infelizmente kkkk o capítulo não saiu mais cedo(ou seja ontem) como eu pretendia? Peço-lhes mil perdões tá? Mas espero que gostem do capítulo mesmo assim.

Boa Leitura!

Capítulo 7 - Capítulo 5 - Viagem


 

Alba

Ele a observou chorar por dias e dias enquanto cavalgavam com a pequena tropa que os conduziam, ela chorou tanto, que nos últimos dias não mais se era escutado um sequer soluço de seus prantos que silenciosos se tornaram igualmente as abundantes lagrimas que escorriam de seus olhos, aquelas ires azuis parecia possuir um brilho único, diferente da tonalidade de um olho normal, mas eram assim fazendo com que Alba notasse a verdadeira estranheza de Mize Raycrov.

A basicamente três meses atrás Alba ainda estava em seu lar, uma aldeia ao meio da Floresta-Vermelha, lar do povo Andú, famosos por suas estaturas altas, corpos fortes e a pele negra, Alba nasceu aprendendo sobre o poder de seu povo que não vinha através de dons mágicos, mas da pura natureza humana, a força da coragem e da esperança, e ele assim nutriu isto dentro de si como eles.

Reconhecendo que era uma pessoa forte quando dominou todas as capacidades que o tornaram independente e seguro de si, sua curiosidade só não bastava em apenas transitar pela bela floresta da qual vivia, conhecidas por possuírem as arvores mais grandes das Terras do Norte, donas de folhas-rubras, flores e uvas-vermelhas como sangue de um gosto adocicado e puro.

Alba nasceu tendo de tudo se bastasse caçar, subir em arvores ou nadar em lagos para pescar. Mas com toda a vida calma e até um pouco monótona que tinha ali, Alba tinha a curiosidade de ver o mundo além daquelas arvores, das grandes cidades ao qual seu avô Jafari se referia em suas histórias e do Grande-Mar apenas alimentando mais sua curiosidade de querer conhecer aquele mundo.

Porem sua mãe e seus irmãos diziam que era muito perigoso, principalmente para o povo dele, mas Alba não queria entender a razão, só queria conhecer o mundo, havia tanto perigo assim num desejo como esse?

Seu irmão mais velho Aren reconhecendo o forte desejo de Alba, decidiu permiti-lo partir para conhecer o mundo, com uma condição... que ele treinasse duro o bastante para poder se defender caso fosse realmente ameaçado.

Alba concordou e o treino começou, Aren era um guerreiro da aldeia e protegia seu povo dos ursos e onças que transitavam pela floresta em busca de presas fáceis, e possuinte de um vasto conhecimento sobre lutas em combate, ensinou Alba num duro treinamento de dois anos, ao termino disso Alba já possuía dezoito anos, prestes a ter seus dezenove, Aren vendo que não tinha mais nada a ensinar a seu irmão mais novo, este já disse que ele estava mais que pronto e até brincou que ele tinha como dever voltar vivo claro.

E numa noite tranquila e quente Alba juntou seus pertences partiu mundo a fora os dias de caminhada foram longos a vasta Floresta-Vermelha se estendia até o lago-vermelho que não tinha nada de vermelho quando Alba foi realmente ver. A luxuosa ponte de Angléus construída por seu próprio povo quando serviram ao pacto de Ampenf da Cidade dos Angs próxima do grande Reino de Kiervos, feita à madeira de pau-ferro era tão resistente quando metal ao passa-la, Alba reconheceu ali que estava indo por um caminho que mudaria completamente sua vida.

E hoje dentro daquela espaçosa cela, arrastada por quatro cavalos do reino e ele se arrependia por ter feito tudo aquilo, por ter sido ingênuo o bastante para achar que poderia transitar mundo a fora livremente.

Sentado com as costas na grade ele via suas demais companhias provavelmente perdidas em tanto tédio quanto ele.

Mize permanecia sentada encolhida num canto olhando para o nada os olhos inchados perdidos em desesperança, Morgana ficava observando a paisagem passar com os olhos semicerrados, o cabelo vermelho descia embaraçado devido aos dias sem lavar junto as roupas sujas e gastas.

— Digam... — Proferiu a ruiva num tom morto. — Qual foi a gracinha de cada um, pois pelo que percebo assim como eu se arrependem muito de ter feito algo.

Alba e Mize ergueram o rosto para observa-la, Morgana estende os braços possuintes de pulseiras de ferro com pedrinhas verdes a adornando.

— Eu fugi.

— Eu fui ingênuo. — Falaram seguidamente de forma curta e grossa.

Morgana revirou os olhos soltando um suspiro cansado.

— Que grande história, poxa estou comovida. — Soa ela com uma certa ironia.

— Não sei o que você esperava, estamos acabados. — Diz Mize sem um pingo de graça. — Até alguns dias atrás eu ainda estava com a minha vidinha tranquila quando por causa de um golpe de estado, sou obrigada a engolir uma joia amarga e me tornar isso. — Soa ela um pouco irritada e perdida no que realmente sente ao apontar para si mesma.

— Explique-se mais. — Exigiu Morgana.

— Não se há mais nada para se explicar, se quer mesmo conversar explique mais sobre você. — Rebate Mize um pouco invocada, a ruiva suspira e então responde.

— Se eu dissesse vocês não iriam acreditar.

— Custa tentar? — Indagou Alba, a ruiva suspirou e então prosseguiu.

— ...sou uma sereia. — Alba e Mize se entreolharam, e a albina começou a gargalhar de forma não tanto engraçada e até um pouco forçada.

— Então você é uma sereia?

— Sim, do quinto-reino sereiano do Mar do Oeste, sou uma hibrida de homem com sereia, mas em boa parte de minha vida permanecia a baixo das aguas vivendo tranquilamente. — Morgana pareceu engolir com suas palavras a pouca graça de Mize assim como um tubarão engolindo uma sardinha.

— Realmente não imagino como seres como vocês possam viver de baixo d’agua. — Soa Mize aflita;

— É obvio pois você é humana e nunca esteve a baixo das aguas. — Revidou Morgana a resposta dela.

— Como veio parar em terra-firme e ainda capturada pelos guardas da Rainha? — Aliviou Alba a tensão que só aumentava entre elas, Morgana o observou por um minuto em silencio então disse.

— Eu queria reencontrar meu pai, minha mãe sempre disse que ele foi um bom homem e que embora a briga boba que os separava fosse forte ela me permitiu deixar as profundezas do Mar para conhece-lo dando a localidade de sua casa e tudo... eu deixei então o Mar e segui em terra-firme até um povoado acho que muitos se espantaram comigo por me ver... sem roupa no meio do povoado. — Soa Morgana ficando um pouco envergonhada ao se lembrar da cena.

— Você ficou andando nua em forma humana por terras humanas? Ficou louca?! — Soa Mize incrédula.

— Eu não tinha o senso dos homens, não sabia que as pessoas de fato precisavam usar certas peças para tampar essas partes ridiculas...

— Não seja por isso, usar roupas é... um gesto de respeito tanto para outros para com si mesmo. — Falou Alba.

— Concordo com ele, não acredito que sua mãe lhe ensinou tudo sobre seu pai mas não citou o misero detalha de que roupas eram necessárias.

— Bom, nem tudo minha mãe poderia saber não acham? Mas bem, voltando uma mulher me cobriu com panos e meu deus essas tais roupas em gesto de bondade, voltei a procurar por meu pai e quando o encontrei finalmente descobri que era casado com uma mulher com um certo pavor de seres como eu e um filho nada gracioso... ele de fato havia contado a ela sobre o caso antigo que tivera com minha mãe. — Morgana soltou um suspiro e continuou. — A mulher dele me permitiu conversar, mas aquilo não era nada menos que uma cilada, a mulher sabia que a rainha ficaria orgulhosa se obtivesse-me como soldado para as forças dela, e pediu ao maldito pirralho que soldados viessem à casa para me levar... quando eles arrombaram a porta, meu pai disse que sempre amou minha mãe e que se arrependeu muito da briga boba que teve com ela... eu lutei contra um dos guardas e o matei, mas me pegaram e me levaram para o palacete, nunca quis isso mas estou agora nessa merda. — Explica Morgana cuspindo para fora da cela.

Alba percebia que a garota Mize parecia um pouco assombrada após Morgana dizer que matara um dos homens, algo que também o causava surpresa fazendo-o pensar em como que ela conseguira e ainda não ficara com um pingo de remorso.

Mize então começou a falar sobre suas aventuras e a escolha da qual se arrependera grandemente, Alba se surpreendia por ver que ela tinha um grande desejo em aprender línguas, coisa rara, nas terras ao qual vivia, em sua aldeia o único que apreendera completamente sobre quase todas as línguas existentes era Baxar que tinha uma grande curiosidade e apreciação pelas letras, Alba pelo contrário nunca tivera tanto interesse.

Ele se surpreendeu com o tamanho desfecho do confronto na cidade ao qual os mestre Gregório mostrou sua grande capacidade e talento com magias, Alba tinha uma certa vontade de conhecer magia, talvez uma ação ou algo do tipo, porem tinha certos receios, pois sabia que cada magia, cobrava o seu preço.

Após o termino das palavras de Mize, ela parecia bem mais calma com relação a tudo e até mesmo as escleras de seus olhos estava brancas novamente.

Alba percebe que ambas estão o olhando esperando que finalmente conte sua historia.

— Bom... — Começou ele e lentamente trajou palavras curtas sobre seu passado, da grande aldeia da qual viera e do futuro que queria para si após conhecer o mar. — Porem eu fui pego, enquanto transitava por uma estrada rumo ao Grande-Porto, fui capturado pelas tropas da rainha.

— E o que ela queria de você? Pelos rumores que ouvi, ela só queria bruxos para o seu exército especial e você é um humano comum. — Indaga Morgana.

— Ela quer o meu potencial, a minha vida. — Mize semicerra os olhos.

— O seu sangue? — Alba assentiu.

— Por quê? — Complementou Morgana.

— Eu venho de um povo forte... há capacidades que possuo que outros diferentes de mim jamais terão. — Explicou.

— Então na Corte dos Magos eles vão extrair o seu sangue e...

— Usá-lo em algum soro que ofereça aos seus guerreiros as capacidades físicas que tenho.

— Isso é muito errado, você pode acabar morrendo com esse processo.

— Eles farão de tudo para me manterem vivo, não desperdiçariam tanto sangue num simples soro.

— Nossa, eu tenho tanta raiva daquela Alena, aonde já se viu, o que aquela mulher pensa conseguir com isso? Dominar Aishenford tudo bem mais e depois? O mundo? Ai que palhaçada. — Diz Morgana.

—  Quem quer dominar o mundo mal sabe que está disputando algo que já tem dono. — Soa Alba.

Eis que o cenário se revolve após passarem um campo que deixava para trás a Pradaria dos Sete-Ventos e chegava aos territórios de Grennysport, a cidade era grande com casas espaçosas feitas de cimentos ou madeira, não eram tão amontoadas como em Grande Porto mas possuía mais jeito.

A chegada até o porto foi preenchida de total silencio entre o trio e quando estavam sendo movidos para o navio que os levaria à Ilha-Mãe, Alba olhou uma última vez para a cidade a sua frente a qual sabia que provavelmente não voltaria por um bom tempo ou talvez nunca, ele finalmente estava conhecendo o mar mas não do jeito que queria.

O espaçoso veleiro, com uma bandeira expondo o símbolo de uma estrela num fundo preto não tardou a partir, ao serem retirados do sela, os soldados os dirigiram para o interior do barco e os prenderam em locais menos confortáveis ainda.

Um quarto sem janelas com uma única porta, o chão estava manchado como se houvesse sido limpo de qualquer jeito e odor seco e fétido do que parecia ser sangue e merda circundava pelo cômodo.

— Eu fico pensando se nessa corte teremos ao menos camas para dormir. — Soa Mize um pouco abatida.

— Eu francamente nem me importo com isso ruça, vou fugir no primeiro dia não importa o que façam. — Soa Morgana.

— Esta não é uma escolha sabia a se fazer. — Responde Alba. — O que você acha que vai ganhar fugindo, logicamente esta Corte deve ser fortemente vigiada não vai ser como o palacete.

— Tudo de que preciso é de basicamente uma maneira de deixar aqueles muros e cair na agua, o mar é o meu lar e não teria problema algum com isso, então se acha que não vou ganhar fugindo com isso posso dizer que está bem enganado. — Revida Morgana, Alba não falou mais nada.

O silêncio reinou novamente, e tudo que se era ouvido era o suave movimentar do veleiro com as aguas batendo no casco e uma goteira irritante em algum lugar daquele corredor.

Eis que Mize indagou curiosa.

— Alguém de fato já ouviu falar desta Corte dos Magos e como ela funciona?

— No geral deve ser algum reino-militarista dominado por magos obvio. — Sugere Morgana.

— E o que aprenderemos a fazer lá?

— Lutar e usar nossas capacidades provavelmente, por que está tão obcecada em saber Mize? — Indaga Morgana invocada.

— Só que seja bom que tenhamos uma base de como será nossas vidas lá.

— Você já está aceitando tudo isso?

— Não há o que possamos fazer não por enquanto a não ser...

— Você é uma fraca por aceitar isso Mize Raycrov aonde já se viu! Eles vão tirar a nossa liberdade, vão nos dominar como escravos, como pode pensar nisso tudo e achar que é assim que precisa ser...

— Porque é assim que vai ser. — Alega Alba mais calmo antes que Mize possa falar. — Ela não esta sendo fraca por aceitar tudo, mas sim esperta e paciente pois se sabe que realmente não quer isso, vai aprender com eles e depois os deixar sem que percebam. — Fala ele pacientemente.

— Era isso que eu estava tentado dizer, mas já que você é uma completa desesperada Morgana pois então faça isso fuja cuide de si mesma mas o que vou fazer será do meu jeito! — Diz Mize para ela.

— Idiotas... — Resmungou Morgana e mais nada falou.

 

 

Os dias a seguir passaram como uma densa nevoa que cerca persistentemente uma montanha embrenhando a todos que lá vivem em desconforto e confusão, Alba não percebeu quantos dias se passaram os alimentos eram dados com total desrespeito a eles jogados no chão sujo, a agua era suja como se um porco houvesse lavado as mãos ali.

Alba chegava a pensar que a viajem jamais houvesse fim, que sua liberdade jamais seria reobtida.

Após muitos dias os três já estavam cansados exaustos desidratados com a agua que recusavam a beber e a comida que fosse o que possuísse dava sono e os deixavam extremamente calmos.

A conversa era variante, ia e vinha, uma hora para consolar uns aos outros, outra para silencia-los e lembra-los da verdadeira razão de estarem ali.

O fim jamais parecia chegar, mas eis que um dia todo o som do mar se dissolve em conversas e sons de passadas pelo deque, e Alba não teve dúvidas, eles haviam chegado.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, se sentirem podem comentar! Não tenham vergonha.
Beijos!
O próximo capítulo sai entre sábado e segunda pra garantir ok!
Tchau gente fuiii!!!


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