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História Assim diz a Lenda - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Punição e Acordos


Fanfic / Fanfiction Assim diz a Lenda - Capítulo 2 - Punição e Acordos

A lenda diz:

Os Hyuuga são escorregadios, mesmo o Imperador não consegui matar todos, deixando dois sobreviventes.

 

Naruto estava parado em frente ao pai, olhos azuis sérios fitavam os azuis do filho, que estavam pouco sonolentos, havia saído às escondidas e se divertido muito na noite anterior, sem se importar quais seriam as consequências para o seu corpo e seus ouvidos na manhã seguinte. Ele estava levando um sermão, a um bom tempo, já estava ficando zonzo de tantas palavras. Era normal para um jovem adulto como ele fazer coisas inconsequentes, mas não era bom para o herdeiro Uzumaki sair escondido para festas. O jovem sabia disso, mesmo assim o fazia.

- Reescreverá todos os acordos e contratos dos últimos vinte anos da família Uzumaki. Não sairá da biblioteca até terminar. – Foi o castigo que o pai lhe deu. – E ainda estou sendo brando.

- Brando!? Ficarei pelo menos um mês escrevendo, dia e noite sem parar. – Respondeu Naruto, saindo de sua pose contida. – Foi somente uma noite!

- Devia ter pensado mais nas consequências de seus atos. Além disso, uma noite!? Não seja mentiroso Naruto. – Retrucou Minato rindo irônico. – Já é a décima noite que você sai escondido de mim e da sua mãe. – Isso surpreendeu mais novo. – Meu filho, acha mesmo que não sabíamos? Você não sabe ser discreto, faz barulho toda vez que sai e volta para casa, às vezes o cheiro de álcool é insuportável. – O mais velho tomou folego. – Eu e sua mãe não nos importamos que saia para festejar. Não gostamos é de suas atitudes: sair escondido, beber irresponsavelmente, não saber para que lugar está indo, mesmo sabendo dos riscos que você corre, sendo quem você é e fazer isso de forma frequente. Você é jovem é normal querer descobrir o mundo, mas saiba, meu filho, que é herdeiro Uzumaki e terá que servir e proteger a nossa família, o nosso povo e nossas terras. Tem que ser responsável Naruto. – Disse por fim, colocando a mão na cabeça do filho.

- Entendo pai, me desculpe, por tudo... Tomarei a responsabilidade do que fiz. Começarei a reescrita imediatamente. – Minato sorriu.

Naruto fechou a mão, abaixando a cabeça, aceitando o carinho do pai. Como ele poderia? O rapaz se sentia tão inferior ao pai, tão inferior a mãe, como ele poderia tomar o lugar dessas pessoas que tanto admira? Não conseguiria nem chegar aos pés deles. Isso o deixava frustrado.

- Vá e peça desculpa a sua mãe também. Tome o dia de hoje como folga para curar essa ressaca. Começa a reescrita amanhã – Naruto concordou, quando estava pra sair do recinto. – Ah! Meu filho, em alguns dias o Imperador virá, ele quer garantir a... aliança. – As palavras tinham peso. – Esteja preparado.

Finalmente o mais jovem concordou e saiu da sala, em direção ao escritório, em que sua mãe estava. Só de lembrar da família imperial o corpo de Naruto se arrepiou inteiro, os Otsutsuki exalavam poder e perigo, a guerra já tinha acabado a dezoito anos, mas ainda era possível ver o sangue escorrendo pelas mãos dos governantes. Naruto tinha quatro anos quando a guerra acabou, lembrava-se nitidamente de quando, seus país receberam a notícia, que os Senju haviam se rendido, sua mãe tinha lágrimas de frustação nos olhos e seu pai olhava para o chão, parecendo querer matar alguém, existia tensão ali. Naquele momento o casal Uzumaki pensava em como derrubariam a nova família imperial.

Naruto respirou fundo, saindo de seus pensamentos e bateu na porta do escritório.

-Entre. – A voz de sua mãe mandou.

- Desculpe atrapalha-la. – Naruto disse colocando primeiro a cabeça para dentro do recinto, depois o corpo, lentamente fechando a porta atrás de si.

Lá estava ela, Kushina Namikaze Uzumaki, explosiva, forte e linda, os cabelos ruivos dela eram tão compridos, chegavam até suas coxas e os olhos anil estavam concentrados nos papéis a frente. Naruto já estava corado antes mesmo de falar com sua mãe.

- Seu pai já deve ter dito qual seria sua punição. – Ela largou os papéis colocando as mãos embaixo do queixo e sorrindo marotamente. – Deve agradece-lo por mim você reescreveria os acordos dos últimos cinquenta anos.

Naruto engoliu seco e Kushina se levantou da cadeira onde estava e foi até o filho.

- Eu vim pedir desculpa pelo meu comportamento... – O jovem respirou fundo. – Papai me falou que você e ele estavam decepcionados com minhas atitudes...

Naruto foi surpreendido com um peteleco no nariz.

- Muito bem, aceito suas desculpas. Agora preste atenção! Você se subestima demais meu filho. – Desnorteado ele só pode colocar a mão no nariz e olhar para mãe, incrédulo. – Você é bem capaz de suceder a mim e ao seu pai, e assim que se tornar líder fará grandes feitos. Agora tire essa cara de cachorro choroso e trate de tomar um banho.

O rapaz achava impressionante como sua mãe conseguia o ler tão bem e Kushina, com um sorriso amável no rosto observava o filho concordar e sair de seu escritório. Ela respirou fundo. Naruto era, sem sombra de dúvida, um encrenqueiro, mas quando percebia que tinha feito algo errado ele podia engolir todo o orgulho e pedir desculpas, o problema era ele perceber que tinha feito algo errado. Claro que com o passar dos anos ele havia melhorado amadurecido, só que não tão rápido quanto Kushina e Minato esperavam, isso os preocupava.

...

Naruto acordou mais cedo que esperava, tinha mesmo decidido dormir cedo para poder logo começar sua punição e logo terminar, quando levantou o Sol ainda estava nascendo. Ele poderia ficar mais um pouco na cama, só que tinha trabalho demais para fazer, não podendo se dar a esse luxo, jogou as cobertas de lado e se pós em pé, precisaria de uma roupa confortável para passar o resto do dia na biblioteca e de um café da manhã reforçado para não sentir fome até o horário do almoço. Passando pelos corredores Naruto se encontrou com Iruka, seu professor.

- Caiu da cama!? – Ele perguntou assustado com o aluno já de pé.

- Quero terminar logo meu castigo. – Disse ele apressando o passo.

- Isso é novidade. – Refletiu. – Tenha calma ao copiar esses acordos Naruto. Eles são documentos preciosos para os Uzumaki.

- E eu não sei disso!? – Gritou de mais longe. – Até porque, se algo sair errado dona Kushina me estrangula com as próprias mãos. – Deu um sorriso ladino, embora não duvidasse que sua mãe fosse capaz disso.

A biblioteca da casa tinha um teto alto, os vários corredores de prateleiras, terminavam em uma parede de vidraça colorida, que fazia o ambiente todo ser colorido. Cada um dos acordos e contratos estava dividido por data e importância, não era um sistema difícil, Naruto só achava chato de encontrar algumas coisas. Começou com os mais antigos, eram papeis enrolados em canudos, as prateleiras, separadas em divisórias quadradas, cheias até a próxima divisória. Naruto poderia facilmente encher os braços com uma das divisórias.

Pegou todos os papéis do primeiro quadrado e os levou até a mesa, que ficava próxima a porta de entrada da biblioteca, nela tinha uma pena mergulhada em um frasco com a tinta especial e uma pilha de papéis em branco, também especiais, que eram mais grossos que os comuns. Isso preservava os contratos por mais tempo, mesmo assim, era necessário reescreve-los, os Uzumakis só faziam contratos escritos, apesar de já existirem máquinas para escrever, ainda mais para uma família com a especialidade deles. Normalmente seria um funcionário de confiança de seus pais que reescreveria os acordos, e realmente estava chegando o momento da reescrita. Os pais de Naruto se aproveitaram dessa oportunidade para punir seu filho.

Assim que se sentou o loirocomeçou a escrever, mantendo o pulso firme e a concentração nas palavras, ele já tinha feito acordos, mas nenhum era tão importante quanto aqueles que reescrevia. Contratos de venda e compra de terras, de mercadorias, sobre casamentos, tratados de paz, tudo fazia parte da história de sua família que tinha aquele dom com as palavras.

O jovem se amaldiçoou por não ter um dom tão bom com as palavras, ele achava que esse dom era transmitido junto com os cabelos ruivos dos Uzumaki, e os dele eram cabelos loiros e arrepiados iguais ao do pai. Naruto ficou um tempo alheio as palavras que copiava até que uma escrita chamou sua atenção, “Hyuuga”. Suas mãos pararam, ele sentiu uma pontada no peito. Eles tinham sofrido, graças a atual família imperial, foram extintos. Tudo por causa de ganancia, por causa de olhos que continham joias.

“Nada vale mais que a vida.” – Naruto pensou enquanto olhava para a palavra.

Como eles tiveram a coragem de matar vidas inocentes pra ter poder? Porque tiveram que roubar um presente dado pela Lua? Olhos de Lua... Como será que eram os olhos dessa família? Naruto nunca tinha parado para pensar, como seriam esses tais olhos de Lua? A lenda dizia que as joias nos olhos deles eram mais brilhantes que diamantes, como isso seria possível?

- Naruto! – Com um pulo na cadeira o rapaz ergueu a cabeça, se deparando com sua mãe, com as mãos na cintura e rosto impaciente. – Estou te chamando!

- Desculpe... – Recostou um pouco as costas no encosto da cadeira e colocou a mão na nuca.

- No que está pensando? – Perguntou.

- Eu estava pensando nos Hyuuga, fiquei curioso, como eram os olhos deles?

Kishina pensou um pouco.

- Me lembro de ter encontrado com eles algumas vezes, a primeira coisa que pensei ao ver aqueles olhos foi: “são joias brancas e brilhantes”. Eu era nova então não chegávamos a sermos próximos, mas eram uma família de se admirar sua presença exalava respeito, sempre cumpriam com a palavra, e os acordos que fazíamos com os Hyuuga nunca davam errado ou tinham contratempos. Sem dúvidas eles eram quem mais mereciam o título de nobres, e menos o que lhes ocorreu. – Sua mãe terminou com um sorriso triste no rosto.

- Fico assustado em pensar que o mesmo poderia ter ocorrido com os Uzumaki. – Naruto relembrou.

- Quando nós e as outras famílias recebemos a notícia do que tinha acontecido com os Hyuuga já era tarde. Enquanto os Otsutsuki, pilhavam o território deles os irmãos sobreviventes correram ao encontro dos Senju, alertando a todos o que estava sendo planejado e nos prevenindo. Mesmo assim não pudemos nos preparar para o que estava por vir, por isso não pudemos evitar as várias mortes. Os Hyuugas pediram abrigo, e é claro que fornecemos, mas quando os Senju foram dominados não havia como parar a família imperial de vasculhar o território, e os últimos olhos de Lua não tinham mais onde se esconder. – Terminou a história com atenção nos olhos do filho.

- Queria ter conhecido os Hyuuga. Eles me pareciam ser boas pessoas. – Disse com um leve sorriso.

- Pelo que dizem e pelo que presenciei eram, talvez um pouco sérios demais. Mas vamos acabar com esse assunto e almoçar.

Rapidamente Naruto se levantou da cadeira e saiu correndo para a sala de jantar, não tinha percebido a fome que estava até ouvir um bom e sonoro “almoço”, nem se importou em ter deixado a mãe para trás, que não sabia se ria do desespero do filho ou se o xingava pela falta de educação por não ter esperado por ela. De qualquer forma Kushina não saiu do lugar, deu uma olhada por cima dos papéis que o loiro estava reescrevendo, se deparando com a aquela mesma palavra “Hyuuga”. Ela pensou um pouco nos boatos que percorriam pelo seu território. Depois da guerra não se podia mais confiar em nenhuma lenda, e se perguntava da veracidade do que tinha chego aos seus ouvidos.

...

Na sala de jantar Naruto viu o pai sentado, esperando pacientemente a família, sorriu ao ver o filho.

- Como está sua punição? – Perguntou.

- Pior impossível, sinto dores em ossos na mão que nem sabia que tinha. – Disse o mais novo massageando ambas as mãos, um tanto dramático. Minato riu.

- Que bom. Onde está sua mãe?

Naruto, já sentado frente a mesa, observando os pratos ali expostos, e respirando fundo sentido o aroma da comida.

- Estava atrás de mim. – Deu de ombros, já se servindo, ele não estava seletivo, colocava tudo que via pela frente no prato. – Pai o que sabe sobre os Hyuuga? – O olhou curioso.

- Sei menos que sua mãe. – Sorriu envergonhado. – Os Namikaze são um tanto discretos e antissociais, sem falar que éramos uma família pequena, das vezes que comparecíamos aos Conselhos de Chefes nunca dirigimos a palavra aos Hyuuga.

Os Namikaze, eram como esponjas, podiam absorver e aprender de tudo, podiam facilmente fazer parte das principais famílias, eram inteligentes e tinham capacidade administrativa, eram pacíficos e humildes, e como seu pai tinha dito, um tanto antissociais, sua ambição quase nula fez com que fossem facilmente esquecíveis. Durante a guerra seus números diminuíram, e se refugiaram nas terras Uzumaki, seu pai sendo o líder da família se casou com sua mãe, em um acordo e, apesar das terras serem agora oficialmente Namikaze-Uzumaki, o sobrenome do pai era, quase sempre, omitido.

Enquanto comia Naruto observava o mais velho sorrir, sabia que, apesar de ter sido um casamento por contrato, pelo que Naruto sabia, seus pais já se amavam antes, então nenhum dos dois foi contra o acordo. Casamentos por contrato... Eles ainda existiam, mas eram raros, na maioria das vezes só aconteciam em último caso, o loiro, por exemplo, sabia que seus pais não se importavam se ele casasse ou não, desde que fosse feliz.

- NÃO TE ENSINEI A ESPERAR OS MAIS VELHOS!? – Disse Kushina, dando um tapa na nuca do filho. – Não te dei essa educação Naruto!?

- Desculpe mãe, estava com fome. – Respondeu massageando a nuca e se recuperando da comida que engoliu mal mastigada.

Kushina bufou resmungando e se sentando ao lado do marido. Almoçaram, os três, o mais pacificamente possível para a família. No fim, quando Naruto estava para sair da mesa sua mãe o contem.

- Está fazendo um bom trabalho reescrevendo os acordos e os contratos. Continue assim. – Ela deu um sorriso largo, com orgulho nos olhos.

- Obrigado mãe, só espero que minha mão não caia até o fim do mês. – Naruto respondeu com um positivo e sai da sala de jantar correndo de volta para a biblioteca.

Kushina suspirou.

- O que lhe incomoda meu bem? – Minato perguntou, terminando de beber o suco servido em seu copo.

- Nada me incomoda. – Respondeu rápido.

- Meu amor, você mente tão bem quanto Naruto. – Sorriu olhando para a esposa. – No que está pensando?

Kushina suspirou novamente, derrotada, não conseguia esconder nada do marido.

- Sobre Naruto, ele cresceu tão rápido, tenho medo do que pode acontecer com ele, sei que vai continuar o que começamos, sei que ele não vai deixar a família imperial ficar por muito mais tempo no poder. Mas tenho medo de não termos preparado ele o suficiente.

- Eu também tenho esse medo querida. – Kushina observou o marido respirar fundo e fechar os olhos afastando maus pensamentos

- Como estão os preparativos? – A mulher mudou de assunto.

- Vão bem, contratei uma dupla, um músico e uma dançarina, me disseram que são tão bons que fizeram Zabuza Momochi aplaudir de pé.

- Se fizeram aquele demônio esboçar alguma reação devem pelo menos agradar a família imperial.

- Assim espero. Já conseguiu enviar os convites?

- Sim, envie para todos que tenho contato. – que eram muitas famílias – Não entendo, todo essa dor de cabeça, se os Otsutsuki querem uma festa porque não fazem isso na capital? Cada ano em um território diferente, e nós não somos os Uchiha, não temos estrutura para receber essa quantidade de pessoas. – Kushina resmungava, de braços cruzados.

- Você sabe por que querida, eles querem inspecionar o território, ver se as famílias ainda são leias a eles.

- A essa altura já deviam saber que não os respeitamos, que o povo os teme, que muitas famílias nobres, como nós, só esperamos uma fagulha se acender para iniciar uma nova guerra. Eles não merecem o poder que tem, governando através do medo, com a riqueza tirada dos olhos de crianças.

Kushina estava raivosa, não a julgava, todos estavam, era fato de que tinham que tirar os Otsutsuki do poder, a questão era: O momento certo. Depois de dezoito anos eles ainda não abaixavam a guarda, e mantinham qualquer um que não fosse da sua família ou de seu exercito longe da capital, centro do seu poder e antigo território Hyuuga. Quando se era convocado para capital já podia saber, você não voltaria mais para o seu lar.

Os Nara não queriam atacar sem conhecer o território. Os Uchiha tentavam a todo custo treinar seus soldados escondidos dos olhos do Imperador. Os Yamanaka, principais produtores de alimentos do País do Fogo, estava a todo o vapor produzindo e estocando comida para a guerra que estava para explodir. Os Senju, estavam capacitando cada vez mais seus médicos, também dispostos a ajudar. Os Uzumaki eram a rede de comunicação entre as famílias dispostas a entrar na luta contra os Otsutsuki. Esses eram alguns que estavam nessa conspiração, uns ofereciam músculos, outros cérebros e outro informações.

- Estamos encenando este teatro de poder que a família imperial preparou. Muitos já não aguentam mais, e a encenação está ficando cada vez mais complicada. Não sou um Hyuuga para prever os movimentos de ninguém, mas sinto que logo a guerra vem. Precisamos ter certeza de que Naruto esteja preparado para isso. – Disse Minato por fim.

...

No dia de receber os convidados e fazer os últimos preparativos para festa de “demonstração de lealdade para a família imperial”, o jovem Uzumaki acordou cansado e feliz, depois de 25 dias escrevendo, hoje era seu último de punição. Ele mal sentia os dedos da mão, depois disso não iria querer ver um papel ou uma caneta a sua frente por um bom tempo. Colocou, como meta para si, terminar de reescrever tudo antes do almoço, assim poderia receber seus amigos. Fazia exatamente um ano que não os via, e queria recebe-los, colocar os assuntos em dia.

Pensou triste que se não fosse pela família imperial eles poderiam se encontrar mais. Sempre desconfiados, os Otsutsuki não permitia encontros sociais, a não ser que fossem comemorações muito importantes, como casamentos ou um encontro para negociações. Davam forma a frase: “Dividir para conquistar”. E para piorar, repentinamente o Imperador decidiu se socializar mais e já fazia cinco anos que ele e sua família compareciam eventos além dos seus encontros anuais, o que antes não faziam, mesmo sendo convidados. Isso só deixava mais difícil a conspiração contra eles. Porém Naruto, de certa forma, os entendia, afinal ninguém gostava deles, e mesmo com essas poucas oportunidades de encontros as famílias já se organizavam contra seus governantes.

Chegando a biblioteca, olhava os últimos papéis na mesa, havia percebido que alguns contratos e acordos estavam diferentes nos últimos tempos, eram cheios de furos propositais, com duplo sentido, não especificando nada que estava sendo comprado ou vendido. Ele sorriu ao perceber o que estava reescrevendo. Sua mãe e seu pai estavam negociando por baixo dos panos e trocando mensagens por meio dos contratos. Afinal, todas as cartas, mesmo sendo entre amantes passava pela família imperial, e nada melhor que um acordo chato para que essas mensagens fossem despercebidas.

O loiro já havia escrito muito e descoberto coisas interessantes, sobre o que sua família e as outras estavam planejando, futuramente seria sua função continuar a manter essas relações e esse contato, caso a geração de seus pais não consiga tirar a família imperial do poder. Naruto respirou fundo, percebendo o peso que cairia sobre seus ombros, e perguntava-se, ele e os outros herdeiros estariam preparados para isso. Riu quando notou que esse inimigo comum havia unido como nunca as famílias.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!

Se alguém quiser me dar dicas de como escrever cenas de ação, estou precisando.

Obrigada por lerem


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