História Assim na Terra como em Valhalla - Capítulo 1


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Categorias Vikings
Personagens Athelstan, Lagertha, Ragnar Lothbrok, Rollo
Tags Athelstan, Gay, Gay Vikings, Ragnar, Romance Gay, Vikings
Visualizações 10
Palavras 1.402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Os planos para essa fic é de no máximo 10 capítulos, dependendo do progresso, posso aumentar os capítulos ou diminuí-los. De qualquer forma, espero que aproveitem.

Capítulo 1 - Prólogo


— É como diz em Hebreus 11:6, irmãos: Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam. Com isso finalizamos a palavra de hoje e deixamos que nossa fé seja fortalecida por Ele, devemos acreditar e bênçãos irão nos acrescentar. – o Pastor estava prestes a terminar a reunião do culto naquela manhã de sexta-feira. – Vamos ficar de pé para orarmos à Deus que projeta sua ida para casa, trabalho, que o dia de vocês comece abençoado.

“Qual é o dia em que eu sentirei sua presença, Deus? O tanto que quero acreditar em ti, o tanto que clamei e nenhuma resposta eu tive. Por que este silêncio? Porquê me sinto tão desconectado dentro de sua casa, onde eu deveria me sentir completamente bem?” – Reagan orou em pensamento, questionando Deus, sentindo-se mal por estar desacreditando de sua existência, por não ter ouvido o seu clamor.

Há cerca de um ano e meio, Reagan e Greta vem tentando ter um filho, mas sempre na segunda semana de gravidez sua esposa o perde, estranhamente sempre na segunda semana. Isso já estava tirando a fé em Deus, toda aquela frustração com suas orações sem respostas ou sequer um pequeno milagre o fazia cada vez caminhar em direção contrária de sua esposa, que seguia firme em sua fé e beata em que aqueles não eram planos de Deus e que na hora certa tudo iria acontecer.

A reunião do culto já havia acabado, mas antes de que Reagan e Greta pudessem sair da igreja, o Pastor Simon os chamaram para uma conversa dentro de sua sala particular. Eles assim o fizeram, caminhando em direção à mesma logo atrás do superior.

— Pois não, Pastor, o que precisa falar conosco? – Greta questionou sentindo-se angustiada pela formalidade do outro, que sorriu meio sem graça, mas continuou a olhar fixamente para Reagan, que manteve sua expressão interrogativa.

— Eu queria conversar com vocês a respeito dos planos de Deus na vida de vocês… – engoliu a seco e continuou com sua fala com algumas pausas demonstrando sua insegurança em falar de um assunto tão delicado para eles. – No próximo domingo, estava pensando se vocês poderiam falar abertamente com o povo sobre a situação de vocês, já que o culto será sobre esperança e fé, mas seria como um testemunho, mesmo que não  tenham recebido o presente de Deus, a resposta que tanto querem, a esperança de vocês e a fé que tem neste propósito juntos apesar de todas as perdas que tiveram, é realmente digna de um testemunho para ajudar os demais fiéis.

— Mas, Pastor… – a mulher de cabelos loiros e olhos claros como um céu azul refletido no mar sentiu-se incomodada com aquele pedido, mas não soube formular uma resposta tão rápida quanto à de seu marido.

— Desculpe, Pastor Simon, mas você está pedindo para nós testemunharmos um milagre do qual nem existiu? Você sabe de tudo o que passamos, várias vezes viemos até o senhor buscar ajuda, um conselho, em todas as perdas que tivemos, não foram uma ou duas, foram três vezes… – Greta apertou a mão de seu companheiro a fim de que ele recuperasse seu tom de voz e respeitasse a autoridade à sua frente, para que não passasse dos limites demasiadamente naquele momento, mas ele continuou. – É muita indelicadeza e eu estou cansado de ter fé ou esperança, de verdade, eu estou cansado… Nunca fizemos algo de ruim, fomos sempre fiéis com Ele, sempre estivemos aqui nas reuniões, cumprindo com as ofertas, mas pra quê? Me diga, Pastor Simon Houten, que tipo de testemunho iremos ser capazes de dar naquele altar?

Reagan passou a mão em seu cabelo, respirou fundo e abriu a porta da sala onde estavam, saiu por ela e deixou sua esposa para trás. Quis respirar, sair dali de perto do Pastor antes que pudesse começar a descontar nele toda sua frustração com o Deus que tanto era falado ali dentro.

A igreja já estava vazia, tinha apenas umas duas senhoras de cabelo grisalhos esperando para ser atendida pelo Pastor Simon, Reagan as encarou e preferiu ir para fora da igreja, estava querendo olhar para qualquer cenário que não fosse aquele e assim o fez.

Do lado de fora, ele sentiu o sol em sua pele, estava muito frio naquela manhã, então o mesmo não o aqueceu por completo, mas o fez sentir um breve alívio naquele instante. De olhos fechados e a cabeça inclinada para o alto, sentiu alguém esbarrar em seu ombro e logo em seguida uma voz em tom suave e sereno:

— Me desculpa… – Reagan abriu os olhos e esperou que aquela claridade em suas vistas saísse para verificar quem era o dono daquela voz.

— Não se preocupe. – disse por fim ao ver aquele homem de porte mediano, magro e com um cabelo suavemente ondulado em um corte oval cobrindo toda sua testa, seus olhos claros pareceu estar brilhando por conta daquele pequeno feixe de luz solar, sua pele clara refletiu-se como um papel.

— Na verdade eu preciso de uma informação, aqui é a Igreja do Presépio Santíssimo II? – aquele homem voltou atrás antes de entrar e questionou Reagan, ele olhou para cima confirmando que não tinha sequer uma fachada naquela igreja. – É que não tem uma placa ou algo do tipo…

— Sim, exatamente. E não, não tem… – Reagan respondeu e continuou sussurrando. – Talvez as ofertas estejam sendo úteis para outros fins.

— Como consegue? – o homem loiro olhou para o outro com uma expressão de impaciência.

— Como eu consigo o quê?

— Estar dentro da casa do Senhor e profanar uma coisa dessas? – Reagan reposicionou sua postura e se virou para o outro o encarando fixamente.

— Qual é o seu nome? – ele questionou o moreno à sua frente que estava com as bochechas rosadas por conta do frio.

— Theo… Na verdade me chamo Theophilo, mas eu prefiro Theo. – o outro se aproximou mais e continuou.

— Eu acho que você não me conhece bem, Theophilo… Sabia que é profano julgar o próximo dentro e fora da casa do Senhor? – o Theo abaixou os ombros e sua voz pareceu diminuir de tom, mas ele o respondeu.

— Você me entendeu errado… Eu não o julguei, eu o questionei como consegue, porque eu me sinto muito mal só de pensar, imagina falar… E olha, eu penso e penso muito sobre todas essas coisas que você disse. – Reagan encarou o outro e naquele mesmo momento algo dentro de si mudou, ele gargalhou, achou engraçado a forma com que ele lidou com as palavras, levou seu braço até o ombro do outro, que se contraiu por completo já sem graça com a longa risada do loiro.

— Eu já não ria assim tem muito tempo, muito tempo mesmo que não via graça em algo… – ele ainda estava com sua mão no ombro do outro que continuou com o seu humor.

— Então não teve outro palhaço no mundo que tenha feito, senhor… – ele esperou o outro responder seu nome e ele assim o fez.

— Reagan, meu nome é Reagan…

— … O senhor Reagan sorrir como um maluco em frente à uma igreja. – ele gargalhou mais e seu olho esquerdo derramou uma lágrima.

Estava claro que aquela sessão de risos não teve a ver somente com aquelas poucas ações do outro, estava mais intenso e profundo e Theo percebeu isso, por um momento sentiu que aquela ida à igreja para entregar o terno costurado do Pastor Simon não foi em vão.

— Amor, vamos… Oi, o que aconteceu? – sem entender, Greta chegou ao lado de fora e notou o seu marido enxugando os olhos e com um sorriso estampado no rosto.

— Greta, esse aqui é o Theophilo… – ele continuou o chamando pelo seu nome completo.

— Theo, pode me chamar de Theo…

— Sim, o Theo, acabei de conhecê-lo, ele é uma pessoa muito divertida. Theo essa aqui é minha esposa, Greta.

— Prazer, Theo… – ambos apertaram as mãos e ela seguiu com o olhar fixo no outro.

— Até mais Theo, foi um prazer conhecê-lo… – Reagan disse e apertou sua mão e se distanciou em seguida, segurou a mão de Greta e foi em direção ao carro estacionado próximo ao poste de luz do outro lado da rua.

— Faz tempo que eu também não me sentia assim, faz tempo… – Theo sussurrou para si avistando o casal se distanciar, antes de entrar para entregar o terno do Pastor Simon.


Notas Finais


E então, gente, o que acharam? Diz pro tio...


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