História Assopre a vela, hyung! - Jimin - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags 13 De Outubro, Aniversário, Bangtan Boys, Beyond The Scenes, Bts, Chim Chim, Chimchimday, Família, Happyjiminday, Jimin, One-shot, Park Jimin, Yssschr_
Visualizações 387
Palavras 2.172
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Suspense

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Minha primeira vez escrevendo uma coisinha especial de aniversário para um idol, tô feliz que seja para o Jimin, porque ele merece um mundo inteiro, apesar do mundo não merecê-lo, aa. ♡

Espero que gostem e boa leitura ~

Capítulo 1 - É sexta-feira 13, não é?


Fanfic / Fanfiction Assopre a vela, hyung! - Jimin - Capítulo 1 - É sexta-feira 13, não é?

October 13th, 2017

Querido diário, mais um dia comum. Mais um cansativo e monótono dia comum.

Ou pelo menos deveria ser.

Deveria ser mais um dia comum, daqueles costumeiros dias em que eu dançaria na sala de treino como sempre, ficaria até tarde ensaiando o que mais amo fazer, como um vício, até finalmente poder chegar em casa e me esparramar sobre a cama em meu querido e cheiroso lençol de pelinhos para aproveitar as poucas horas de sono que teria antes de voltar a treinar mais uma vez.

Sim, deveria ser assim, mas não, Park Jimin é trouxa demais para que fosse apenas isso.

Firmei os joelhos e coloquei um dos pés na frente, apalpando o carpete com a sola para ter certeza que eu não pisaria em falso ou tropeçaria em alguma coisa no meio daquele caminho escuro.

— Meleca... — Resmunguei, de bico nos lábios e rosto emburrado.

Maldita hora em que eu decidi ficar sozinho no nosso apê, maldita hora em que a energia acabou e maldita hora em que acendi esta porcaria de lanterna do Taehyung.

— Odeio escuro, odeio ficar sozinho... — Direcionei a fraca luz pálida da lanterna para o chão e dei um chute no pequeno homem de ferro de plástico que beirava o piso, resmungando sem tirar o bico dos lábios.  — ...odeio o Iron Man, podia ser o Hulk.

Eu estava puro ódio e nem adianta dizer que sou baixinho, fofinho e que não assusto ninguém! Sou puro ódio! Pura maldade!

— Os hyungs me pagam. — Assim que cheguei enfim em frente à prateleira de trecos, estiquei os dedos curtos para alcançar a lanterna nova que o Jin hyung havia comprado dias atrás.

Estiquei e estiquei, me equilibrei nas pontas dos pés, ergui o corpo o mais alto que conseguia e por fim, desisti e fui atrás de um banquinho. Querido diário, isso fica entre nós.

Murmurei alguns xingamentos e olhei envolta, vasculhando a sala de estar com a lanterna de 1,99$ que o Tae insistiu em comprar no brechó só porque era "vintage" e "combinava com seu estilo aesthetic cool boy", ele jura que é fashion.

Bufei de raiva e fechei os punhos, andando em passos pesados até o pequeno banco de madeira escondido no canto da parede, perto do sofá. Peguei o meu ajudante de altura e segui de volta para a prateleira, subindo com cuidado e apoiando os pés com firmeza na madeira revestida.

Ergui o braço outra vez e estiquei os dedos, sentindo as pontas dos mesmos apalparem o lugar empoeirado até finalmente tocarem na famosa lanterna tática que Jin hyung se vangloriava dizendo que iria usar no exército daqui uns anos.

Desci do banquinho e dei algumas batidinhas na lanterna, apertando o botão e quase, sem querer querendo, ficando cego com a luz branca e forte do objeto.

— Quando eles voltarem...  — Me apoiei na parede e coloquei os olhos na beirada na porta do corredor, direcionando a luz forte da lanterna e observando atentamente se não havia ninguém ali às espreitas para me sequestrar. — ... vou fazer eles se ajoelharem ao rei Jimin e me implorarem perdão.

Estreitei os olhos e deslizei a luz por toda a extensão do corredor. Tudo que eu tinha que fazer era achar meu celular e chegar na porcaria da porta para ver se algum engraçadinho tinha desligado a energia no lado de fora. Talvez mais uma brincadeira do Jungkook que desde que fez seus 18 anos nem lembra mais o que é ser um maknae.

— Só preciso achar meu celular e ligar pro Hoseok hyu... — Meu corpo travou instantaneamente quando um barulho súbito na sala retiniu, em alto e bom som. Me encolhi ali mesmo e contrai os lábios, apertando com força a lanterna entre meus dedos e a direcionando para o início do corredor por onde eu acabara de passar.

Por que eu tinha justo que estar sozinho numa sexta-feira 13 e ainda por cima faltar energia? Por que eu, diário?

Dei um passo receoso e mordi o lábio inferior com força abafando o grito que possivelmente rasgaria minha garganta e me impossibilitaria de fazer as performances de DNA.

— Maldito Jeonggukie... — Fechei os olhos sentindo a sola de meu pé latejar e chutei para longe o outro boneco do homem de ferro que por algum motivo que só Deus sabe estava jogado no carpete do corredor.

Ok, nunca fui de ter muita paciência, mas qual é, já é o quinto boneco que eu piso só essa noite!

Será que era alguma pegadinha? Não, o dia das pegadinhas já passou... Algum tipo de vingança? Ah, deveria ser por causa da aposta com o Yoongi hyung, todo mundo sabe que odeio perder e talvez eu tenha... trapaceado um pouquinho de nada, sabe?

Numa hora dessas, meu deliniador já deve ter ido para o ralo. O suor frio escorria por minha testa grudando minha franja loira na mesma, cada passo vagaroso que eu dava para frente era mais uns três que eu queria dar para trás.

Como se não bastasse a lanterna não iluminar completamente tudo, agora ela estava começando a falhar a cada 5 segundos. Me aproximei com cuidado da porta e espiei o cômodo, vendo a cortina se balançar com o vento frio da noite. A janela estava aberta, ou melhor, escancarada. O tecido fino da cortina dançava de acordo com o vento que invadia a sala, e a luz tênue da lanterna desligou completamente.

— Que maravilha...

Murmurei comigo mesmo, num cochicho quase inaudível, me escorando na parede e dando mais batidinhas no cilindro metálico em mãos. Ótimo, Jin hyung havia esquecido de carregar a bateria.

Focando no silêncio da casa, respirei fundo e tentei me acostumar com a escuridão, contraindo os lábios.

— É só ter pensamentos felizes Jimin, pensamentos felizes... Gatos gordinhos, bolo de morango, Taeyang hyung, primeiro lugar na Billboard, cantar...

Depois de uns demorados segundos, voltei a olhar para a sala e fui dando passos lentos e silenciosos, atento a cada pequeno som e movimento. O vento que entrava pela janela soprou suavemente por meus cabelos; a luz de fora contornava fracamente alguns móveis enquanto eu mirava o corredor do outro lado, onde provavelmente estaria meu celular.

Assim que toquei com a pontinha do pé sobre o carpete felpudo, uma dor concebida pelo próprio senhor Satanás se alastrou por todo meu corpo, me fazendo erguer a perna imediatamente e encolher todos os outros dedos ao sentir o mindinho pulsar em um ardor insuportável.

Recapitulando o que eu já disse antes, maldição. Por quê tinha que ter uma cômoda bem na sala? Aish.

Engoli seco quando ouvi passos e sussurros, me fazendo logo estreitar os olhos e fitar a direção à minha frente, ouvindo um barulho que vinha lá dos quartos depois do corredor.

Para de se estabacar nas coisas, Kim Taehyung! — Um cochicho soou longe seguido de um resmungo baixo.

Se vocês não calarem a boca eu vou bater em cada um com essa bexiga.

Ainda bem que eu nem disse nada né. Quer dizer, disse agora, mas não disse antes. O que eu disse agora não tá valendo, mas eu não falei nada antes né? Isso aqui é glacê?

— Hoseok hyung, não bota o dedo!

Uni as sobrancelhas e fui me aproximando do corredor com cuidado, até ver uma luz amarelada e trêmula escapar pela fresta da porta entreaberta do quarto do Namjoon hyung, com sombras passando de um lado para o outro.

— Será que dá pra calarem a boca?

— Onde colocou a vela, Taehyung-ah?

— Eu dei pro Jungkook, hyung.

— E eu entreguei pro Namjoon hyung.

— Cadê a vela, Namjoon?

— Se tu passar o dedo no bolo de novo eu vou te quebrar no pau.

— Se o Jimin ouvir eu juro que...

Empurrei a porta e o silêncio se fez presente na mesma hora; pisquei algumas vezes, sério, sendo encarando pelos seis seres mudos. A luz trêmula vinha da lanterna do celular de Taehyung e agora de uma pequena chama acesa na ponta de um fósforo que Jin hyung segurava. Meus olhos fitaram o bolo de glacê rosado e rodeado por morangos que Jungkook segurava nas palmas das mãos sobre uma caixa de papel, e, logo voltaram a fitar os garotos estáticos, até que Yoongi hyung revirou os olhos e pôs as mãos nos bolsos da calça.

— Esquece. — Ele suspirou pesado e Jin hyung forçou uma risada, pigarreando fraco em seguida. 

— O que é isso? — Indaguei, e Taehyung bateu as palmas das mãos fechando os olhos e sorrindo fechado, chamando a atenção de todos nós.

— Jiminnie! Você pintou o cabelo?

— Ele já viu o bolo, mané. — Yoongi hyung balançou a cabeça negativamente e Namjoon hyung riu baixo.

— Er... Surpresa? — Jungkook sorriu largo claramente sem jeito e Hobi hyung esticou os braços no ar, sacudindo o corpo de para cá e para lá, animado.

— Parabéns pra você, nessa data querida! Muitas felicidades, muitos anos de vida! — Ele começou a cantarolar, e eu arqueei uma das sobrancelhas.

— Huh?

— Parabéns, Jimin-ah. — Yoonnie hyung se aproximou com um doce sorriso gengival contornando os dentes com os lábios, afagando meus cabelos e sendo empurrado para o lado por Hoseok hyung, que me abraçou apertado e começou a dar pulinhos enquanto me esmagava nos braços.

— Feliz aniversário, Jimin! — Nam hyung também se aproximou dando um outro abraço por cima do abraço em que eu já estava.

Parabéns? Aniversário? Espera...

— Que dia é hoje? — Perguntei.

— Sexta. — Hobi hyung disse ainda empolgado.

— Não assim, a data.

— Dia 13, ué.

— Não me diz que você esqueceu seu próprio aniversário? — Jeonggukie me olhou curioso e incrédulo ao mesmo tempo, enquanto Jin hyung colocava as demais velas sobre o bolo confeitado.

— Jiminnie, obrigado por ter permanecido comigo por esses anos todos e por ter debutado junto. Eu fiz mais uma carta, mas é pra ler escondido porque não quero chorar de novo. — Taehyung deu um sorriso pequeno e me entregou um envelope branquinho assim que os outros dois me soltaram dos abraços.

As palmas começaram a ecoar por todo o quarto e não consegui conter o sorriso bobo e descontraído que surgiu em meus lábios ao ver as velas acesas, chuviscando em faíscas sobre o glacê todo cutucado com pontas de dedos.

Foi aí que minha ficha caiu, querido diário. Não era só mais uma sexta e muito menos uma sexta-feira 13 assustadora, era meu aniversário de 23 anos.

E eu estava ali. Junto das melhores e mais importantes pessoas com as quais poderia estar, os amigos especiais em que sei que posso confiar e contar sempre, os sorrisos que verdadeiramente me fazem sentir bem. Eu estava com quem amava, e eu amava cada um deles.

— Assopre a vela, hyung! — Jinnie hyung disse com um sorriso largo, e eu franzi a testa ainda com meu sorriso abobado no rosto.

— "Hyung"?

— Esse vai ser seu presente. — Yoongi hyung levou a mão até o topo de minha cabeça, pousando a mão sobre meus cabelos carinhosamente. — Hoje você vai ser o hyung de todos nós, pelo dia inteiro.

— Com direito a pedir o que quiser. — Jin hyung confirmou.

— Até sorvete numa bacia de kimchi. — Taehyung abriu seu sorriso quadrático, batendo as palmas das mãos animado.

— E porquê ele ia querer sorvete numa bacia de kimchi? — Jungkook uniu as sobrancelhas, fitando o de cabelos castanhos encolher os ombros.

— Assopra logo a vela, hyung! Vai apagar sozinha! — Hobi hyung sacudiu a manga de minha camisa, apontando para o bolo com o queixo. — Vai, vai, vai!

— E faz um pedido! — Jin hyung juntou as mãos, me fitando ansioso.

— Feliz 23 anos, Jimin hyung! — Jungkook ditou sorridente, esticando os dois braços e deixando o bolo mais perto de mim.

Deixei que um sorriso quase rasgasse meu rosto, apertando meus olhos e mirando o glacê contornando as pequenas letras que escreviam "Para o lindo hyung, Park Jimin!" em linhas coloridas e doces. Dei um passo para frente e fechei os olhos, juntando minhas mãos, entrelaçando os dedos curtos e me concentrando no pedido que faria.

Eu já tinha tudo com o qual sonhara um dia. Tinha debutado como sempre quis, sido reconhecido mundialmente pelo que mais amo fazer, possuia amigos que são como minha segunda família e fãs que mesmo ao longe posso dizer que os amo como uma parte de mim. Eu estava completo, talvez pudesse pedir para que aquilo permanecesse até meus 40, 50 e 60 anos, quem sabe. Ou melhor, para que durasse por toda a minha vida!

Talvez, daqui para frente, eu apenas...

— Me ame mais.

Num sussurro, sorri pequeno e soprei as velas, desejando poder me enxergar mais com os olhos daqueles que me amam tanto por ser quem eu sou e do jeitinho que sou, mesmo que a tantos quilômetros de distância. 


Notas Finais


Pequenininho né? Não é nem um pedaço de Vênus ou uma adoção de algum animal que pode ficar em extinção, mas é o que eu posso dar com todo meu carinho como presente, mesmo que ele não veja, a.

Alguém conseguiu pegar as características da personalidade do Chim Chim que deixei ao longo do plot? Nha.

Me digam aí se gostaram, vou ficar feliz em ler e responder todos vocês. ♡

Me sigam: @yssschr_


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...