História Áster - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Lu Han, Sehun
Tags Amomeusbebês, Hunhanweek, Kid!au, Luhan, Sehun
Visualizações 77
Palavras 1.493
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ai fazia tanto tempo que não postava, to aaaaaa

Quero dedicar essa one levinha pra minha amiga @euskyss que tem me dado muito apoio para voltar a escrever e também foi a culpada de hunhan entrar na minha vida e me fazer sofrer toda jxkxhkz essa é minha forma de tentar te agradecer um pouquinho, espero que goste. <3
Postando também graças a nana que leu, me ajudou com o título e ainda me deu um sacode hdkxhsk te amo nana. <3

Boa leitura.

Capítulo 1 - Florzinhas, suco de maçã e amizade.


LuHan nunca pensou que veria Oh SeHun, o baixinho mais novo do fim da rua, chorar tanto.

De imediato, após correr até o garoto sentado na calçada a colocar toda água do seu corpo para fora pelos olhos, o pequeno LuHan checou seu corpinho por completo, procurando o ralado que com certeza era o causador de tamanho chororô. Estranhando apenas que a pele imaculada estava intacta, isenta de qualquer arranhão.

Disposto a ajudar SeHun, Lu sentou-se ao seu lado e o abraçou de forma desajeitada, os bracinhos se fechando ao redor dos ombros pequenos e curvados pelo choro intenso. SeHun soluçou alto, porém não se mexeu.

— O que aconteceu, SeHun-ah? — Lu perguntou baixo, apertando-o entre os bracinhos o máximo que conseguia ao presenciar outro soluço alheio. — Me deixa te ajudar...

— Roubaram minha bolinha, Hannie, e jogaram a florzinha que você me deu no chão, e pisaram nela. — disse tudo de forma entrecortada pelos soluços e pelas lágrimas que não cessavam, o mais velho começava a ficar muito bravo, muito mesmo, uma caretinha engraçada, porém nervosa, se formando em seu rosto. — Eu gostava tanto da bolinha, Lu, e da flor. Você nunca vai me perdoar por perder ela eu sei, mas me desculpa por não cuidar bem das minhas coisinhas. — continuava a chorar sem olhar para LuHan uma única vez, este que suavizou a feição no mesmo momento, jamais ficaria bravo por uma bobeirinha dessas, será que SeHun não sabia mesmo disso?

— Para, para, para. — deixou um peteleco na testa do mais novo que resmungou em meio as lágrimas deixando que seu bico ficasse ainda maior, Lu passou as costas das mãozinhas pelas bochechas gordinhas do amigo tentando enxugar todo aquele aguaceiro que odiava ver no rosto mais fofo do mundo que ele jurava ter sido feito apenas para sorrir e ser admirado para sempre. — Não precisa chorar por isso Hunnie, eu não ‘tô bravo e tem tantas florzinhas no jardim, posso te dar muitas mais, quantas quiser!

— Mesmo? — bateu seus cílios algumas vezes, dessa vez olhava para LuHan, expondo seus olhos avermelhados que ajudaram um sorriso triste a se formar nos lábios finos do mais velho. — Mas... E a minha bolinha?

LuHan pensou um pouco, não sabia se seria possível recuperar a bolinha do amigo pois, igualmente a ele, morria de medo dos garotos da rua de trás. Eram cinco anos mais velhos que a dupla baixinha e tão malvados, Lu tinha vontade de brigar com eles e proteger SeHun de tamanha maldade mas sua mãozinha não era nada perto da deles que já possuíam o tamanho exato de sua face.

Suspirou e se levantou da calçada esticando os braços para SeHun usá-los como apoio para fazer o mesmo.

— Eu vou falar com a minha mamãe e eles vão ficar tão encrencados, Hunnie, que nunca mais farão nada com a gente, pode apostar um suquinho de maçã! — O mais velho parecia decidido e voltava a fazer sua caretinha séria, arrastando SeHun para dentro de sua casa ao puxá-lo pela mão.

SeHun pensou se seria errado de sua parte desejar que estragassem outra florzinha sua para que ganhasse seu suquinho favorito, era tão competitivo oras, gostava de ganhar suas apostas, mas viu tais pensamentos lhe abandonarem quando chegou a cozinha da família de Lu e avistou uma mesa completamente montada para um lanche da tarde daqueles.

A mãe do mais velho havia feito um bolo de fubá todo coberto por açúcar e canela, pãezinhos caseiros e, como se o destino fosse o melhor amigo de SeHun, a mulher acabava de colocar uma jarra grande de suco de maçã sobre a mesa. SeHun sentiu seu estômago vibrar em felicidade no mesmo momento.

A dupla esqueceu-se de seu objetivo principal, apenas conseguindo pensar no quanto estavam com fome enquanto corriam em direção a mesa — não sem antes serem barrados pela mulher para que fossem lavar as mãos antes de comer. SeHun tomou mais de seu suquinho do que verdadeiramente comeu, já LuHan encontrou seu paraíso dentre os pãezinhos dispostos em uma cesta no centro da mesa enquanto sua mãe degustava do bolo, os três rindo de histórias que a mais velha contava para os pequenos que amava tanto.

LuHan demorou, mas ao lembrar do que realmente queria falar com a mãe sua feição fechou-se de novo, a carinha emburrada ficando evidente e assustando a mulher por conta de uma mudança tão repentina.

— Aconteceu algo, filho? Estava sorrindo até agora... — deixou que a frase morresse as poucos ao que tombava sua cabeça para o lado expressando preocupação com o rosto, suas mãos envolveram o rostinho de LuHan lhe apertando as bochechas em um tentativa falha de fazê-lo suavizar, a resistência fizera SeHun perceber o que aconteceria e suspirar de forma pesada e voltar a tomar seu suquinho foi tudo o que pode fazer.

— Mexeram com o Hunnie hoje, mamãe, os meninos da outra rua. — A voz do garotinho saía engraçada pelo aperto nas bochechas, mas o som não abalou sua pose bravinha. — Aqueles bobões estragaram a florzinha que dei pra ele e sumiram com sua bolinha. Eu... Eu... Eu teria batido neles se tivesse chego a tempo mas quando apareci o SeHun só 'tava sentado na calçada chorando e eu fiquei tão bravo, mamãe, eles não podem fazer isso com o Hunnie, ele nunca fez nada pra eles.

— ‘Ta tudo bem, tia, já passou. — SeHun falou rápido e cabisbaixo, seus olhos focavam apenas a mesa de jantar, não querendo olhar para as faces a sua frente.

— Não passou não! Eles vão fazer de novo e isso não ‘ta certo, Oh SeHun! — a voz do baixinho soara mais estridente desta vez, havia gritado com seu melhor amigo pela primeira vez e não se arrependera de nadinha, estava certo e seria para o bem de seu mais novo.

— Abaixa o tom LuHan, o SeHun não é o culpado aqui! — Sua mãe o repreendeu e sua careta só se fizera mais presente, já SeHun fungava baixinho novamente se impedindo de voltar a chorar. — Mas ele está certo, isso não passou e nem deve passar assim. A quanto tempo isso acontece SeHun? — LuHan ameaçou responder pelo amigo e fora brecado mais uma vez fazendo o pequeno bufar e cruzar os bracinhos, a mulher sabia o quão irritadinho era sua cria e se ele começasse a falar faria tudo menos responder sua pergunta diretamente.

— Desde que me mudei ‘pra cá, tia... — SeHun respondeu baixinho e acanhado, suas mãozinhas apertando as bordas da mesa com toda força que tinha buscando não chorar, o que não era muita.

— Vou conversar com as mães desses garotos, sim? Elas com certeza não sabem o que os filhos andam fazendo por ai... A próxima vez que algo te incomodar tanto fale pra sua mãe, querido, é importante não esconder essas coisas, é para o seu bem. — O sorriso da mulher para SeHun carregava uma mensagem triste que o pequeno não soube decifrar, mas concordou com a cabeça entendendo que devia ter contado para seus pais ou até mesmo para ela muito tempo atrás. Não deixaria aquilo se repetir.

A mãe de LuHan se levantou e abraçou SeHun fortemente como consolo, como um “já estive no seu lugar antes, vai passar” que nem mesmo precisou ser pronunciado para aquecer o coração do mais novo. Seguiu então para a sala em busca do telefone da casa para ter a conversa que precisava com as mães dos garotos que tanto perturbavam os pequenos, os deixando sozinhos na cozinha.

Assim que sua mãe passou pelo portal que liga a cozinha ao corredor, LuHan desfez a carranca e correu para o jardim de sua casa, deixando para trás um SeHun sozinho e confuso que teve como única opção tomar mais um pouco de seu suquinho, as quase lágrimas já secando em seus olhos.

O mais velho voltou alguns minutos depois, as pontas de seus dedinhos sujos de terra e pelo menos umas cinco florzinhas em sua mão. Estendeu-as a SeHun e sorriu de forma singela, seus olhinhos passando ainda mais carinho para o mais novo.

— Eu disse que podia dar quantas mais você quisesse, essas aqui são 'pra ver o Hunnie sorrir. — disse tudo meio emboladinho mas era tudo do fundo do coração, SeHun sabia disso, e ao invés de pegar as flores preferiu abraçar LuHan como se sua vida dependesse daquilo fazendo o mais velho rir baixo.

— Você é meu melhor amigo, Lu, 'pra sempre! — Sua voz fora abafada pela camiseta alheia, mas a altura fora suficiente para que as palavras chegassem ao coração de LuHan. — Mesmo que as florzinhas acabem, se você estiver aqui tudo vai ficar bem.

— 'Pra sempre, Hunnie. — pronunciou contra os fios macios do cabelo alheio e lhe apertou ainda mais no abraço, estava feliz, seu pequeno não carregava mais as lágrimas e a feição triste de antes, e isso era suficiente para que LuHan se enchesse de felicidade por um bom tempo.


Notas Finais


* Áster é o nome da florzinha que o Lu da pro SeHun.

Espero que tenham gostado e até um outro momento <3


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