História Aster ::: Fanfic Kpop ::: - Capítulo 6


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Categorias Anjos e Demônios, ASTRO, Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Black Pink, BtoB, EXO, G-Dragon, Girls' Generation, IU, Mamamoo, Monsta X, Neo Culture Technology (NCT), Red Velvet, Seventeen, SHINee, TWICE
Personagens Baekhyun, Boo Seungkwan, Chaeyoung, Changsub, Chanyeol, Chen, Chenle, D.O, Dahyun, D-Lite (Daesung), Doyoung, Eunkwang, Eunwoo, G-Dragon, Haechan, Hansol, Hansol "Vernon" Chwe, Hong Jisoo "Joshua", Hwasa, Hyung Won, Hyunsik, Ilhoon, I'M, Irene, Jaehyun, Jaemin, Jang Doyoon, Jennie, Jeno, Jeon Wonwoo, Jessica, J-hope, Jihyo, Jimin, Jin, Jinjin, Jinki Lee (Onew), Jisoo, Jisung, Johnny, Jonghyun Kim, Joo Heon, Joy, Junghan "Jeonghan", Jungkook, Jungwoo, Jungyeon, Kai, Ki Hyun, KiBum "Key" Kim, Kim Mingyu, Kris Wu, Kun, Lay, Lee Chan "Dino", Lee Ji-eun "IU", Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Lisa, Lu Han, Lucas, Mark, Min Hyuk, Mina, Minho Choi, Minhyuk, MJ, Momo, Moonbin, Moonbyul, Nayeon, Peniel, Personagens Originais, Rap Monster, RenJun, Rocky, Rosé, Sana, Sanha, Sehun, Seohyun, Seulgi, Seungcheol "S.Coups", Seungri, Shin Dongjin, Show Nu, Solar, Soonyoung "Hoshi", Sooyoung, Suga, Suho, Sungjae, Sunny, T.O.P, Taeil, Taemin Lee, Taeyang, Taeyeon, Taeyong, Tao, Ten, Tiffany, Tzuyu, V, Wen Junhui "JUN", Wendy, Wheein, Winwin, Won Ho, Xiumin, Xu Ming Hao "THE8", Yao MingMing, Yeri, Yoona, Yuri, Yuta
Tags Anjos, Astro, Aventura, Big Bang, Blackpink, Bts, Ceifadores, Demonios, Exo, Fanfic, Girl's Generation Got7, Hentai, Kpop, Magia, Mamamoo, Monstax, Multifandom, Nct, Red Velvet, Romance, Seventeen, Shoujoai, Shounen, Shounenai, Snsd, Twice, Yaoi, Yuki
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Palavras 3.797
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Shounen, Sobrenatural, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Tudo bem? Estou de volta! Heheh

Mais um capítulo de Aster e eu estou muito feliz com o apoio de cada uma de vocês. Muito obrigada de verdade!

Enfim, vamos ler que é de graça!


✿*:・゚BOA LEITURA!゚・:*✿

Capítulo 6 - V. Branco e Vermelho


Fanfic / Fanfiction Aster ::: Fanfic Kpop ::: - Capítulo 6 - V. Branco e Vermelho

Anteriormente em Aster…

Eu finalmente dormi — em uma posição nada natural, devo ressaltar — e de uma forma estranha de se dizer, meus pensamento voaram até Kaliel e eu acabei por sonhando com aquela sensação boa que tive antes de desmaiar. Era tão familiar…

─━━━━━━⊱ ☬ ⊰━━━━━━─

— E esse foi o  Star Show 360 com GOV, galera! — disse o Mc. — Comprimentem o público meninas.

— Oh, sim. Nossas Rainbows queridas… — Hyemi começou seu discurso.

Naquele dia tínhamos gravado um programa de TV, muito divertido aliás. Ao menos eu pude me distrair um pouco dos acontecimentos dos últimos dias, mas no momento em que o apresentador anunciou o fim do programa, tudo voltou com força total: Haeks, Lóryus, Kaliel, Jimin entrando na minha mente…

Cumprimentei os dois apresentadores do programa e toda a equipe com pequenas reverências. Nos dirigimos finalmente para os bastidores em direção à sala de espera e confesso que estava contando os segundos para chegar. Tinha uma necessidade gigantesca de colocar tênis, pois os saltos que eu usava estavam me matando. Todavia, para meu azar  e desespero, todos pararam, interrompendo nossa caminhada, com seus olhares congelados no vazio. Significava que eu estava em outra dimensão do tempo.

Diferente da de Damian, aquela dimensão tinha uma temperatura agradável, mas sua peculiaridade eram as flores que despontavam de todos os cantos; como um campo de flores quase que literalmente. Um campo de margaridas.

Eu estava de frente para a porta da sala de espera, então simplesmente entrei no local e me deparei com um belo rapaz sentado despreocupadamente em uma cadeira. E quando digo  belo, eu quero dizer lindo! Muito, mais muito lindo mesmo! O tipo de rosto que poderia causar a terceira Guerra Mundial. Sua pele pálida e os olhos negros com cílios longos, davam a ilusão de se estar olhando para um boneco de porcelana; sobrancelha grossa e lábios rosados em formato de coração, mas sem um sorriso brilhante para enfeitá-los. Sobre sua cabeça, uma grande auréola prata brilhava, indicando que tipo de anjo ele era: um Anjo da Guarda. E nas horas vagas, o anjo era membro do grupo masculino chamado “Astro”. Eu teria engasgado com sua beleza, se já não o conhecesse há tempos.

— Galabriel, que honra! Ou devo te chamar pelo nome que todos o conhecem agora? Como é mesmo… Ah, Cha Eunwoo! Bonito nome. — Eu adorava provocar, já devem ter percebido.

Ele suspirou e rolou os olhos, mas não de uma forma amigável, na verdade parecia quase exausto. Se Damian era uma pedra no meu sapato, Cha Eunwoo era uma montanha inteira.

— Não comece — disse se ajeitando em sua cadeira.

— A que devo sua visita inesperada? Não devia estar protegendo seu humano o…

— Moonbin — completou com o nome de um de seus colegas na Astro e também o humano cujo qual ele protegia — Sim, eu devia. Mas adivinha? Você anda causando problemas e eu que tenho que resolver. — Ele bufou.

— Eu? Estou quietinha. — Ergui as mãos em ato de rendição.

— Se estivesse mesmo, Ele não teria me mandado até aqui para alertá-la a ter cuidado ou acabará no inferno. Hananim¹ é bom ao ponto de se preocupar até com você — falou com desdém.

— Talvez o Senhor Shin² só quisesse te dar um tempo de seu serviço para quem sabe, você acordar pra vida! — Meu humor havia sido estragado, e eu estava começando a ficar seriamente irritada. Odiava quando os anjos de auréola tratavam os sentenciados com desprezo. Bando de engomadinhos filhinho de Papai; o Todo Poderoso papai.

— Do quê está falando? E como ousa se referir dessa forma a ele? — Arqueou a sobrancelha, quase soltando faíscas pelos olhos. Uuuh, alguém ficou nervoso?

— Ele sabe que você está apaixonado pelo humano?  — ditei observando suas íris se expandir por conta do choque. — E qual o problema? Somos pai e filha no fim das contas — digo me sentando e cruzando as pernas de forma quase rude.

Eu não gostava de lições de moral, ainda mais quando eu não as merecia. De verdade, eu havia tomado tanto cuidado aqueles últimos meses que eu poderia subir ao cargo de santa. Invés de se preocupar comigo, por quê Deus não cuidava de Lóryus? Aquele Demônio matava anjos e estava  atrás de mim!

— Cuidado com o que não sabe. Me tornei Idol para cumprir com minha missão, diferente de você que faz por capricho. — Eunwoo se levantou exasperadamente e eu fiz o mesmo.

— Existem formas menos radicais de se cuidar de um humano. — Sorri cinicamente. — Aliás, você quem devia prestar atenção no que diz, já que sabe muito bem o porquê de eu fazer o que faço.

Eu podia até ser presunçosa, mas sofria de verdade todo dia sentindo falta de algo que não sabia o que era. Eu procurava por alguém ao qual não me lembrava o rosto e protegia pessoas que não conhecia todos os dias. Eu não era um exemplo de anjo, mas estava longe de ser um demônio.

— O quê? Kaliel? Se é que ele existe, não é mesmo? Todos sabem que os Sentenciados não possuem memória, por que Hananim falharia? E justamente com você? — Cruzou os braços, com o mesmo ar de superioridade de um arcanjo. Não era exatamente eu que estava me achando a última bolacha do pacote ali.

“Livre arbítrio”, pensei ao me lembrar de Yugyeom. Quando apaguei sua lembrança eu disse a vocês o que aconteceria se eu o forçasse a me esquecer e não gostar mais de mim: a memória voltaria de um jeito ou de outro. E se eu realmente amei Kaliel? Teria Deus feito eu esquecê-lo? Isso não fazia o menor sentido! Tipo… É de Deus que estamos falando, sabe? O sinônimo de bondade, o velhinho fofinho… Não podia ser.

— Se eu estou causando tanto problema, Ele sabe onde me encontrar — respondi finalmente.

— Não brinque, Aster. Até porque, Ele não perderia tempo com você — disse o anjo entredentes.

— E no entanto, olhe para você agora: Servindo de pombo correio para uma “ninguém” como eu.

Não esperei sua resposta, saí da sala voltando para o ponto onde estava. O tempo voltou a sua velocidade normal e todos ganharam vida novamente. Continuei seguindo como se nada tivesse acontecido.

Mas aconteceu. E quanto mais eu pensava na possibilidade, mais tudo se encaixa: Em algum momento da minha vida passada, Kaliel foi uma peça importante. Todavia, naquela vida, eu definitivamente o odiava! Por me fazer sofrer, por me fazer ter que ir atrás dele todos aqueles séculos e acima de tudo, por tentar me matar. Duas vezes!

A sensação de ter sido carregada não saía da minha cabeça e seu toque havia me marcado feito brasa, mas se eu não podia mais confiar totalmente na minha própria mente, com certeza não podia confiar no meu coração.

─━━━━━━⊱ ☬ ⊰━━━━━━─

— Você tem que ir! — disse Gayoon.

— Endoideceu de vez? — respondi arregalando os olhos.

Chanyeol havia acabado de me mandar uma mensagem convidando a mim para sair com ele. Eu mostrei para as meninas e diferente do que eu esperava, elas estavam me incentivando a ir. Estávamos reunidas em nosso dormitório, cerca de meia noite, quase uma da manhã — horário muito raro de estarmos em casa, normalmente ficávamos fora em algum compromisso —, e elas simplesmente estavam me dizendo para sair?

— Vai Aster, precisa se divertir. Te damos cobertura. — Foi a vez de Hyemi se pronunciar.

— É, não pode passar o resto da vida só trabalhando — Reforçou Juli.

— Quem vê, você tem muitos pretendentes — comentei com sarcasmo.

— Isso é da minha conta — rebate mostrando a língua.

— Anda, responde sim e vai se trocar! — Soy se levantou indo em direção ao nosso closet. — Até te empresto minha bota se quiser.

E cerca de vinte minutos depois, eu estava parada nos fundos da minha agência usando uma máscara anti-poeira e boné para me esconder dos olhares curiosos. Estava frio, então dispus de um casaco azul marinho — quase preto — consideravelmente quente e longo até os joelhos, enquanto esperava por Chanyeol.

Pelos céus! Eu deveria estar investigando Jimin naquele momento — ainda não entendia como ele havia ido parar na minha mente —, deveria estar fazendo alguma coisa a respeito da minha sentença, mas, no entanto, parecia que eu estava tentando prolongá-la.

Um carro preto se aproximou com os faróis baixos e em uma velocidade lenta. O veículo parou diante de mim e quando os vidros abaixaram eu tive uma visão clara de seu motorista: Park Chanyeol. Ele também usava boné e máscara que cobria seus lábios, deixando a vista apenas seus olhos. De alguma forma eu sabia que ele estava sorrindo por debaixo de tudo. Entrei carro adentro e sem dizer uma palavra ele deu partida.

Suspirei imaginando que o quê estava fazendo era errado em níveis alarmantes. Me sentia nervosa sem motivo aparente, o que seria normal, se não se tratasse de mim. Eu era quem tinha atitudes — normalmente a influência “rebelde” —, e naquele exato momento, parecia uma garotinha que nunca beijou na vida. Conclui que a razão daquilo estava em Chanyeol ser tão bonito que me dava calafrios.

— Parece tensa. — Ele riu premeditadamente.

— Não, é só que… — Ponderei um pouco. — Eu nunca…

— Saiu com alguém? —  Ele encurvou sua sobrancelha fazendo com que uma pequena ruguinha aparecesse no centro de sua testa.

Desvio meu olhar do seu, quase fujo na verdade. Eu tinha um fraco, vocês sabem, e Chanyeol era uma tentação e tanto. Doía admitir, mas talvez eu tenha sido uma depravada e por isso fui condenada por luxúria, como Damian disse.

— Nesse horário… — respondi vagamente. Uma mentira sem dimensões.

— Não se preocupe. Não tenho nada de pervertido em mente para fazer com você… A menos que queira. — Me lançou um olhar malicioso, mas que logo se desmanchou em uma risada gostosa. — Brincadeira — completou.

Relaxei no banco do passageiro e observei a vista de uma Seol iluminada pelas luzes dos prédios e postes, como uma constelação criada pelo homem. Era estranho ter visto o mundo mudar da água para o vinho durante a virada dos séculos e ainda assim me surpreender com as diferentes belezas que ele dispunha.

— Onde estamos indo? — Voltei meu olhar para o motorista mascarado.

— Você vai ver. — Mais uma vez pude sentir o sorriso em suas palavras.

Prontamente, me acomodei em meu assento, tentando imaginar nosso destino sem dizer nada

sobre. Não sei se meus pensamentos foram profundos demais, mas foram o suficiente para que em em poucos minutos eu suspirasse em um sono calmo.

Acordei com o olhar de Chanyeol sobre mim.

— Quanto tempo eu dormi? — perguntei quase em um salto.

— Não muito, mas perdeu a viagem e, talvez, eu tenha passado um tempo falando sozinho até perceber que você estava dormindo. Então sim, perdeu uma ótima conversa. — Ele suspirou para dar um tom dramático em sua fala, me arrancando um sorriso sem nem se esforçar. — Você parecia tão cansada, fiquei com receio de te acordar. Fiz mal em te chamar para sair hoje? — Seu olhar era tranquilo ao mesmo que aflito, pois por mais que ele mostrasse gentileza, eu sabia que estava nervoso por dentro. Chanyeol parecia ser o tipo de pessoa que se encaixa perfeitamente na frase “Os olhos são a janela da alma”, pois bastava uma simples olhada e seus olhos entregavam todos seus sentimentos de bandeja.

— Não se preocupe, eu estava precisando relaxar do trabalho — falei me ajeitando em meu banco, ao mesmo em que pude finalmente contemplar o rosto dele a sorrir sem a máscara. Droga! Era tão malditamente bonito, que eu sentia vontade de amassar e mais uma vez eu precisei me desviei da visão dele. Com sorte ele veria aquilo como um ato tímido, no mínimo fofo.

— Isso é bom — respondeu sem muito a declarar.

Olhei ao redor e constatei que estávamos em o que parecia ser um estacionamento, totalmente escuro e muito mais deserto do que de costume.

— O que estamos fazendo aqui? — perguntei franzindo o cenho.

— Encontro, lembra? — disse, enquanto gesticulava com ambas as mãos para a paisagem escura à diante.

— Sim, mas… Aqui?

— Não sei se fico ofendido, ou feliz com essa pergunta — falou sorrindo suavemente, tornando sua voz naturalmente grave em algo doce e risonho. — Para nós, um espirro já é sinônimo de notícia, imagine um encontro essa hora… — explicou, quase estampando a frase “ Isso era para ser óbvio” em sua testa.

Ele estava certo. Afinal, o quê eu esperava? Cinema? Está certo que em relação a Chanyeol, minhas expectativas eram automaticamente altas, mas fala sério! Eu tinha o quê? Mais de mil anos? Eu havia parado de contar, mas era um  tempão e, ainda assim, eu continuava ingênua daquele jeito. Quanta ignorância cabia na minha cabecinha?

— Tem razão… — repliquei em um sopro.

— Relaxa. — Ele  se esticou até o banco de trás e me entregou uma manta cinza de soft, a dividindo consigo.

— Obrigada — falei e recebi como resposta mais um sorriso por parte dele. Eu podia me acostumar com aquele sorriso.

— Manual de como ter um encontro de madruga — começou a falar. —: Tenha uma coberta, um carro que de preferência não seja o seu… — dizia apontando os objetos citados respectivamente. — Internet e… — Voltou a se esticar até o banco traseiro, trazendo consigo uma caixa e dois copos de café. — Café e rosquinhas. Somando tudo, você e seu parceiro podem ter um pequeno e agradável momento de conversa, principalmente se uma das partes quiser muito conhecer a outra. — Ele me entregou um copo. — Não sei que tipo de bebida você gosta, então pedi igual a minha: algo bem doce.

— Hum, você parece um expert falando. Por acaso, já teve muitos encontros a essa hora? — perguntei em tom libidinoso mais do que transparecendo.

— Ya! Não pense besteira — rebateu me dando um leve empurrão de forma brincalhona.

— Certo, certo.  — Dou um gole no conteúdo do copo. — Hum, acertou em cheio — digo observando sua expressão feliz ao ouvir. — Qual o próximo passo?

— O próximo passo é… — Pegou o celular. — Assistir um filme, para dar a ilusão de estarmos no cinema.

Comecei a rir. Chanyeol tinha um jeito brincalhão, todo especial. No fim das contas, as meninas fizeram certo em me incentivar a sair, estava sendo mais do que agradável ter a  companhia dele.

— Comédia, por favor. Preciso rir.

— Você quem manda! — disse fazendo uma saudação militar com os dedos diante da testa.

O filme logo começou, mas na metade dele, Chanyeol adormeceu e acabou que observá-lo em seu estado mais vulnerável era mais interessante do que me ater ao filme. Dessa forma, lá estava eu olhando seu rosto calmo, com um bigode de açúcar em cima de seus lábios por conta da rosquinha, que ao contrário do que eu gostaria de descrever, não era fofo, e sim, incrivelmente hilário. Como ele conseguia dormir daquela maneira?

Olhei pela a janela com nada mais que a escuridão para contemplar. O problema daqueles momentos em que ficava completamente sozinha no silêncio, meus pensamentos se tornavam altos e barulhentos. Eu sempre precisava se algo para abafar aquele barulho. Naquele exato momento, eu sequer podia organizá-los, mas todos se resumiam a Kaliel.  E estava cansada de pensar nele, mas era um vício, era praticamente respirar: impossível de evitar.

Chanyeol fungou um pouco, me tirando de meus devaneios. Eu o cobri melhor e voltei a encarar a janela, porém daquela vezes, havia algo no extremo do estacionamento. Se movia de uma forma estranha, sem que eu pudesse identificar do que se tratava.

Como uma lunática curiosa, eu abri a porta e desci do carro, decidida a descobrir o que era. Caminhei devagar até o ponto de massa cinzenta, constatando seus olhos brilhantes em vermelho sangue. Parecia um tipo de besta, não sabia ao certo, mas conforme eu me aproximava, pude ouvir um som grotesco que partiu daquela coisa.

Senti alguém me puxar para trás com força. Virei bruscamente  com o susto e me deparei com Chanyeol que me encarava com uma expressão confusa, quase preocupada.

— O quê faz aqui fora? Está frio — disse ele, enquanto observava sua respiração quente condensando no ar.

— Eu vi uma coisa… — olhei de volta para minha retaguarda onde a besta se encontrava, entretanto não havia nada. Ela simplesmente havia sumido.

— Viu o quê? — Ele olhou para o mesmo ponto que eu e depois para mim, como se eu fosse uma louca.

— Eu… — Deixei no ar sem ter realmente o que dizer.

— Sabe o susto que eu tomei ao acordar e não te ver? — disse agarrando meus ombros.

— Não entendo, eu… — Quando percebi onde fui parar, notei que mal podia ver onde o carro estava. Eu havia andado uns bons metros e sequer notei.

— Gritei seu nome e você não respondia — continuou Chanyeol sem soltar meus ombros.

— Me desculpa… — respondo sem jeito diante de sua aflição.

Me senti estranha em seu toque, como se aquela situação já houvesse acontecido antes. Mas onde? Quando?

— Tudo bem. — Seu olhar suavizou. — Vamos, vou te levar de volta — ditou me conduzindo para que eu fosse primeiro. Ainda assim, eu dei uma última espiada naquele local, para apenas confirmar que eu estava ficando louca.

─━━━━━━⊱ ☬ ⊰━━━━━━─

Eu caminhava sem rumo pelos corredores vazios e pálidos, mas, sinceramente, eu não sabia onde estava ou como tinha ido parar ali. Contudo, eu continuava tentando encontrar uma saída. Fiz e refiz meu caminho, andando em linha reta. O local era claro, possuía infinitas passagens e portas, mas parecia que eu não saía do mesmo lugar.

Eu estava com um vestido de alcinha branco feito de seda, que caía feito uma camisola, mas que com toda certeza não pertencia a mim. Em meus pés não havia nada e meu longo cabelo — que recentemente eu havia pintado de violeta com azul —, caía feito cascata em minhas costas.

As luzes estavam excessivamente brancas, chegava a dar enxaqueca e eu já havia desistido de correr delas fazia um tempo. Tudo o que estava fazendo no momento era observar as paredes brancas que brilhavam com a luz, sem cessar meus passos. Eu tinha o pensamento de que estava deixando algo passar e que se talvez eu prestasse bem atenção eu poderia sair dali, então passei a andar mais devagar e a me atentar aos detalhes.

— O quê faz aqui? — Escutei atrás de mim, mas não reconheci a voz. — Não ouse tentar se virar! — repreendeu o dono da voz doce quando fiz menção em olhar.

— Eu não...

— Por que está aqui? — perguntou antes que eu pudesse responder, daquela vez dentro da minha cabeça.

— Co… Como fez isso?! — Eu podia quase palpar o terror em minhas palavras. Um riso de desdém partiu dele em resposta.

— Não é a única que pode entrar na mente dos outros. Não respondeu minha pergunta. — Ele parecia impaciente ao falar.

— Kaliel? — perguntei quase em um sopro.

— O quê você quer de mim, afinal? Por que faz essas coisas? Por que fica me machucando? — Agora era desespero que eu sentia em sua voz, eu sabia porque era exatamente como eu me sentia perante minhas perguntas sem respostas.

Meu coração batia forte em meu peito. Eu podia ver a sombra alheia projetada na parede, mas não sabia dizer muita coisa ao certo sobre sua aparência, nem altura e até onde podia constatar, nem aquilo podia ser real. Talvez fosse apenas um truque.

— Não sei do que está falando. O único que está machucando alguém aqui é você! — vociferei e tentei encará-lo.

— Você que começou! — replicou me virando contra ele novamente. — Já disse para não se virar!

A pressão de seus dedos sobre minha pele era magnética, me fez sentir um sentimento horrível e confuso de desejo. Era como se meu corpo se rendesse completamente a ele com apenas um toque. Minha respiração estava alta e tensa, como se tudo em mim estivesse à espera de mais alguma coisa. Era quase desesperador. Meu estômago se contraía fortemente e minhas pernas bambeavam um pouco. Tudo ficou ainda pior quando Kaliel  passou a acariciar meus ombros com seus polegares.

Fechei meus olhos com a sensação. Não pude evitar.

— O quê… Está fazendo? — perguntei arfando, mesmo que eu tenha feito um esforço gigante para não mostrar que estava sendo afetada.

— Eu… Não… — Ele respirou fundo e soltou o ar que bateu em minha nuca e arrepiou cada centímetro em mim. — Por que é tão bom ficar perto de você? Te tocar... — sussurrou, mas não sei se ele teve a intenção de deixar eu ouvir.

Ele afastou meus cabelos para longe de meu pescoço, logo depois a alça do meu vestido caiu de meu ombros. Pude sentir Kariel se aproximando.

— Nã… — Tentei rejeitar, mas foi tarde. Senti seus lábios tocarem minha pele exposta e tudo em mim derreteu, minando qualquer pensamento que eu pudesse ter contra suas ações.

Eu queria que ele simplesmente me tocasse e com urgência. E mesmo com a vida mais boêmia que um dia eu tive, eu nunca havia experimentado tal sensação. Êxtase no estado mais bruto do sentimento. Tão forte que eu mal conseguia respirar, puxava o ar para meus pulmões com tanta dificuldade que me perguntava se um dia eu realmente soube como respirar.

Uma de suas mãos deslizou até minha cintura, colando meu corpo ao dele como um imã, enquanto seus beijos se espalharam quentes e molhados até o lóbulo da minha orelha. Senti sua língua tocar aquela área e suspirei esperançosa por mais.

— Está na hora de você acordar — disse ele de repente, cortando-me de meu transe.

Tentei protestar, mas quando me virei foi meu quarto que encontrei. Eu estava deitada sobre a cama ao lado da de Seoyoon, suando e respirando alto.

Foi tudo um sonho? 

Impossível! A sensação era tão real e presente em mim, que não tinha como cogitar que nada havia acontecido; que foi fruto da minha cabeça. Mesmo que nos últimos dias eu tivesse estado em uma onda de pensamentos confusos eu sabia o que tinha sentido. Minha pele ainda queimava na área onde Kaliel havia tocado com seus lábios e sua presença faltando em minha vida nunca doeu tanto como doía naquela hora. Como um filhotinho separado de seu dono, eu senti falta dele.

Varri aquele sentimento para longe, sem me deixar enganar tão facilmente.  Ainda não havia me esquecido que ele quase me matou e que possivelmente era a razão da minha sentença. Somando tudo ao fato dele brincar com meus sentimentos sem o menor resquício de receio, eu jurei a mim mesma que não iria descansar enquanto não colocasse meus olhos naquele anjo maldito.



Notas Finais


*Hananim e Shin, são palavras em coreano para Deus.

MINHA NOSSA SENHORA DA GOIABA MADURA! O que quê foi isso minha gente?? Kaliel chegou chegou chegando!


Artistas do Capítulo.


Eunwoo, Astro

https://pin.it/c5jud5hug3psti


Moonbin, Astro

https://pin.it/ezmyon3s5fghpz


Chanyeol, Exo

https://pin.it/6iddv7p2g4szag


Beijinhos na pontinha do seu nariz! Até o próximo capítulo!


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