História Aster ::: Fanfic Kpop ::: - Capítulo 6


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Categorias Anjos e Demônios, ASTRO, Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Black Pink, BtoB, EXO, G-Dragon, Girls' Generation, IU, Mamamoo, Monsta X, Neo Culture Technology (NCT), Red Velvet, Sensational Feeling 9 (SF9), Seventeen, SHINee, TWICE
Personagens Baekhyun, Boo Seungkwan, Chaeyoung, Changsub, Chanyeol, Chen, Chenle, D.O, Dahyun, D-Lite (Daesung), Doyoung, Eunkwang, Eunwoo, G-Dragon, Haechan, Hansol, Hansol "Vernon" Chwe, Hong Jisoo "Joshua", Hwasa, Hyoyeon, Hyung Won, Hyunsik, Ilhoon, I'M, Irene, Jaehyun, Jaemin, Jang Doyoon, Jennie, Jeno, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jeon Wonwoo, Jessica, Jihyo, Jinjin, Jinki Lee (Onew), Jisoo, Jisung, Johnny, Jonghyun Kim, Joo Heon, Joy, Jung Hoseok (J-Hope), Junghan "Jeonghan", Jungwoo, Jungyeon, Kai, Ki Hyun, KiBum "Key" Kim, Kim Mingyu, Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Kris Wu, Kun, Lay, Lee Chan "Dino", Lee Ji-eun "IU", Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Lisa, Lu Han, Lucas, Mark, Min Hyuk, Min Yoongi (Suga), Mina, Minho Choi, Minhyuk, MJ, Momo, Moonbin, Moonbyul, Nayeon, Park Jimin (Jimin), Peniel, Personagens Originais, RenJun, Rocky, Rosé, Sana, Sanha, Sehun, Seohyun, Seulgi, Seungcheol "S.Coups", Seungri, Shin Dongjin, Show Nu, Solar, Soonyoung "Hoshi", Sooyoung, Suho, Sungjae, Sunny, T.O.P, Taeil, Taemin Lee, Taeyang, Taeyeon, Taeyong, Tao, Ten, Tiffany, Tzuyu, Wen Junhui "JUN", Wendy, Wheein, Winwin, Won Ho, Xiumin, Xu Ming Hao "THE8", Yao MingMing, Yeri, Yoona, Yuri, Yuta
Tags Anjos, Assassinato, Astro, Aventura, Big Bang, Blackpink, Bts, Ceifadores, Demonios, Depressão, Eunwoo, Exo, Fanfic, Girl's Generation Got7, Hentai, Jimin, Jonghyun, Kpop, Magia, Mamamoo, Monstax, Multifandom, Nct, Red Velvet, Romance, Seventeen, Sf9, Shoujoai, Shounen, Shounenai, Snsd, Suícidio, Taemin, Taeyong, Trauma, Twice, Yaoi, Yuki
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Palavras 4.330
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Shounen, Sobrenatural, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!Voltei como prometido!!
Obrigada pelo 34 favoritos!
Tem noção disso? Nem cabe no meu quarto 10 pessoas, imagina 34? kkk
Esse capítulo ‘tá que ‘tá! Borá ler que é de graça kkk Vejo você nas Notas Finais

✿*:・゚BOA LEITURA!゚・:*✿

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Capítulo 6 - IV. O significado da Dor


Fanfic / Fanfiction Aster ::: Fanfic Kpop ::: - Capítulo 6 - IV. O significado da Dor

 

Anteriormente em Aster…

Eu podia somar cerca de cinco situações estranhas que me ocorreram em menos de quarenta e oito horas;  um recorde. E podemos adicionar mais uma nesse exato instante, porque, contra qualquer resquício de razoabilidade, eu estava ansiosa para o “mais tarde” virtual com Chanyeol.

 

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Nada de flores. Eu confesso que fiquei um pouco decepcionada com o tal fã, até aquele dia ele nunca tinha falhado. Mas apesar de não contar com suas palavras de incentivo, eu e as meninas havíamos ficado novamente em primeiro lugar nos Charts. Obrigada.

Era aniversário de Seoyeon, logo, eu e as meninas tínhamos planejado uma surpresa para ela. Nada muito espalhafatoso, apenas um bolo com velas que compramos as escondidas. Ele estava no nosso camarim, tudo o que eu tinha que fazer era ir buscá-lo e o aniversário de minha amiga não passaria em branco.

Depois da transmissão,  começamos a nos dirigir para outros compromissos. Eu por minha vez, tinha uma sessão de fotos e, logo em seguida, eu deveria  me encontrar com alguns dançarinos e ensaiar para o festival.

Cessei meus passos com a desculpa de ter esquecido meu carregador de celular no camarim.

— Eu pego para você Domi — Hana disse, sem saber nosso real motivo. Ela não era boa em guardar segredos.

— Não precisa, já estou a caminho. — respondi colocando um pé à frente e indo em direção à sala que estávamos.

Adentrei o lugar que estaria totalmente vazio não fosse um grande vaso de margaridas e lírios brancos cintilando no canto da sala. Caminhei até o mesmo, sentindo um turbilhão de sentimentos que eu não podia organizar e daquela forma eles se chocavam um contra o outro fazendo minha cabeça pulsar. Talvez fosse a constatação de algo que eu não queria realmente ter que admitir.

Era uma brincadeira de Hana, certeza. Ela adorava fazer aqueles tipos de pegadinhas comigo.  Um pensamento válido se você ignorar que a mesma se ofereceu para vir em meu lugar, pensamento esse que foi interrompido ao eu ouvir o som da porta sendo aberta atrás de mim. Virei-me e fiquei diante de um Yugyeom todo sorridente. Sua visão fez meus dedos formigarem e minha cabeça latejar ainda mais.

— Eu… — Iniciei a frase, mas fui incapaz de formulá-la.

Ele começou a se aproximar — mais do que deveria — com uma expressão que imprimia curiosidade, ao passo em que eu me afastava tentando manter distância. Seu olhar perfurava a mim sem o menor receio, mas ao mesmo tempo mostrava-se cauteloso, como se estivesse testando algo ou uma teoria.

Assim que nossos rostos ficaram próximos o suficiente para que eu sentisse sua respiração ricochetear contra meu rosto e minhas costas acometerem-se com a mesa em frente ao espelho atrás de mim, Yugyeom se afastou com um sorriso; mas, aquele não era doce como antes, e sim, sombrio e maquiavélico.

— Parece que funciona, você realmente não pode me sentir. Lóryus ficará muito feliz. — Ao ouvi-lo pronunciar tal nome meu corpo se enrijeceu, mas era com a adaga que de repente se despontou em sua mão direita que minha preocupação alcançou  o ápice.

Um Haek. Ótimo!

Eu estava sem qualquer  coisa que pudesse usar para me defender a não ser minha boca e essa eu podia usar muito bem para gritar. Se eu não fosse um anjo, claro. Você ainda se lembra das formas Tersus que serviam para se livrar de um Haek? Eu havia dito para guardar bem essa informação. Ok,  eu não tinha a Tactus Signum, o que sobrava? Isso mesmo, Basium!

Antes que ele conseguisse concluir seu objetivo, eu o agarrei pela gola da camisa branca de botões que ele usava e selei nossos lábios. No mesmo instante senti o corpo alheio sobre o domínio de minhas mãos vacilar, anunciando que todo mal ali dentro estava sendo expulso e quando uma alma toca a jurisdição de um ceifador, vocês sabem o que acontece:

— Vocavit! — Escutei Damian, mas não ousei abrir meus olhos para encará-lo; estava constrangida com a situação. — Falamos disso quando eu voltar — ele avisou e, logo em seguida, desapareceu de cena.

Abri meus olhos e me deparei com um Yugyeom que transitava de confuso para rapidamente surpreso.

Separei nossas bocas já que não fazia sentido elas estarem unidas ainda.

— Eu…  — Fiquei surpresa quando minhas palavras voltaram a ser cortadas por Yugyeom que voltou a nos selar.

Ele entreabriu os lábios iniciando um beijo lento e eu inconscientemente fechei os olhos de novo, mas senti meu corpo paralisar de uma forma ainda mais assustadora. Meus pensamentos eram como uma máquina centrífuga, girando sem parar em uma velocidade assustadora. Hana tinha razão, droga! Yugyeom gostava de mim. Mas por quê? Eu nunca fui sequer sua amiga, aquilo não fazia sentido. Primeiro Chanyeol, agora ele? Talvez eu fosse sonâmbula, algo que explicava o interesse de Lóryus em mim. Quem sabe em uma de minhas peripécias noturnas eu realmente fiz algo que acarretou toda aquela perseguição?

Eu considerava aquilo arduamente, até minha linha de raciocínio falhar miseravelmente quando Yugyeom levantou meu corpo sentando-me sobre a mesa atrás de mim; ficando entre minhas pernas. Seu beijo e gestos pareciam afoitos, ganhando intensidade. Ele segurava minha cintura com certa urgência e puxava a mim para mais perto de si.

E eu? Eu gostaria de saber porque eu estava retribuindo. Yugyeom estava me dominando e eu deixando! O que havia comigo? Ok, ok, vamos aos fatos: ele era muito lindo e eu já havia dito que alguns humanos podiam superar até os anjos. Acredite quando digo que Yugyeom era um desses humanos, principalmente quando me beijava daquela maneira.

Minhas mãos foram até seus ombros, prontas para afastá-lo, mas de novo eu fracassei em contê-lo uma vez que o rapaz desceu seus beijos até meu pescoço, mordendo suavemente o local. Droga! Ele me apertou ainda mais contra si e nossa! A sensação era tão inebriante que no ápice da minha insanidade e entre suspiros entrecortados, eu não quis mais para-lo. Minha mente ficou enevoada e aquela névoa me impedia de  ver o sentido lógico das coisas a partir daquele ponto.

— Luxúria, um dos sete pecados capitais. — Empurrei Yugyeom, finalmente, com a fala sarcástica do ceifador. — Agora já sabe o porquê foi expulsa do céu. — Damian sorria. Ele se encontrava sentado no sofá que havia no canto sala, com os braços cruzados. Provavelmente assistiu a cena toda sem dizer nada. Santa vergonha alheia por mim mesma!

— A… Aster? — Meus olhos voltaram a encarar o rapaz a minha frente.  Os lábios dele tinham um tom avermelhado pelo contato intenso de nossos lábios e descendo mais o olhar, percebo dois dos botões de sua camisa abertos, mostrando sua pele alva consideravelmente. Eu fiz aquilo? Céus, onde estava minha cabeça?

Eu ainda estava sentada na mesa entre suas pernas e com a liberdade que sem querer eu mesma o dei, Yugyeom acariciava minha cintura e sorria genuinamente. Santa merda!

— Hum...  — E pela terceira vez eu não consegui dizer nada. Estava tão transtornada que as palavras simplesmente não saíam.

— Eu devo estar sonhando — Yugyeom disse ainda acariciando minha cintura moldada na calça jeans de cintura alta.

— O… O quê? — Minha voz tremeu e eu praguejei a mim por aquilo.

— No começo, as flores eram para serem sutis, mas de uns tempos pra cá eu simplesmente queria que você me notasse — confessou.

Desci da mesa enroscando os dedos entre os meus cabelos em clara perturbação e angústia.

— Yugyeom-Sshi, você entendeu tudo errado. — Olhei para ele naquele momento e seu rosto carregava uma expressão franzida, mas não para mim; ele olhava em volta.

— Como foi que eu vim parar aqui mesmo? — E era ali que as coisas ficavam complicadas. Com aquilo, eram dois problemas. Ele voltou a sorrir e a se aproximar, o que me fez ter certeza que um terceiro problema havia surgido. Um problemão. — Não importa — continuou ele —, agora está tudo mais do que certo — disse, simultaneamente voltando a me beijar.

Seus lábios eram tão macios e quentes… Nossa, eu realmente era uma pervertida!

— Eu ainda estou aqui. Quer carona para o inferno? — Damian se pronunciou novamente, em um nível alto de sarcasmo. O sarcasmo dele chegava a levitar no ar.

Afastei Yugyeom uma segunda vez, mas daquela vez eu estalei meus dedos antes que ele voltasse a falar ou fazer qualquer outro coisa com sua boca. Seu olhar congelou no mesmo instante, dando finalmente brecha para eu  poder respirar e sentir a pressão diminuir em meus pulmões. Fala sério! Eu não respirei todo aquele tempo!

Encarei  o ceifador vestido socialmente — apesar de seu trabalho não  ser tão glamoroso —, deitado no sofá cinza de camurça com os braços sob a cabeça confortavelmente e de olhos fechados, mas com o habitual sorriso no canto dos lábios.

— Ufa! Achei que ele não iria parar de falar nunca! — disse sem abrir os olhos.

— Você… Ah, esqueça. — Voltei meu olhar para o garoto petrificado e suspirei. Eu estava fazendo muito aquilo ultimamente.

— Vai apagar a memória dele? — perguntou Damian.

— Óbvio.

— Usa e joga fora? Hum... Vou anotar seu nome no meu caderninho. — Damian literalmente anotou meu nome em um caderninho que tirou do bolso ao dizer. Ele levava a sério suas provocações.

— Me poupe! — Revirei os olhos estapeando o ar.

Yugyeom estava com um olhar tão fofo e esperançoso. Poxa, ele realmente gostava de mim — mesmo sendo um sentimento sem fundamento algum. Partia-me o coração ter que fazê-lo esquecer, mas eu não podia alimentar qualquer que seja sentimento seu se eu não iria retribuí-lo. Eu podia ser tudo, menos cruel. Queria que ele simplesmente não sentisse o que sentia.

— Sabe que não pode dizer para ele não gostar de você, não sabe? — alertou o elemento em cima do sofá. Nossa! Não me diga!

Eu podia apagar a memória de Yugyeom e inserir uma nova, mas sem interferir no livre arbítrio quando fazia isso. Eu conseguiria fazer ele me esquecer, mas o sentimento ainda existiria e cedo ou tarde a memória retornava com força total. Deus nunca facilitou o sofrimento de ninguém.

Lamentei por mim mesma em sopros violentos,  ignorando Damian. Voltei a fitar Yugyeom e disse:

— Isso nunca aconteceu, nós nunca nos beijamos… E eu nunca te disse nada sobre lírios e margaridas — Observei ele concordar lentamente com a cabeça. — Agora saia. — Sem tardar, ele girou em seus calcanhares em direção a porta e saiu.

— Olha, foi comovente! — Damian  levantou batendo palmas teatrais, enquanto eu apenas reagia como sempre: revirando os olhos.

— Terminou a sessão de piadas? — Cruzei os braços, batendo um de meus pés no chão, impacientemente.

— Tenho milhares, tem tempo? — Ele sentou-se novamente, com o velho e famigerado sorriso de deboche. Idiota! Eu devia estar pagando todos meus pecados por ter que aguentar aquele projeto de demônio.

Decidi que era inútil continuar aquela discussão e parti para um assunto mais relevante:

— O Haek disse alguma coisa?

— Está sendo interrogado agora mesmo. Benjamin tem…  — Damian pegou seu velho relógio de bolso banhado em ouro para uma rápida espiada. — Exatos três minutos e... Contando…

— Damian, aquele Haek está com Lóryus. Disso não tenha dúvidas, mas… — Comecei a me recordar de sua entrada sombria, seu olhar sobre mim e senti calafrios.

— Mas…? — O ceifador esperava a resposta. Paciência não era uma de nossas virtudes, ao menos naquele ponto combinávamos.

— Quando ele entrou não pude o sentir e, pelo o que percebi, não foi por desleixo meu; ele sabia que eu não o sentiria — expliquei sentindo o peso de minhas palavras.

Observei Damian ficar pensativo e levantar-se de repente.

— Isso está ficando perigoso. Eu vou encontrar Benjamin e você, você se mantém quieta e atenta. — Apontou com o dedo indicador em direção ao meu rosto autoritariamente e, em seguida, desapareceu feito fumaça no ar.

A porta da sala voltou a abrir no minuto seguinte em que eu peguei o bolo de aniversário da geladeira que havia ali, mas foi uma cabeleira rosa que adentrou o lugar.

— Garota, no tempo que você está aqui eu já teria ido e voltado três vezes ou mais! — disse com uma careta um tanto engraçada. — Ah, o bolo da Seoyeon! — disse encarando a caixa em minhas mãos. — Por que não disseram? Vamos! Com essa demora ela vai fazer três aniversários e você vai continuar aí!

Me limitei a sorrir e segui-la conforme a mesma me arrastava para fora da sala. Eu tentei controlar minha mente, mas ela divagava em tantos problemas que por um momento senti tudo entrar em pane e por fora era como se eu estivesse em estado de inércia. Dessa forma, aquela garota que seguia Hana, estava longe de ser eu.

Após a pequena surpresa para Seoyeon, eu estava me dirigindo para meu próximo compromisso. Durante o caminho até o prédio onde eu iria ensaiar, eu me ative a observar a visão que era Seoul em uma manhã de sábado, tudo para não pensar no que havia ocorrido horas antes. E eu poderia continuar horas daquela maneira; alheia ao mundo, se eu não fosse arrancada de meus devaneios pelo apitar de meu celular indicando uma mensagem.

"EXO Chanyeol: Nós devíamos sair um dia. ^^” , dizia a mensagem.

Dei uma risada interna. Claro que aquela era a intenção inicial dele quando pediu meu número, mas eu não senti ofendida e eu definitivamente tinha um fraco por pessoas bonitas. Acontece com as melhores pessoas… E anjos.

Mas como eu iria me encontrar com ele? A regra era “Não faça nada fora da sua rotina, não chame atenção”. Um encontro com um rapaz não chama atenção, certo? O problema era que não se tratava de qualquer rapaz, era Park Chanyeol. Basicamente toda a Coreia tinha os olhos sobre ele e, eventualmente, sobre mim.

“Aster: Vou pensar no seu caso >.<”, respondi. E a resposta veio logo em seguida:

“EXO Chanyeol: Sua má T^T ”, era o que dizia.

Balancei a cabeça negativamente a sorrir, bloqueei a tela do celular e desci da van quando finalmente havíamos chegado a meu destino. Atravessei o saguão do prédio da emissora que irá transmitir o festival. O lugar era iluminado por luzes indianas e lustres, com tons rosa pastel e bege pintando as paredes. Me dirigi ao elevador a fim de chegar até o segundo andar.

As horas pareciam estar se arrastando dentro daquela caixa de metal de uma forma tão horrorosa e lenta, que eu não podia simplesmente me manter parada. Meus pés tremiam a bater nervosamente sobre o solo, mas aquilo não aliviava a tensão. Cara, eu só queria que aquele dia acabasse logo.

Acabou que eu cheguei cedo, para meu desespero. O tédio era tão intenso, que chegava a ser palpável. Talvez minha irritação fosse dada a ansiedade e nervosismo pelos acontecimentos, ou talvez eu só devesse explodir. Não tinha como saber.

— Olá! — Escutei da entrada e imediatamente me deparei com um Park Jimin de sorriso tímido e sem graça.  

Eu sabia que seria com ele que eu iria ensaiar — com ele e com outro rapaz —, mas tenho que admitir que não acreditei que ele iria conseguir ir. Afinal, o membro mais velho de seu grupo iria ingressar aquele ano no exército e, simultaneamente, o grupo em si entraria em hiatos. Jimin estava se preparando para promover músicas solo dada a situação — o nome BTS e seus membros tinha que se manter ativo independente do hiatos, certo? —, seria natural ele não ter tempo para estar ali.  

— Olá, Sunbae-Nim! — respondi cordialmente.

Uma segunda pessoa adentrou o lugar: o outro rapaz. Ele, que tinha os cabelos tingidos de loiro acinzentado, assim como Jimin sorriu timidamente quando me viu.

— Olá, Aster-Sshi! — disse saudoso.

— Olá, Taemin Sunbae-Nim — repliquei com uma reverência consideravelmente respeitosa.

Lee Taemin, ou apenas Taemin como era conhecido,  era um membro ativo do grupo SHINee. Ele era da mesma empresa que Chanyeol, mas diferente do mesmo, Taemin havia estreado fazia doze anos. Seus solos eram uma inspiração e por muitas vezes o famigerado dançarino ganhou prêmios por sua excelência durante o desempenho no palco. Um baita de um currículo! Taemin dançava como um… Como um anjo! E sua aparência não deixava a desejar também. Assim como Jimin, Taemin tinha os olhos sorridentes e os lábios fartos, mas de uma forma diferente, pois, Taemin era mais refrescante e jovial, ao mesmo que elegante; Jimin tinha uma aparência mais doce e infantil, quase um menino — um lindo menino!

Demos início ao ensaio e na metade dele, Taemin precisou se retirar para um compromisso. E acabei por me sentir um pouco chateada, havia gostado de desfrutar de sua companhia, mesmo que pouca.

No fim daquela situação, eu me encontrei sozinha com Park Jimin e ao contrário de qualquer fantasia que alguém poderia ter, o clima estava estranho e constrangedor. Com Taemin ali, não tínhamos percebido o quanto não éramos próximos. Bem, digamos que para Jimin era pior, se considerar que eu era do tipo que encarava.

— E um, e dois, e três…

— Uau! Você sabe deixar alguém sem graça — disse o rapaz rindo e se encolhendo no chão.

— Me desculpa, Sunbae-Nim. Não foi a intenção — Eu sorria deliberadamente, tentando conter a risada que insistia em nascer no canto de meus lábios.

— Se vai me encarar assim, com tanta intimidade, pode parar com os honoríficos. Me chame apenas de Jimin. — Ele se levantou e colocou as mãos na cintura com um sorriso amigável.

— Sei não, Oppa parece melhor. — Eu estava o provocando, porque eu gostava da forma como ele reagia todo vermelho.

— Ya! — Ele me deu um tapa de leve no ombro, enquanto escondia os lábios com a mão livre — Pare de me deixar sem graça!

Com o gesto, ele deixou cair no chão uma pulseira de prata que usava em seu pulso direito.

— Eu pego — anunciei já me abaixando para alcançar o objeto.

Ao tocá-lo, um flash de luz atravessou meus olhos, mas não era real; aconteceu apenas na minha mente. Eu soltei a pulseira no mesmo instante e tudo se acalmou. Ao tocá-la novamente, comecei a visualizar um corredor alvo e estreito. Soltei uma segunda vez o objeto e novamente tudo voltou ao normal com o ato. Seria possível que aquela pulseira estava causando aquilo? Eu estava tendo visões com Kaliel.

Tentei tocar a pulseira de novo, mas uma dor lancinante me impediu de continuar. Essa dor estava em minha cabeça, como se um rugido muito agudo em uma frequência perigosa ecoasse em minha mente. Eu gritei, na mesma hora colocando as mãos sobre a cabeça. Doía tanto.

— Aster! — Jimin gritou ao meu socorro.

— Pare, por favor! Ah! — pedi chorando em um tom assustador que nem mesmo eu podia reconhecer ser meu.

— Isso é sangue! — Ele tocou meu nariz que cintilava em vermelho vivo a partir dali.

— Isso dói! Não… — Comecei a sentir que iria desmaiar — Não faça isso… Kaliel!

O celular de Jimin tocou e ele atendeu ainda tentando me manter acordada. Eu continuava encolhida gritando, minha visão começando a escurecer. Eu sentia que podia apagar a qualquer instante, mas a parte ruim era que Kaliel não está me colocando para dormir daquela vez. Ele estava realmente me desligando e se eu fechasse os olhos, tinha absoluta certeza que não voltaria a abri-los.

— Alô, Jungkook? Onde está? Preciso da sua ajuda, agora! O quê? Não! Você não está me ouvindo, vem agora! — Escutei Jimin, mas já não podia mais vê-lo. — Consegue levantar? Por favor, não chore — pediu quase em desespero. Ele realmente estava chorando por mim?

— Eu… Ah! Não posso ver! CHEGA! — Meu corpo queria convulsionar, mas eu me agarrava à força mais oculta que existia em mim que lutava para me manter “ligada”.

Senti alguém erguer meu corpo e a dor parar. Simplesmente a dor parou. Não só isso, eu tive uma sensação estranha, mas muito familiar. Era tão boa que as lágrimas rolavam de felicidade genuína. Eu cheguei a concluir que Jimin estava me carregando, a fim de me ajudar, mas não estava muito segura dessa constatação. Mas era tarde, eu sabia, sentia. Eu estava indo embora, sendo devorada pela escuridão onde Kaliel estava  me colocando.

Pensei em Damian, nas minhas amigas, em todos. Eu tinha medo de não vê-los, desejava até mesmo discutir com Damian naquele exato momento. Queria tudo, menos ir embora, mas Kaliel estava me expulsando. Não tive muita opção, senão partir.

— Sinto muito… — sussurrei me apertando ao redor do corpo que me carregava, esse que parou e se enrijeceu com meu toque.

— Não… — A voz se perdeu em minha cabeça e eu passei a cair do derradeiro vácuo da existência.

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Eu acordei no vazio.

Sem luz. Só escuridão.

Sozinha. Completamente.

Abri minhas asas tentando voar até o topo, mas ele não existia e de alguma forma eu terminei no mesmo lugar. Voltei a chorar gritando por socorro, mas tudo o que consegui foi o som da minha voz voltando em forma de eco. Por fim, abracei meus próprios joelhos e ali continuei a chorar.

— Aster… Você é um anjo! — disse alguém de repente.

Levantei o olhar e Park Jimin me encarava boquiaberto.

— O que está fazendo aqui? — perguntei com a voz embargada, fungando no processo.

Afinal, que tipo de alucinação era aquela?

— Vim te tirar daqui. — Sorriu se aproximando e me fazendo encolher ainda mais.

— On… Onde é aqui exatamente?

— Você está presa em sua própria mente — explicava se abaixando na altura de meus olhos. — E eu sou apenas um fruto dela, mas não sei o motivo de ter me escolhido para esse papel.

— Você é Kaliel? — Soprei de supetão. A esperança era tanta que transbordava em minha voz.

— Kaliel? — Arqueou a sobrancelha. — Não sei quem é, mas acho que não sou eu. — Jimin olhou em volta. — Por que aqui é tão triste e vazio?

— Essa sou eu.  — Dei de ombros e desviei o olhar.

— Não acredito. Você é mais alegre que isso, tipo…

— Margaridas e lírios? — completei.

— Sim… — Balançava a cabeça concordando, com um sorriso fraco.

Suspirei ao olhar ao redor.

— Digamos que falta um pedaço. — Me apertei em meus braços, sentindo as lágrimas queimarem. Ficar naquele lugar me deixava triste.

— Esse pedaço é o tal do Kaliel que você falou?

Nunca havia pensado daquela maneira. Para mim Kaliel sempre foi alguém para eu encontrar, ponto. Quando pensava nele, sentia uma coisa que eu não sabia explicar… ou melhor, faltavam palavras para explicar. Aquele anjo era realmente um branco na minha vida e eu gostaria de saber se um dia ele já a coloriu. Eu gostava dele? Éramos amigos? Irmãos?

— Eu não me lembro, só sei que preciso… dele. — Eu estava para dizer “Preciso encontrar ele”, mas de alguma forma a frase ficou daquela maneira.

Preciso dele. Preciso.

— Certo. Vem, vou te levar para casa. Não vai conseguir encontrar seu Kaliel estando presa aqui. — Jimin se levantou e me estendeu a mão.

“Seu Kaliel”, essas palavras me deixaram tonta e uma lágrima teimosa escapou do canto de meus olhos, mas era mais uma de muitas, então não fazia sentido a segurar ali comigo. Apenas deixei que rolasse.

Encarei Jimin com mil coisas passando pela minha cabeça, mas uma delas gritava em letras neon:

— Eu acho que eu o amei… Acho que continuo amando…

Jimin agarrou minha mão e segundos depois eu acordei respirando alto. Primeiro a luz incomodou os olhos, depois notei que estava deitada sobre o chão da sala de treinamento. Eu podia jurar que havia sido carregada dali, mas estava no mesmo lugar. Foi outra alucinação?

Park segurava minha mão enquanto me encarava a procura de respostas. Havia um rapaz consideravelmente mais alto atrás dele, esse que dispunha de roupas pretas e cabelo cor de caramelo; grandes olhos e lábios finos. Ele me encarava também, por cima dos ombros de Jimin, com a mesma preocupação.

— Tudo bem? — Jimin perguntou com um olhar minucioso.

Acenei com a cabeça positivamente em resposta.

— Espero mesmo! — Damian apareceu atrás do rapaz de preto que sequer se mexeu, como se o ceifador nem estivesse ali, assim como Jimin que não se virou para encará-lo. — Apague a memória deles e vamos sair daqui, tipo agora! — Piscou em minha direção.

Não precisou ser dito duas vezes, eu queria sair daquela situação o tanto quanto antes. Estalei meus dedos e assim como Yugyeom mais cedo, ambos os meninos congelaram seu olhar ao ouvir.

— Esqueçam tudo o que aconteceu aqui. Eu nunca desmaiei. Terminamos de ensaiar e fomos cada um para um lado. — Observei Jimin concordar com a cabeça e logo em seguida seu amigo gótico também fez o mesmo.

Me levantei com dificuldade, mas Damian me ajudou no processo. Ele me levou até a saída, deixando os dois garotos confusos para trás, e do lado de fora Samuel me esperava em um carro preto que eu não sabia dizer qual era o modelo. Adentrei o veículo e praticamente me joguei no banco do passageiro ao lado do motorista, quase me desmanchando.

— Samuel vai cuidar de você agora. Eu tenho assuntos para tratar, mas logo que eu voltar, você vai me explicar exatamente o que aconteceu. — Segundos depois de dizer, Damian desapareceu. Por que, de repente, ele havia passado a fazer muito aquilo?

— Aster, o quê houve? — perguntou Samuel, enquanto dava partida no carro.

— Como assim?  — Arqueei o olhar.

— Lexia não podia mais te sentir. Foi como se você não existisse mais — explicava. — Achamos que Lóryus tinha… Matado você — completou hesitante.

Lexia era um anjo rastreador. Na posse de algo que lhe pertence, ela podia te sentir e assim te achar em qualquer lugar do mundo. Por isso eu a chamava de “Cão de caça” às vezes. Claro que ela não gostava e a reação sempre era agressiva.

— Não se preocupe, estou bem. Depois eu explico, se eu conseguir entender também… Por hora, me deixe dormir um pouco — digo já fechando os olhos, exausta como nunca.

Samuel não disse mais nada e eu o agradeci internamente por isso.

Eu finalmente dormi — em uma posição nada natural, devo ressaltar — e de uma forma estranha de se dizer, meus pensamento voaram até Kaliel e eu acabei por sonhando com aquela sensação boa que tive antes de desmaiar. Era tão familiar...

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Notas Finais


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Artistas deste capítulo:
Jimin, BTS:
https://www.pinterest.pt/btsloversway/bts-jimin/

Jungkook, BTS:
https://br.pinterest.com/pin/593278950884228506/

Taemin, SHINee:
https://www.pinterest.pt/pin/827747606485326195/

Yugyeon, GOT7
https://www.pinterest.com/anacarragel/yugyeom-got7/

Chanyeol, EXO:
https://www.pinterest.pt/pin/771804454863478276/

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O quê foi esse capítulo minha gente? Eu estou mais perdida que cego em tiroteio!
São tantas perguntas! E você, como se sente? Não seja tímido kkk

Vou deixar uma sugestão de música aqui. Eu estou viciada nela e no artista.
Lost Boy by Troye Sivan
https://www.youtube.com/watch?v=yvJDjtLIfN0

Essa música me faz pensar no Kaliel. E no relacionamento que ele e a Aster têm. Talvez você ai goste e talvez comece sentir e talvez entender um pouco esses dois.
“I’m just a lost boy, not ready to be found”
“Eu sou apenas um garoto perdido, que não está pronto para ser encontrado”

Beijinho na pontinha do nariz e até o próximo capítulo!


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