História Astronaut - Thorki - Capítulo 23


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Categorias Thor
Personagens Loki, Thor
Tags Loki, Thor, Thorki
Visualizações 574
Palavras 1.679
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 23 - Em casa. E a salvo!


O “deus do trovão” exigiu toda a entrega incondicional que moldava as íris esverdeadas. E, ao corresponder ao beijo, o “deus-mago” deixou evidente que entregaria qualquer coisa que o mais velho lhe pedisse.

– - - - - -

Quando Thor afastou o rosto e encerrou o beijo, ambos se entreolharam. Havia um misto de surpresa e satisfação na troca de olhares. Mas as explicações teriam que ficar para depois, mesmo que o loiro desejasse tomar os lábios avermelhados do moreno novamente, que parecia extremamente sensual ofegando e com o rosto corado.

A prioridade era tirá-lo o quanto antes dali e evitar que alguém ou algum professor visse que estavam fora de sala a uma hora daquelas. Com esse objetivo, Thor deu meia volta.

– Espera... – Loki sussurrou e apontou para a mochila no chão. Não podia deixar suas coisas ali. O mais velho entendeu o que ele queria e obedeceu rapidamente, abaixando-se com cuidado para pegar a mochila em uma das mãos.

Exatamente como previsto, Thor conseguiu dar a volta pela parte desativada dos laboratórios e escapar pela saída de incêndio. Nem se preocupou com o próprio material. Algum dos amigos guardaria para ele.

Outro fator de sorte foi não ter gasto seu dinheiro do lanche, pois, ao contrário da maioria, o loiro não achava a comida da escola tão ruim assim. Agora tinha algum trocado e poderia chamar um táxi, porque, com o tornozelo machucado de Loki, não poderiam ir a pé ou ficar esperando o próximo ônibus.

Graças ao horário pós almoço, não foi difícil parar um veículo sem passageiro. O motorista ficou preocupado e sugeriu levá-los a um hospital, oferta recusada por Thor. O loiro preferia cuidar de seu “irmãozinho” pessoalmente. Evidentemente, se fosse algo grave, teria que procurar ajuda de algum adulto.

Chegaram a casa de Loki e o garoto desceu do carro preparando-se para mancar até a residência; no entanto foi impedido. Outra vez, Thor o pegou nos braços e a única reação do caçula foi engolir em seco e sentir o coração disparar pensando se ganharia outro beijo.

Mas o beijo não veio.

– As chaves – Thor pediu. Loki vasculhou um dos bolsos externos da mochila e pegou o que fora pedido. Também descobriu seu celular. O aparelhinho estava desligado.

Colocando em prática o que parecia ser o lema do grupo de nerds, Thor “se espalhou e conquistou”, pois não demonstrou o menor pudor em entrar na casa agindo como se não tivesse ido ali somente uma vez e sim conhecesse tudo muito bem.

– Fique aqui – ordenou colocando Loki sentado no sofá – Vou preparar o banho.

O moreninho acenou com a cabeça e observou enquanto Thor subia as escadas. Nem se preocupou em dar instruções. Ao invés disso respirou fundo, muito fundo, duas vezes, tentando acalmar as batidas do coração. As últimas sensações tinham varrido a fome, a vontade de ir ao banheiro e até as dores para longe de sua consciência, porém tudo isso começava a voltar bem devagar, assim como uma ameaça de dor de cabeça.

Para se distrair, ou tentar pelo menos, encolheu a perna e observou o ferimento. Estava feio, com o sangue secando, mas isso não era o pior... o pior era pensar em como tiraria aquela algema do seu tornozelo. As chaves deveriam estar com Sif.

Sif...

Se pudesse nunca mais olharia para aquela víbora perigosa outra vez.

Ela devia estar espumando de raiva. Afinal, seu plano parecia ter falhado. Thor estava ali, não estava? Estava cuidando dele e os dois tinham até trocado um beijo!

O pensamento acelerou o coração de Loki novamente. Ele tinha beijado Thor. Quer dizer: tinha sido beijado pelo Thor, o que era uma grande diferença. Já sabia há algum tempo que não era muito chegado em mulheres. Nunca se sentira atraído sexualmente por nenhuma.

Se bem que pensara ser assexuado. Já que também não sentira desejo ou se apaixonara por algum garoto.

Talvez isso explicasse tudo. Sua falta de experiência o fizera entender a situação da forma errada. Thor mexia consigo desde que podia se lembrar. Todos os sintomas... tudo indicava uma possível paixão?

Loki estava confuso.

Alcançou o celular outra vez e o ligou. O aparelho demorou alguns segundos e logo procurava uma rede acessível. Assim que o sinal foi localizado, ele começou a vibrar sem parar, anunciando não apenas a chegada de vários SMS, mas também das chamadas perdidas.

Havia mensagens de Natasha, Tarika e Clint, mas a grande maioria era de Thor. Assim como maior parte das chamadas.

O som de passos atraiu o olhar esverdeado em direção as escadas por onde o loiro vinha descendo. Loki ergueu o aparelho e sorriu meio incrédulo, meio convencido.

– Trinta e seis ligações e vinte e nove SMS...? Você se preocupou mesmo.

Meio sem jeito, Thor passou a mão pelo cabelo e riu alto.

– Um pouco. O banho está pronto – terminou de aproximar-se e tomou o moreno nos braços outra vez. Loki até pensou em relutar e dizer que podia ir sozinho. Calou-se por gostar do mimo e cuidado que Thor lhe dirigia.

Ao entrar no banheiro, Loki sentiu vontade de chorar de novo. Flashs do final de semana terrível vieram a sua mente sem que pudesse impedir. Lembrou da sensação ruim de sentir fome, sede, vontade de ir ao banheiro, dor. Solidão.

Estar em sua casa o fazia sentir-se bem novamente. Estar com Thor lhe dava uma segurança nunca sentida antes, porém que, a partir de agora, não gostaria de abrir mão e ficar sem.

Thor abaixou-se para colocar Loki sentado sobre a tampa abaixada do vaso sanitário. As mãos ágeis nem hesitaram em se dirigir para a ponta da blusa e começar a puxar para cima, na visível intenção de retirar a peça.

– O que está fazendo?! – o moreninho perguntou em um tom de voz surpreso e um tanto agudo.

– Vou ajudá-lo com o banho, claro.

A forma como Thor disse aquilo foi espontânea e desprovida de segundas intenções, fato que não impediu um calorão de subir pelo rosto de Loki. O mais jovem irritou-se por corar feito uma menininha, porém não era algo que pudesse controlar.

Acertou um tapinha ofendido, afastando as mãos de Thor de suas roupas.

– Eu faço isso sozinho! Obrigado... – dispensou com um bico mal humorado.

O loiro riu alto e levantou-se, acatando as exigências.

– Tudo bem, irmãozinho. Qualquer coisa, grite que eu venho te ajudar.

– Não se preocupe, me viro bem.

Thor riu mais um pouco.

– Temos que tirar isso do seu pé. Vou tentar pensar em alguma coisa – e afagou os cabelos morenos antes de sair do banheiro e fechar a porta. Loki inclinou-se um pouco para frente e escutou alguns segundos, para ter certeza de que era... seguro.

Só então ergueu-se cuidadosamente e fez algo que desejava muito: esvaziar a bexiga. Suspirou longamente de puro alívio.

Depois, tomando coragem, removeu a calça. Foi impossível segurar o gemido de dor quando o tecido raspou na pele esfolada. Ficaria com cicatrizes por um bom tempo. Por fim tirou o resto da roupa e mancou até a banheira.

Não teve opção a não ser entrar com a algema na água. Novo suspiro escapou dos lábios finos, uma prova da satisfação de poder se acomodar na água de uma temperatura agradável e relaxante.

T&L

Após demorar um pouco mais do que planejava, Loki saiu do banho e se enrolou com um roupão. Mancou até o quarto e vestiu roupas limpas e confortáveis.

Só então resolveu procurar por Thor e descobrir o que o mais velho estivera fazendo. No fundo imaginava encontrá-lo cochilando no sofá ou coisa parecida. Ao chegar na escada foi bombardeado por um cheiro tão surpreendente que por pouco o moreninho não rolou os degraus de susto.

– Thor?! Você... está cozinhando?! – o choque era visível em sua voz. Nunca imaginaria que o loiro soubesse cozinhar.

Ao ouvir a voz, o interrogado apareceu na porta que dava acesso à cozinha.

– Não é nada demais. Espere aí – ordenou e seguiu rumo a Loki para pegá-lo nos braços – Se começar a frequentar as festas de Tarika é melhor se acostumar. Você nunca sabe quando vai ser sorteado para preparar o almoço.

– Macarronada...? – era fácil descobrir pelo cheiro.

– Prato oficial! E sua cozinha é muito organizada.

– Espero que ainda esteja...

Thor riu da indireta. Assim que entraram no cômodo, Loki descobriu que tudo estava nos devidos lugares, exceto por algumas louças na pia. A mesa estava arrumada para uma pessoa.

– Não vai comer? – Loki perguntou.

– Não. Não tenho fome – e acomodou o moreno à mesa. Depois aproveitou para servi-lo.

– Thor, coma um pouco. Vou ficar incomodado de comer com você olhando!

A afirmativa fez o mais velho rir. Acabou aceitando o convite e pegando um prato para si também. Sentou-se de frente para Loki.

O garoto enrolou um pouco de macarrão no garfo e levou até os lábios. Acabou fazendo uma careta.

– Está salgado.

– Eu sempre erro no sal.

Loki girou os olhos, mas nem por isso parou de comer. Primeiro, porque estava realmente faminto. Segundo, porque Thor tinha feito aquilo especialmente para ele. E esse carinho era o melhor tempero em todo o mundo.

Depois do almoço Thor reuniu as vasilhas sujas e as lavou rapidamente, apesar dos protestos de Loki sobre “não estar invalido” e sobre a empregada vir na quarta-feira para ajeitar tudo.

Então o mais velho encontrou um kit de primeiros socorros no banheiro e, sob acirrada vigilância de Loki, fez-lhe um curativo nos ferimentos do tornozelo. Apesar dos gemidos de dor, que mais pareciam manha, não estava tão grave a ponto de precisarem ir a um hospital.

– Vai ficar marcado por um tempo – Thor lamentou com pesar. Mais uma vez sentiu raiva contra Sif, pela garota se atrever a fazer mal a Loki. Mas abafou o sentimento vingativo. Seu “irmãozinho” precisava de toda sua atenção no momento – Temos que tirar essa algema agora.

– Obrigado – o moreninho sussurrou sem coragem de encarar o outro – Por tudo que está fazendo.

– É minha culpa. Sif achou que eu ficaria feliz com isso.

– Thor... – Loki voltou os olhos verdes para o mais velho, exigindo toda a atenção – Precisamos conversar.


Notas Finais


Ameaças de morte em 3... 2... 1... /foge

Agora as coisas vão acontecer mais rápido. Minha explicação? Nenhuma, culpem os hormônios adolescentes. Ou seja... LEMON no próximo. Texto por conta da marida Agnostic, rsrs, que caprichou na interação. Estou avisando antes por que eu sei que nem todo mundo que está lendo pode se sentir a vontade com cena de sexo explicito.

Aviso dado!

Boa semana!


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