História Astúcia e Bravura - Capítulo 2


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Severo Snape
Tags Harry Potter, Hinny, Sonserina
Visualizações 83
Palavras 1.773
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aqui Harry começa a ser moldado para uma jornada como Sonserino. Torna-se bem claro como as influências da nossa juventude influenciam nossas escolhas. Quando você segue admira pessoas diferentes, você se torna uma pessoa diferente.

Capítulo 2 - Honra e Sacrifício


Harry acordou cedo na manhã seguinte. Embora soubesse que já era dia, continuou com os olhos bem fechados.

Foi um sonho. Pensou desanimado. Sonhei que um mago chamado Severus Snape veio me dizer que eu estava indo para uma escola de magia. Quando abrir os olhos estarei na casa dos meus tios, no meu armário.

O som de algo macio caindo sobre a sua barriga o sobressaltou.

"Levante-se." Uma voz áspera ordenou. "Temos muito o que fazer hoje. Não há tempo para preguiça."

Harry abriu os olhos assustado e viu Severus Snape olhando para ele com semblante mau-humorado.

"Senhor?"

"Vista isso" Severus disse antes de se virar e ir para fora da cabana.

Harry pegou o tecido que estava dobrado sobre o seu estômago, parecia uma espécie de vestido e uma capa preta de algum tipo. Semelhante as roupas que o Professor Snape usava. Será que todos os bruxos vestiam isso? Sua carta dizia que o uniforme era composto por conjuntos de vestes negras e chapéu pontudo. Pensando que era mais prudente obedecer que discutir, Harry colocou as vestes negras por cima das roupas que usava. Estavam limpas e pareciam novas. Vestiam melhor que qualquer coisa que Harry já tivesse usado, pois eram do tamanho certo.

Harry olhou para o canto da sala onde seus tios estiveram na noite anterior, mas estava vazio. Harry engoliu seco. Onde seus parentes foram parar? Professor Snape garantiu que nada de mau aconteceria com os Dursley, mas estava bem claro que ele não gostava dos seus tios.

Harry não sabia ao certo o que pensar do bruxo que viera encontrá-lo. O homem era assustador às vezes, mas também era extremamente inteligente e fora amigo da sua mãe. Ele contara a Harry, na noite anterior, tudo o que precisava saber sobre a escola de Magia. Contou a história dos quatro fundadores e das quatro casas, falou sobre o castelo mágico escondido no interior da Escócia e descreveu alguns professores incluindo o poderoso diretor Albus Dumbledore enquanto entregava a Harry sua carta.

A carta que Harry tanto ansiava acabou por ser uma carta padrão de convite à escola. Incluía uma mensagem de boas vindas da vice-diretora Minerva McGonagall e uma lista de materiais e livros didáticos. Todos os alunos recebiam uma igual em seu primeiro ano, professor Snape garantiu. Isso era incrível e decepcionante ao mesmo tempo. Era incrível, porque era magia e decepcionante pois Harry esperava algo mais pessoal.

Depois, a pedido de Harry, o professor falou um pouco sobre seus pais. Ficou claro que o professor Snape e seu pai não se davam muito bem, mas ele sua mãe com certeza foram grandes amigos. Harry descobriu que sua tia Petúnia começou a odiar magia e bruxaria quando não foi aceita em Hogwarts como a sua mãe. Ela tinha ciúmes e começou a xingar Lily de aberração por pura inveja. Harry conseguia ver claramente sua tia fazendo uma coisa assim. Ele tinha certeza que Dudley também ficaria invejoso quando descobrir que Harry podia fazer magia e ele não.

O professor Snape retornou alguns minutos depois e deixou a porta aberta. O céu lá fora estava claro e ensolarado e não havia nenhum sinal da tempestade assustadora que atacara durante a noite.

"Nós vamos embora." Severus anunciou.

"Onde estão meus tios, professor?"

"Voltaram para casa, e estão perfeitamente bem e saudáveis se é isso que lhe preocupa. Quando você voltar para lá essa noite eles estarão esperando por você."

Ao ouvir isso Harry murchou um pouco.

"Eu vou ter que voltar?"

"Sim, infelizmente eu não posso interferir nisso, mas posso garantir que as coisas não serão como antes. Eu tive uma... conversa com os seus tios e entramos em um acordo. Se você for tratado com algo menos do que dignidade dentro daquela casa eu vou saber e vou tomar providências."

Harry não se sentiu muito confiante. Professor Snape percebeu.

"Não se preocupe. Eles entenderam a mensagem e estão bastante... dispostos a cumprirem com o acordo."

"Sim, senhor." Harry decidiu aceitar. Se alguém como professor Snape não pudesse ajustar o comportamento dos Dursley com ele, então ninguém poderia.

"Agora, nós vamos para Londres comprar o seu material escolar. Visitaremos um lugar chamado Caldeirão Furado para o Café da Manhã e depois iremos a Gringotts visitar o seu cofre providenciar o seu dinheiro. Alguma dúvida?"

Harry ficou imediatamente preocupado.

"Eu não tenho nenhum dinheiro, senhor."

"Não diga bobagens. Você é herdeiro de uma das maiores fortunas Grã-Bretanha mágica. Você pode ter muitos problemas garoto, mas falta de dinheiro nunca foi um deles."

"Mas meus tios sempre disseram..." Harry se calou. Ele podia acreditar em alguma coisa que seus tios já disseram a ele?

"Agradeça a Merlin por seus tios não terem nenhum conhecimento sobre o seu ouro. E se você for inteligente eles continuarão ignorantes desse fato."

"Sim senhor." Harry concordou então perguntou, "Isso significa que meus pais não eram dois bêbados irresponsáveis que se mataram em um acidente de carro?"

"É isso que eles lhe disseram?" Severus perguntou com a voz calma, mas com um olhar furioso.

"Sim. Eles disseram muitas coisas ruins sobre meus pais."

"Eu espero que você seja mais inteligente do que acreditar nesses absurdos."

"Eu não acredito!" Respondeu imediatamente. "Eu só queria saber a verdade, sabe? Sobre como eles morreram."

"Seus pais foram assassinados." Severus atirou a verdade à queima roupa.

Harry arregalou os olhos e congelou chocado.

"Eles foram... eles..."

"Quando seus pais morreram o nosso mundo estava em guerra. Um bruxo muito poderoso queria moldar nossa sociedade à sua maneira. Alguns o seguiram e outros se opuseram à ele. Muitos morreram lutando contra esse poderoso mago e seus pais foram uns deles."

"Esse bruxo. Era mau?"

"Bem e mal são conceitos muito vago. Bruxos supostamente bons podem fazer coisas ruins e o contrário também acontece. São as ações de um homem que o definem. No entanto, o mago que matou seus pais fez muitas coisas que são consideradas condenáveis. Seus seguidores o chamavam de Lord das Trevas."

Harry engoliu em seco.

"Ele ainda está vivo?"

"Não exatamente."

"O que quer dizer, Professor?"

"Ele desapareceu há muitos anos. Acredita-se que ele está fraco e escondido em algum lugar, mas ninguém pode garantir que está realmente morto."

"O senhor sabe o nome dele? Do bruxo que matou meus pais?"

"Sim."

"O senhor pode me dizer?"

"Não"

" Por que não?"

"O Lorde das Trevas considerava um grande desrespeito que bruxos mais fracos dissessem o seu nome, por isso ele lançou uma magia poderosa que deixava desprotegido e vulnerável qualquer um que pronunciasse seu nome em voz alta. Muitas pessoas morreram porque falaram o seu nome quando não deveriam. Era questão de minutos até que os seguidores do Lord das Trevas chegassem e destruísse todos os que desafiaram o seu mestre."

Harry sentiu um tremor percorrer o seu corpo.

"Se o senhor disser o nome, nós estaremos em perigo, mesmo agora que ele se foi?"

"Não." Snape respondeu contrariado. "É apenas um sinal de respeito."

"Por que nós devemos respeitá-lo, senhor? Se ele fez tantas coisas ruins…"

"O poder sempre deve ser respeitado, Potter." Seveus cuspiu. "Só um tolo desrespeita aqueles que são claramente mais poderosos que si mesmo. Mesmo quando você é um adversário igualmente capaz, o respeito não deve faltar. O respeito é um sinal de grandeza."

Harry assentiu em silencio. Estava aprendendo rapidamente que o professor Snape era um Mestre rigoroso que não tolerava tolices, mas de alguma forma isso só fazia Harry ainda mais ansioso para aprender.

"Eu entendi, senhor. Prometo não usar esse nome de forma imprudente. Mas diga o nome, por favor, Professor. Eu nunca mais perguntarei sobre isso."

"Por que é tão importante saber, Potter?" Snape perguntou.

"Eu quero me lembrar." Harry respondeu mortalmente sério.

Snape procurou algo nos olhos de Harry antes de dizer:

"Seu nome era Lord Voldemort."

"Voldemort." Harry repetiu em um sussurro. "Obrigado, Professor."

"Há outra coisa que você precisa saber e é melhor que saiba agora."

Harry assentiu e esperou.

"Depois que o Lord das Trevas matou os seus pais, ele tentou matar você. Ele usou uma maldição contra qual nenhum bruxo jamais sobreviveu. É chamada a maldição da morte."

"Mas se ninguém nunca sobreviveu, porque eu não morri, senhor?"

"Sua mãe protegeu você, ela usou uma magia antiga e poderosa que ninguém nunca pensou em usar. Essa magia envolve um sacrifício de uma pessoa para proteger outra e só funciona se aquele que foi sacrificado se oferecer de bom grado por amor àquele que deseja proteger. Ela se ofereceu à morte para proteger você."

"Ela se sacrificou?" Harry piscou contra as lágrimas quentes que ameaçavam se derramar. Ela morreu por causa dele?

"Quando o Lorde das Trevas lançou a Maldição da morte contra você, o sacrifício de Lily impediu que isso lhe fizesse mal. Você sobreviveu levando dessa experiência apenas uma cicatriz." Snape concluiu com um olhar incisivo para a cicatriz de Harry.

Harry ficou em silêncio lutando contra as lágrimas.

"Você imagina a razão que estou dizendo isso para você?"

"Não, senhor." Harry respondeu baixinho.

"Em primeiro lugar, para que você jamais se esqueça." Snape falou com seriedade. "Sua mãe, uma bruxa notável e amada por muitos que a conheceram, deu a própria vida para que você pudesse viver. Não desonre a sua memória tornando-se um fanfarrão medíocre como muitos que já frequentaram aquela escola. Eu espero que você esteja acima de qualquer expectativa no seu comportamento, dedicação aos estudos e capacidade mágica em Hogwarts. Seja o melhor bruxo que você pode ser. Faça justiça ao sacrifício dela."

"Sim, senhor"

"Em segundo lugar, há um bando de tolos iludidos lá fora que acreditam que você é uma espécie de herói. Um salvador divino que veio para livrar o mundo mágico do mal." A voz de Severus era debochada nesse momento.

Harry o olhou chocado. A própria ideia disso era ridícula e assustadora ao mesmo tempo.

"Eu vou ficar profundamente desapontado se você deixar essa porcaria lhe subir à cabeça. Você sabe a verdade e quem merece o verdadeiro crédito pela sua sobrevivência. Lily não fez isso para que você se tornasse um tolo iludido."

"Não, senhor. Eu não vou desapontar minha mãe." Depois pensou por um segundo. "E nem o senhor. Eu prometo que serei o melhor bruxo que eu puder ser."

"Não pense que será fácil. Magia exige esforço, dedicação incansável e uma mente afiada. Não há espaço para tolos e preguiçoso. Você vai conhecer muitos bruxos medíocres e idiotas nos próximos anos que tentarão inspirá-lo a seguir os seus passos, minha pergunta é: Quem você vai ser, Potter?"

"Eu vou ser o melhor professor, eu prometo."

"Eu não espero menos"



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