História Astúcia e Bravura - Capítulo 3


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Severo Snape
Tags Harry Potter, Hinny, Sonserina
Visualizações 127
Palavras 1.139
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - O Caldeirão Furado


O Caldeirão Furado era um Pub meio sujo e antiquado que parecia saído de um filme sobre a idade média. O vidro da frente era embaçado e gorduroso e a placa do estabelecimento era velha e enferrujada. Harry teria estranhado mais os detalhes se não estivesse naquele momento enjoado, tonto e tentando se impedir de vomitar todo o ácido do seu estômago na calçada. Professor Snape disse que aparatar seria desconfortável, mas aquilo não era apenas desconfortável, era como ser enfiado em um moedor de carne, ter todos os seus orgãos espremidos para logo depois voltar ao normal.

"Eu não vou aparatar nunca mais." Harry gemeu desgostoso.

"Não diga idiotices." Snape repreendeu. "Um bruxo não é um bruxo se não souber aparatar."

Harry foi arrastado para entrada do Pub pelo professor. Lá dentro era escuro e mal cuidado. Pessoas estranhas de todos os tipos que se reuniam em cantos escuros conversando e bebendo de cálices estranhos.

"Mantenha a cabeça baixa e não encare ninguém." Professor Snape alertou puxando o capuz da capa sobre a cabeça de Harry. O menino obedeceu sem questionar, preferia não interagir com nenhuma daquelas pessoas se pudesse evitar. Caminharam até o balcão principal onde o professor pediu. "Uma sala privada, uma mesa para dois e um desjejum completo."

"Severus Snape!" Harry ouviu o velho barman saudar em uma voz rouca e surpresa. "Está à serviço de Hogwarts, imagino? Escoltando um pequeno nascido trouxa? Esse não é o trabalho da Senhora Minerva?"

Harry sentiu mais de um par de olhos sondarem o rosto dele, então abaixou mais a cabeça olhado fixamente para o chão.

"Não é da sua conta quem acompanho, ou o que estou fazendo." Snape cortou. "Apenas providencie o que ordenei."

"Sim, senhor." O barman concordou contrariado.

Harry foi conduzido a um corredor lateral do bar onde passaram por uma porta lateral. Na sala havia uma grande mesa de madeira posta para dois com uma grande qantidade de comida, nada mais. Toda a sala era escura, estranha e iluminada por velas como o resto do bar.

"Sente-se e coma rápido. Não há razão para ficar aqui mais do que o necessário."

Harry se sentou e observou a comida. Apesar do aspecto estranho do bar, a comida cheirava maravilhosamente bem e estava servida em quantidades que Harry nunca vira.

"Coma." Severus ordenou.

Sem pensar duas vezes Harry encheu o prato com ovos, bacon e salsicha e se serviu de um copo de um suco que nunca provara.

"O que é isso?" Perguntou tentando não falar de boca cheia.

Snape se serviu de uma xícara de chá e uma torrada com geleia apenas.

"Suco de abóbora. É a bebida favorita de muitas crianças em Hogwarts."

Harry deu de ombros. "É bom."

Harry comeu e repetiu, de alguma forma esperando que professor Snape o repreendesse por comer muito e rápido demais, mas isso não aconteceu. Aproveitou a oportunidade pois sabia que quando voltasse para os Dursley naquela noite nunca saberia quando teria a opotunidade de comer uma refeição tão completa.

"Professor, o que é um nascido trouxa?" O menino decidiu perguntar entre um pedaço de bacon e outro.

"Um nascido trouxa é uma criança mágica que nasce em uma família sem antepassados, mágicos. Trouxas são todos que não possuem magia." Snape explicou calmamente.

"Eu sou um nascido trouxa?" Harry perguntou sem compreender totalmente o conceito.

"Não, você é um mestiço ou meio-sangue, como chamamos. Sua mãe era uma nascida-trouxa. Ninguém antes dela teve habilidades mágicas em sua linhagem. Seu pai foi o que chamamos de sangue-puro. Todos na família Potter tiveram habilidades mágicas expressivas desde os tempos mais remotos. A família Potter está entre as chamadas famílias antigas."

"A Família Potter... Eu tenho algum parente mágico?" Harry nunca havia se perguntado isso. Ele teria algum parente da parte de seu pai? Se tivesse, eles se importavam com Harry ainda menos que os Dursley, já que nunca entraram em contato.

"Não. Você é o último a carregar esse nome. Você é o Chefe da casa Potter, com todos os direitos na Suprema Corte, quando tiver idade, mas se você não tiver filhos, o nome Potter será extinto e a cadeira ficará vaga para que o chefe Warlock entregue a outra casa menos proeminente."

Harry parou de mastigar e franziu a testa em preocupação. O mundo mágico parecia mais complicado a cada minuto.

"Você não precisa se preocupar com nada disso nesse momento, você terá muito tempo para aprender sobre a política e os costumes." Snape tranquilizou. "Agora concentre-se em seus estudos pois de nada servirá seu ouro e status político se for um mago incompetente."

Harry concordou aliviado.

"O senhor é um sangue-puro?" Harry perguntou.

Snape o encarou com um olhar azedo.

"Eu não devo perguntar isso?" Harry ficou confuso.

"Não é considerado educado perguntar sobre o status de sangue de outro bruxo." Snape se recuperou. "Muitos diriam que essa é uma atitude preconceituosa. Proclama-se que o status de sangue não importa, mas a verdade é que todos se importam. Mais de uma guerra foi travada por causa desse...detalhe."

Harry arregalou os olhos.

"Sinto muito senhor, não precisa me dizer."

"Eu sou um meio-sangue, como você" Snape respondeu mesmo assim.

"E... Isso é bom ou ruim?" Harry estava preocupado.

"Não é bom nem ruim, tudo depende de quão rápida é a sua varinha e quão afiada é a sua mente."

Harry estava entendendo cada vez mais a importancia de seu um bruxo inteligente e poderoso. Então concodou.

"Você é, o que você faz, Potter. Lembre-se sempre."

"Sim, senhor."

Harry mastigou em silencio mais alguns instantes.

"Posso fazer outra pergunta, professor?"

"Já está fazendo" Snape respondeu impaciente.

Harry considerou isso um sim.

"Por que eu precisei me esconder quando chegamos aqui?"

"Você quer ser abordado e perseguido por aquele bando de excêntricos lá fora? Se quiser faça a experiencia, aposto que uma semana não será suficiente para dar todos e autógrafos e apertos de mão."

Harry engasgou com a torta que estava comendo e tomou um gole do suco de abóbora.

"Isso não é sério, é? É tão ruim assim?"

"É tão ruim quanto você possa imaginar."

"Eu vou ter que andar de capa e olhando para o chão para sempre?"

Snape deu uma risadinha.

"Você pode tentar."

"E em Hogwarts Professor? Eu também vou precisar me esconder?"

"Em Hogwarts você será um aluno como qualquer outro, não importa o que os outros pensam sobre você, ou o que você pense sobre si mesmo. Não há privilégios, apenas mérito para aqueles que se esforçam. Qualquer atitude de fanatismo por parte dos seus colegas será imediatamente corrigida pelo corpo docente"

O menino soltou um suspiro aliviado.

"Que bom, senhor. Acho que não posso lidar com isso. Eu gosto de ser apenas eu."

"Harry, infelizmente isso é uma coisa que você nunca mais será."

Harry ficou imaginando o que isso significava.



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